Nessa obra, Pietro Ubaldi analisa o problema psicológico,
filosófico e cientifico. Pode-se dizer que ele aprofunda o estudo da parte abstrata e científica de A
Grande Síntese, o monumental livro que o consagrou mundialmente. Velhos problemas, que ainda hoje desafiam
a perspicácia dos pensadores, são postos diante dos olhos do leitor ávido de conhecimento, com sua solução
lógica e irretorquível: a evolução e sua técnica, o pensamento criador, o livre arbítrio e o determinismo
Novamente o binômio Deus-Universo é estudado com penetração, tornando-se mais evidente no universo. Com a
mesma psicologia da intuição, Pietro Ubaldi explica as últimas orientações da ciência, o "contínuo" espaço-
tempo e a evolução das dimensões. Partindo da conclusão matemática de Einstein, Ubaldi prossegue no plano
filosófico, enquadrando-a numa concepção universal. O espaço-curvo, outra afirmação moderna, merece
especial análise de Ubaldi, que identifica, por impositivo da evolução, um encontro final entre o cientista
e o místico, como deverão fundir-se no futuro a ciência e a fé, na direção de Deus, meta suprema da vida
universal.
Eis como Pietro Ubaldi conclui o 8º livro de sua Obra completa: "O esforço da vida é fugir à paralisação
dos mundos inferiores e evadir-se da imobilidade e do determinismo das leis dos planos mais involuídos,
para conquistar liberdade e domínio. Contra a morte, o ambiente hostil, as forças do mal, o egoísmo do
involuído, a vida quer subir para Deus. Esta é a Lei. Por isso a vida arrisca o novo, imola tantos
exemplares, para explodir da forma ao espírito; para evadir-se da matéria e elevar-se, sempre insaciável de
superamentos. Assim a vida lança os seus campeões e para esse fim, também, os sacrifica, mesmo. sabendo que
arrisca a sua melhor parte. O Pensamento criador, concentrado nas formas inferiores, não está morto. Ele
está aí prisioneiro, mas pronto a se. desencadear em energia e a energia em psiquismo, porque quer se
libertar e retornar a ser ele próprio. E eis que, no fundo de todo conceito, reencontramos sempre a
vertigem do infinito".
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