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Poemas
do Velejador
Pôr-do-sol
Entardecer.
O Sol vai se indo,
Caindo devagarinho,
Baixando seu poder.
Enfraquecer.
Sua força está se definhando,
Com seus últimos raios,
As montanhas banhando.
Enrubescer.
Seus agonizantes feixes de luz
Adornam as pradarias e pastagens;
Com os rubros remanescentes de energia
Ainda a envermelhecer as corpulentas nuvens,
Transformando-as em sonhos dourados.
Escurecer.
Somente resta agora uma fina camada de azul,
Encapando levemente as formas da serra.
As estrelas descobrem suas faces,
Sorrindo e cintilando em emoção.
Anoitecer.
A abóbada mergulha em escuridão,
Triste e gélida negridão,
Alumiada pelo nascente luar:
Radiante e contagiante sorriso lunar.
Renascer.
O ciclo do Sol se reflete em meu ser:
Me entristeço.
Me escureço.
Me anoiteço...
Me entristeço, em decepção.
Me escureço, em falta de querer,
Me anoiteço, em triste solidão.
Porém, com uma certeza permaneço:
O fiel surgimento de um novo e terno
Raiar.
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