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Comparação
entre o
Realismo e o Naturalismo |
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Contexto históricoO século XIX, principalmente na segunda metade, é um período difícil de ser caracterizado, pela variedade de fatores que intervêm na configuração da época. Para compreende-lo, é necessário examinar alguns de seus traços principais.
A. Sociedade
Na Europa, a aristocracia feudal e a Igreja deixam de desempenhar um papel orientador na vida política. A classe média, cuja maneira de viver nada tem em comum com a aristocracia tradicional, passa a ocupar o primeiro plano no cenário histórico.Mais tarde, classe média e operariado, cujos objetivos se confundiam, começam a separar-se. Dessa separação decorre a consciência do proletariado e sue esforço no sentido de se organizar. São essas condições que propiciam o Manifesto Comunista de 1848, em que Marx e Engels analisam a situação do proletariado e apontam soluções para os problemas detectados.
B. Economia
O racionalismo econômico do período leva a uma industrialização cada vez mais intensa, com a conseqüente vitória do capitalismo financeiro."O dinheiro é a grande força que domina toda a vida pública e privada e toda a força, capacidade, todos os direitos, passam a se exprimir através dele. Tudo, para ser compreendido, tem que se reduzir a um denominador comum: o dinheiro."A origem do capitalismo moderno se prende a esse contexto. Não se deve imaginar, no entanto, que o capitalismo tenha surgido nesse período. O que ocorre, na verdade, é que as linhas diretrizes fundamentais desse modelo econômico, que se evidenciaram desde o Renascimento - o capitalismo mercantil - emergem agora com clareza absoluta, não sofrendo a interferência de qualquer tipo de tradição. É a origem e afirmação do capitalismo industrial.
(Arnold Hauser)Dessas linhas diretrizes, que sustentam o modelo capitalista, a mais importante talvez tenha sido a tentativa de anular a interferência humana sobre qualquer empreendimento econômico. Conseqüentemente, elimina-se qualquer atenção a circunstâncias pessoais. A empresa passa a ser um órgão autônomo, que leva em consideração apenas e tão-somente seus próprios interesses e objetivos. Dessa situação deriva a oposição entre o capitalismo industrial e as classes assalariadas ligadas à pequena burguesia.Uma nova revolução parece iminente.
C. Ciência
O enorme progresso científico da época gerou a teoria de que todos os fenômenos aparentemente isolados, na verdade, pertenciam a uma única realidade material.É notável o desenvolvimento das ciências biológicas. A título de exemplo, citamos algumas descobertas do período: a utilização do éter na anestesia, a assepsia, a teoria microbiana das doenças, a descoberta dos microorganismos responsáveis pela sífilis, malaria e tuberculose, a descrição dos hormônios e vitaminas. As ciências genéticas, a paleontologia, a geologia, a identificação da energia mecânica, do calor, da luz e do eletromagnetismo soa algumas descobertas que também merecem destaque.
Todo esse desenvolvimento científico vai representar a derrota do idealismo e tradicionalismo e a vitória do ponto de vista científico na compreensão e na análise da realidade. Foi uma época marcada pela crença no progresso da civilização industrial e mecânica. Segundo o escritor francês Flaubert, "depois da falência de todos os ideais, de todas as utopias, a tendência agora é manter-se dentro do campos dos fatos e de nada mais do que fatos".
D. Filosofia
Já que os princípios e os métodos das ciências naturais apresentam, bons resultados, tenta-se aplicar esses mesmos princípios e métodos a filosofia, com a expectativa de que resultados semelhantes pudessem ser obtidos também nessa área.Por essa razão, as concepções filosóficas da época revestem-se de um caráter materialista, limitando-se à experiência sensível e imediata. Some-se ainda a essa influência das ciências naturais, a reação contra o idealismo do período anterior, que "alternava" a ciência, a história e a experiência.
Evidentemente, essa concepção filosófica vinha ao encontro de uma sociedade que tinha como base a valorização da atividade econômica, produtora de bens materiais. Servia, por isso, de sustentação para a ideologia econômica vigente.
A principal corrente filosófica da época é o positivismo. Como se pode perceber, todas as manifestações da segunda metade do século XIX repousam sobre o materialismo de caráter científico. A sociedade da época gira em torno do materialismo e da ciência. Esse período histórico recebe o nome genérico de Realismo.
