VANGUARDA 53- Pag. 2

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C A R T A S





Consciência Superficial

Enviada por Cláudio Fajardo
   No mundo da matéria, temos, primeiro, os fenômenos; depois, vossa percepção sensória e, finalmente, por meio de vosso sistema nervoso convergente para o sistema cerebral, vossa síntese psíquica: a consciência. Até aqui chegasteis, pela pesquisa científica e experiência cotidiana. Vosso materialismo não errou, quando viu nessa consciência uma alma, filha da vida física e destinada a morrer com ela. Mas é apenas uma psique de superfície, resultado do ambiente e da experiência, servindo à satisfação de vossas necessidades imediatas; sua tarefa termina quando vos tenha guiado na luta pela vida. (P. Ubaldi - A Grande Síntese). Gostaria que você falasse um pouco mais sobre esta consciência ou psique de superfície, seria o instinto de conservação?

Resposta de Pedro Orlando Ribeiro
   No nosso atual nível evolutivo podemos falar de três níveis na nossa personalide: Subconsciente, Consciente e Superconsciente. Somos inconscientes no subconsciente e no superconsciente. No consciente sentimos a nossa atividade psíquica, temos a noção clara da nossa identidade como seres humanos. Esta é a zona de aquisição e de trabalho e, portanto, sede da nossa capacidade de escolha (livre arbítrio) e da razão. A consciência de superfície é adequada à vida terrestre.

   Concluída a sua função neste mundo ela morre com a morte e, somente a essência do seu aprendizado é transferida ao subconsciente como instintos automáticos que sobem à consciência como reações inconscientes, frente a situações vivenciais que ativam os instintos. Exemplo; a nossa reação para correr face a um perigo iminente formam, com várias outras reações, o chamado instinto de conservação. Já o superconsciente (no nosso nível evolutivo) é a sede da intuição e da inspiração, qualidades ainda pouco desenvolvidas na espécie humana pois ainda estão em formação. Este superconsciente no futuro tomará o lugar do consciente.
Em cada reencarnação assumimos uma personalidade consciente diferente da atual, já que estaremos na presença de outras condições de vida; mas contaremos com um subconsciente mais rico de qualidades devido ao acréscimo do "suco destilado" dos trabalhos efetuados pelo nosso consciente atual. É assim que se explica porque Mozart compunha complexas músicas na idade de 5 anos sem nenhum esforço consciente. Este esforço de aprendizado ele o fez em vidas passadas. Todos somos possuidores de talentos que exercemos sem nenhum esforço consciente. Nem reparamos nisto e muitas vezes nem damos o devido valor, pois isto não nos custa nada. Hoje estas qualidades são inatas mas, no passado, nos custaram muito trabalho e sofrimentos.



Mensagens de "Fragmentos de Pensamento e de Paixão"

   Há tantos destinos quantos são os homens, destinos que elevam, que estacionam, que descem.

* * *

A verdade penetra, convence e conquista a consciência.
* * *

Os que subiram à escada da evolução e ajudaram os outros a subir não viveram em vão.

   O mundo louco arma-se contra si mesmo, com perspectivas sempre mais desastrosas, de recursos tremendos em face dos atuais progressos científicos. Uma conflagração bélica não deixará mais nenhum homem salvo sobre a Terra, se a loucura humana não se detiver a tempo. Onde o homem assim procede não existe senão uma extrema defesa: o abandono de todas as armas.

O Culto do Evangelho no Lar






   O Culto do Evangelho no Lar é, sem dúvida, uma necessidade na família. Envolve o Lar e adjacências num clima de paz que perdura pelo tempo a que fizemos jus.

   Excelente exercício de disciplina, de amor e perseverança, fortalece as bases de todos que, por injunções das leis naturais e da própria vida em sociedade, relacionam-se e vão continuar a relacionar-se com o semelhante e com Deus.

   Sobre essa prática semanal abençoada, jamais poderíamos acrescentar algo às abordagens de um Emmanuel, Néio Lúcio, Joanna de Angelis e tantos outros - espíritos e encarnados - que analisaram o tema. Pensamos, então, em dizer dos acertos e desencontros que ocorrem na hora do Evangelho no Lar, trazendo reflexões. Dessas reflexões, quem sabe, acréscimos positivos possam advir, na forma de retoques e correções de rumo, ou na da criatividade que devemos cultivar.

   É do conhecimento de todos nós que cartas magnas, estatutos, manuais de instruções, bulas, roteiros, visam orientar, estabelecer normas, parâmetros, padrões de utilização e critérios. Caso contrário, cada um usaria seus direitos, sua liberdade, seus equipamentos, do jeito que lhe aprouvesse e isso não daria bom resultado... Pois bem, o Culto do Evangelho também tem os seus critérios. São orientações básicas que visam ajudar-nos a obter o melhor aproveitamento possível desse esforço, alimento indispensável à família cristã que preza esse adjetivo. Os momentos que antecedem o início da reunião familiar devem ser acompanhados de um serenamento geral no lar. Pacificação interior, sem sons incompatíveis de rádio, de televisão, que serão substituídos pela música suave e leituras preparatórias, de cada um.

   Inicia-se, então, com uma prece. Em seguida, o estudo propriamente dito da Boa Nova, os comentários, o diálogo, as conclusões, os pedidos intercessórios, quando necessários e, por fim, a prece final de agradecimento.

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