A Escrita

 

A Literatura - floresceu nos diversos gêneros, destacando-se os escritos filosóficos, tais como: "Máximas de Ptahhotep", "Canção do Harpista", "Diálogo de um Misantropo com sua Alma", e nas obras religiosas, como "Hino ao Sol", de Amenófis IV. Os egípcios deixaram vários livros escritos, a maioria de temas religiosos como o famoso "Livro dos Mortos".

A Escrita - os egípcios, desde os primeiros tempos, deixaram gravadas em pedra e vasos figuras de objetos, plantas e animais, que adquiriram valor representativo, dando origem à escritura hieroglífica, que significa "gravação sagrada". Quem a decifrou foi o sábio francês Jean-François Champollion, estudando um decreto sacerdotal escrito em hieroglífico, demótico e grego, da pedra de Roseta, encontrada por um soldado de Napollion, em 1799. Criou Champollion a Egiptologia, ciência que consiste em decifrar e traduzir as inscrições dos documentos egípcios. Na redação de documentos, adotaram os egípcios a escrita hierática. A escrita popular chamava-se demótica.

Os egípcios escreviam principalmente numa planta chamada papiro, abundante às margens do Nilo. O miolo do papiro era cortado e as partes eram ligadas umas às outras e prensadas, formando rolos que inclusive eram exportados para povos vizinhos.

Papiro

O papiro, cetro mágico das deusas e imagem sagrada, era planta heráldica do Baixo Egito. Encontrava-se como elemento de decoração em todas as atividades do Egito Faraônico.

 

Em Busca de uma Linguagem Perdida

A chave capital para a tradução dos hieróglifos foi uma laje quebrada de basalto negro desenterrada pelos soldados franceses que cavavam trincheiras perto de Rachid, ou Roseta, durante a campanha de Napoleão no Egito em 1799. A proclamação nela gravada em louvou de Ptolomeu V no ano 196 a.C. tem relativamente pouca significação. O que é importante é o fato de a inscrição aparecer em duas línguar. Embora os estudiosos tivessem compreendido imediatamente o valor do texto grego para a decifração dos hieróglifos e da escrita egípcia denominada demótica, só 23 anos depois é que a pedra de Roseta revelou os seus segredos com a decifração de uma única palavra dos hieróglifos.

O decifrador, Jean-François Champollion, foi um lingüista brilhante que trabalhou sobre uma cópia, de 1808, da inscrição da pedra de Roseta. Tendo lidado com essa cópia durante quatorze anos, jamais viu a própria pedra.

STARMEDIA        CERRAR