VANGUARDA 48 - Pag. 2

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Ecos do 5º Congresso

Gilson Freire
gilsontf@gold.com.br

      O Congresso foi um sucesso. Estupendo! Sem qualificações. Ainda emba- lados pelas suas suaves emanações, retornamos a labuta de todo dia, guardando a certeza do inestimável valor do reencontro. Foi muito rico e emocionante, sobretudo por conhecer amigos que aprendemos a amar aqui, neste ambiente virtual. Poder abraçar o Pedro Orlando e ver que ele é um entidade real, foi um momento indescritível. Ver que Dandel são mesmo duas entidades físicas separadas e distintas, embora realmente inse- paráveis, foi incrível. E que simpatias são em três dimensões!

Muito amor do que se podia imaginar. A Teka exibe um aura lindíssima. O Adeildo também existe e é uma pessoa riquíssima de alegria e simplicidade. Os outros dispensam re-apresentações, pois já nos eram conhecidos. Mas que falta sentimos de conhecer o Fernando, o Eduardo, o Simões, o Glen e todos os outros amigos que aprendemos a querer neste exótica dimensão da informática. Ter que esperar mais um ano para revê-los será uma grande espera. Mas guardamos a certeza de que em 2001 teremos todos a bordo de nossa nave para uma nova odisséia no universo ubaldiano. Para quem ainda não sabe, no próximo ano o congresso será aqui mesmo em Minas, uai! E que satisfação será recebê-los em nossas montanhas!


Prece de Pietro Ubaldi


Senhor!
     Aqui estamos em Tua Presença, bus- cando nos concentrar, a fim de olhar o nosso íntimo, onde Tu ha- bitas, abrindo, tam- bém, a nossa mente à Tua Luz e o nosso coração ao Teu Amor.

     Nada temos a pedir-Te, pois Tu sa- bes todas as nossas necessidades, como sabemos também ser a nossa felicidade o Teu maior desejo, ainda que tenhamos de alcançá-la pelos caminhos da dor.


     Nós Te pedimos somente forças, Se- nhor, para obedecer a Tua Lei, pois temos certeza de que a dor desaparecerá um dia, e conquistaremos a felicidade perfeita, quando conseguirmos viver na Tua Ordem.

     Ilumina, pois, a nossa mente com a Tua Luz, aquece o nosso coração com Teu Amor, a fim de que possamos cami- nhar sempre juntos, no cumprimento de Tua Lei.
     Assim Seja!

O Tributo do Templo

     Mat. 17:24-27
     24 Tendo chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam as duas dracmas e per- guntaram: “Vosso Mestre não paga as duas drac- mas?”.
     25 Respondeu-lhes ele: “Paga”. E, quando Pedro entrou em casa, antecipou-se Jesus, dizendo: “Que te parece, Simão: de quem recebem os reis da Terra tributo ou imposto? De seus filhos ou dos es- tranhos”?
     26 Respondeu Pedro: “Dos estranhos”. Jesus disse: “Então, os filhos estão isentos...
     27 Mas para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que subir, tira-o; e abrindo-lhe a boca encontrarás um “stater”; apanha-o e entrega-lhes por mim e por ti”.

     A passagem evangélica situa-se logo após a Multiplicação dos Pães, quando voltavam de Betsaida-Julias, quase ao mesmo tempo da lição do Pão da Vida.
     Após a chegada, batem à porta os “cobradores de imposto do Templo”. Jesus morava com Pedro e em vista da crescente fama de Jesus como Messias, os cobradores ficam na dúvida se Ele não pretendia valer-se da isenção. Dirigem-se, pois, ao dono da casa, per- guntando-lhe “se o Mestre não pagava o imposto de duas dracmas.”
     Este imposto teve origem há 1500 anos antes de Jesus, tendo sido instituído por Moises quando da contagem dos israelitas, que era de “meio-siclo”, para manu-

tenção do Templo e dos serviços religiosos. Eram isentos os menores de 20 anos, os escravos, as mulheres e os sacerdotes (por isso as brigas e discussões).
     O siclo de prata era = 4 dolares atuais e equivalia a 4 denários (moeda romana) ou a 4 dracmas (moeda grega), donde, meio-siclo = 2 dracmas.
     Para duas pessoas seriam 4 dracmas que perfazia 1 “státer”.
     Época da cobrança: um mês antes da Páscoa. Portanto, estávamos em Abril. Jesus manifesta nesta passagem toda sua bondade em relação ao seu amigo que o hospedava, como já mostrara, um pouco antes, fazendo com que, ao retorno, aportassem mais ao sul de Cafarnaum e fizeram o trajeto pela Planície de Genesaré, visitando e distribuindo benefícios aos enfermos do caminho.
     Corresponde ao modo de agir que deve ser imitado por todos que atingem o 5º plano evolutivo, o do serviço. A resposta de Jesus a Pedro, de que, se os estranhos é que devem pagar o imposto dos Reis, então os seus filhos são isentos, retrata o Seu pensamento de que Jesus era consciente da sua filiação divina. Ele se sabia Filho de Deus, porque Nele agia o Cristo Interno em sua plenitude e não a per- sonalidade, filha da carne.
     Para evitar mal entendido, ou “escândalo”, resolve, para satisfazer o pagamento, numa forma toda sua, que Pedro fosse ao mar, jogasse o anzol e no primeiro peixe que subisse encontraria na sua boca um “státer”, de modo a pagar o seu

(Continua na Pág. 4)
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