Os Impertinentes

Saturday, December 22, 2001

Gobernabilidad en Argentina:

Peón en Jaque
Martín Simonetta-Gustavo Lazzari (*)

En Argentina la historia se está forjando frente a nuestros propios ojos y como nunca desafía la indiferencia de la dirigencia política, en especial del Poder Ejecutivo. La reacción espontánea de la ciudadanía a través de "cacerolazos" y concentraciones inicialmente pacíficas en los diversos puntos de la ciudad de Buenos Aires y el interior la noche del jueves 20 y la madrugada del viernes 21 de diciembre significó un claro “basta” para las políticas llevadas a cabo por la Administración De la Rúa. Hasta el momento el resultado ha sido la renuncia de Cavallo y el resto del gabinete.

En forma creciente aunque silenciosa la ciudadanía venía expresando su descontento tras más de tres años de recesión, lo que se manifestó abiertamente en el hecho de que en las últimas elecciones legislativas cerca del 40% de la población votó en blanco, impugnó su voto o directamente no concurrió a votar, aún en un régimen de voto obligatorio. Pero el descontento ciudadano se hizo insoportable ante las recientes medidas adoptadas por el ahora ex Ministro Cavallo que impusieron congelamientos de los depósitos bancarios -plazos fijos, cuentas corrientes y cajas de ahorro- permitiendo a la población retirar sólo 250 dólares por semana y 500 en Navidad, lo que constituyó un total atropello a los derechos de propiedad.

Para el testigo extranjero puede parecer increíble que a pocos años del llamado "milagro argentino", en el cual el país creció 1991-1996 un 40%, la situación de la economía argentina sea terminal. Lo cierto es que durante la década de la Administración Menem se logró estabilizar la moneda a través del régimen de convertibilidad, pero se cubrió el constante déficit del sector público primero con venta de activos (privatizaciones) y luego a partir de endeudamiento público irrestricto, hasta que en junio del corriente el mercado voluntario de crédito se cerró para el país. En adelante, y con la consigna de "deficit cero" -provocada por el "credito cero" de los inversores- el país ingresó aceleradamente en un camino sin retorno hacia el inevitable default. En el día de ayer la consultora Standards & Poors predijo que Argentina entraría en cesación de pagos finalmente en enero del 2001, lo cual de hecho ya realizó por la renegociación coactiva de sus compromisos.

Desde su asunción, hace sólo dos años, el presidente de la Rúa no estuvo a la altura de los acontecimientos. Hasta el momento ocho planes económicos se sucedieron pero ninguno atacó el problema central de la Argentina el insostenible déficit fiscal. Las medidas apuntaron a incrementar los ingresos públicos a través de más impuestos en lugar de reducir el desmesurado gasto público.

A partir de los últimos acontecimientos la ciudadanía, en forma espontánea y por fuera de los desacreditados partidos políticos, sindicatos y otros canales formales, ha puesto en jaque a quién en forma reiterada violó sus derechos ciudadanos y no supo proteger su propiedad. Protestó pacíficamente frente al Congreso y la Casa Rosada reclamando la reducción del gasto público, especialmente el "costo de la política" en Argentina. Un claro ejemplo de esta desmesura es que el costo de la legislatura de la provincia de Formosa es igual al de la germana Baviera, pero la provincia argentina tiene un PIB 156 veces inferior.

Desde M.T de Alvear (1922-1928) ninguno de los cuatro presidentes del partido de De La Rúa (la Unión Civica Radical) -Hipólito Yrigoyen, Arturo Frondizi, Arturo Illia, y en 1989 Raúl Alfonsín- pudieron culminar su mandato. Hoy el presidente se encuentra cercado, sin apoyo político de su partido ni de la Alianza que lo llevó al poder y sin credibilidad para adoptar políticas de fondo que pudieran modificar la tendencia de destrucción de riquezas. Según los últimos sondeos, previos al "jueves negro" de la Rúa, su imagen positiva era inferior al 8% y el 78% de la ciudadanía pensaba que no era idóneo para gobernar.

