Os Impertinentes

Wednesday, October 31, 2001

Liberdade de Imprensa..só para os outros - José Barrionuevo

Vejam só estes trechos da coluna do jornalista gaúcho...

31/10/2001
Governo Olívio ganha as manchetes

Os mais importantes jornais do país também abriram espaço ontem à gravação que liga uma figura importante do PT, Diógenes de Oliveira, amigo pessoal de Olívio, ao jogo do bicho. Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo e Valor Econômico deram destaque à crise que envolve o governo gaúcho como principal notícia de política, todos como abertura de página. Por isso fica difícil entender a nota da executiva do PT que no item cinco aponta o que imagina ser uma “brutal manipulação de determinados meios de comunicação tentando atingir o patrimônio ético e político do PT”.

Seriam Jairo Carneiro e Diógenes de Oliveira jornalistas?
posted by Claudio Shikida 6:56 AM

Perguntas Éticas ou "Processo de Reprodução Ético-Histórico no RS"

Será que haverá expurgo de militantes politicamente desconhecidos apenas no PT gaúcho? Se sim, isto quer dizer que governadores, prefeitos, deputados, senadores e vereadores daquele partido estão sempre cobertos pelo manto da ética? E, cá para nós, isso não é uma reprodução, na versão "democrática e popular", do velho "a corda arrebenta sempre para o lado mais fraco"?

Vamos aguardar.
posted by Claudio Shikida 6:52 AM

Monday, October 29, 2001

Entrevista com William Niskanen - Insight.com

Se você estuda Public Choice (Escolha Pública), sabe que um clássico livro sobre a economia política da burocracia é o Bureaucracy and Representative Government de William Niskanen (1971). Nesta entrevista, Niskanen alerta para os perigos da crescente onda regulatória nos EUA no pós-atentado de 11 de setembro.

Clique no trecho abaixo para ler toda a entrevista.

Insight: Since the terrorist attacks on the World Trade Center and the Pentagon, we’ve been hearing a call nationwide for an increase in governmental powers. How do libertarians react to this call?

William A. Niskanen: It’s been an awkward time for libertarians in the sense that an event that reflects the failure of the government has led to an enormous increase in the fiscal and police powers of the government.
posted by Claudio Shikida 3:40 PM

Outro cartoon interessante - Bureaucrash


posted by Claudio Shikida 12:59 PM

Lembrança de Arruda e ACM - Zero Hora

Lembram quando ACM e Arruda negavam que tinham algum envolvimento na violação do painel eletrônico (aquele voto nunca revelado da Heloísa Helena..quem não deve...)? Lembram que um dizia que o outro não havia dado ordens para isso ou aquilo? Legal, né? Pois na crise do PT gaúcho, agora, um dos responsáveis está com argumento similar: "ele teria usado o nome do governador impropriamente".

E mais ainda, lembram-se dos protestos da patotinha comunista contar a suposta doença do Pinochet? Pois o mesmo envolvido, o tal Diógenes, teve um advogado ao seu lado dizendo que ele estava cansado da viagem, com malária....é....ética, né?

E você, numa ditadura, escreveria seu nome em um pedaço de papel, sendo um entrevistador de um jornal em posição de questionamento sobre a lisura de um entrevistado???

Se você quer ler mais, aí vai o trecho do Zero Hora:

Diógenes isenta Olívio e diz que deu carteiraço
Presidente do Clube de Seguros da Cidadania confessa que usou indevidamente nome do governador

RODIMAR OLIVEIRA

Explicação: Diógenes disse que chamou Tubino porque tinha amigo entre os bicheiros e queria ajudá-los (foto Mário Brasil/ZH)
Um dia depois de a CPI da Segurança Pública da Assembléia Legislativa trazer a público a gravação que relaciona o governo do Estado e o PT com o jogo do bicho, o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, Diógenes de Oliveira, reapareceu para dizer que usou o nome do governador Olívio Dutra indevidamente.
Em entrevista coletiva no escritório do advogado Ricardo Cunha Martins, na Rua Uruguai, no centro da Capital, no final da tarde de sábado, Diógenes disse que deu “um carteiraço” ao chamar o então chefe de Polícia, delegado Luiz Fernando Tubino, para conversar na sua casa. Prometeu, ainda, fazer “revelações importantes sobre as verdadeiras questões de segurança pública” e sobre “onde está a lavagem de dinheiro no Estado”.
Na entrevista, que durou cerca de 30 minutos, Diógenes afirmou que pode ter se “expressado mal” ao fazer ilações sobre o envolvimento do governo e do PT com o jogo do bicho. Ressaltou que tinha amigos entre os bicheiros e queria ajudá-los. Na gravação divulgada pela CPI ele pede a Tubino que alivie a repressão ao jogo do bicho com a justificativa de que o PT sempre teve “uma relação muito boa, muito estreita, com esse pessoal”. Antes do início da entrevista, o advogado de Diógenes advertiu aos jornalistas:
– Pessoal, não vamos transformar essa entrevista numa segunda CPI.
Martins disse que seu cliente tem problemas de saúde – seqüelas da malária contraída na África e hipertensão arterial –, além de estar muito cansado por ter acabado de chegar de viagem à Espanha, mais especificamente da cidade de Sevilha, onde estava descansando (ao falar, mais tarde, Diógenes deu outra versão a sua viagem, dizendo que estava na Europa a trabalho).
Na entrada do escritório, todos os repórteres, cinegrafistas e fotógrafos foram convidados a escrever seus nomes, telefones e veículo para o qual trabalham em uma folha de papel em branco. A justificativa foi de que isso facilitaria o contato no caso de Diógenes ter alguma informação adicional para passar à imprensa e para manter uma “relação fraterna” com os jornalistas lá presentes.
Martins pediu que os jornalistas deixassem Diógenes falar primeiro tudo o que quisesse para só depois iniciarem as perguntas.
Confortavelmente sentado em uma poltrona antiga, diante de uma estante abarrotada de livros de Direito, Diógenes gesticulou muito. Aparentava nervosismo. Vestindo uma camisa de seda de mangas curtas verde bandeira, gravata vermelha quadriculada e calça azul marinho, ironizou algumas perguntas, tangenciou outras. Irritou-se em algumas interpelações dos repórteres sobre as gravações:
– Não vamos fazer debate aqui. Eu estou dando uma entrevista.
Ao admitir que conversou com o delegado Tubino em sua própria casa, no bairro Cidade Baixa, no início de 1999, negou ser ele o autor da gravação.
– Como a conversa foi na minha casa, e eu não iria gravar a mim mesmo e depois me auto-denunciar, tirem aí os senhores a ilação que quiserem sobre quem teria feito esta gravação.
posted by Claudio Shikida 10:57 AM

McCloskey sobre Hayek - Reason

Neste artigo-resenha de uma nova biografia de Hayek, Dierdre McCloskey informa aos não-iniciados nos debates acadêmicos sobre Hayek e a teoria econômica. Fácil de ler e muito informativo.
posted by Claudio Shikida 8:29 AM

Outro Cartoon... - Russmo.com



posted by Claudio Shikida 7:14 AM

Cartoon divertido - The Beacon Journal

Clique aqui para um cartoon em tempos de guerra...
posted by Claudio Shikida 7:10 AM

Governo Cubano ainda retém menina contra a vontade dos pais

Negritos por minha conta. Só digo uma coisa: assim é fácil apoiar Fidel Castro. Você diz, como a assessora da embaixada, que não sabe de nada (a culpa é sempre da burocracia...mas então Cuba não é o que nos vendem...), e, após a crise de depressão da menina, o capitalismo brasileiro é que vai cuidar dela, nos hospitais daqui.

E a imprensa, claro, não se preocupa muito com este caso. Por que, heim?

LIMA: "CASO ANABEL" É DENUNCIADO EM CONFERÊNCIA IBERO-AMERICANA DE MINISTROS

Congressista brasileiro qualifica de "literal seqüestro" o caso da adolescente cubana Anabel Soneira Antigua, retida em Cuba contra a vontade de seus pais, residentes no Brasil

LIMA, PERÚ, Out. 29, 2001 (DI / Destaque Internacional) - O deputado pernambucano Luciano Caldas Bivar, membro titular da comissão de
Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados de Brasil, em missiva aos participantes da III Conferência Ibero-americana de Ministros e Altos
Responsáveis da Infância e da Juventude, que se inaugurou hoje nesta cidade andina, denunciou o caso da adolescente cubana Anabel Soneira Antigua, de 14 anos, retida em Cuba contra a vontade de seus pais cubanos, residentes no estado de Pernambuco, no nordeste brasileiro.
O Dr. Miguel Soneira, médico gastroenterologista, e sua esposa Letícia desde há 3 anos tentam infrutuosamente levar ao Brasil a sua filha, diante de "intermináveis, angustiantes e inadmissíveis obstáculos postos pelas autoridades cubanas, que dessa maneira negam o pátrio poder dos pais da jovem e os direitos desta de viver com sua família, claramente consignados na Declaração dos Direitos Humanos", afirma na sua mensagem o deputado Caldas Bivar, que qualifica a situação criada como um "literal seqüestro".
A situação de Anabel possui um particular agravante: na metade deste ano, devido às tensões, a jovem teve uma grave crise depressiva e especialistas do Hospital Santos Suárez, de Havana, advertiram que por isso sua vida corre risco, aconselhando "facilitar a união com a figura
materna" para poder iniciar sua recuperação emocional
.
O caso tem sensibilizado a opinião pública brasileira. Na passada sexta-feira 26, o congressista pernambucano Severino Cavalcanti, primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, fez em Brasília um veemente apelo ao presidente Fernando Henrique Cardoso, ao chanceler Celso Lafer
e ao embaixador cubano para que se obtenha a "urgente e imediata libertação de Anabel", retida em Cuba. Cavalcanti, falando da tribuna da Câmara, advertiu: "Isto só desgasta o governo cubano a cada dia que passa, a cada hora que transcorre e a cada minuto que o relógio registra".
A assessoria de imprensa da embaixada cubana em Brasília, consultada pelo Jornal do Commércio, de Recife, Estado de Pernambuco, tentou
minimizar o fato
chegando a dizer que "não sabe do caso de Anabel, mas que irá se informar". O deputado Severino Cavalcanti, em nota distribuída à imprensa, anunciou que se fará presente na embaixada cubana na 3a. feira, para cobrar uma resposta oficial do embaixador de Cuba no Brasil, Jorge Lezcano Pérez.
Entretanto, em Lima, no local onde se efetua a III Conferência Ibero-americana de Ministros e Altos Responsáveis da Infância e da Juventude, o coordenador da União de Cubanos Exilados no Peru, David Rodríguez, concedeu entrevistas a numerosos meios de comunicação ali presentes. "O caso da jovem Anabel é uma amostra dos métodos de destruição sistemática da família postos em prática pelo regime cubano ao longo de 4 intermináveis décadas. Constitui uma forma de terrorismo sob certos aspectos mais cruel do que a das armas biológicas, pois está destinado a destruir não só os corpos mas também as almas". Rodríguez distribuiu documentação sobre a dramática situação pela que atravessa a jovem Anabel Soneira às delegações ministeriais ibero-americanas ali reunidas.
DI011029
DI / Destaque Internacional (em colaboração com DSF / Direitos Sem
Fronteiras)

