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Daniel Marcos Bonotto
Meditando acerca da contribuição que Pietro Ubaldi legou à humanidade, vem-nos de imediato à mente que sua obra traz uma síntese unitária do conhecimento |
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cialmente ao evento que os geofísicos designaram de “raio globular” (ball lightning). O evento refere-se a bolas ardentes de vários tamanhos que permanecem no ar por segundos, ou minutos, antes de desa- parecer subitamente ou explodir. |
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Então, ocorreu um es- tampido como de um pequeno canhão e Sokolov perdeu a consciência. Quando acordou, havia uma fumaça ácida e Richman não respirava mais. Estava morto, ha- vendo um ponto vermelho em sua testa e dois buracos em seus sapatos. |
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humano, tendo sido vislumbrados até fenô- menos que ante- cederam à gênese de nosso próprio universo físico.
Realmente, o que nos deixa estupefatos com rela- ção à obra de Pietro Ubaldi é a penetrabilidade de seus conceitos, extremamente aderentes a vários setores de atividade hu- mana, seja ele religioso, filosófico, científico, artístico, cultural ou social.
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Uma completa in- vestigação do caso foi conduzida na época e, de acordo com o depoimento de Soko- lov, muitas pessoas, fora de suas casas, viram como a bola de fogo separou-se das nuvens e atingiu todo o aparato. O acidente desencorajou os cientistas locais engajados na investigação dos fenômenos rela- cionados com o relâmpago. |
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Na obra de Ubaldi, mesmo os conceitos científicos aca- bam se revestindo de uma "roupagem" nova, sendo descritos sob uma ótica "diferente". E eles são mantidos coesos, ordenados, isto é, o imenso potencial de saber humano acumulado na forma de observações, idéias, hipóteses, teorias, acaba compondo um discurso, ao mesmo tempo, de profunda sabedoria e extrema simplicidade.
Ilustraremos essa capa- cidade "inovadora" de Ubaldi de conseguir compor um discurso de profunda sabe- doria a partir de fenômenos isolados, referindo-nos ini- |
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O primeiro cientista que observou o fenômeno foi G. W. Richman, que trabalhava com I. Sokolov, na Academia de St. Petersburg, em 1753. O experimento de Richman não foi muito diferente daquele de Benjamin Franklin. Ele conduziu um relâmpago (ou um raio) através de uma haste não aterrada, até um eletrômetro em seu laboratório. Sokolov obser- vou que uma pálida bola de fogo azulada, do tamanho de um punho, deixou a haste e flutuou silenciosamen-te no ar até a face de Richman. |
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O equipamento de Richman foi removido e sua morte foi atribuída pela Academia, ao relâmpago comum. Os depoimentos de testemunhas oculares con-trários a essa conclusão, foram considerados como temerosos.
A existência do “raio globular” tem sido colocada em dúvida principalmente pelas pessoas que não o viram; os seus registros geralmente são semelhantes aos de discos voadores e, por isso, as tentativas de uma explicação natural do fenômeno tem sido desacreditadas.
Veja bibliografia na página 2. |
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Acompanhando uma descrição Acompanhemos, a tí- tulo de exemplo, uma descrição efetuada por W. Kohn, do Obser- vatório Meteorológico de Hamburgo, na Alemanha:
“Durante uma tem- pestade na tarde de 27 de julho de 1952, várias testemunhas observaram cuidadosamente o súbito aparecimento de um “raio globular” em uma sala fechada no andar térreo de minha casa. Alguns segundos após ocorrer um raio na vizinhança, nós obser- vamos o aparecimento, fora da janela, de uma esfera cintilante do ta- manho de um punho, que se movia para baixo em trajetória parecida com serpentina. Então, a bola penetrou em nossa sala através da janela com o vidro fechado. Há cerca de um metro do chão, ela executou um giro súbito de 90º e continuou a flutuar por mais um metro na sala. Então, a esfera luminosa desapareceu com uma breve explosão ensur- decedora.
Este “raio globular” persistiu durante toda ocorrência do fenôme- no, isto é, cerca de três segundos. Nenhum dano foi causado dentro ou fora da sala”.
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