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Precisamos desatar esse nó, vendo com os olhos do espírito a verdadeira criação, a dos espíritos, Deus transubstanciando-Se, que Pietro Ubaldi chamou de primeira criação. Única, porque Deus é onipotente, onisciente e onipresente.
Então, Deus está presente em todas as criaturas?
Muito bem! Deus imanente.
Como fica a origem deste mundo, inclusive psíquica, que vemos e tocamos?
É a segunda criação, na visão de Deus e Universo, essa é contínua. E a nossa origem neste mundo, de simples e ignorantes, é o resultado de nosso afastamento de um estado puramente espiritual, usando a liberdade que Deus nos deu, quando nos criou. Fazendo um profundo exame de consciência, observamos que ainda desobedecemos a Deus conscientemente, quando não seguimos Seus ensinamentos contidos no Evangelho. Caindo na matéria (condensação da energia), ficamos presos às duas leis, reencarnação e evolução, que nos mostram o caminho de retorno ao Pai, ao “paraíso perdido”.
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Naqueles volumes, o Autor nos faz compreender Deus (transcendente e imanente), a Sua criação (primeira e segunda), a evolução (forma e substância), a reencarnação e outras revelações transcendentais.
A visão teológica é apresentada com recursos da religião, da ciência e da filosofia, por isto é singular no mundo, é IMPARCIAL e UNIVERSAL. |
Vamos ler e reler estes pensamentos teológicos, como são verdadeiros em nós!
A evolução leva cada vez mais a sentir Deus, não apenas transcendente, mas também imanente, até que o indivíduo espiritualizado sinta a presença Dele não somente em si, mas em torno de si. Então se descobrirá que Deus está em toda parte, que o Seu templo é o universo e a alma, que o Seu altar pode ser o coração do homem.
A evolução corresponde a um conceito metafísico: o despertar do espírito, a mobilização das qualidades adormecidas e latentes no inconsciente e, com isto, a reconstrução através da experiência na matéria, do sistema espiritual desmoronado, até que o Deus imanente, nele incorporado, retorne ao |
estado de origem,
para coincidir com Seu aspecto transcendente.
A manifestação de Deus é progressiva, proporcionada ao grau de evolução alcançado.
Deus está presente na profundeza de tudo que existe.
Deus no Seu aspecto imanente, está fundido e presente na criação; e no Seu aspecto transcendente, é separável, independente da criação.
Existe algum método que possa facilitar a compreensão da Obra?
Diz Emmanuel que Pietro Ubaldi interpreta o pensamento das altas esferas espirituais de onde ele provém.
Quem já leu a Obra, sabe que é de origem transcendental. Não é paralela a nenhuma outra. Ao escrevê-la usou o referencial de onde ela provém. Esta, talvez, seja uma das dificuldades que o leitor encontre, porque não está habituado ao novo parâmetro.
Usamos diariamente o referencial espaço-tempo, desde que nascemos até a partida para o outro lado desta vida. Quando acordamos, fazemos nossas refeições, trabalhamos, viajamos e dormimos, estamos sempre ligados ao espaço-tempo. Local e tempo estão sempre presentes em nossas atividades. Este é o referencial da Terra. Então, qual é o do céu? É o do espírito, a Lei de Deus. Exemplo:
Sabemos com segurança que Deus é bondade e que a criação é um ato do Seu amor e que, pois, se um só átomo lhe escapasse, Seu plano teria falido. Sabemos, assim, ser impossível que, ao fim, o Seu Amor não vença a tudo e a todos, envolvendo no Seu amplexo todo o criado.
Se analisarmos esse texto com o referencial deste mundo, sua interpretação fica mediocrizada, a criação vai ser o planeta Terra; o átomo, uma parte da molécula, etc; mas se colocarmos o próprio Deus como referencial, o texto ganha força e grandeza, porque bondade é espiritual, também o é segurança, criação, amor, átomo, vencer, plano, envolver e amplexo. Somente a forma é matéria , a substância é espírito.
Pode ocorrer dentro do texto que uma palavra tenha os dois referenciais, matéria e espírito. Observemos:
A criação que o homem faz é exterior, mas a criação de Deus é interior.
A primeira criação está relacionada ao espaço-tempo e a Segunda ao espírito, Deus criou transubstanciando-se. A criação de Deus foi espiritual.
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