AVANCEMOS nº 238 - Pag. 4

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          O demoronamento do Sistema (qualidades positivas) com a   queda dos anjos se nos apresenta como um   processo pelo qual as   criaturas são projetadas do centro a periferia, distanciando-se de Deus. ( Deus e Universo - cap 6 §11)

         Deus não tem pressa de revelar a humanidade toda a verdade, por isto veio Moisés, Cristo, Kardec e outros missionários ao longo dos milênios. Esperou o século XX para que Pietro Ubaldi tivesse uma visão de nossa origem espiritual (criação dos espíritos), queda (involução) e ascensão (retorno a Deus). Isso aconteceu no inverno de 1951, em Gúbio (Itália). Dessa visão nasceu o livro Deus e Universo.

Origem dos Espíritos

          Como os espíritos foram criados?

         O mais antigo livro do mundo, a Bíblia, está repleto de fenômenos paranormais e mediúnicos que comprovam a existência dos espíritos, bons e maus. Hoje, com a evolução da humanidade, as manifestações mediúnicas se afloraram em abundancia em todo o planeta. Tudo isso comprovando que todo ser vivo tem um princípio diretor; seja psiquismo ou espírito.
         Qual a sua origem? É uma pergunta que sempre atormentou a cabeça dos estudiosos deste assunto e desafiou as inteligências dos maiores gênios de todos os tempos. Também Allan Kardec quis saber e obteve esta resposta: Deus os criou, com todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas, repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério. Este mistério permaneceu até o meado do século XX.
         Encontrar a origem dos espíritos por vias normais

- instinto e razão - é realmente impossível. Faz-se necessário abster-se do mundo material em que vivemos e nos adentrarmos no mundo extra-sensorial, ou seja, valer-se da intuição (o superconsciente), onde o espaço-tempo não existe. Ao penetrarmos neste outro estado vibratório em que o referencial é a Lei, é Deus, então fica fácil conhecer a nossa origem espiritual.
         Ensina Pietro Ubaldi e a nossa intuição confirma:
         Nós, como tudo que existe, estamos em Deus, porque nada pode existir fora de Deus, nada Lhe pode ser acrescentado, nem tirado.
         A criação não pode ser derivada senão da própria substância de Deus. Nós podemos criar coisas novas tornando uma substância fora de nós, porque somos uma parte do todo Mas se nós fôssemos tudo, teríamos que retirar a substância de dentro de nós mesmos.
         A criação alcançada com O Sistema é perfeita obra de Deus, por isso não se pode identificar com o nosso universo, pois este se apresenta com caracteres opostos. Este é material enquanto O Sistema é espiritual.
         Deus criou os espíritos tirando-os de Sua própria substância. Então eles tinham de ser de Sua natureza mesma e possuir Suas mesmas qualidades.
         A primeira criação de espíritos foi um estado orgânico perfeito, em que reinava uma ordem hierárquica. O espírito não é uma criação da matéria, mas apenas uma manifestação e revelação através dela.
         A causa da vida, o seu motor, é o espírito.
         A vida do espírito é representada por um estado vibratório.
         Os espíritos decaídos continuaram a ser centelha de Deus e ofuscaram, mas não destruíram a sua natureza divina.
         Quanto mais se é espírito mais se domina a decadência senil.
         Felizes aqueles cujos espíritos jamais se saciam de conhecimento e de bem, que lutam e sofrem por uma conquista cada vez mais alta.
         A evolução leva cada vez mais a sentir Deus, não apenas transcendente, mas também imanente, até que o indivíduo espiritualizado sinta a presença Dele não somente em si, mas em torno de si. Então se descobrirá que Deus está em toda parte, que o Seu Templo é o universo e a alma, que o Seu altar pode ser o coração do homem.

         Aí está a origem dos espíritos.
         Deus é infinito que realizou uma criação infinita de Sua própria substância, logo, Deus é a criação (Monismo). Cada criatura é uma centelha de Deus. Esta concepção, Pietro Ubaldi nos legou em sua Obra.

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