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Como se pode vivenciar essa Obra ?
Teófilo, o seu Autor viveu entre nós e teve as mesmas dificuldades inerentes a qualquer cidadão que luta para sobreviver, com uma família (5 pessoas) para sustentar. Em momento algum lhe faltou a confiança, a certeza de que a Providência Divina estava a seu lado para ajudar-lhe em tudo que lhe fosse necessário. Talvez por isto que a obra é teórica e prática ao mesmo tempo, porque ele a viveu integralmente, durante seus quarenta anos de vida missionária. E nós podemos vivê-la ? Sim, por que não? Basta observar seus princípios que são todos aplicáveis.
Quais são esses princípios ?
Em 1952, na metade da missão, o Autor preocupado com o endeusamento a sua pessoa e com a interpretação que poderiam dar à Obra, criando escolas, escreveu uma carta com alguns princípios que se encontram em Fragmentos de Pensamento e de Paixão:
A idéia deve antepor-se a qualquer personalismo;
O que importa é a idéia, não o seu Autor;
Servir ao próximo e obedecer a Deus;
Aquele que está em posição mais elevada, mais deve viver tais princípios porque é mais responsável diante de Deus e dos homens;
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Oferecer nunca impor a verdade;
Procurar o que une e evitar o que divide;
Não oferecer nunca aos ávidos de polêmica a resistência de outra polêmica, mau exemplo de luta e guerra;
Sejamos sempre construtivos, isto é, operemos em sentido positivo, unitário, como é o bem, e jamais sejamos destrutivos, em sentido negativo, separatista, como é o mal;
Abracemos esses dois princípios fundamentais: universalidade e imparcialidade;
Se os outros nos condenam, perdoemos e amemos;
Demonstremos com os fatos que o homem novo possui um novo método de vida e abandonemos o velho método ao homem do tipo do passado;
A religião de substância, é a religião da bondade e do amor.
Duro é esse discurso, quem pode suportá-lo? É possível viver todos esses princípios?
Teófilo, o Autor cumpriu o que prometeu: Enunciar um princípio, aqui, significa vivê-lo. Viveu todos eles a vida inteira. Nós ainda a caminho dessa grande ascensão espiritual, se não podemos vivê-los nem por isso deixamos de experimentar alguns, pelo menos aqueles que estejam afinados com o nosso nível evolutivo.
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