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Neste mundo, comemora-se com alegria o nascimento o desabrochar de uma vida; enquanto a morte é motivo de tristeza, de choro, de lamentações, As vezes, de revolta contra Deus, Fulano era tão bom, por que Deus o levou? De fato, existe morte que causa tristeza, não a morte em si, mas vida que a precedeu.
Quando a morte é alegria e merece comemoração?
Vamos ouvir Pietro Ubaldi, o aniversariante de 29 de fevereiro;
Não temais a morte, que vos liberta. Vós e vossas obras; tudo é indestrutível por toda eternidade;
Quanto mais o ser é adiantado, tanto mais ilusória é a vida terrena, e mais poderosa, real e viva é a vida extra-corpórea, depois da morte;
Restituirei a terra tudo aquilo que ela me deu, inclusive o meu corpo dentro do qual fiz tão longa viagem;
Sei que verei a Cristo na hora da morte, ao cumprir a minha missão, chancela final do meu trabalho, para tudo confiar em Suas mãos;
A própria morte: para o homem material é morte apenas, para o ser espiritual é vida;
Para mim a marte é o assunto mais agradável. Trata-se de um trabalho previsto, planejado, precalculado, por nada destrutivo, mas construtivo;
Para mim a morte é libertação, é vida melhor e maior; é juventude, é plenitude, ir ao encontro de uma existência imensa, cada vez mais rica.
E conclui: Como se pode, então, deixar de olhar para tudo isso; sem um sentido de felicidade?
Pietro Ubaldi previa em 1955 que sua morte aconteceria após o término da Obra, aos 85 anos. Terminou a Obra no Natal de 1971 e morreu dois meses depois, exatamente como havia previsto.
Morreu bem, feliz pelo dever cumprido? Sim, quem nos dá essa noticia e Cláudio Picazio, que foi uma das testemunhas na hora de sua desencarnação, num documento histórico, dirigido a Manoel Emygdio da Silva, inserido no livro Pietro Ubaldi e o Terceiro Milênio.
Escrevo esta carta como um depoimento daquilo que vi, ouvi e senti, como testemunha ocular dos últimos |
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instantes de vida do nosso querido, épico e imortal Pietro Ubaldi(....)
Aos 20 minutos do dia 29,ele movimentou-se. Apoiou o corpo em seus braços com toda a energia e quase se sentou no leito. O médico e o Alberto ajeitaram o travesseiro e ele acomodou-se numa posição melhor; como que esperando uma ordem a cumprir Esboçou um leve sorriso de tranqüilidade e caiu na crise final
Perdemos a noção de tudo a que estava em nosso redor. Somente prestávamos atenção ao seu peito nu, que mostrava o movimento de contração muscular do seu coração. O ritmo das batidas começou a acelerar-se e depois a diminuir lentamente, lentamente... até a sua paralisação total..
O silêncio foi cortado pelo "Tic-Tac" do relógio, que continuava a marcar a tempo nesse nosso mundo relativo.
Eram 0:30 horas do dia 29. Sobre a cama a corpo imóvel.. Nenhuma lágrima em nossos olhos...
Embora atônitos coma acontecimento, Não nos atrevíamos a pedir a Deus mais um instante de vida para aquele corpo, que durante 85 anos trabalhou ao serviço de uma grande alma...
Movimentaram-se as pessoas Agnese apareceu no quarto, firme, calma e contrita. Observou tudo, como uma boa enfermeira, e voltando-se para o medico c disse: Obrigada, Doutor a senhor também já cumpriu a sua missão" (....)
Com surpresa, compareceu o bom amigo José Amaral que veio da longínqua cidade de Campos -RJ
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