|
Como se pode fazer estudo da Obra em grupo?
Teófilo, há diversas maneiras; vamos apresentar algumas:
Supondo que o grupo esteja estudando A Grande Batalha. Depois de ler o Prefácio, para ter uma noção do livro, numere os parágrafos. Como são muitos (54), distribua um ou dois para cada elemento do grupo ler em casa, cada um destaca o período ou períodos que julgar mais importante(s) e fazer pequeno comentário. É bom ler as tarefas dos demais companheiros para que haja inteiração do grupo.
Assim todos participam e um dos elementos coordena a atividade daquele dia, podendo fazer revezamento. É necessário que as ovelhas não fiquem sem um pastor. Não é preciso estudar o capítulo em um só dia e sim em várias semanas se for semanal.
m
Outro método é o da liderança. O grupo tem um dirigente. Este apresenta no dia de estudo a tarefa seguinte (o número de parágrafos) e cada elemento escolhe, livremente um período, até um parágrafo para destaque e faz, se quiser, um ligeiro comentário. Aqui, também todos participam. Haverá sempre quem só deseja ser ouvinte, é uma opção. Liberdade plena, para perguntar e dialogar. Evitar polêmica.
|
Vamos imaginar que estamos estudando o capítulo 30 de A Grande Síntese: Palingenesia:
Que vem a ser, neste sistema, o vosso conceito de Divindade? Compreendeis que Deus não pode ser algo mais e exterior à criação, ou distinto dela; que só o homem que está no relativo pode acrescentar a si, ou devenir além de si, não Deus, que é o absoluto. Vossa concepção de um Deus que cria fora e além de si, acrescentando algo a si mesmo, é absurda concepção antropomórfica, é querer reduzir o absoluto ao relativo. Não pode haver criação no absoluto. Só no relativo pode haver nascimento e transformação. (...)
Sobrenatural e milagre são conceitos absurdos diante do absoluto, aceitáveis apenas em vosso relativo, aptos a exprimir vosso assombro diante do que é novo para vós e nada mais. Neles está contida a idéia de limite e de seu superamento; conceitos inaplicáveis à Divindade. (...)
Não deveis medir a Divindade como medis a vós mesmos; não tenteis defini-La, muito menos com aquilo que serve para definir-vos a vós mesmos, por multiplicação e expansão de vosso concebível. Se quereis somar ao infinito vossos superlativos, dizei ao infinito: isto ainda não é Deus . Seja Deus para vós uma direção, uma aspiração, uma tendência; seja para vós a meta. Se Deus está no infinito inconcebível para vós em Sua essência, nosso finito dele se avizinha por aproximações conceptuais progressivas.
(...)
|