Manifestações Artísticas
Pintura
A arte realista vai introduzir uma grande novidade, que é a representação do real de uma maneira absolutamente isenta de idealização e sentimentalismo. O povo tornou-se tema de pintura, fato que representou uma tomada de posição política por parte dos pintores que seguiam a nova estética. Para eles, verdade social e verdade artística se identificavam, tornando-se a arte um meio de denúncia da ordem social vigente, um protesto contra as classes dominantes. E nesse sentido que os personagens representados incorporam toda a vulgaridade, a rudeza, a fealdade das classes menos privilegiadas, que são elevadas à categoria de heróis.
Literatura
Estilos de época
Portugal
1189/ 1198
1418 1527 1580 1756 1825 1865 1890 1915 Trovadorismo Huma-nismo Classicismo Barroco Arcadismo Romantismo Realismo/ naturalismo Simbolismo Modernismo Brasil
1500 1601 1768 1836 1881 1893 1902 1922 Literatura de Informação Barroco Arcadismo Romantismo Realismo Naturalismo Parnasianismo Simbolismo Pré-Modernismo Modernismo A literatura vai refletir, também, a nova maneira de conceber e expressar o mundo. Surge, então, um novo estilo de época denominado Realismo/Naturalismo. Antes de mais nada, é preciso ressaltar que o realismo existiu em arte toda vez que a expressão da realidade se processou de maneira documental, fotográfica, objetiva, enfim, sem a participação do subjetivismo do artista. Enquanto estilo de época, o termo Realismo/Naturalismo deve ser compreendido como um conjunto de tendências artísticas que predominaram durante a segunda metade do século XIX.
É necessário fazer uma distinção entre Realismo e Naturalismo.
"Saindo do Realismo ...o Naturalismo dele se diferencia por conduzir a ciência para o plano da obra de arte, fazendo desta como que meio de demonstração de teses científicas, especialmente de psicopatologia. O Realismo, mais esteticizante, embora se apóie no que as ciências do século XIX vinham afirmando e desvendando, não vai até à profundidade analítica do Naturalismo, donde advém sua não-preocupação pela patologia, característica do romance naturalista. A par disso, enquanto o Naturalismo implica uma posição combativa, de análise dos problemas que a decadência social evidenciava, fazendo da obra de arte uma verdadeira tese com intenção científica, o Realismo apenas ‘fotografa’ com certa isenção a realidade circundante, sem ir mais longe na pesquisa, sem trazer a ciência, dissertativamente, para plano da obra.
Em suma, realistas e naturalistas amparam-se nos mesmos preconceitos científicos bebidos na atmosfera cultural que envolve a todos, mas diferenciam-se no modo como aproveitam os dados de conhecimento na elaboração da sua obra de arte.
Características do Realismo/Naturalismo
Bloco A. Personagens
1 – A visão biológica do homem domina a estruturação dos personagens. Conseqüentemente, o escritor da época enfatiza a dimensão animal e a satisfação de necessidades materiais e instintivas, assim como os condicionamentos hereditários, que induzem o personagem a ser desta ou daquela maneira.2 – O escritor realista/naturalista escolhe como personagem o homem comum, real, com todos os seus contrastes (beleza/feiúra; rudeza/requinte, etc.) sem idealizá-lo. Por isso, os personagens são tipos vivos e concretos.
3 – Todos os atos dos personagens fundamentam-se em causas que os determinam (lei da causalidade). Essas causas podem ser de ordem biológica ou social, mas dificilmente são de natureza espiritual. Graças a essa lei da causalidade, nenhuma atitude do personagem é gratuita e cada uma delas esta fundamentada numa explicação científica plausível.
4 – Na descrição do personagem existe a preocupação com os detalhes, pois o escritor quer representar a realidade da maneira mais exata possível.
5 – O personagem é condicionado pelo meio físico e social em que vive. Por isso, o homem passa a não ter nenhum privilégio diante do animal, visto que todos estão sujeitos ‘as mesmas leis.
