Pietro Ubaldi, missionário dos novos tempos
|
|
Às oito horas e trinta minutos da noite de dezoito de agosto de 1886, nasceu Pietro Ubaldi, em Folígno, pequena cidade italiana., perto de Assis; e naquela região impregnada da espiritualidade de São Francisco, ele foi tendo o seu contato com este mundo, mundo que sempre lhe pareceu muito estranho pelo jogo desesperado de egoísmos que percebeu.
Em 1931, tinha quarenta e cinco anos. Inicia-se, então, seu gigantesco trabalho. Sua inspiração atinge alturas jamais sonhadas, dando explicação genérica, sintética e profundíssima de toda a fenomenologia universal e analisando, ao mesmo tempo, objetivamente a sua própria e a evolução de toda a humanidade, através das 24 obras escritas.
Depois de analisada sua Obra, pode-se constatar a magnitude e o interesse palpitante que ele encerra para a Humanidade de nossos dias. Pietro Ubaldi nunca pretendeu fazer prosélitos, formar grupos ou desencadear lutas ideológicas. Insistindo nestes pontos, ele mesmo
|
|
declara em seus livros que seu único propósito é fazer o bem e contribuir para que este mundo alcance, quanto antes, a sua maturidade espiritual. Tudo expor, nada impor. Diz Pietro Ubaldi:
"Olhando bem, vi que a Lei não tem necessidade de pregador para funcionar. Ele pode ser útil para advertir, transmitir a idéia, mas não representa a força decisiva, determinante de atuação. O que leva necessariamente à aplicação da Lei não são as palavras, mas os fatos, não as ameaças de pena, mas penas reais que atingem os transgressores, que representam o único discurso suficientemente claro para ser compreendido por todos. Entendido o problema, deixei as exortações, convencido de que a Lei sabe ensinar por si, e me pus a demonstrar como, automaticamente, ela sabe fazer-se respeitar e por-se em prática por si mesma".
Colaboração de Eugênio / Milene
Brasília. DF
|
|
|
Nos trilhos mais íntimos |
|
|
Além da beneficiência que os recursos amoedados conseguem realizar, uma beneficiência existe, ao alcance de todos, que pode frondejar e frutescer nos trilhos mais íntimos do cotidiano, começando por dentro do próprio lar.
É o verbo que se cala ante a maledicência ou a palavra otimista, que alimenta as boas intenções, convertendo-as em obras elogiáveis.
É a gentileza que se dispensa ao vizinho, no culto do entendimento e da cordialidade, que perdoa espontaneamente o gesto infeliz de algum companheiro.
É o pensamento amigo que a bondade exterioriza, em favor do necessitado de paz, ou a prece que se formula em apoio aos irmãos caídos em provação e desvalimento.
É o serviço aparentemente insignificante que se pode prestar aos que nos compartilham das experiências diárias, quais sejam a informação útil ou a condução de um fardo pequenino.
É a generosidade com que nos será justo suportar irreflexão desse ou daquele interlocutor e a desculpa sem queixa para com as ofensas recebidas.
Dessa benemerência, às vezes, despercebida nas agitações do mundo, nascem valio |
|
sos fatores para a harmonia da existência.
Aprendamos a tolerar-nos uns aos outros, sem atrito, sem mágoa e sem lamentações.
Reconheçamos que a possível falta de alguém, tanto quanto a enfermidade de companheiro determinado, poderiam ser nossas.
E não olvidemos que o nosso beneficiário de hoje poderá ser o nosso benfeitor de amanhã.
Situando o próprio coração em nossos gestos, marcando a nossa romagem com o selo da compreensão e do amor, estaremos efetivamente seguindo os exemplos do Amigo Celeste, que nos auxilia e socorre, de instante a instante, sem que venhamos a perceber.
Emmanuel
Frase de "A Grande Síntese"
O destino, como efeito que é do passado, contém por isso zonas de absoluto determinismo, mas a esse se sobrepõe, a todo momento, a liberdade do presente, continuamente aproveitável, que tem o poder de nele imitir sempre novos impulsos e, nesse sentido, corrigir os precedentes.
|
|
|