Contatos:
Deputado Severino Cavalcanti, Brasília
Tels.: (55-61) 318-8044 / 318-8048
Fax: (55-61) 226-9757
Deputado Luciano Caldas Bivar, Brasília
Tels.: (55-61) 318-3717 / 318-5717
Fax: (55-61) 318-2717
Dr. Miguel Soneira e Sra., Pernambuco
Tels.: (55-81) 9986-5790
Fax: (55-81) 3673-1543
Chancelaria brasileira, Itamaraty, Brasília
Tel.: (55-61) 4111-6161
David Rodríguez, União de Cubanos Exiliados no Perú, Lima
Tel.: (51-1) 934-1277
DI / Destaque Internacional
Tel. (55-11) 92243035 (até 4a. feira)
posted by Claudio Shikida 6:43 AM

Sunday, October 28, 2001

Terrorismo islâmico nasce de fracasso do mundo árabe - Guy Sorman (O Estado de São Paulo)

Clicando aqui, você lê o artigo do economista francês. Trechos legais? Vejam este:

Erra quem acredita que o mundo muçulmano não seja capaz de mudar.

Nenhuma dessas tentativas, entretanto, foi capaz de dar um vislumbre de modernidade muçulmana palpável. Seria culpa do Corão? Alguém poderia objetar e dar como exemplo a posição singular que ocupa a economia, e que o Corão é mais favorável ao desenvolvimento do que o são os Evangelhos - estes santificam o mercado tanto quanto aquele o vilipendia.

Todavia, não cabe aos ocidentais não-muçulmanos tomar o lugar dos muçulmanos e fazer uma nova leitura do Corão que legitimaria a democracia liberal.
posted by Claudio Shikida 6:58 AM

Lançamento de livro na Feira do Livro do RS - José Barrionuevo (Zero Hora)

Não percam, se morarem em Porto Alegre, o lançamento deste livro. Ah, não posso deixar de contar duas coisinhas:

a) Logo que o Fortunati saiu do PT, eu voltava para casa e passei em uma banca de jornais para dar uma olhadinha. Enquanto folheava umas revistas, um militante raivoso acusava o fundador do PT gaúcho de "carreirista", "oportunista", "sedento pelo poder", em um tom de voz que a vovó dele não consideraria educado. O rapaz espumava e sorria dizendo que o homem não tem "ética" e nem "coerência" (ainda bem...) porque saiu do PT, etc, etc. Eu só ouvi. Logo, aposto que vai ter briga na feira....intolerância existe, apesar de meus colegas que não moram aqui, nesta cidade, acharem que eu invento histórias sobre relógios de 500 anos...

b) A citada entrevista do governador Olívio Dutra no final desta pequena nota encontra-se na coluna do jornalista Diego Casagrande (inclusive a entrevista original, em formato jpg). Acho sensacional a personalidade do governador, homem sincero, simples. Pena que se expôs de maneira tão ingênua para uma entrevista bastante carregada no tom erótico...

Livro sobre o fascínio da esquerda

Dois ex-petistas, fundadores do partido, que asseguraram o maior número de mandatos populares (cada um foi vitorioso em cinco eleições), Antônio Hohlfeldt (PSDB) e José Fortunati (PDT), são autores do livro que deve provocar polêmica durante a Feira do Livro. Hohlfeldt, que é jornalista, entrevista Fortunati e também faz comentários sobre a trajetória do partido, sua importância no cenário nacional e estadual e suas contradições. O nome do livro: O fascínio da esquerda – trajetória e contradições do PT.

Autógrafos na feira às 19h do dia 2.

Em tempo: a parte picante é apenas um detalhe. Conta o esforço feito por Fortunati e Clóvis Ilgenfritz para comprar todos os exemplares do jornal Tchê, com uma desastrada entrevista de Olívio em 1981.

posted by Claudio Shikida 6:36 AM

PT-RS e a ética - Zero Hora

Como já falei, a Zero Hora, lamentavelmente, tem um péssimo sistema de expor suas páginas de notícias e não arquivá-las de forma a que alguém possa fazer uma pesquisa de forma simples e fácil. Por isso eu tenho de reproduzir as notícias aqui.

Desta vez, a melhor é ver o que um petista (petista = militante de um partido que, em sua grande maioria, acusa o Banco Mundial de ser "neoliberal") pode fazer...com dinheiro do Banco Mundial. Antes, é claro, você pode ler toda a matéria e consultar, se fizer isso hoje, a edição de 28.10 do jornal na internet.

CPI DA SEGURANÇA

Diógenes acompanhou carreira de Olívio
Presidente do Clube da Cidadania foi o articulador financeiro da campanha eleitoral do governador

Primeiro cargo: em outubro de 1989, o prefeito Olívio Dutra (D) nomeou Diógenes para os Transportes (foto Ronaldo Bernardi, Banco de Dados/ZH– 17/10/1989)
Oficialmente, o tesoureiro de campanha do governador Olívio Dutra foi David Stival, futuro presidente estadual do PT. Na prática, porém, o papel de principal articulador financeiro da campanha coube ao presidente do Clube da Cidadania, Diógenes de Oliveira.

– Ele foi a peça-chave na arrecadação de recursos. Nada era feito sem a autorização do Diógenes. Ele ia pessoalmente visitar os empresários – conta um político do PT que acompanhou de perto a candidatura do governador em 1998.
Na gravação divulgada na sexta-feira, Diógenes diz ao delegado Luiz Fernando Tubino que está assessorando o governador Olívio Dutra “na área das relações empresariais”. A um amigo com quem conversou quando surgiram as primeiras denúncias contra o Clube da Cidadania, Diógenes disse que pedia dinheiro para a campanha aos empresários porque outras pessoas no PT tinham preconceito contra a ajuda “do capitalismo”. Nessa ocasião contou ter pedido dinheiro para quitar a sede do PT, comprada em prestações, porque a venda de seguros não deslanchou e de outra forma não teria como pagar a dívida.
A relação com Olívio vem de longa data. Dez anos antes da disputa pelo Palácio Piratini, Diógenes acompanhou o líder petista na campanha pela prefeitura da Capital. Uma das primeiras medidas do governo Olívio na prefeitura foi decretar a intervenção nas empresas de ônibus. Diógenes foi nomeado interventor da empresa Trevo. Pouco mais de 10 meses depois, foi promovido a secretário dos Transportes, sucedendo a Antônio Hohlfeldt (hoje vereador pelo PSDB), que não resistiu à crise da intervenção nas empresas de ônibus.
O novo titular assumiu a pasta num momento difícil para o setor, convulsionado pela intervenção. O transporte coletivo da cidade também enfrentava a carência de 596 novos ônibus para recompor a frota. A instituição do plus tarifário, ainda no governo Olívio, permitiu a renovação da frota.
Na posse de Diógenes, o auditório da secretaria ficou pequeno para o público. Conduzidos em um ônibus e num fusca, funcionários da empresa Transportes Coletivos Trevo Ltda compareceram para cumprimentar o ex-interventor. No auditório, abriram uma faixa onde se podia ler “Os funcionários da Trevo agradecem a colaboração dispensada”.
Além de parceiro político do governador, Diógenes manteve com Olívio também uma relação de amizade. Na campanha eleitoral de 1998, por exemplo, durante um almoço no Mercado Público, Olívio foi saudado pelo articulador financeiro com um poema declamado em tom emocionado. O filho do governador, Espártaco, foi levado por Diógenes para trabalhar no Clube da Cidadania.
O estremecimento da relação teria início no ano seguinte à eleição, com a composição do secretariado. Diógenes foi cotado para a pasta dos Transportes, que terminou ficando com Beto Albuquerque (PSB). O assessor foi nomeado vice-presidente da Agência de Desenvolvimento, mas terminou se afastando.
Alguns petistas avaliam que Diógenes “era o todo-poderoso” durante a campanha, mas que, alijado do primeiro escalão e com a perda de espaço político, passou a transitar por áreas obscuras da administração. Outra teoria para explicar a suposta autoridade para falar em nome do governador, como Diógenes se apresenta ao ex-chefe de Polícia Luiz Fernando Tubino na gravação divulgada pela CPI, seria a de que sofre seqüelas de tortura.
Depois do golpe militar de 1964, Diógenes militou pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e saiu dos cárceres em 1970, trocado pelo cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Okushi, seqüestrado naquele ano.
No exílio, passou por México e Angola. Retornou ao país em 1984. Graduado em Economia na Universidade de Louvain, na Bélgica, foi secretário-geral do Ministério do Planejamento de Guiné-Bissau, na África, de 1976 a 1982. Ao voltar do exílio, foi assessor do deputado Valneri Antunes (PDT), já falecido.
Em 2000, Diógenes, empresário do ramo do turismo (é um dos proprietários da Turismo Pangea) ressurge ligado à administração pública. Desta vez, com um programa que pretende explorar o potencial turístico dos assentamentos do Estado. O projeto recebeu recursos do Banco Mundial (Bird) e do Tesouro. Os pacotes de viagem oferecidos, com duração de um dia, incluíam transporte e alimentação e custavam em torno de R$ 40.

posted by Claudio Shikida 6:27 AM

Saturday, October 27, 2001

Vereador ofendido com pegadinhas - Diego Casagrande

Da coluna do jornalista, esta notícia que mostra o quanto uma "pegadinha" pode ser usada para fins de chauvinismo regionalista (ou seria localista)...os vereadores têm muito com o que se preocupar mesmo....só rindo...