Parece difícil que las profundas reformas económicas que necesita la Argentina puedan ser llevadas a cabo bajo un gobierno con capital político cercano a cero. Por su falta de poder e incapacidad para resolver los graves problemas que aquejan a la Argentina, el presidente De la Rúa parece un peón en Jaque y no un rey.
posted by Claudio Shikida 2:48 PM

Hernando de Soto - Acton Institute

Entrevista com o economista peruano que, ao contrário de muita gente, acredita nos pobres e em sua vocação para o mercado.
posted by Claudio Shikida 2:39 PM

Arquivos Anarquistas

Textos clássicos de anarquistas (mas não de anarco-capitalistas) aqui.
posted by Claudio Shikida 2:38 PM

Thursday, December 20, 2001

Educação e o Analfabeto - Jornal do Brasil

Gente, o JB foi pro Terra. Agora tenho de reproduzir tudo aqui para vocês. Bem é um prazer fazer isso. A entrevista abaixo vale a pena pelo entrevistado (Simon Schartzman) e pela visão inteligente sobre o problema do analfabeto que entrou na faculdade (problema?), das quotas para uma das minorias brasileiras (apenas) e outros tópicos sobre educação. Os negritos são por minha conta, mas leia toda a entrevista. Realmente faz bem para o cérebro...

Entrevista / Simon Schwartzman

RODRIGO ALVES
Fernando Rabelo

Para Schwartznan, o salário do professor no Centro-Sul não é, comparativamente, baixo

- O crescimento dos estudos na área de Educação mostra um Brasil disposto a diagnosticar os problemas?
- Antes do Sistema de Avaliação de Educação Básica (Saeb), que surgiu há cerca de seis anos, não havia uma pesquisa nacional mostrando o grau de educação da população nas escolas. Mesmo com dados de repetência, não sabíamos o que as pessoas aprendiam. Já avançamos muito nesse sentido. As pesquisas confirmam o que a gente suspeitava: a qualidade da educação é ruim. Mas também nos dá condições de identificar os problemas, as tendências, as áreas mais afetadas.

- O conceito de analfabetismo funcional adotado pelo IBGE é eficiente?

- Esse método não é muito bom. Mas o único dado que o IBGE tem é sobre escolaridade. Nesse sentido, o critério para o analfabetismo funcional é razoável, levando em conta quem não completou quatro anos de escolaridade. Mas se olharmos o resultado do Saeb veremos que muita gente tem mais de quatro anos de escolaridade e não consegue minimamente ler um texto. Sem falar na capacidade de escrever, mais difícil ainda. Se as pesquisas abordassem esse aspecto, os resultados seriam muito piores.

- Por que não se pesquisa isso?

- A realização é complicada, com uma tecnologia muito complexa, e só agora o Brasil começa a dominar essa metodologia. Para aplicar uma prova qualitativa em 100 mil pessoas, de quantas mil pessoas vamos precisar para corrigi-las? Ainda não temos gente com experiência na área.

- Mesmo sem mostrar todos os problemas, os números de analfabetismo no Brasil ainda assustam?

- Sim, a situação da Educação no Brasil é muito complicada. Há quem defenda a idéia de que nossos professores não são treinados para alfabetizar. Falta um trabalho sistemático de aprendizado. Não há mistério para se alfabetizar uma criança. É só treinar o professor e dizer: ''é assim que se faz''. Isso não está sendo feito na escala adequada.

- As condições de trabalho do professor não dificultam o processo?

- Eu não acho que o problema do salário dos professores seja tão sério. No Centro-Sul, o pagamento não é inferior ao de uma pessoa com nível educacional equivalente. Se tiverem nível superior, podem estar ganhando R$ 700, R$ 800, R$ 1000, ou até mais. Têm um período de horas menor, longas férias, aposentadoria precoce. Agora, quando você vê o professor da escola municipal do interior do Ceará, esse sim, está ganhando uma porcaria. Fora isso, não é um salário maravilhoso, mas não é pior que o resto da população.

- Mas o fato de a educação do país estar nas mãos dos professores não justificaria um salário melhor?

- Quanto mais se puder pagar ao professor, melhor. A questão é saber se há dinheiro.

- É viável conseguir isso no Brasil?

- Todos os países fazem isso. A Europa resolveu o problema do analfabetismo há cem anos. Só precisamos começar a trabalhar nesse sentido.

