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Quando...
Filho meu!
Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: "Eu sou Aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas"!
Quando te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que, em torno, há indiferença, acerca-te de mim: "Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos"!
Quando se te extinguir o ânimo para arrostares às vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: "Eu sou a Força capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo"!
Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: "Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranquilidade para teu espírito"!
Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: "Eu sou a Paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis"!
Quando te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por mim: "Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e te minora os padecimentos"!
Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: "Eu sou a Sinceridade, que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e excelsitudes de teus ideais"!
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Por Rubens C. Romanelli
do livro "O Primado do Espírito"
Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por mim: "Eu sou a Alegria que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior"!
Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: "Eu sou a Esperança que te robustece a fé e te acalenta os sonhos"!
Quando a impiedade recusar-se a revelar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: "Eu sou o Perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação do teu espírito"!
Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções e o ceticismo te avassalar a alma, recorre a mim: "Eu sou a Crença que te inunda de luz o entendimento e te habilita para a conquista da felicidade"!
Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento do teu semelhante, aproxima-te de mim: "Eu sou a Renúncia que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo"!
E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. "Eu sou a Dinâmica da Vida e a Harmonia da Natureza"! Chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o Espírito"!
Estende-me, pois a tua mão, ó alma filha de minh´alma, que eu te conduzirei, numa seqüência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do Infinito, sob a luz brilhante da Eternidade. |
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Calma
Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade
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valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades apareceram, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
André Luiz
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Em casa
Ninguém foge à lei da reencarnação.
Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.
Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.
Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.
Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.
Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes.
Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o cálice amargo da redenção.
Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.
Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.
Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência.
Hoje, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância.
Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a punhaladas de ingratidão.
Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faz o melhor que possas.
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam.
A humildade é chave de nossa libertação.
E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.
Emmanuel
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