Acreditem: o vereador Adeli Sell (PT) está injuriado com as pegadinhas de televisão. Tanto, que acaba de protocolar projeto na Câmara proibindo as emissoras de tevê de gravar estas brincadeiras em Porto Alegre fazendo "os portoalegrenses de bobos".
posted by Claudio Shikida 8:07 PM

Ainda criança retida em Cuba contra a vontade dos pais

BRASILIA: "CASO ANABEL" É LEVADO À CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Deputado Severino Cavalcanti fez denúncia no plenário sobre o drama de Anabel Soneira Antigua, a moça cubana retida em Cuba contra a vontade
de seus pais, que moram em Pernambuco
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BRASILIA, Sexta-feira, oct. 26, 2001 (DI / Destaque Internacional) - O primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PPB-PE), em discurso da tribuna da Câmara, denunciou hoje o caso da moça cubana Anabel Soneira Antigua, de 14 anos, retida em Cuba contra a vontade de seus pais, o médico gastroenterologista Miguel Soneira, e Letícia Antigua, residentes na cidade de Catende, a duas horas de Recife, capital do Estado de Pernambuco, no nordeste brasileiro.
"Trago a público este caso lamentável de violação do direito de ir e vir, dos direitos de uma menor de idade, dos direitos da família e dos direitos humanos, que tem como principal responsável o governo de Cuba", afirmou Cavalcanti, que acrescentou: "Este é um drama familiar que merece toda a atenção dos governos do Brasil e de Cuba, pois o pátrio poder é um direito sagrado a todos os pais e mães de família, e este direito precisa ser respeitado por todos os países do mundo". O deputado pernambucano lembrou que foi esse o mesmo princípio invocado pelas autoridades cubanas para exigir o retorno do menino Elián a Cuba, há pouco mais de um ano.
Após solicitar a "urgente e imediata liberação de Anabel", para pôr fim a este "caso de injustiça", o primeiro-secretário da Câmara dos Deputados advertiu: "Isto só desgasta o governo cubano a cada dia que passa, a cada hora que transcorre e a cada minuto que o relógio registra".
Cavalcanti recebeu dos pais de Anabel um comovente pedido para que intercedesse junto às autoridades com vistas a obter a urgente vinda da moça ao Brasil. "Somos os legítimos pais dela e nossos direitos e os direitos de nossa filha estão sendo ignorados pelas autoridades cubanas,
que desde 1998 dão intermináveis e angustiantes delongas aos trâmites
", explica o casal Soneira. Miguel e Letícia acrescentam que devido às
tensões, Anabel teve recente crise depressiva grave, pelo qual especialistas do Hospital Santos Suárez, em Havana, reconhecem que sua
vida corre risco e recomendam "facilitar a união com a figura materna para obter a recuperação emocional da menor". "Mas nem isso conseguiu
comover as autoridades de Cuba", acrescenta Letícia.
A partir do dia 22 de outubro pp. o "caso Anabel" passou a ter repercussão em meios de comunicação nacional e internacional, e transcendeu que poderá ser apresentado na III Conferencia Ibero-americana de Ministros e Altos Responsáveis da Infância e da Juventude, que se efetuará em Lima, Peru, nos dias 29 y 30 de outubro, preparatória da próxima Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado e de governo.
A assessoria de imprensa da embaixada cubana em Brasília, consultada pelo Jornal do Commércio, de Recife, Estado de Pernambuco, tentou
minimizar o fato chegando a dizer que "não sabe do caso de Anabel, mas que irá se informar". O deputado Severino Cavalcanti, em nota distribuída à imprensa, anunciou que se fará presente na embaixada cubana na próxima 3a. feira, para se reunir com o embaixador de Cuba no Brasil, Jorge Lezcano Pérez, e tentar uma solução para que Anabel possa vir o quanto antes ao Brasil.

DI011026 - DI / Destaque Internacional (em colaboração com DSF / Direitos Sem Fronteiras)

Tel.-fax do gabinete do Deputado Cavalcanti: (61) 318-8038 (61) 226-9757
Tel. do Dr. Miguel Soneira: (81) 99865790 (de 9 hs. a 23 hs.)
posted by Claudio Shikida 8:35 AM

Ainda o escândalo da ética no RS - Colunista da Zero Hora (José Barrionuevo)

Reproduzo abaixo, trechos da coluna de hoje (27/10/2001) do jornalista Barrionuevo. [Observação: só de curiosidade resolvi dar uma olhada no site online de "O Correio do Povo", o concorrente do jornal "Zero Hora", para ver como andava a cobertura dos acontecimentos. Tem bem menos páginas o jornal, e a parte referente à crise está não na seção de política, pasmem, mas na de "polícia"...]

barrionuevo.colunistas@zerohora.com.br 27/10/2001

Escândalo sem precedentes

A gravação apresentada ontem na CPI da Segurança Pública tem um conteúdo bombástico, com indícios muito fortes para acreditar que estamos diante de um escândalo político sem precedentes no Estado envolvendo um partido político, o governo, a contravenção e este suspeito Clube da Cidadania, acusado de lavar dinheiro do jogo do bicho. Até a bancada do PT ficou calada ontem no plenarinho da Assembléia, diante das evidências que envolvem uma figura da mais absoluta confiança do partido e do governo.

Quebra do sigilo é definitiva

Os próximos passos no fim de semana serão decisivos para os resultados da CPI: a serem confirmadas as previsões dos deputados da comissão, o governo terá sérios problemas pela frente.
A quebra do sigilo telefônico deverá mostrar o que já é conhecido em todas as esferas do PT e do empresariado: o grau de intimidade de Diógenes de Oliveira com os altos escalões do governo.

Aval do governador

O colunista conversou com diversos empresários que doaram recursos ao PT através de Diógenes Oliveira, mesmo antes da criação do Clube da Cidadania. Diógenes atuava com desenvoltura, credenciado por Olívio Dutra e pelo alto comando do PT.
Nenhum empresário, por mais petista que seja, deixa de ser cauteloso. Não faria doações sem a certeza de que seu gesto chegaria ao conhecimento de quem exerce o poder.

Gastos da campanha podem chegar a R$ 17 milhões

Diógenes representava o PT e o governo junto aos grandes doadores, instituições, sindicatos, associações e sabia tudo sobre as relações com os mecenas do jogo do bicho. Está na gravação. Atuou na última e nas campanhas eleitorais anteriores. Pela gravação, a campanha de 1998, que elegeu Olívio, teria custado entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões, algo como R$ 14 a R$ 17 milhões. Na Justiça Eleitoral, foram declarados apenas R$ 2 milhões.

Ex-amigos

Companheiros de campanha e parceiros no início do governo, o delegado Wilson Müller e o ex-chefe de Polícia Luis Tubino passaram por processo stalinista de expurgo na Segurança. É a pasta que mais contribui pelo comprometimento da imagem do governo desde a baderna do relógio.
posted by Claudio Shikida 7:00 AM

Crise de ética no RS

Confiram aqui, retirado de Zero Hora, a crise de ética pela qual passa o governo do PT-RS. Em negrito, alguns trechos, por minha conta. Uma última observação: se um chefe militar assumisse um alto posto, com uma suástica, você o condenaria? E se fosse uma estrela do PT? A questão não é o PT, mas a partidarização da polícia, o que nos remete à delicada questão do limite entre a polícia e a polícia sob o comando de um partido ou apenas do conjunto de idéias de um partido.