Bloco B. Espaço
1 – Para atingir seu objetivo de retratar fielmente a realidade, o escritor da época prende-se a:Impressões sensíveis (gosto, olfato, visão, tato, audição) Minúcias
2 – O ambiente funciona como condicionador do personagem, podendo determinar mudanças em seu comportamento.3 – Existe uma nítida preferência por espaços miseráveis e socialmente inferiores ou desequilibrados.
Bloco C. Linguagem
1 – O ritmo da narrativa é lento, devido à preocupação com minúcias.2 – Buscando atingir a perfeição formal, o realista/naturalista escreve de maneira clara e correta
3 – A linguagem é mais simples que a dos românticos.
4 – Existe uma seqüência lógica na apresentação dos fatos.
5 – Nota-se a preferência por períodos curtos.
Bloco D. Ponto de Vista
"Depois da falência de todos os ideais, de todas as utopias, a tendência agora é manter-se dentro do campo dos fatos, e de nada mais do que de fatos".Essa afirmativa do escritor francês Flaubert resume o ponto de vista dos escritores da época. Para atingir a objetividade:
1 – O narrador assume, diante da realidade, uma posição impessoal;
2 – Eliminam-se os acasos e milagres no desenvolvimento do enredo;
3 – O autor atribui ao romance o objetivo de estudar a realidade social e os mecanismos sócio-psicológicos;
4 – O narrador luta pela verdade, incorporando, se for preciso, até aspectos que possam parecer asquerosos;
5 – A literatura realista/naturalista define-se, por isso, como uma literatura engajada, de combate aos valores sociais vigentes, numa rebeldia aberta contra o idealismo romântico.
As características desse último bloco, dificilmente podem ser detectadas em pequenos trechos de obras.
Por isso, para observar a ocorrência desse ponto de vista é necessário a leitura integral de pelo menos um romance do período.
O Realismo/Naturalismo em Portugal (1865-1890)
Todas as transformações culturais, políticas e científicas que ocorreram na Europa, na segunda metade do século XIX, também conduziram Portugal a uma renovação ideológica e artística que se manifestou com mais veemência numa polêmica denominada "Questão Coimbrã".
Na "Questão Coimbrã" defrontam-se elementos conservadores e os adeptos das novas correntes ideológicas. O escritor romântico A. F. de Castilho, no posfácio que escreveu ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, acusa um grupo de jovens de Coimbra de exibicionismo e do cultivo de temas impróprios à poesia.
Entre os escritores acusados está Antero de Quental que, no folheto denominado Bom Senso, Bom Gosto, ridiculariza Castilho e defende a nova geração de escritores. Formam-se dois partidos, pró e contra Castilho, o que torna evidente a oposição românticos X realistas/naturalistas
A consolidação de nova geração vai-se processar através das Conferencias do Cassino Lisbonense, série de palestras em que os novos escritores expõem seu posicionamento ideológico.
Destacam-se no Realismo/Naturalismo português:
A. Poesia
1 – Antero de Quental: Odes Modernas (1865); Versos dos 20 anos (1871); Raios da Extinta Luz (1892)2 – Cesário Verde: O Livro de Cesário Verde (1887) – coletânea de toda sua obra, publicada postumamente.
3 – Guerra Junqueiro: Os Simples (1892)
B. Prosa
1 – Eça de Queirós
Romances: O Mistério da Entrada de Sintra (1871) – em colaboração com Ramalho Ortigão; O Crime do Padre Amaro (1875); O Primo Basílio (1878); O Mandarim (1879); A Relíquia (1887); Os Maias (1888); A Ilustre Casa de Ramires (1900); A Cidade e as Serras (1901); A Capital (1925); O Conde de Abranhos (1925); Tragédia da Rua das Flores (publicado em 1980)2 – Fialho de Almeida: Contos (1881); A Cidade do Vício (1882); O País das Uvas (1893)
O Realismo/Naturalismo no Brasil (1881-1893)
Contexto Histórico
Na segunda metade do século XIX, profundas mudanças alteram o cenário sócio-político-econômico do Brasil. Essas mudanças preparam o terreno para a implantação de novas idéias entre nós. Um exame rápido desse momento histórico ajudará a compreender melhor o surgimento do Realismo/Naturalismo na literatura brasileira.A. Economia
Em 1850, extingue-se o tráfigo de negros. Desse fato ocorrem duas importantes conseqüências:A liberdade de comerciar com o exterior, por sua vez, impulsionou o comércio de trocas, dando lugar ao crescimento da burguesia mercantil. A atividade mercantil, que tinha sido relegada a segundo plano durante a fase colonial, ocupa agora o primeiro lugar.