- O senhor achou justa a greve das universidades federais?

- Em primeiro lugar, foi uma greve com caráter fortemente político. A idéia de que o salário dos professores não aumenta não é verdadeira, eles têm tido uma série de benefícios. No entanto, o salário poderia ser melhor. Deste ponto, de vista foi justa. A greve reflete um problema mais sério que é a crise do sistema federal. Ele é muito caro e ineficiente para o governo; o professor sente-se frustrado pelo salário baixo; há um impasse sobre como encaminhar o sistema para ele se comportar melhor. Isso o governo não conseguiu resolver. Em grande parte por causa da pressão política dos sindicatos. Tentaram um projeto interessante de dar autonomia efetiva para as universidades. O caminho é por aí. Mas precisaram recuar, enfrentaram muita oposição.

- Na maioria dos casos, quem está nas universidades públicas tem condições de pagar por ela. Quem não pode não consegue chegar. Como fugir desse paradoxo?

- Isto é óbvio: o governo deveria cobrar de quem pode pagar e dar apoio financeiro a quem não pode. No mundo todo isso é instituído. O governo só não faz por não querer enfrentar o problema político.

- É difícil definir um critério de cobrança financeira para os alunos?

- Não. A China, os Estados Unidos e o Chile cobram. A Inglaterra começou a cobrar este ano. Há vários critérios. Talvez o mais justo seja o crédito educativo. A idéia é usar o crédito enquanto se está estudando. Paga quando se formar e estiver ganhando, com um sistema associado à renda. Além disso, pode-se usar um sistema de avaliação, com as pessoas se candidatando. Além deste problema, outros aspectos importantes não estão sendo discutidos hoje.

- Quais?

- Por exemplo: se a universidade vai atender a uma população de pior formação, ela não pode dar o mesmo conteúdo dado aos estudantes bem formados. Se eu tenho um curso de medicina e decido criar uma cota para negros, como vem sendo proposto, o que vou fazer? Baixar o nível do curso ou deixar ele entrar para reprová-lo no primeiro ano? É preciso dar outro tipo de curso. Isso deveria ser uma função da universidade pública, mas não vejo ninguém falando sobre o assunto.

- O senhor é a favor das cotas para negros?

- Não. O problema não está aí. A universidade brasileira não discrimina por cor. O mercado de trabalho, sim. Aí há um problema sério de discriminação que precisa ser combatido. Na educação, o que acontece é que a população negra, mais pobre e com menos condições, acaba não ascendendo. Simplesmente criar cotas sem saber o que vai se fazer a partir daí é demagógico. Além do mais, como introduzir um critério de raça? O Brasil não tem divisão racial clara. Isso é uma importação dos Estados Unidos.

- O que o senhor achou das posições manifestadas recentemente pelo dono da Estácio de Sá, Uchôa Cavalcanti?

- Acho que o Uchôa deve ser defendido. Ele tem um jeito muito primitivo de dizer as coisas, mas disse algo muito relevante: ''Quero dar um bom curso, com boas aulas''. Não sei se ele dá ou não, mas isso é importante. A função de uma universidade privada de massas é dar o curso direitinho: o professor chega na hora, o aluno aprende, etc. Neste ponto eu acho que ele tem razão.

- E quando ele critica o grande número de pessoas fazendo mestrado e doutorado?

- Não concordo que é isso seja ruim, mas muitos mestrados e doutorados realmente não valem nada. Como existe uma exigência formal, as pessoas às vezes fazem apenas para ter o título. Forçar o sistema privado a fazer pesquisa - o que o Ministério da Educação vem tentando fazer - é um equívoco. Outro dia o (economista) Carlos Lessa disse que a universidade não pode ser um escolão. Se a do Uchôa for um bom escolão, pode sim, precisamos dela. Queremos grandes escolões funcionando bem. Dizem que o ensino não pode estar associado a lucro. Acho isso um preconceito. O médico pode ganhar dinheiro e ser um bom médico. Eu posso ter uma escola, vender um bom serviço e ganhar um bom dinheiro.

- As universidades particulares vendem um bom serviço?

