Lavinia e Sante Ubaldi
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Ela, esposa de Sante Ubaldi, que deixou com sua passagem as marcas de extrema dedicação, honestidade e justiça, viveu sempre em paz com sua consciência. Encaminhou os filhos dentro da religião, fazendo crescer, em todos, o culto à virtude e à sabedoria; não descurou das boas qualidades indispensáveis ao lar; nas quais plasmou sua alma. Que boa ação praticou a Senhora Lavínia, sem propalar aos outros? Era muito piedosa, praticava a beneficência sem se fazer notar. Modesta e silenciosa, fazia o bem com a mão direita, sem que a esquerda soubesse. Raramente seu nome foi citado como benemérita, mas era comum fazer o bem, doando importâncias significativas aos pobres e necessitados.
Há uma obra de benemerência muito importante ao seu coração bondoso: a Escola Palestina para os filhos dos mais necessitados, iniciada há cerca de um século, com objetivos filantrópicos. A Senhora Lavínia e seu esposo fizeram construir uma belíssima sede, dentro dos melhores padrões didáticos e higiênicos, tornando-se a primeira instituição desta cidade. Centenas de crianças e jovens são fartamente nutridos do pão material, ético e espiritual. É um verdadeiro monumento da caridade cristã. Para esta Senhora, em favor de sua alma, o Santo Padre Pio XI mandou sua bênção consoladora, acompanhada da cruz pontifícia e eclesiástica. O Sumo Pontífice exaltou, ainda, a obra santa e corajosa realizada pela saudosa Senhora Lavínia Alleori Ubaldi.
Na Catedral houve um ato solene dedicado a sua alma, com pequenas orações e músicas do Maestro Perosi, cantadas pelos alunos da Escola Santa Cecília.
As 16:30h, uma multidão acompanhou o longo cortejo fúnebre, ordenadamente, em duas filas. Respeitosamente, seus funerais atravessaram toda a cidade dentro de um ritual solene. Monsenhor Faveri, na missa de corpo presente, recordou, com admiração, a vida benemérita da Senhora Lavínia Ubaldi, mostrando, em breves palavras, toda a sua bela obra, feita com profundo espírito
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evangélico, oculta e silenciosamente. Ela prestou benefícios aos desfavorecidos da sorte e ao Instituto Palestino, do qual foi inteligente e laboriosa presidente.
Assim, o berço de Pietro Ubaldi foi de muita religiosidade e de Amor ao próximo.
Qual foi o comportamento religioso de Pietro Ubaldi depois que se tornou missionário de Cristo?
De maior respeito por todas as crenças. Repetimos aqui o que já foi dito por ele: Respeitamos todas as religiões e doutrinas; não pretendemos de maneira alguma destruí-las ou separá-las, a fim de as substituir por outras. Ensinamos, sempre, o maior respeito pela fé e filosofias alheias.
Isto lhe deu condições de escrever uma Obra de 24 volumes com imparcialidade e universalidade, não vinculada a essa o aquela religião. Também não tem objetivo de formar escola ou uma nova doutrina, que seria o desejo de muitos para se alto-rotularem. Assim não somos ubaldianos nem ubaldistas. A Obra veio para iluminar o espírito e conduzi-lo à sua verdadeira senda evolutiva. Ela existe para unificar e não para dividir, para fazer o bem e não o mal, para a harmonia e não a desarmonia, está com todas as religiões e não se opõe a nenhuma. É a favor da paz e da concórdia, da alegria e da felicidade, do Amor e da verdade no seio da humanidade.
Em relação à política e a religião, como em tudo, Pietro Ubaldi não deixou margem a qualquer tipo de interpretação, foi autêntico.
Em Fragmentos de Pensamento e de Paixão, existe um primoroso capítulo intitulado A Verdadeira Religião, que expressa o seu pensamento e serve para todos os cristãos ou não, do planeta. Diz ele:
Encontrei-me viajando pelo mundo, em todos os ambientes..
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