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Domingos
Olímpio Braga
Cavalcante |
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Nasceu em Sobral, a 18 de setembro de 1850.
Filho de Antônio Raimundo Cavalcanti e Rita Braga Cavalcanti. Bacharelou-se
em 1873, pela Faculdade de Direito de recife. Voltando ao ceará,
aqui residiu até 1879, quando se transferiu para Belém,
onde advogou, foi Deputado à Assembléia Provincial e batalhou
no jornalismo, na defesa das idéias abolicionistas e republicanas.
Em 1891, mudou-se para o Rio de Janeiro e foi nomeado Secretário
da Missão Diplomática que, em Washington, daria solução
ao litígio, sobre fronteiras, aberto entre o Brasil e a Argentina.
Escreveu, então, a História da Missão Especial de
Washington, ainda inédita. Seu primeiro romance Luzia Homem, data
de 1903. Na revista “Os Anais”, publicou outro romance O Almirante, de
costumes cariocas, e a novela Uirapuru, em que descreve cenas do extremo
norte. Para o teatro, produziu dramas e comédias: A Perdição,
Rochedos que Choram, Túnica de Néssus, Tântalo, Um
Par de Galhjetas, Os Maçons e o Bispo. Foi com Luzia Homem que se
enfileirou entre os grandes autores brasileiros. Domingos Olímpio
é Patrono da cadeira nº 8 da Academia Cearense de letras. Faleceu
a 06 de outubro de 1906, no Rio de Janeiro.
Por sua composição "Luzia-Homem",
publicada em 1903, é considerado um clássico, enquadrando-se
no gênero "Ciclo das Secas", da Literatura Nordestina. Compôs
várias peças teatrais, tendo se realçado também
na carreira jornalística. Fundou e dirigiu a revista "Os Anais",
onde publicou o romance "0 Almirante", deixando incompleto "Urapuru", também
romance.
Alguns de seus romances são realistas,
de cunho regionalista como se observa nos tipos e cenas que descreve. Sua
prosa é exuberante, dúctil e pitoresca. É considerado
o precursor do moderno romance brasileiro.
Autêntica Literatura Nordestina
Domingos Olímpio, precursor do moderno romance regionalista brasileiro, cria a personagem Luzia-Homem, protagonista que confere título à sua mais conhecida obra e que reúne qualidades físicas de homem e a beleza plástica de mulher. No romance, Luzia integra um grupo de retirantes, e sua figura forte e personalidade marcante logo atrai a atenção dos homens que disputam o amor da heroína. Considerado um clássico da Litaratura Nordestina, enquadrado no gênero Ciclo das Secas.
Jornalismo, Teatro e Romances
Escreve várias peças teatrais e segue a carreira jornalística. Funda e dirige a revista Os Anais, onde publica, na forma de folhetim o romance O Almirante. Deixa um romance incompleto: Urapuru.
Obras do Autor
Luzia-Homem (1903),O Almirante, Urapuru (incompleto)
LUZIA-HOMEM
A ação de Luzia-Homem transcorre
no Ceará, em 1878. A protagonista que confere título à
obra, reúne qualidades físicas de homem e a beleza plástica
de mulher. Integrada num grupo de retirante, logo sua figura soberba chama
a atenção de homens diametralmente opostos: Crapiúna,
soldado de maus bofes, e Alexandre, honesto e trabalhador.
Crapiúna, a fim de conseguir as boas
graças de Luzia, arma uma calúnia contra Alexandre, e este
é preso sob acusação de roubo. Graças à
interferência de Teresinha, pobre desgraçada mas ainda animada
por uns restos de virtude, tudo se esclarece e Crapiúna acaba sendo
levado para a cadeia em lugar de outro.
Assim, Luzia e Alexandre podiam realizar
seu sonho: ir para a praia com a mãe dela, velha entrevada, casar-se.
Em caminho, Luzia, enveredando por um atalho, topa com Crapiúna,
que fugira da prisão para vingar-se de Teresinha. Lutam, e o soldado
apunhala a moça, em seguida despenca no precipício.
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