- Acho que não. Como a sociedade dá um prêmio muito grande ao diploma, a universidade faz esse jogo. Há todo um sistema de benefício aos títulos. Se você precisa do título, se é o mais importante, a universidade está vendendo isso. Mas, com a crise das federais, daqui a pouco vai ter muita gente preferindo as particulares. Para atender a esse público, elas precisarão se diferenciar pela qualidade.

- O fato de um analfabeto ter conseguido passar no vestibular mostra a fragilidade do sistema de ingresso?

- Na verdade eu não sei por que certas universidades têm vestibular. Se ela é paga e não tem demanda muito grande, pode aceitar todo mundo. A questão não é quem entra, e sim o que fazer com essa gente lá dentro. Nas universidades federais também entra gente de nível baixo.

- O ministro Paulo Renato investiu muito no Ensino Médio. Como o senhor vê a política dele para as universidades?

- Ele não conseguiu levar essa política adiante. Enfrentou oposições políticas muito fortes, como as greves, e ficou meio paralisado em relação a isso.

- Fernando Henrique destacou o fato de o Brasil ser o 17° país do mundo na produção de publicações científicas. É mesmo um motivo de orgulho?

- Cerca de 50% dessas publicações são dos Estados Unidos. Depois temos Inglaterra, Alemanha e França na casa dos 20%. E há uma série de países com 3%, 4%. O Brasil vem depois disso, com 1,4%. Realmente vem melhorando no número de artigos publicados, mostrando que a ciência brasileira tem crescido. Mas esse crescimento é suficiente para dizer que estamos chegando lá? Aí é outra história.

- Qual é a saída para que a informatização das escolas não signifique enchê-las de computadores?

- Em primeiro lugar, não enche. O governo quer colocar um computador por escola. Para que seja útil, é preciso colocar um para cada aluno. O principal problema é cuidar do conteúdo. Se não cuidar, assim que colocar um computador com internet, o menino vai começar a ver mulher pelada.

[16/DEZ/2001]

posted by Claudio Shikida 1:04 PM

Liberdades ameaçadas - EUA


posted by Claudio Shikida 9:49 AM

Saturday, December 08, 2001

Causa Liberal - Portugal

Esta mensagem destinam-se a informar todos os interessados que a "Homepage" da Causa Liberal (http://www.geocities.com/causaliberal) foi alterada:

- 2ª Reunião da Causa Liberal (www.geocities.com/causaliberal/actividades);

- "A Sentinela do Castelo de Angra": "A Cigarra e a Formiga" (http://www.geocities.com/causaliberal/sentinela)

- Fórum sobre o Neocartismo: "Réplica..." (www.geocities.com/causaliberal/forumneocartismo);

- Os resultados do sistema soviético de educação em Portugal;

- Dia Mundial do Capitalismo: Mensagens e balanço;

- "The World's Smallest Political Quiz".


Saudações Liberais,
A Causa Liberal
posted by Claudio Shikida 12:50 PM

Wednesday, December 05, 2001

Enquanto isso, em um distante estado brasileiro...

Em ato público realizado hoje, terça feira, 4 de dezembro de 2.001, às 11 horas, no auditório da OAB-RS, intelectuais e artistas gaúchos, realizaram um ato de desagravo aos jornalistas Hélio Gama, Políbio Braga, Diego Casagrande, Érico Valduga, José Barrionuevo, Gilberto Simões Pires, Adriano Santana e Rogério Mendelski, os quais têm sido alvo de diferentes formas de cerceamento à sua atividade profissional, em reiteradas tentativas de silenciamento à imprensa crítica e responsável empreendidas pelo governo estadual.
O consenso dominante nesta reunião foi que a liberdade se perde muito antes da tomada do poder e da subjugação formal das instituições, desde quando se substitui o Estado de Direito pela lei do movimento - que é a característica essencial do totalitarismo. E que se tem perdido liberdade no Rio Grande!
Por outro lado, o sentimento dominante neste encontro informal, foi que a resistência democrática, para ser eficaz, também precisa madrugar na seara da liberdade, sob pena de não se verem madurar seus frutos, precocemente apodrecidos na saga da intolerância. E que a resistência está nascendo no Rio Grande!
Para os que viveram a geração-60, o manifesto assinado e lido neste ato público, é apenas um recomeço... mais curtido, mais precoce e talvez menos ambicioso, do movimento que sustentamos e da luta que vencemos contra a ditadura.
Para os mais jovens, esta denúncia e o enfrentamento que ela manifesta, representam talvez a oportunidade, para amadurecer com os nossos êrros e crescer com a nossa experiência. Exatamente isso que se lhes pretende negar, no apagão da história e na corrupção do poder que assola este pago.
Na esteira desse encontro - de corações e mentes abertas - ficou plantada a expectativa que seremos juntos capazes de traçar os limites, além dos quais se possa dizer... que os totalitários não passarão!