Uma gravação abala o Rio Grande
Em conversa com ex-Chefe de Polícia, Diógenes de Oliveira diz falar em nome de Olívio e pede para poupar o jogo do bicho

CARLOS HENRIQUE NUNES E CLAITON MAGALHÃES

Mudança de rumo: a acareação de Tubino com os delegados foi suspensa para os deputados ouvirem a gravação (foto Ricardo Jaeger/Agência RBS)

A apresentação da gravação em CD de uma conversa entre o delegado Luiz Fernando Tubino, ex-chefe de Polícia do governo do PT, e o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, Diógenes de Oliveira, movimentou a CPI da Segurança Pública e provocou uma crise no governo do Estado.
Na gravação, Diógenes diz falar em nome do governador Olívio Dutra e sugere a Tubino que a Polícia Civil não reprima o jogo do bicho, com quem o PT teria “uma relação muito boa, muito estreita”.
No início da noite de ontem, em entrevista no Palácio Piratini, o governador negou qualquer ligação com o jogo do bicho e disse nunca ter dado autorização a Diógenes para falar em seu nome.
A gravação foi entregue na noite de quinta-feira ao relator da CPI, deputado Vieira da Cunha (PDT), pelo delegado aposentado Vilson Müller Rodrigues, ex-deputado federal do PDT, que disse ter recebido a fita, na condição de advogado de um “alto funcionário da Secretaria da Segurança Pública que não quer se identificar”. No momento em que Vieira surgiu com a fita, às 11h30min, a CPI iniciava a sessão na qual deveriam ser acareados Tubino e quatro delegados. Os quatro policiais (Nelson Soares de Oliveira, Roberto Pimentel, Lauro Santos e Farnei Goulart) acusaram Tubino de dizer que a propina do jogo do bicho deixaria de ser paga aos policiais e iria para obras sociais do governo. A acareação foi suspensa para que os deputados pudessem escutar a gravação.
A partir do anúncio da existência do CD que tinha “relação com o objeto de investigação da sessão” seguiram-se seis horas de intervalo. Neste período, a gravação foi transcrita pela equipe de taquigrafia da Assembléia. Em cada canto do prédio da Praça da Matriz, boatos e especulações acerca do conteúdo e de suas eventuais conseqüências no cenário político do Estado.
A sessão recomeçou por volta das 16h, então com o depoimento de Tubino. O delegado confirmou que a voz era sua e que seu interlocutor era mesmo Diógenes, ex-secretário dos Transportes de Olívio Dutra e de Tarso Genro na prefeitura de Porto Alegre e um dos articuladores financeiros da campanha de Olívio ao governo do Estado, em 1998. O encontro ocorreu, segundo Tubino, na casa de Diógenes, na Rua Lopo Gonçalves, bairro Cidade Baixa, no início de 1999. O delegado negou que tenha sido o autor da gravação.
A reprodução pública do CD, na Assembléia, começou com Diógenes interpelando o então chefe de Polícia, em nome de Olívio Dutra, e sugerindo um relaxamento na repressão policial ao jogo do bicho.

– O que eu estou te dizendo, conversando contigo por determinação do Olívio, falei com ele. Ele disse que não só era bom como era necessário que eu falasse contigo. Te dizer, para tu saber, dessas relações que nós temos com esse pessoal, desde que eles não interfiram no crime organizado – afirma Diógenes, em determinado momento.

No diálogo, Diógenes também faz referência aos gastos da campanha majoritária do Partido dos Trabalhadores em 1998, que elegeu Olívio Dutra.

– A nossa (campanha) deve ter custado aí R$ 5 ou R$ 6 milhões. E eu sou o presidente do Clube de Seguros, comprei aquela sede do partido e coordenei esta parte, assim, do atacado, entende, da campanha – diz Diógenes em outra parte da conversa.

Durante seis horas, das 16h até perto das 20h, a sessão foi marcada pelo depoimento de Tubino, perguntas dos deputados e intervalos à espera da conclusão dos trabalhos de transcrição da fita. Nesse meio tempo, deputados governistas e da situação aproveitavam para conceder entrevistas. Cansado, comentando ter passado por “um chá de banco” e estar sentindo “forte dor de cabeça”, Tubino praticamente encerrou a sessão, por volta das 20h, pedindo à CPI que não mais seja chamado a depor.

– Da próxima vez apresentarei um atestado de óbito e não um atestado médico – brincou, para justificar uma eventual ausencia na comissão tamanho o desgaste que diz ter sofrido.

A acareação do ex-chefe de Polícia com seus quatro ex-colegas, requerida pela CPI, teve de ser adiada duas vezes devido ao seu estado de saúde. Tubina vinha apresentando atestados médicos em função de cirurgia realizada na coluna vertebral.

Quem é Diógenes?

Os vínculos do economista Diógenes Oliveira com o governador Olívio Dutra são antigos. No primeiro governo do PT em Porto Alegre (1989-1992) foi primeiro interventor da empresa de ônibus Trevo e, depois, secretário municipal dos Transportes. Ocupou o mesmo cargo no primeiro mandato de Tarso Genro como prefeito (1993-1996).
Na campanha de 1998, arrecadava fundos com os empresários, mesmo sem ocupar formalmente o cargo de tesoureiro. A relação, que Diógenes definia como de amizade, ficou estremecida no início do governo. O nome de Diógenes chegou a ser cotado como forte candidato para a pasta dos Transportes, com o apoio da corrente Articulação de Esquerda. O cargo acabou ficando com o Beto Albuquerque. Diógenes foi nomeado vice-presidente da Agência de Desenvolvimento, mas hoje está afastado do governo.
Diógenes é um dos donos da Agência de Turismo Pangea. Agência responsável pelos roteiros do MSTur – Programa de Turismo Solidário –, um roteiro turístico pelos assentamentos do MST no Estado. Projeto do MST com apoio das secretarias do Turismo e de Agricultura e Abastecimento.

Diógenes nasceu em Júlio de Castilhos, em 3 de novembro de 1943. Diógenes militou na esquerda pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e saiu do país em 1970, trocado pelo cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Okushi, seqüestrado em março de 1970.
No exílio, passou por México e Angola. Retornou ao Brasil em 1984. Graduado em Economia na Universidade de Louvain, na Bélgica, foi secretário-geral do Ministério do Planejamento de Guiné-Bissau, na África, de 1976 a 1982.

Quem é Tubino?

Com 19 anos de carreira na polícia civil, o delegado Luiz Fernando Tubino, 49, foi o homem de confiança do governador Olívio Dutra por quase um ano. Como Chefe de Polícia, tinha sob seu comando cerca de 5 mil pessoas.
Sua posse no cargo de chefe de Polícia, em 4 de janeiro de 1999, foi marcada por promessas de combate às drogas no Interior e ao crime organizado.
Assumiu o posto com um button vermelho do PT, diante de um auditório lotado e sob o olhar de Olívio e do secretário da Justiça e da Segurança, José Paulo Bisol. Foi aplaudido ao defender a valorização dos agentes e a motivação para transformar o risco da profissão em bem-estar social.
Tubino nasceu em Porto Alegre, onde se formou Direito pela PUCRS. Trabalhou em órgãos do Interior e da Capital - entre elas a delegacia de Roubos e Extorsões –, além de ter dirigido o Departamento de Polícia do Interior. No final de 1999, deixou o cargo por divergência em relação à política de segurança do PT.
Tubino disse em maio, em entrevista à Agência RBS, que não lembrava de ter se referido a um suposto envolvimento de integrantes do governo com o jogo do bicho. Ele teria feito tal afirmação durante uma reunião do Conselho de Administração Superior da Polícia, no início de 1999, da qual disse não lembrar. Suas palavras, entretanto, foram relatadas pelos quatro delegados que ontem estavam na CPI.
Em maio, foi submetido a uma cirurgia na coluna. Na época, ironizou a possibilidade de ter gravações que comprovariam conversas relacionadas às denúncias. Em 22 de junho, ao depor à CPI, garantiu que o Piratini jamais orientou a Polícia a canalizar doações do jogo do bicho a obras sociais e negou ter conversado com Diógenes de Oliveira.
posted by Claudio Shikida 6:55 AM

Pensamento Liberal no Brasil - Página legal

Nesta página você encontra textos de três grandes pensadores liberais brasileiros e pode apreciar as eventuais diferenças entre eles: Eugênio Gudin, Roberto Campos e Miguel Reale. Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 6:42 AM

ANTHRAX é democrático, popular, e globalizante... - Yahoo

Tá, o título é meu. A matéria tem outro título...e sabem sobre o que é? Sobre o primeiro caso de contaminação no Paquistão. Ou seja, Argentina, EUA, Paquistão....a lista está aumentando....será que é contra-ataque de radicais americanos? Leia mais aqui.
posted by Claudio Shikida 5:55 AM

Friday, October 26, 2001

Sombras do Passado - Jornal da Tarde (Alberto Oliva)

Clique no trecho abaixo e veja um pouco do artigo. Um bom dilema para os que defendem a intervenção do estado em qualquer assunto. Será que estamos nos tornando mais totalitários do que os velhos Mussolinis e Stalins? Qual o limite (e quem o estabelece)? Como se o estabelece? Onde está o limite entre a segurança e a liberdade?

Curiosa a história: no século 20 o indivíduo teve de se proteger, ao custo de milhões de mortes, de regimes totalitários e autoritários, no 21 parece que ficará espremido entre rígidos controles, em nome da segurança, e o perigo aleatório dos atentados terroristas. Diga-me o tipo de ameaça a que está sujeita a pessoa humana e te direi em que século estamos.
posted by Claudio Shikida 9:26 PM

Conexão iraquiana com extremistas norte-americanos? - Insight Magazine

Leia mais clicando no trecho abaixo.

During the trial of Timothy McVeigh, the convicted mastermind behind the Oklahoma City bombing, information surfaced concerning Nichols’ frequent visits to the Philippines; McVeigh attorney Stephen Jones later wrote about this extensively in his book Others Unknown: Timothy McVeigh and the Oklahoma City Bombing Conspiracy. According to Jones’ investigation, Nichols made numerous trips to the Philippines beginning in 1990, many lasting more than a month.
posted by Claudio Shikida 7:25 PM

Stédile fala sinceramente...e a esquerda brasileira não gosta - CNN

Quem mais poderia falar mal do conhecimento dos acadêmicos? Se você não acredita que o líder do MST possa ter feito isso, se acha que é intriga do Consenso de Washington, então você tem sérios problemas. Mas se ainda tiver curiosidade, confira aqui.
posted by Claudio Shikida 1:17 PM

Anarco-capitalismo versus Estado mínimo - David Friedman

Um antigo, mas interessante texto.
posted by Claudio Shikida 7:35 AM

Quem financia Bin Laden? A ONU!!! - BBC

Confira aqui como a ONU financiou Bin Laden. Só para iniciar a leitura:

A BBC investigation has revealed that the United Nations funded the work of a charity believed by the United States to be a front organisation for Osama Bin Laden.

