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Do politeísmo ao monoteísmo e ao monismo verificais o progresso de vossa concepção, que é proporcional à vossa força intelectiva e progride com ela. A luz aparece mais intensa à proporção que o olhar se torna mais penetrante. O mistério subsiste, mas empurrado cada vez para mais longínquos horizontes. Por mais que este se dilate, haverá sempre um horizonte mais afastado para atingir. (...)
Hoje, que finalmente vossa mente está amadurecendo, não é mais lícito, como no passado, “reduzir” aquele conceito a proporções antropomórficas. Hoje, eu já trouxe ao vosso relativo nova e maior aproximação; projetei em vossas mentes a maior imagem que as humanidades futuras terão de Deus. Este é um canto mais alto de sua glória. Isto não é irreligiosidade, mas ao invés, pela maior exaltação de Deus, é religiosidade mais profunda. Não procureis Deus apenas fora de vós, tornando-O concreto em imagens e expressões de matéria, mas O “sentis”, sobretudo, em sua forma de maior poder dentro de vós, na idéia abstrata, estendendo os braços para o universo do espírito, que vos aguarda.
Um dos participantes pergunta: O que significa Palingenesia? Vai aparecer alguém que responda, se não houver, a resposta é transferida para o estudo seguinte. Isso pode ocorrer com qualquer outra pergunta.
Palingenesia - do gr. palim (repetição) + génesis (geração, criação) + ia (qualidade, propriedade) - eterno retorno, segundo Schopenhauer: renascimento sucessivo dos mesmos indivíduos.
Do grupo, João destaca e comenta: Vossa concepção de um Deus que cria fora e além de si, acrescentando algo a si mesmo, é absurda concepção antropomórfica, é querer reduzir o absoluto ao relativo. Se Deus criasse fora de Si mesmo, Deus não seria absoluto, porque o relativo está contido no absoluto, não o contrário. A criação é em relação a Deus e não relativa a si mesma. Não se pode reduzir o absoluto ao relativo O finito cabe no infinito, não o contrário. O planeta Terra é apenas uma partícula do cosmos, mas aquele não contém este. Concordou Virgínia e citou: Só no relativo há nascimento e transformação. Somos todos relativos, uns aos outros e a Deus.
Arléa escolhe: Sobrenatural e milagre são conceitos absurdos diante do absoluto, aceitáveis apenas em vosso relativo, aptos a exprimir vosso assombro diante do que é novo para vós e nada mais.
Comentou: Como vivemos no relativo, todas as nossas concepções são relativas, inclusive o sobrenatural,
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o milagre e toda maravilha que a natureza nos proporciona. É só contemplar o mundo material e o espiritual. Estamos tão habituados ao referencial desse mundo (espaço-tempo), que nos esquecemos do espirito, por isso, definimos Deus com as unidades de medidas ao nosso alcance e não vamos além. E concluiu dizendo: a busca de Deus deve ser interior, no espírito, porque nos criou tirando Dele mesmo, transubstanciando-se. Somos centelhas de Deus, Sua Criação.
Dorâmia destaca: Não deveis medir a Divindade como medis a vós mesmos; não tenteis defini-La, muito menos com aquilo que serve para definir-vos a vós mesmos, por multiplicação e expansão de vosso concebível. Ela com seu poder de síntese resumiu: vivemos em um mundo relativo e só concebemos aquilo que toca nossos sentidos, por isso queremos definir Deus com os parâmetros conhecidos de todos, se extrapolarmos para outra dimensão, a do espírito, certamente que definiremos Deus com as dimensões do espírito, porque Deus é espírito; é necessário que os que O adoram, O adorem em espírito e verdade.
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Vol nº 15 Descreve a luta que o indivíduo espiritualizado deve sustentar no ambiente terrestre. |
Maria Dalva ressalta: Seja Deus para vós uma direção, uma aspiração, uma tendência; seja para vós a meta. Sem Deus estamos todos perdidos disse ela e lembrou Pietro Ubaldi: Se retirar a imanência de Deus do universo, este se torna um amontoado de cadáveres. Deus está presente em tudo, é portanto nossa razão de existir e de viver.
Vera observa: A luz aparece mais intensa à proporção que o olhar se torna mais penetrante. E enriqueceu com essa imagem: uma cidade pode estar bem iluminado, mas se olhada do alto são apenas pequeninas lâmpadas na escuridão da noite. Nós também longe de Deus, vemos o Seu poder, a Sua Sabedoria, o Seu Amor, a Sua Grandeza, com as nossas dimensões e com o nosso concebível humano. Se mudamos de referencial e concebemos Deus em nós, nos sentimos mais iluminados com a Sua Luz.
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