AVANCEMOS nº 245 - Pag. 4

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LI UM LIVRO E ME DEPAREI COM ALGUMAS AFIRMATIVAS QUE ME DEIXARAM ESTARRECIDO. VOU TRANSFORMÁ-LAS EM PERGUNTAS, A BUSCA DE ESCLARECIMENTO. PIETRO UBALDI ESCREVEU SOBRE JESUS?
 
 

     Não, didaticamente separou Jesus de Cristo. Jesus é o Cristo histórico: No plano sensorial, a consciência não supera a representação concreta de Cristo histórico, do conceito encarnado em forma humana. Cristo é a concepção no plano intuitivo e místico, como vimos no início.
     No Cristo o seu Autor deixa claro:
     A tal ponto aceitamos o conceito de Cristo, Homem-Deus, que distinguimos, nitidamente, Jesus Nazareno (o Homem) de Cristo (Deus). Desse modo, ocupamo-nos bem pouco do primeiro, que foi utilizado, abandonado e morto pelo AS (Anti-Sistema); mas, sobretudo, ocupamo-nos do segundo, isto é, Daquele que não nasceu e não

 

morreu, senão no sentido de ter antes revestido e depois despojado do Seu instrumento físico, necessário para manifestar-Se na Terra. É o Cristo que, percorrido o Seu caminho através do AS, pertence ao S (Sistema), torna-se Divino, porque regressou ao perfeito estado de origem em que foi criado. É de Cristo e não de Jesus que nos ocupamos, isto é, da Criatura que retorna a Deus, porque esta é a Sua substância, o significado básico da Sua vida na Terra, o fenômeno que nos concerne a todos de perto. Mais cedo ou mais tarde todos nós devemos viver aquele fenômeno e Cristo o colocou sob nossas vistas, para que possamos observá-lo, compreendê-lo e realizá-lo em nós mesmos.

 

 
O LIVRO CRISTO ESTÁ EM CONTRADIÇÃO COM TUDO QUE O SEU AUTOR AFIRMARA ANTERIORMENTE, NAS DEMAIS OBRAS?
 

 

mistica2.jpg     Não, as contradições são criadas pelas pessoas. Vamos penetrar um pouco no pensamento de Pietro Ubaldi para dirimir suas dúvidas, Teófilo.
     Um fenômeno pode ser analisado sob dois parâmetros ou referências - espaço tempo e a Lei de Deus, Anti-Sistema e Sistema. O maior fenômeno até hoje acontecido na história da humanidade, Cristo, pode ser observado em relação a nós (Anti-Sistema) e em relação à Lei (Sistema - Deus). O relativo e o absoluto. Pietro Ubaldi trabalhou com os dois parâmetros.
     Em Ascese Mística, depois de falar sobre o Cristo cósmico e divino afirmou no último parágrafo do capítulo "Redenção"   (5ª edição):   Assim,   Cristo   viveu   a   Sua

 

paixão, não somente por razões humanas e visíveis, de exemplo, mas também, por uma razão divina e profunda, de expiação, de equilíbrio, de inviolabilidade da Lei. Aqui estão caracterizados os dois parâmetros de referência. Isto em nada é contraditório.
     Todo o Cristo está consubstanciado nesta afirmativa em seu prefácio:
     Apresentamos um Cristo, logicamente implantado na estrutura físico-espiritual de nosso universo, de maneira que o homem novo possa continuar utilizando, de forma mais adequada aos novos tempos, a idéia salvadora por Ele oferecida.
     É assim que deixamos de lado o aspecto humano do Cristo, para vê-Lo, sobretudo, em Seu aspecto cósmico e divino, como representante do Pai, vindo para fazer-nos conhecer a Sua Lei, para ensinar-nos e ajudar-nos a subir a Ele, levando-nos consigo do Anti-Sistema ao Sistema.

 

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