Thursday, March 28, 2002
Cultura e os IntelectuaisOdeio os intelectuais. Não odeio a busca do conhecimento, nem as novas idéias, desde a clonagem de seres humanos até o último alimento transgênico que pode ajudar a acabar com fome no mundo. Mas nem todos pensam assim. Intelectuais, no sentido que se dá neste artigo, costumam ter em mente um mundo ideal construído por eles mesmos que, por terem tido acesso a boas escolas - e paradoxalmente vivenciado uma imensa diversidade de opiniões - acham que sabem o que é melhor para os outros.
Talvez a coisa boa com intelectuais seja a de que grandes ditadores não são intelectuais. Vale dizer, um intelectual normalmente serve a um ditador, influenciando-o, mas não é um golpista. Humm...pensando bem, não é tão diferente assim...leia o artigo citado acima. Você vai gostar.
posted by Claudio Shikida 2:48 PM
Tuesday, March 26, 2002
O que é um libertário?Na revista Reason, um dos melhores desenhistas que conheço dá uma boa lição sobre o que NÃO é um libertário. As confusões são as que mais encontro quando converso com alguém.
Quantos acreditam neste postulado básico?
Aqui, a mais comum: libertários e conservadores. Embora possa haver uma afinidade maior em alguns aspectos, duvido que um conservador defenda o mercado de drogas liberado...
A vanguarda da mídia não costuma ser muito generosa com liberais no Brasil. Que direi dos libertários...Você já ouviu algum?
Porte de armas...tem gente que acha que a defesa do direito de se defender de ataques, por parte dos libertários, torna-os fanáticos belicistas. Algo como dizer que se você é a favor do aborto, já tem de ter feito um..sendo mulher ou homem....:-)
Esta é específica dos EUA. LaRouche é um político que tem um partido quase que apenas dele. Eu já vi as propagandas impressas dele aqui nos EUA. A melhor tinha ele na foto, junto ao ministro do trabalho italiano e um deputado. A legenda dizia algo como: "No centro, LaRouche. Ao lado direito de LaRouche, o ministro. À esquerda, o deputado". E todas as fotos da propaganda tinham de ter ao menos um LaRouche (se ele tivesse um irmão gêmeo seria um belo problema)...
posted by Claudio Shikida 4:30 PM
Sunday, March 24, 2002
Modelo chinês cria desigualdade econômicaLembra quando o governo militar era acusado pela oposição de estar escolhendo "deixar crescer o bolo para então repartir", enquanto que a alternativa seria "repartir o bolinho agora"? Pois bem, este dilema agora está do outro lado do debate. Dado como um modelo a ser seguido por muita gente no Brasil, a China parece ser um exemplo de criação de desigualdade de renda.
Você, que vai as eleições este ano, preste bem atenção no que dizem os assessores econômicos de certos candidatos. Um candidato, há alguns meses, citava a China como exemplo a ser seguido (acho que foi após uma viagem para lá). O irônico disto tudo é que muitos que concordam com esta visão de "China, país do futuro" são os mesmos que criticavam o governo militar. Parece ser um dilema intransponível este de tentar defender um estado autoritário e socialista junto com uma economia de mercado. O argumento sempre embola em algum ponto.
As consequências para a vida do cidadão, você sabe quais são. Ou pelo menos, tem uma boa indicação aí em cima. Leia e pense.
posted by Claudio Shikida 1:03 PM
Liberais portuguesesEsta semana na Homepage da CAUSA LIBERAL
(www.geocities.com/causaliberal):Inscreva-se para a próxima reunião da CAUSA LIBERAL que se realizará
no próximo dia 4 de Abril, e cujo tema será a propriedade intelectual.Na sequência das eleições legislativas do passado Domingo, o escriba
de serviço questiona-se - "E Agora?".Se a leitura do anterior artigo o deixar deprimido com o presente,
nada melhor que um livro de ficção ciêntifica para fazer sonhar com
um futuro melhor -leia a "Nota sobre 'The American Zone'".Já refeito dos efeitos dos resultados eleitorais, decida-se a
converter alguns dos 38% dos eleitores que votaram no PS. Para esse
efeito, nada melhor que aperfeiçoar sua argumentação a favor da
Liberdade através da leitura últimas edições do "The Journal of
Libertarian Studies" e de "The Independent Review".Nessa sua missão não se esqueça de aprender a 'táctica' lendo o
artigo de Jesús Huerta de Soto "A Hayekian strategy to implement free-
market reforms".Saiba que não está só neste combate; em vários países partidos com
programas liberais elegem parlamentares - visite os sites do ACT,
Democracie Libéral e Movimiento Libertário.Até para a semana,
CAUSA LIBERAL
posted by Claudio Shikida 2:17 AM
Daniel Piza abre os olhos
Da coluna de Daniel Piza em O Estado de São Paulo, temos boas observações sobre o que é liberalismo, o que é liberalismo no Brasil e, claro, o óbvio: FHC não é liberal, apesar do seu professor de História não saber disto...