Gostou? Clique no trecho acima e veja o resto...
posted by Claudio Shikida 6:56 AM

IL-RS se manifesta sobre invasões de terras

MANIFESTO DE REPÚDIO ÀS INVASÕES

As recentes invasões perpetradas pelo MST no território rio-grandense e seus desdobramentos disseminaram indignação na sociedade gaúcha.
O MST vem formando milícias para instauração revolucionária de um regime ditatorial. Seus objetivos pressupõem a supressão das Liberdades Civis, da Democracia e do Estado de Direito. Suas ações já resultaram em brutais homicídios, tanto na Capital, como no interior.
As presentes invasões poderiam ter sido evitadas se o Estado do RGS cumprisse com eficácia seu mais importante papel - de coibir a violência e resguardar os direitos dos cidadãos. Mas, lamentavelmente, em que pese as reivindicações por mínima segurança pública, os atuais dirigentes estaduais demonstram simpatia às ações dos articuladores do MST.
Houve, ainda, inédita decisão judicial liminar de um Magistrado, mantida por um Desembargador que de forma indireta legitimou uma das invasões. Trata-se de decisão isolada, que sequer apreciou o mérito da causa e que não reflete a posição do Poder Judiciário como um todo, que é composto de milhares de outros Juízes. Não obstante, restou desconsiderado, em última análise, o direito de posse e propriedade, e admitida a violência como forma de ação social.
A anomia ou complacência dos Poderes de Estado para coibir a supressão deliberada do direito de propriedade, seja através do roubo ou da invasão, tem um final triste e conhecido, como testemunha a vizinha Colômbia.
Qualquer governo democraticamente eleito dispõe do instrumento legal da desapropriação para dar destino diverso a alguma propriedade, mediante
prévia e justa indenização. Assim, toda ação privada, de cunho violento, que desatende os pressupostos legais e determina a "desapropriação" em favor dos próprios invasores, se consubstancia em pura tirania.
Em que pese a Democracia e outros Direitos Fundamentais permanecerem sólidos em nosso país, não pode haver qualquer omissão em sua defesa, sobretudo neste grave momento.
Como nos ensina a História, são pequenos atos de intolerância os estopins para as grandes radicalizações.
posted by Claudio Shikida 6:54 AM

Mais humor em tempos de guerra...


posted by Claudio Shikida 6:51 AM

Wednesday, October 24, 2001

Guerra...- Diversos

Mais um cartoon genial. Enquanto isso, como sempre, os libertários e liberais chamam a atenção para que não se culpem os imigrantes que vivem em território norte-americano por atos terroristas.
posted by Claudio Shikida 2:32 PM

Três artigos interessantes - Reason

Primeiro, a disputa entre multiculturalistas e feministas: mulheres no Afeganistão são felizes? A cultura ocidental é pior do que a "mídia" (quem é a mídia?) nos faz crer? Artigo de Cathy Young.

Em seguida, Jacob Sullum diz que as liberdades deveriam ser prioridade na guerra contra o terrorismo. Liberdades civis versus leis de exceção, uma boa discussão.

Finalmente, como sou simpático ao federalismo, não posso deixar de reproduzir o link para o artigo de Michael Lynch propondo uma solução federalista para o país...e não um déficit público maior.
posted by Claudio Shikida 5:07 AM

Tuesday, October 23, 2001

Você sabia que temos uma "Elián" em Cuba? - Destaques Internacionais

A notícia abaixo merece ao menos uma palavra dos nossos defensores dos direitos humanos. Onde estão vocês?

PERNAMBUCO/BRASIL: CASAL CUBANO PEDE AUXILIO PARA TRAZER FILHA RETIDA EM CUBA
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Devido às tensões, a moça, de 14 anos, teve recente crise depressiva grave e por isso especialistas advertem que sua vida corre risco
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Dr. Soneira (55-81) 99865790
DI / Destaque Internacional (55-11) 92243035 (até 6a. feira)
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CATENDE, PERNAMBUCO, Out. 23, 2001 (DI) - "Temos uma filha cubana de 14 anos, Anabel Soneira Antigua, retida em Cuba contra nossa vontade. Desde 1998 estamos tentando infrutuosamente trazer nossa filha, mas as autoridades de Cuba não a deixam sair da ilha. Somos os pais dela e portanto temos o pátrio poder, mas nossos direitos, e os direitos de nossa filha, estão sendo ignorados pelas autoridades cubanas, que tem
dado intermináveis e angustiantes delongas", afirma em carta aos meios de comunicação o casal cubano integrado pelo Dr. Miguel Soneira, médico
de família e gastroenterologista, e sua esposa Letícia, técnica polígrafa. Eles residem na pequena cidade de Catende, a duas horas de Recife, no nordeste brasileiro, desde 1997 e 1998 respectivamente, e tem uma filhinha brasileira, Nicole, de um ano e meio, o que lhes permitiu obter residência permanente no Brasil.
O casal explica que a partir da chegada de Letícia a Catende, começaram os tramites migratórios para trazer a filha, mas que três anos depois,
"após ter esgotado todos os recursos cabíveis e imagináveis, a nível administrativo e consular cubano", decidiram tornar público o caso, pedindo auxílio às autoridades e aos meios de comunicação brasileiros.
O casal chegou a fazer três viagens a Cuba, em 1999, 2000 e 2001 para tentar trazer Anabel. A moça escreveu inclusive ao Fidel Castro, pois
"achava sinceramente que ele se interessava pelas crianças e jovens cubanos"; mas nunca obteve resposta. O casal, de seu lado, enviou cartas
às mais altas autoridades de Cuba, como Carlos Lage, vice-presidente do Conselho de Estado, o Ministro do Interior, o Ministro da Saúde, a presidenta da Federação de Mulheres Cubanas, o diretor do jornal Granma etc. Os pais de Anabel guardam xerox da maioria desses documentos. O
expediente da moça está retido no Departamento de Imigração Nacional, em Havana, e leva o número de 00/A1165.
Conta Letícia que sua ultima ida a Cuba, em julho de 2001, "teve um caráter particularmente dramático, pois a avô paterna, com a qual mora Anabel em Havana, nos informou que esta tinha tido uma forte crise depressiva". Segundo laudo dos médicos que a atenderam no Hospital Santos Suárez, de Havana, ela apresenta "grave risco suicida" e recomendaram "facilitar a união com a figura materna para obter a recuperação emocional da menor".
"Mas nem isso conseguiu comover as autoridades de Cuba", acrescenta Letícia, que teve que abandonar Havana com urgência devido às ameaças de um oficial do Departamento de Imigração Nacional. Esse alto oficial disse a Letícia que caso continuasse a insistir em levar a filha tampouco deixariam sair a ela mesma de Cuba, e que a proibição de saída da filha era um castigo ao Dr. Miguel. Este, por ter decidido continuar a residir com sua família em Catende, onde atualmente trabalha como médico para a prefeitura, é considerado por Havana como um desertor e traidor. O Dr. Miguel é muito querido nesta cidade do nordeste, onde recentemente a Câmara Municipal o nomeou "cidadão honorário", pelos serviços prestados à comunidade.
Letícia acrescenta: "Nossa querida Anabel foi levada muitas vezes à Praça da Revolução, em Havana, junto com seus companheiros de escola,
para participar em manifestações organizadas pelo governo, onde se alegava defender o direito do menino Elián González de ser criado junto
de seu pai, e deste, de ter seu filho junto a si. Por isso, ela não compreende como essas mesmas autoridades cubanas não a deixam se reunir com seus pais e com sua irmãozinha".
Dr. Miguel, de seu lado, assevera: "Não só pelo direito inalienável dos pais de educarem seus filhos junto de si, mas também pelo delicado estado emocional de Anabel, e pela necessidade urgente de ela se reunir junto com seus pais para começar sua recuperação, responsabilizamos desde já o governo cubano do que possa acontecer com nossa filha, como conseqüência da cruel delonga que impede a reunificação de nossa família". E conclui: "Temos a intima esperança de que, com a ajuda do povo brasileiro, de suas autoridades, de seus meios de comunicação, com o senso de justiça e capacidade de persuasão próprios desta Nação, possamos passar este próximo Natal com Anabel, já no Brasil. Muito obrigados!"
Em 12 de setembro pp., o casal enviou missiva ao chanceler Celso Lafer, expondo seu drama familiar e pedindo sua ajuda. Trascendeu que a chancelaria brasileira, o Itamaraty, já tomou cartas no assunto e a embaixada brasileira em Havana concedeu a Anabel o visto de entrada e residência permanente no Brasil.
Para receber a íntegra da carta do Dr. Soneira e Sra. aos meios de comunicação, narrando o caso da sua filha Anabel, clique em Dr_Soneira@yahoo.com
DI011023 / Destaque Internacional
posted by Claudio Shikida 5:34 PM