MANIFESTO - PELA ÉTICA NA POLÍTICA - PELO PLURALISMO - PELA LIBERDADE DE IMPRENSA


Movidos por uma preocupação comum, nos reunimos para expressar à opinião pública rio‑grandense nossa convicção de que a Democracia não é apenas um conjunto de elementos formais. Ela implica, também, a adesão sincera a um elenco de elevados valores.

Sabemos que o poder político é uma necessidade imposta pela própria imperfeição da natureza humana. Mas sabemos que somente aquilo que há de bom nessa mesma natureza torna a Democracia possível. Por isso, esses valores, humanos e sociais, de inequívoco conteúdo moral, são como que o espírito que a anima. Sem eles, a Democracia se converte num corpo estático, sem funções vitais, e resulta presa fácil de demagogos ou totalitários que dela se valem para os próprios fins. Alguns desses valores estão sendo solapados na atualidade política estadual, sobre a qual nos debruçamos neste momento.

De um lado, percebemos que as próprias funções de governo são relegadas a um segundo plano sob o empenho oficial de conquistar corações e mentes para uma determinada ideologia. A rede de ensino público, os concursos para postos da administração, os instrumentos de promoção em certas carreiras funcionais, as verbas publicitárias e os recursos destinados á cultura, são postos a serviço dessa causa. Confunde‑se a administração com o governo, o governo com o Estado e os três ‑ administração, governo e Estado ‑ se fundem e confundem com o partido do governo.

Por outro lado, recusa‑se o pluralismo. Toda divergência é tomada por rejeição ao resultado das umas, como se o mandato para governar implicasse a cassação do mandato oposicionista nos parlamentos, o mutismo das ruas e o silêncio da imprensa. Pressiona-se a mídia, usam‑se verbas oficiais de publicidade como prêmio de boa conduta, processam‑se jornalistas. Cobra‑se subserviência e persegue-se os que se rebelam. Reinstitui‑se o delito de opinião.

Assistimos, agora, os lamentáveis corolários da CPI da Segurança Pública. A reação oficial aos graves fatos apontados, que tanto repercutiram em todo o país, desmerece nossa tradição política.
Primeiro, pretenderam transformá‑los em delitos de um homem só. Depois, quiseram varrê‑los para debaixo do tapete de uma comissão interna de ética partidária. Em seguida, esforçaram‑se por desmerecer o Parlamento. E, agora, ocultam‑se sob manifestações de solidariedade cuja tônica é proclamar inatacáveis os detentores do poder, como se habitassem o paraíso dos concebidos sem pecado. Uma coisa é apregoada nacionalmente, outra é feita aqui. Uma regra, ou vale para todos, ou não é regra.
Conclamamos a opinião pública a ponderar esses fatos e a refletir sobre a importância dos valores acima apontados. O que está em questão, na verdade, é a própria democracia.

Porto Alegre, 4 de dezembro de 2001.