- Capitais vultosos que saiam do país para pagar a importação de escravos, estavam agora me disponibilidade, sendo reinvestidos geralmente em atividades urbanas, fomentando o progresso da burguesia mercantil.
- Como decorrência da abolição, que aconteceu 30 anos mais tarde, um novo tipo de mão-de-obra deu entrada no mercado: a do imigrante assalariado; isso trouxe desequilíbrios sociais e introduziu novo estilo de vida. Os negros, em geral, foram marginalizados da sociedade, pois não tinham condições de competir com o imigrante que era melhor qualificado tecnicamente.
Some-se a esses fatos o deslocamento do eixo econômico do país para a região Sul, graças ao crescimento da lavoura e do comércio cafeeiro, que criou novas áreas populacionais e, conseqüentemente, novas fontes produtoras e consumidoras.
Toda essa modificação econômica teve como infra-estrutura um notável progresso tecnológico: melhor aparelhamento dos portos, inauguração da primeira estrada de ferro, inauguração do telégrafo, aparecimento da luz elétrica. Além disso, criaram-se bancos particulares e o novo Banco do Brasil foi instalado em 1853.
A economia da época era fundamentalmente agrícola (cana-de-açúcar e café), precária e dependente do auxílio exterior. Os latifundiários detinham não só o poder econômico mas também o poder político.
B. Política e sociedade
O final do século XIX caracterizou-se por transformações radicais em muitos setores da sociedade brasileira.Com a Abolição da Escravatura, foi introduzido o trabalho assalariado no país, principalmente nas fazendas do oeste paulista, onde já se empregavam técnicas avançadas de produção.
A aristocracia rural, que dominava a sociedade tanto política quanto economicamente, vai gradativamente perdendo terreno para uma classe média urbana emergente, que começa a ter alguma representação social.
Todos esses fatores propiciam o surgimento do capitalismo no Brasil, ainda que de forma bastante incipiente.
Era uma época de grande conturbação social e política: a classe média urbana contestava a ordem vigente; as relações entre a Igreja e o governo imperial ficaram estremecidas em decorrência da expulsão dos maçons das irmandades religiosas, problema que passou para a história com o nome de "Questão Religiosa"; da mesma forma estavam abaladas as relações entre Exercito e o Imperador, que havia punido alguns oficiais por terem discutido publicamente assuntos militares, consubstanciando a chamada "Questão Militar".
Todos esses fatos contribuíram para a constatação de que a monarquia era um regime superado. A forma de governo republicana surgia como alternativa que acabou se concretizando em 1889. A república brasileira foi proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, com o respaldo de todos os demais setores representativos da sociedade que estavam descontentes com o regime monárquico.
C. Filosofia
O clima, como se pode perceber, é francamente favorável à aceitação de uma nova maneira de ver e analisar a realidade do país. O positivismo, de origem francesa, representou essa visão nova.Segundo o crítico Werneck Sodré, "...um dos intrumentos importados que encontrou utilização mais eficiente e prestou-se como poucos à exteriorização dos sentimentos da classe média, que começa a ter um papel social e político de relevo na época do positivismo... a influência dele é um dos traços mais característicos da época..."
O positivismo seduziu a juventude militar da época e também a jovem burguesia agrária, que estava mais propensa a aceitar os padrões científicos propostos na Europa, crendo encontrar neles um meio de solucionar os problemas do momento.
O positivismo encontrou seu maior porta-voz nos membros da chamada Escola de Recife, um grupo de intelectuais que, liderados por Tobias Barreto, lutou pela implantação das novas idéias e colocou-se contra o Romantismo decadente.
Resumidamente, esse é o panorama de período. São essas as forças que preparam o terreno para o surgimento de uma nova maneira de expressar a realidade através da arte: o Realismo/Naturalismo.
