| |
LI UM LIVRO E ME DEPAREI COM ALGUMAS AFIRMATIVAS QUE ME DEIXARAM ESTARRECIDO. VOU TRANSFORMÁ-LAS EM PERGUNTAS, A BUSCA DE ESCLARECIMENTO.
PIETRO UBALDI ESCREVEU SOBRE JESUS?
|
|
| |
Não, didaticamente separou Jesus de Cristo. Jesus é o Cristo histórico: No plano sensorial, a consciência não supera a representação concreta de Cristo histórico, do conceito encarnado em forma humana. Cristo é a concepção no plano intuitivo e místico, como vimos no início.
No Cristo o seu Autor deixa claro:
A tal ponto aceitamos o conceito de Cristo, Homem-Deus, que distinguimos, nitidamente, Jesus Nazareno (o Homem) de Cristo (Deus). Desse modo, ocupamo-nos bem pouco do primeiro, que foi utilizado, abandonado e morto pelo AS (Anti-Sistema); mas, sobretudo, ocupamo-nos do segundo, isto é, Daquele que não nasceu e não
|
|
morreu, senão no sentido de ter antes revestido e depois despojado do Seu instrumento físico, necessário para manifestar-Se na Terra. É o Cristo que, percorrido o Seu caminho através do AS, pertence ao S (Sistema), torna-se Divino, porque regressou ao perfeito estado de origem em que foi criado. É de Cristo e não de Jesus que nos ocupamos, isto é, da Criatura que retorna a Deus, porque esta é a Sua substância, o significado básico da Sua vida na Terra, o fenômeno que nos concerne a todos de perto. Mais cedo ou mais tarde todos nós devemos viver aquele fenômeno e Cristo o colocou sob nossas vistas, para que possamos observá-lo, compreendê-lo e realizá-lo em nós mesmos.
|
|
| |
O LIVRO CRISTO ESTÁ EM CONTRADIÇÃO COM TUDO QUE O SEU AUTOR
AFIRMARA ANTERIORMENTE, NAS DEMAIS OBRAS?
|
|
| |
Não, as contradições são criadas pelas pessoas. Vamos penetrar um pouco no pensamento de Pietro Ubaldi para dirimir suas dúvidas, Teófilo.
Um fenômeno pode ser analisado sob dois parâmetros ou referências - espaço tempo e a Lei de Deus, Anti-Sistema e Sistema. O maior fenômeno até hoje acontecido na história da humanidade, Cristo, pode ser observado em relação a nós (Anti-Sistema) e em relação à Lei (Sistema - Deus). O relativo e o absoluto. Pietro Ubaldi trabalhou com os dois parâmetros.
Em Ascese Mística, depois de falar sobre o Cristo cósmico e divino afirmou no último parágrafo do capítulo "Redenção" (5ª edição): Assim, Cristo viveu a Sua
|
|
paixão, não somente por razões humanas e visíveis, de exemplo, mas também, por uma
razão divina e profunda, de expiação, de equilíbrio, de inviolabilidade da Lei. Aqui estão caracterizados os dois parâmetros de referência. Isto em nada é contraditório.
Todo o Cristo está consubstanciado nesta afirmativa em seu prefácio:
Apresentamos um Cristo, logicamente implantado na estrutura físico-espiritual de nosso universo, de maneira que o homem novo possa continuar utilizando, de forma mais adequada aos novos tempos, a idéia salvadora por Ele oferecida.
É assim que deixamos de lado o aspecto humano do Cristo, para vê-Lo, sobretudo, em Seu aspecto cósmico e divino, como representante do Pai, vindo para fazer-nos conhecer a Sua Lei, para ensinar-nos e ajudar-nos a subir a Ele, levando-nos consigo do Anti-Sistema ao Sistema. |
|
|