A "função social" do juiz é... - IL-RS

O que é função social?
Por Henri Chazan*

Na semana passada, após mais uma invasão de cunho político (organizada para uma entidade sem representação legal ou forma jurídica), a uma propriedade privada, com o objetivo de pressionar o governo em sua pauta de reivindicações, toda a comunidade jurídica, e também a sociedade, foram surpreendidas por uma decisão "alternativa", isto é, baseada em uma interpretação alternativa da legislação.
O que difere aquela decisão alternativa, daquela que se esperaria em termos normais é a questão da "função social" da propriedade. Então eu me pergunto, o que é isto.
O entendimento dos juristas alinhados com o pensamento de esquerda, é que qualquer "res" (coisa) tem uma determinada função, um objetivo. Um carro deve transportar pessoas, uma casa deve prover habitação, uma fazenda deve produzir alimentos.
Desta forma, segundo esta observação, tudo aquilo que não estiver cumprindo aquela função para a qual foi produzida, pode ser tomada para corrigir o erro.
Então, nesta ótica, qual a função social das casas no litoral e dos sítios no entorno da capital. Estas casas poderiam ser ocupadas por famílias que hoje não tem onde morar, e os sítios poderiam abrigar produtores rurais, que estariam perto da capital, produzindo verduras, por exemplo. Qual a diferença entre uma "ocupação" a 500 km da capital ou de uma "ocupação" em Tramandai. No caso do litoral, nem será necessário provar a produtividade, pois é notório que as famílias compram casas para utilizar durante janeiro e fevereiro, deixando ou outro 10 meses sem nenhuma utilização.
Também fico curioso em saber qual a função social de determinados cargos públicos, que remuneram regiamente (tomando por base o que a mesma pessoa receberia com salário na iniciativa privada para uma mesma qualificação), e produzem quase nada para a sociedade. Fala-se (em tom de ironia) que em determinadas repartições públicas não haveria lugar para todos os funcionários, se todos aparecessem no mesmo momento.
Determinados eventos são quase virtuais, pois não nos atingem diretamente. Uma guerra no Afeganistão ou no Iraque é tão distante quanto uma invasão de terras em Hulha Negra (onde fica Hulha Negra?) para quem não é fazendeiro.
E finalmente, tento entender qual a função social do judiciário, em tentar inverter os papeis e legislar. Se estivéssemos na Inglaterra, isto seria normal. Os juizes ingleses criam normas, de acordo com o caso concreto, que passam a valer para influenciar as próximas decisões. Eles não possuem um sistema legislativo como o nosso. Determinados membros do poder judiciário, bem como determinados advogados poderiam cumprir melhor suas funções sociais se buscassem pela via eleitoral uma vaga em qualquer Poder Legislativo, como Vereadores, Deputados, etc..., e aí, colocassem aos seus pares as idéias e maneiras de alterar a sociedade.
No nosso sistema democrático, um poder cria ou modifica as leis (Legislativo) e outro interpreta e substitui a vontade dos particulares (quando estes não cumprem o que lhes é imposto) utilizando o seu poder de estado (Judiciário).
A certeza quanto ao cumprimento das leis, contratos e normas de conduta (certas ou erradas) é que dá estabilidade a uma nação, permitindo a vida em sociedade.
Quando se rasga o que está escrito democraticamente, está se abrindo uma brecha para o autoritarismo. Esta brecha que rasga o tecido social é de crescimento exponencial. Nos últimos dias foram publicadas fotos de uma "milícia" de proprietários rurais que se organizaram no vácuo do Estado para defenderem o que entendem por seus direitos.
E então, será que uma bala de fuzil (operado por um particular) vai ter cumprido sua função social? Talvez sim, pois ela foi feita para ser disparada.

* Henri Siegert Chazan
Advogado, vice-presidente do Instituto Liberal do Estado do Rio Grande do Sul
posted by Claudio Shikida 5:31 PM

Eco-terrorismo? - Earth Liberation Front

A página deles mesmos...com um manual em formato pdf para você "set fires with electrical timers". Isto é ou não é terrorismo? Ah, não? Terrorismo é o governo FHC? Sei, sei....claro...imagina...
posted by Claudio Shikida 5:30 PM

Monday, October 22, 2001

Cartoon politicamente incorreto - Russmo



posted by Claudio Shikida 1:11 PM

Sunday, October 21, 2001

Neobobos e neomentirosos - O Estado de São Paulo

Este editorial de O Estado de São Paulo mostra o que a imprensa "à serviço da direita" (na imaginação de muita gente) tem dito a respeito de um dos ganhadores do Nobel, Joseph Stiglitz. Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 11:22 AM

O sonho dos terroristas e anti-liberais


Legal, né? Se você não visualizou..confira aqui.
posted by Claudio Shikida 10:47 AM

Saturday, October 20, 2001

Fome Zero: Muito Samba, Pouco Enredo - Fábio Giambiagi (O Estado de São Paulo)

Este pessoal do Instituto Cidadania anda escondendo mesmo o jogo...pelo menos é o que se infere do artido do economista Fábio Giambiagi. O PT continua com sua estranha ambivalência em relação aos empresários (na teoria, os empresários são capetas, na prática, há um silêncio ensurdecedor...). Confira o artigo aqui.
posted by Claudio Shikida 10:18 PM

Friday, October 19, 2001

Confusão e medo em Campinas - Olavo de Carvalho

O polemista Olavo de Carvalho reproduz em sua página uma carta de um jornalista. Quer saber mais? Dê uma olhada.
posted by Claudio Shikida 11:27 AM

Pergunta Boba

Agora que o novo vírus chegou no Quênia e na Argentina, aqueles que culpam a política externa americana pela ação terrorista iniciada em 11 de setembro vão culpar a política externa destes países? E quando chegar no Brasil? Pensa, leitor, pensa...
posted by Claudio Shikida 11:25 AM

Carta Branca às ações...e reações - Diego Casagrande

Bem, agora já foi dada carta branca às invasões do MST e, claro, às reações. Acha que não? Então dê uma lida...

>>> TRIBUNAL DE JUSTIÇA SUSPENDE DIREITO DE PROPRIEDADE EM PASSO FUNDO...

O Tribunal de Justiça, na figura do desembargador Carlos Rafael dos Santos Júnior, suspendeu o direito de propriedade assegurado na Constituição, ao negar o direito de reintegração de posse ao dono da fazenda de 1156 hectares em Passo Fundo, invadida por Sem-Terras. A decisão é histórica e revolucionária. O desembargador considerou que o dono da terra não demonstrou a "função social" da terra. Até então, o direito patrimonial estava consagrado constitucionalmente. A partir de agora deixa de estar. Mal comparando, é como se você precisasse provar que não é bandido, por mais honesto que fosse. Os gaúchos que prezam o respeito às leis e à ordem têm todos os motivos para estar envergonhados e apreensivos com o que o futuro lhes reserva.

A sentença, decidida na tarde desta quinta-feira, vai ao encontro de decisão anterior do juiz de Passo Fundo, Luis Christiano Enger Aires, que igualmente negou reintegração de posse. Está aberto um precedente perigosíssimo. O direito à propriedade deixa de existir, e em nome de seus legítimos interesses constitucionais qualquer cidadão poderá julgar que as leis estão aí para ser violadas.

Obs: este colunista publica logo abaixo, em CLIPPING ESPECIAL, as duas decisões judiciais, a de 1ª instância e a do Tribunal de Justiça

>>> ... E ASSEGURA DIREITO DE INVASÃO

O desembargador justifica em sua decisão que a solução da questão fundiária tem se postergado por "absoluta inércia e falta de ações decididas" de quem incumbiria por lei "implementar a paz social". Tem razão. Carlos Rafael dos Santos também condiciona o "direito de propriedade" do dono da fazenda ao atendimento da "função social". Está aí o grave equívoco. O magistrado está invertendo os papéis, o ônus da prova. Se a moda pega, invadem a sua casa e você tem que provar que é o dono. Se não provar, vai dormir embaixo do viaduto.

A sociedade gaúcha está atônita, ainda se recuperando do que acaba de presenciar. É um péssimo prenúncio. Nós já sabíamos que estava próximo. Agora é fato. A lei deixou de existir abaixo do Mampituba.

>>> MST: LEGITIMIDADE

O Movimento dos Sem-Terra, uma entidade criminosa e terrorista, acaba de ser legitimada. Tem carta branca para seus atos. Os 18 integrantes da milícia presos por assassinato devem estar fazendo festa na cadeia. Chegou a hora de os postes urinarem nos cães.

>>> DESEMBARGADOR APOSENTADO TEME PELO PIOR

O desembargador aposentado Luiz Melíbio Machado, um dos mais respeitados integrantes do Judiciário gaúcho, demonstra preocupação pela decisão judicial. Publicamente, ele afirma: "Amanhã meu sítio poderá estar invadido por alguém que diga que eu não estou cumprindo a função social". Melíbio vai mais além e cita o grande jurista Pontes de Miranda, dizendo que não se pode embaralhar os conceitos de "posse e propriedade". Foi isso o que fizeram.

>>> FARSUL: "É A VOLTA DA BARBÁRIE"

O diretor jurídico da FARSUL (Federação da Agricultura do RS) é incisivo: "Se o cidadão não tem proteção do estado, contra isso ele só pode agir por conta própria. É a volta da barbárie". Nestor Hein diz que a entidade não vai mais recorrer à justiça neste caso específico. "O dono da terra invadida, lamentavelmente, não terá mais a quem recorrer e não se sabe o que fará" assegura. E conclui: "Foi dado o sinal verde para as invasões".

>>> DONO DA FAZENDA DESISTE DE AÇÃO

Tão logo saiu a última decisão judicial, o dono da fazenda, violado em sua dignidade, anunciou que estava desistindo de novas ações judiciais. A atitude é política e de tremenda gravidade. Poderá significar que a defesa dos direitos pisoteados poderão ser buscados a qualquer preço. Queira Deus que não de qualquer maneira...

>>> PROPRIETÁRIOS RURAIS PODERÃO REAGIR

Já na noite desta quinta-feira, centenas de fazendeiros da região reuniam-se nas imediações da fazenda invadida. Os proprietários rurais, até ontem se consideravam amparados pela justiça. Agora não se consideram mais. Com isso, a idade da pedra pode estar voltando... diante de nós.

>>> VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL SERVIRÁ DE EXEMPLO?