Manifestações Artísticas
A. Pintura
A preocupação de alguns artistas com o meio e o homem brasileiro intensificou-se no final do século XIX, com o advento da República.A tendência reflete-se nas obras de Almeida Júnior, Modesto Brocoso e Pedro Weigarten, que fixaram cenas, costumes, tipos regionais numa primeira tentativa de alterar as diretrizes artísticas do país.
B. Arquitetura
Como conseqüência da riqueza trazida pelo café, altera-se o panorama da arquitetura, com o surgimento de suntuosas residências dos barões do café, encomendadas a arquitetos estrangeiros. Aparecem novos estilos nas plantas e técnicas construtivas, com a utilização do tijolo de barro queimado.Como um novo sistema de escoamento das águas pluviais foi descoberto,os tetos mudam de feição; introduzem-se as platibandas enquanto os antigos beirais são abolidos.
C. Literatura
O Realismo/Naturalismo se concretizou no Brasil através do romance naturalista de Aluísio de Azevedo (O Mulato) e do romance realista de machado de Assis (Memória Póstumas de Brás Cubas), ambos de 1881.A poesia do período, ao lado de uma tendência científica, vai apresentar novas concepções estéticas denominadas, no seu conjunto, de Parnasianismo.
Deve-se notar, ainda, uma tendência a desenvolver o regionalismo a que o Romantismo dera início. Agora, sob novo enfoque, escritores como Domingos Olímpio e Manuel de Oliveira Paiva focalizam os ambientes do interior do Brasil, sem aquela intenção idealizadora que marcara o romantismo, porém com maior objetividade e, principalmente, chamando a atenção para o perigo de descaracterização que o sertão começa a correr, graças à invasão do progresso.
A literatura realista/naturalista brasileira apresenta, de modo geral, as mesmas características da literatura européia do período, com variações locais. Pela natureza particular de sua obra, um escritor será estudado à parte: Machado de Assis.
A produção literária de fins do século XIX no Brasil permite o seguinte quadro-resumo de autores e obras:
Tendência realista
1. Machado de Assis:
Poesia - Crisálidas (1864); Falenas (1870); Americanas (1875)
Romances - Romances da 1ª fase, Ressurreição (1872); A Mão e a Luva (1874); Iaiá Garcia (1878);
Romances da 2ª fase, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro (1900); Esaú e Jacó (1904); Memorial de Aires (1908)
Contos - Contos Fluminenses (1870); Histórias da Meias-Noite (1873); Papéis Avulsos (1882); Histórias sem Data (1884); Várias Histórias (1896); Páginas Recolhidas (1899); Relíquias de Casa Velha (1906)
Escreveu ainda crônicas e peças teatrais.2. Raul Pompéia: Uma Tragédia no Amazonas (1880); O Ateneu (1888)
Ainda não editados em livro: Microscópios (contos) – publicados no jornal Comédia (SP); Agonia (romance)
Alma Morta (meditações) – publicados na Gazeta da Tarde; As Jóias da Coroa (novela) – publicada na Gazeta de NotíciasTendência Naturalista
1. Aluísio de Azevedo:
Romances ainda ligados ao Romantismo: Uma Lágrima de Mulher; Mistérios da Tijuca ou Girândola de Amores (1882); Memórias de Um Condenado (A Condessa Vésper)- (1882); Filomena Borges (1884); O Esqueleto (1890); A Mortalha de Alzira (1894)Romances Naturalistas: O Mulato (1881); Casa de Pensão (1884); O Coruja (1885); O Homem (1887); O Cortiço (1890); O Livro de Uma Sogra (1895)
Escreveu ainda crônicas, peças de teatro e contos.2. Inglês de Sousa: O Cacaulista (1876); O Coronel Sangrando (1877); O Missionário (1888); Contos Amazônicos (1893)
3. Adolfo Caminha: A Normalista (1893); O Bom Crioulo (1895); Tentação (1896)
Tendência Regionalista
Manuel de Oliveira Paiva: Dona Guidinha do Poço; A Afilhada; Ambos os romances publicados postumamenteDomingos Olímpio: Luzia-Homem (1903) – romance
A retomada da linha regionalista aparece posteriormente em obras de escritores do fim do século XIX e início do século XX, com Waldomiro Silveira e Simões Lopes Neto.