Trechos escolhidos da coluna de 24 de março de 2002 [negritos por conta deste webmaster]
Conservadores "Um conservador é um liberal que foi assaltado", disse Tom Wolfe. Um amigo escreve que o Brasil é que é conservador, é o confronto de reacionários que se dizem de esquerda com reacionários que são contra a esquerda. A cultura brasileira, enfim, é conservadora, porque teme o novo, teme mexer nas estruturas, teme planejar os ganhos do futuro em nome de preservar as mesquinharias do presente, teme sempre a liberdade em nome de uma moral que, para dizer o mínimo, é anacrônica e hipócrita.Uma lágrima Para James Tobin, conhecido como proponente da taxa que leva seu nome, um tributo sobre o sistema financeiro mundial que comporia um fundo de proteção às oscilações. O coitado terminou a vida associado a movimentos antiglobalização que jamais endossou. Keynesiano "light", professor de Yale e vencedor do Nobel por suas análises sobre diversificação de investimentos, Tobin acreditava no papel da intervenção estatal moderada e episódica para atenuar as crises cíclicas do capitalismo e reduzir o desemprego, mas também criticou o sistema de "Welfare", por induzir à desocupação. E reconheceu as dificuldades práticas de implementar sua taxa; no final da vida, disse que ela só poderia dar certo quando há excesso de liquidez, o que não é o caso hoje. Ao contrário de Keynes, não pressupunha que as pessoas gastassem tudo que pudessem, e sua contribuição foi mostrar que em certas oportunidades a redução dos impostos é o maior incentivo que pode haver para o emprego.
Por que não me ufano (1) Toda essa discussão bocejante sobre o tamanho do Estado e o "modelo econômico" (liberalismo "laissez-faire", Terceira Via, social-democracia, socialismo democrático, etc.) que o Brasil deve adotar esquece um fator básico: a questão é qual o Estado, antes de ser qual o seu tamanho. Notei aqui, e depois vi repetido por outros, que a acusação mais bizarra que se pode fazer ao governo FHC é a de ser "neoliberal", quando ele tratou de aumentar a carga tributária para 34% do PIB sem a correspondente devolução em serviços. Além de bizarra, essa acusação dá combustível para uma suposta reação a isso, a de ampliar a presença do Estado na sociedade.
Há uma tendência clara de esperar do próximo governo "mais investimento na área social" e instrumentos como "política industrial". Na verdade, já se vem observando um salto no número de programas sociais, de tudo quanto é tipo, municipais, estaduais e federais, e uma grita geral por retaliar protecionismo com protecionismo. Mas o Estado brasileiro é um mau gestor, que desperdiça com burocracia e sangra com corrupção, que aplica mal o dinheiro e desconhece o próprio país. O que é necessário, sobretudo, é melhor investimento social, com logística e conteúdo realmente significativos; e não se pode confundir uma estratégia para a indústria com uma proteção paternal de sua ineficiência ou prêmio político para o jogo das corporações.
Nenhum dos candidatos em voga parece ter essas distinções claras em mente. A sociedade parece rendida ao espetáculo das baixarias políticas, incapaz de medir o custo do futuro dourado que nunca chega, pois tem muitas riquezas a explorar e lhe faltam informações e recursos suficientes para explorá-las democraticamente. Como converter um Estado historicamente inchado e vicioso num Estado capaz de levar eficazmente a proteção social e a garantia produtiva para as diversas regiões do Brasil é a única pergunta a ser feita.
posted by Claudio Shikida 2:12 AM
Tuesday, March 19, 2002
Falta de bom sensoNão sei definir o bom senso, mas sei o que é neurose. Confiram
Direto de Reason
Se não conseguir visualizar, divirta-se aqui.
posted by Claudio Shikida 6:40 PM
Wednesday, March 06, 2002
Tarifas e Bush ou "para que servem os economistas?"Uma breve lição de economia: Bush, como político que é, quer impor tarifas ao aço estrangeiro. Muita gente, que não conhece os princípios da Ciência Econômica, acha isso legal ou, no mínimo, sem importância para sua vida. Grande engano. E aqui entram os economistas. Para que servem os economistas? Para calcular o custo desta bobagem. Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 1:59 PM
Mário CovasUm ano sem o único social-democrata com a coragem de dizer que o país precisava de um choque de capitalista. Ainda estamos esperando.
posted by Claudio Shikida 1:28 PM
Monday, March 04, 2002
Evasão Fiscal: sim ou não?Pierre Lemieux, economista canadense, diz que a evasão fiscal pode ser boa para a sociedade, embora ruim para o governo. O que você acha? Leia o artigo aqui.
posted by Claudio Shikida 11:44 PM
Sunday, March 03, 2002
Tudo relativo?O professor Alberto Oliva, que sempre acerta nas questões metodólogicas básicas, dá-nos mais uma amostra de seu bom senso neste artigo. A lição básica é: mais critério com o discurso, por favor...
posted by Claudio Shikida 12:39 AM