Um princípio constitucional foi violado. O estado de direito está a perigo. Não se surpreendam se em breve casas na praia forem invadidas sob a justificativa que precisam cumprir a "função social" de abrigar pessoas. E também não fiquem chocados se apartamentos de três quartos ocupados por apenas uma pessoa forem invadidos por quem diz que não tem onde morar. O que ontem era crime, hoje passaria a ser "distribuição de renda". Estamos desprotegidos.
posted by Claudio Shikida 6:55 AM

Educação no Brasil - O Individuo

Álvaro Velloso tocou em um ponto importante cuja discussão não parece se iniciar nunca no Brasil. Você pode até achar que ele está exagerando na análise mas isso não é um argumento para justificar a demora em se discutir o problema. Boa tacada, Álvaro!
posted by Claudio Shikida 6:44 AM

Thursday, October 18, 2001

A opção militar - The Ludwig Von Mises Institute

Outra leitura libertária, mas na corrente austríaca contra o uso da opção militar.
posted by Claudio Shikida 3:30 PM

Lamentações Libertárias - Insight

Aí vai um artigo libertário sobre o crescimento do governo na sociedade norte-americana.

posted by Claudio Shikida 3:27 PM

Wednesday, October 17, 2001

A farra dos sociólogos e filósofos - Politicus

Este site é legal. Só que você manda a mensagem para os políticos e tem seu nome completo registrado. O chato é que a gente não tem imunidade parlamentar para se proteger. Afinal, tem político que se ofende quando se diz que existe roubo no Senado ou algo assim. Entretanto, o assunto é importante. Sou contra o projeto.

E você, leitor? O que acha? Leia abaixo, a correspondência do Politicus. Na minha opinião, este papo de "educação humanista" poderia servir, por exemplo, para nós, economistas. Afinal, quem disse que sociólogos e filósofos são mais esclarecidos do que economistas (ou vice-versa)? Que boa chance de conseguir um emprego, pregar minhas doutrinas para os adolescentes, e ainda poder dar bomba em que não concordar comigo....assim eu também quero. Ainda bem que não tenho filhos. Pessoalmente, acho esta proposta uma droga. Mas, claro, não sou deputado...

Notem como o remetente da carta do Politicus quase induz o leitor a votar a favor da proposta com sua frase final (vejam lá, eu deixei em itálico)...eu heim?

O presidente Fernando Henrique Cardoso vetou integralmente projeto de lei que já havia sido aprovado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados e que tornava obrigatórias aulas de filosofia e de sociologia no ensino médio.
Portanto, a proposta volta para o Congresso, onde os parlamentares podem derrubar o veto do presidente se somarem, pelo menos, 2/3 dos votos. O projeto de lei é de autoria do deputado Padre Roque (PT-Paraná) e altera o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
O Ministério da Educação argumenta que a introdução da Sociologia e da Filosofia no currículo do ensino médio iria acarretar mais gastos para a administração pública. "Assim, o projeto de inclusão da filosofia e da sociologia como disciplinas obrigatórias no currículo do ensino médio implicará ônus para os Estados, pressupondo a necessidade da criação de cargos para a contratação de professores de tais disciplinas, com o agravante de que não há no país formação suficiente de tais profissionais para atender à demanda", afirma o Ministério da Educação.
Entretanto esta não é a opinião de muitas pessoas como Lejeune Matogrosso, presidente da Federação Nacional dos Sociólogos. "Estamos empenhados na aprovação da lei porque sabemos que quanto mais ignorante for a nossa juventude, melhor será para as elites que dominam este país há séculos. Queremos que a juventude tenha elementos para refletir sobre temas tão importantes como ética, política, moral, costumes dos povos e porque existem ricos e pobres". À pergunta se existem professores qualificados para dar aulas as 17 mil escolas de ensino médio existentes no Brasil, o professor Arroyo, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte e defensor do livre pensamento nas escolas, responde: "não é necessário ser formado em filosofia ou sociologia para dar aulas destas disciplinas. É preciso, isto sim, ter o compromisso com a educação transformadora, inteligente, humanista".
O que você acha desse projeto?
É melhor para o ensino do Brasil?
Ou voltar-se a assuntos de humanidades seria um retrocesso?
O Brasil aguarda sua participação!
posted by Claudio Shikida 6:46 AM

Dilemas da Democracia - Diego Casagrande

Da coluna do jornalista Diego Casagrande, esta irônica (em termos de discursos políticos) notícia. Na coluna dele, a íntegra da representação contra o escritório do atual prefeito gaúcho.

TARSO GENRO: ESCRITÓRIO ACUSADO DE ATUAR DE FORMA "INCOMPATÍVEL COM PRINCÍPIOS ÉTICOS E MORAIS"

O escritório do prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, foi acusado de atuar em uma ação trabalhista de forma "incompatível com os princípios éticos e morais" previstos no Estatuto da Advocacia. A representação contra o escritório Genro, Camargo, Coelho, Maineri e Advogados Associados foi feita pela Advocacia-Geral da União ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do Rio Grande do Sul.

Na ação trabalhista, os funcionários da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) reclamam as diferenças salariais decorrentes de planos econômicos.

Segundo a AGU, os advogados feriram os princípios éticos porque permitiram que os funcionários recebessem, nesse processo, R$ 699.430,13, além do devido legalmente.

De acordo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho, as contas das diferenças salariais devem ser limitadas até dezembro de 1990. No entanto, foram incluídas nos cálculos as parcelas até outubro de 1992, quando os funcionários passaram para o Regime Jurídico Único e não existia mais a relação trabalhista. Os detalhes estão no site Consultor Jurídico. Tarso se desligou do escritório desde que decidiu concorrer a prefeito.
posted by Claudio Shikida 6:13 AM

Tuesday, October 16, 2001

Revista Leader - IEE

No ar, o último número da revista Leader. Bons e polêmicos artigos, como sempre, da patota do Instituto de Estudos Empresariais do Rio Grande do Sul. O link é este.
posted by Claudio Shikida 5:40 PM

Mitos sobre o Afeganistão citados e desfeitos - FrontPage Magazine

Bom artigo para se desfazer mitos sobre o país da moda na mídia.
posted by Claudio Shikida 5:36 PM

Colônias sem colonizadores - Stephen Hawking (Daily Telegraph)

"Although September 11 was horrible, it didn't threaten the survival of the human race, like nuclear weapons do," said the Cambridge University scientist.
"In the long term, I am more worried about biology. Nuclear weapons need large facilities, but genetic engineering can be done in a small lab. You can't regulate every lab in the world. The danger is that either by accident or design, we create a virus that destroys us.

posted by Claudio Shikida 7:14 AM

O Desafio de Powell - Pedro Dória

Em no.com, Pedro Dória continua dando um show de bola na cobertura dos acontecimentos. A cada dia fico mais fã deste articulista. Confira este excelente artigo (com um bom resumo histórico) aqui.
posted by Claudio Shikida 7:13 AM

Monday, October 15, 2001

Mais uma do Bin Laden? - WND

O título do artigo é: "Bin Laden's child slaves" . Se é verdade ou não, a gente nunca vai saber. Mas leia que é bom. Se isso é verdade, então é verdade que tem gente que é mais capitalista do que a gente pensa: troca crianças por AK-47...
posted by Claudio Shikida 6:02 AM

Diego Casagrande clama por liberdade como valor universal

O jornalista Diego Casagrande escreveu esta carta em seu informativo último. Reproduzo-a aqui para sua leitura.

"EU QUERO PAZ... E AÍ?"

Quem se posiciona contra uma ação antiterrorista, será conivente com as catástrofes futuras que essa gente impuser à humanidade

por Diego Casagrande, jornalista

Nos últimos dias o que mais se houve nas tevês, no rádio e no jornal é gente pedindo "paz". Basta observar com um pouco mais de atenção para se notar que estas pessoas se dividem entre os sinceros, para quem a violência é injustificável em qualquer hipótese, principalmente quando se manifesta em guerras transnacionais, e os cínicos, para quem os pedidos de "paz" expressam um sentimento antiamericano, que trás embutido a tentativa de impedir que os Estados Unidos reajam legitimamente, façam justiça uma vez que foram atacados e livrem o mundo do terrorismo. Na ótica dos cínicos, míopes na essência, não importa se um grupo de psicopatas jogar gás mortal em Nova Iorque, Los Angeles ou Chicago e exterminar milhares, pois se for para atingir o império americano, é legitimo e merece aplausos. Os cínicos são normalmente de esquerda, e creditam as causas do subdesenvolvimento de países como o nosso aos Estados Unidos, jamais a nós mesmos. O curioso é que os cínicos são incapazes de ver algo que devesse ser combatido em outros regimes infinitamente mais perversos que o americano. O maior exemplo foi o soviético. Aquela ditadura sangrenta que matou 10 milhões de inocentes e perdurou por 70 anos jamais mereceu críticas severas da esquerda, mesmo quando veio à público o genocídio que praticara. Outro exemplo, em menor escala, é o regime de Fidel Castro, a ditadura sul americana sangrenta que matou 17 mil pessoas, encarcerou outras milhares por conspiração contra El Comandante, e que perdura há 42 anos. Para estes esquerdistas, socialistas de ocasião, a "paz" é uma questão de conveniência política, jamais um fim em si mesma.