Percival Puggina; Denis L. Rosenfield; João Carlos Brum Torres; José Antônio Giusti Tavares; Sérgio da Costa Franco; Cezar Saldanha Souza Junior; Fernando Afonso Gay da Fonseca; Guilherme Socias Vilella; Jair Krischke; Luis Milman; Nelson Boeira; Sérgio Borja; Fernando Schüller; Antonio Hohlfeldt; Francisco Araújo Santos; Paulo do Couto e Silva; Carlos Alberto Allgayer, Paulo G. M. Moura; Luiz Rothmann; José Fernando Eichemberg; Joal Azambuja da Rosa; Plínio Alexandre Zalewski Vargas; Abílio Baeta Neves; Eduardo Dutra Aydos; Alberto Hoffmann; Antônio Pires; Omar Ferri; Carmen Catarina Handel; Valério Rohden; Ronaldo Moreira Brum; Sérgio Napp; Mariza Abreu; Flávio Del Mese; Luiz Pereira Lima; Carlos Alberto Reis Lima; Roberto Campos Moraes; Ronald Hilbrecht; Antônio Carlos Baldi; Mári Perusso; Lícia Peres; Elma Santana; Airton Pimentel; Dorotéo Fagundes; Luiz Carlos Borges; Marlene Pastro Hülberg; João M. Bicca; Luis Floduardo Silva Pinto; Izabel L'Aryan; Dilan Camargo; Edgar Valle; Kathrin Rosenfield; Marília Borba Gualdi; Elinora Isoldi; Maria Helena Pilla do Valle; Maria Isabel Eberle Sehbe; Maria Elaine Machado Torres; Jeane Vainstein; Liliana Maria Rose Fagundes; Antônio Ramos; Gilberto Treptow; Vitor Bertini; Henrique de Freitas; Mariângela Grando; Pedro Zimermann; Sérgio "São Borja"; João Osório Marques Ribeiro; Thê-Zico; Regina Flores da Cunha; Gunter Axt; Luizinho Medeiros; Jorge Goulart; Hilda de Souza; Bernadete Flores Pestana; Diogenes Alvarez; Flávio Ferreira Presser; Nelcir Tessaro; Liane Scheid; Tereza da Cunha; Idenir Cecchin; Jandira Feijó

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posted by Claudio Shikida 2:24 PM

Monday, December 03, 2001

Por que tão poucos? - Valor Econômico

A passeata em comemoração pelo dia do capitalismo, em Porto Alegre, mostrou algumas coisas importantes.

1. Os liberais não sabem se organizar de forma eficiente.

Isso, inclusive, mostra que o Brasil não é dominado por "malvados capitalistas", afinal, nem uma passeata eles fizeram direito. Se existe algum grupo poderoso, este está representado pelos empresários que apenas querem subsídios e pelos anti-liberais de plantão, notadamente em Porto Alegre. Afinal, o prefeito disse que esta foi uma manifestação "exótica"...

2. Capitalismo é algo desconhecido no país.

O mesmo prefeito, na matéria linkada, não parece entender bem como funciona o capitalismo. Ele acha que capitalismo "emprega" bons salários e distribuição de renda mais justa. Ou seja, não entende como o mercado gera estes resultados. E também confunde capitalismo com keynesianismo. Nós, economistas, sabemos que isso não é assim tão simples, mas, enfim...

A lição para os liberais (e para este em particular) é a de sempre: se você não divulga suas idéias, não combate a propaganda ideológica denunciando-a, não fará muita coisa. De nada adianta falar mal de livros didáticos errados se não se reclama junto aos professores e diretores de colégio. Não adianta divulgar idéias liberais para liberais e não mostrar aos que não a entendem o que de fato é. Bem, não é fácil, mas o preço é este. Quem está disposto a pagar?
posted by Claudio Shikida 4:29 PM

Saturday, December 01, 2001

Causa Liberal

Esta mensagem destina-se a informar todos os interessados que a "Homepage" da Causa Liberal (www.geocities.com/causaliberal) foi alterada: - Destaques (www.geocities.com/causaliberal)
Comemoração do Dia Mundial do Capitalismo - 2 de Dezembro de 2001 - "Walk for Freedom".
Associe-se a este evento e deixe a sua mensagem em http://www.quicktopic.com/11/H/YrPnPqqXrseV9.
"Em defesa do Capitalismo".
"Em Defesa do Neocartismo".
"Homepage" da Causa Liberal, 500 visitas durante o 1º mês de vida.
- Fórum sobre o Neocartismo (www.geocities.com/causaliberal/forumneocartisamo.html) - "Sentinela do Castelo de Angra" (www.geocities.com/causaliberal/sentinela.html) - Livro de visitas (http://us.geocities.yahoo.com/gb/view?member=causaliberal)
posted by Claudio Shikida 5:32 AM

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