Então vejamos o seguinte: nos últimos dias um incontável número de políticos, intelectuais e papagaios de pirata passaram a repetir frases do tipo "não queremos guerra, queremos paz", ou "a resposta americana é tão terrorista quanto o ataque ao World Trade Center" ou ainda "não é com bombas, mísseis e arsenais que resolveremos alguma coisa". Quanta bobagem. Isso sim um bombardeio de afirmações vazias, populistas e superficiais que atingem em cheio os ouvidos de quem têm neurônios. Se não é pela força, como então impedir que um grupo de maníacos religiosos coloque em risco a humanidade? Se não é pelas armas como assegurar que não farão ataques químicos e biológicos contra populações civis do mundo todo? Se não for assim, como poderia ser? É sempre bom lembrar que se está lidando com um bando de fanáticos que não aceitam negociar nada, e para quem, como se sabe, a vida humana vale tanto quanto um punhado de esterco. Aliás, para os talibãs é isso o que somos, uma vez que não praticamos o islamismo deturpado que gostariam de nos impor. Mas pouco importaria o que eles pensam de nós ocidentais e de nossa religiosidade, desde que não tivessem jurado matar quem não professa sua religião.

Depois de algumas perguntas com respostas óbvias, a conclusão é simples: não é justo que os Estados Unidos nem bem tenham começado a atacar bases militares e estratégicas do Afeganistão, e já estejam condenados por entrar numa guerra que lhes foi imposta e onde representam a difícil liberdade alcançada pelo mundo ocidental. Ao que sabe, o Afeganistão é um país miserável, comandado por uma milícia primitiva e violenta, que proíbe as mulheres de trabalhar e as impõe humilhação pública. Um país onde 80% dos 20 milhões de habitantes são analfabetos, onde a média de vida é de 44 anos, a mortalidade infantil uma das mais elevadas do planeta e cujos governantes se orgulham de manter campos de treinamento de terroristas e de proteger um milionário doente que prefere investir em armas do que em educação e saúde para o povo do país que o acolheu.

A verdade é que por mais que os talibãs submetam seu próprios irmãos às desgraças da existência, e por mais que julgássemos cruel, nós ocidentais permaneceríamos distantes, em nome do princípio de auto-determinação dos povos. Com certeza, a opinião pública ocidental, que em regra prefere se reunir para confraternizar as coisas boas da vida do que para comemorar bestiais atentados terroristas, ficaria comovida. Muitos de nós empunhariam bandeiras pró-libertação das mulheres e a favor de ajuda humanitária da ONU para que crianças não morressem de fome. Sobre isso mais um dado: há anos é a ONU que alimenta parcela considerável do povo afegão (acreditem: os talibãs agora querem cobrar pedágio dos comboios humanitários), com polpudas quantias dos americanos. Mas em última análise, o que acontece dentro das fronteiras deles, é problema deles. Teria continuado assim. Até que chegou o fatídico 11 de setembro, quando uma declaração de guerra foi feita não aos EUA, e sim à humanidade. Depois de 6 mil mortos de dezenas de nacionalidades e ameaças constantes de transformar o mundo ocidental num inferno, o recado foi dado: ou agimos ou esse será apenas o começo de nosso fim.

A partir disso, a situação que devemos vislumbrar é bem diferente daquela que vislumbraríamos se o Afeganistão não tivesse nada com isso. Mas tem. O governo do Afeganistão é comandado por pessoas (se é que se pode chamar assim) cujos valores ocidentais constantemente perseguidos por nós, como fraternidade e respeito à vida, não são minimamente reconhecidos. Ensinar a eles o que é respeitar os direitos do próximo seria tarefa tão árdua quanto ensinar democracia aos chineses. E é justamente essa gente perversa que transformou enormes territórios daquele país longínquo em campos de treinamento de terroristas. Naquelas salas de aula improvisadas, onde crianças poderiam aprender a ler, milhares de homens do exército de Bin Laden são treinados para morrer em nome de Deus, e a levar consigo tantos quantos for possível. Todos ocidentais. De preferência americanos. E são eles que precisam ser detidos, para assegurar que a humanidade siga seu caminho de evolução e busca pela paz. Neste caso, por mais doloroso que possa ser, é preciso fazer o que tem de ser feito. Quem se posiciona contra uma ação antiterrorista, será conivente com as catástrofes futuras que essa gente impuser à humanidade. Eu quero paz, e por isso estarei sempre ao lado da democracia.

No jogo da história, as cartas estão na mesa. Esta é uma oportunidade de ouro para que a civilização assegure valores inerentes à existência. O principal deles, a liberdade.
posted by Claudio Shikida 5:50 AM

Roberto Campos - mais homenagens

Em "O Estado de São Paulo", um belo artigo de Paulo Rabello de Castro em homenagem a Roberto Campos. O editorial do Jornal da Tarde também trata do nosso liberal. Há ainda um outro artigo, no The New York Times, mas este requer seu registro. Contudo, um outro bom artigo é este que reproduzo abaixo.

A vida, o pensamento e os muitos pecados de Roberto Campos, Bob Fields, O Profeta do Capital
Por CARLOS HUGO STUDART

Eis singelas histórias sobre dez homens que marcaram a história do Brasil no Século XX: um profeta, um apóstolo, um exorcista, um filósofo, um economista, um diplomata, um tecnocrata, um pecador, um poeta e um político, todos em uma só pessoa, Roberto de Oliveira Campos

O PROFETA
Chamavam-no muitos de Bob Fields, alcunha nada carinhosa, arquitetada em idos tempos do maniqueísmo intelectual de quatro décadas atrás. Pela frente, quando diante de sua figura esquálida e macambúzia, costumava-se gaguejar no tratamento adequado, se “ministro”, “embaixador”, “senador” ou “acadêmico”, este último, título que carregou para o túmulo, inaugurado a 10 de outubro de 2001, por ser ele possuidor de um mandato imortal de membro Academia Brasileira de Letras.

--Se eu puder escolher, prefiro ser lembrado como “professor” –confessou em uma de suas conversas com este repórter, mantidas a partir de 1996, quase sempre no calçadão da Praia do Arpoador, Rio de Janeiro, onde morou por 40 anos.

O ideal é que houvesse algo mais preciso, como “pensador”, mas em seus últimos tempos era possível chamá-lo hoje até de “Bob”, pela frente mesmo, sem problemas, sem temor de sua carranca sinistra. Afinal, o professor Roberto Campos usufruiu uma graça rara no mundo do pensamento: o do profeta que tinha razão.

Por mais de cinquenta anos pregou Bob no deserto. Defendeu uma única idéia, a égide do liberalismo econômico em simbiose com a democracia ocidental. Fez uso da erudição de um filósofo, da paciência de um diplomata, da metafísica de um economista, da lógica de um tecnocrata e do messianismo de um apóstolo. Conseguiu, tão-somente, virar adjetivo-pejorativo, sinônimo de americanófilo, ícone da direita reacionária e entreguista. A partir da queda do muro de Berlim, em 1989, o profeta pôde descobrir, em vida, que a História lhe deu razão. Antes de falecer, Bob Fields teve sorte louca de carregar o caixão de seus detratores.

-- Depois do annus mirabilis de 1989, bem que poderiam trocar o Bob Fields por Robertchov.

Charles de Gaulle, em um de seus delírios megalômanos, de certa feita comentou: “Estive certo quando tive todos contra mim”. Talvez por vingança, Roberto Campos reproduziu a frase em suas memórias, A Lanterna na Popa. Poderia ter passado seus últimos anos irradiando a felicidade dos bem sucedidos. Continuou, talvez pelo hábito de eremita, um homem de poucos sorrisos e quase nenhum afeto público.


O APÓSTOLO
Morreu aos 84, de infarto, após ano e meio com problemas de saúde. Até o Reveillon do ano 2000 seu vigor físico era de um sessentão. Tinha por hábito caminhar a passos largos pelo calçadão da praia, do Arpoador ao Leblon. Roberto Campos transmitia a impressão de quem procurava passar desapercebido Andava sempre de cabeça baixa e ombros encurvados. Seu rosto era chupado e cinzento, como a face de um tísico, talvez por assim convir a um poeta. Seu olhar era sempre baixo, não por falsidade, mas por extrema timidez, como decerto convém a um asceta.

-- Minha geração fracassou. Estávamos certos de que no Ano 2000 o Brasil seria um país desenvolvido, mas fomos ultrapassados até pela Coréia do Sul, um pequeno país destruído pela guerra.

Roberto Campos planejou meticulosamente seu réquiem. Escreveu-o de forma discreta, comedida, como convém a um ermitão. Publicou em fins de 1994 suas memórias, A Lanterna na Popa, de 1.416 páginas, um fascinante bestseller que versa sobre os últimos 60 anos da história ocidental. Em 1998 terminou seu último mandato político, o de deputado federal, pelo PPB do Rio de Janeiro.

A compensação foi a manutenção do fluxo permanente de racionalidade, alimentada pela da publicação de novos livros e artigos de um Roberto Campos ainda mais perene, polemista, luminoso, ácido, corrosivo. Bob foi até os seus últimos dias um aspersor de soda cáustica a fustigar a idéia de que jamais teria existido vida inteligente na esquerda brasileira.

-- Serei até o fim um pregador das causas perdidas.


O EXORCISTA
A primeira vocação de Roberto Campo foi a de exorcista católico.

-- Passei minha vida exorcizando os demônios. Quando não os que tomavam conta da carne, exorcizei os que tentavam o pensamento, como os monopólios e as reservas de mercado.

Era fluente em português, inglês, francês e latim; se virava bem em grego, italiano, espanhol e alemão. Foi uma conquista árdua, longa e solitária.

Nasceu em Cuiabá, passou a infância em Nhecolândia, no Pantanal, e a adolescência em Guaxupé, sul de Minas. Era filho de um professor paulista, visonário e idealista, e de uma moça da tradicional família pantaneira. Até aí tudo bem. Ocorre que a moça, Honorina, ficou viúva cedo. Tinha dois filhos. Roberto, com cinco anos, era o mais velho. Acabou costureira em Guaxupé e o primogênito foi parar no seminário da cidade.

Formou-se aos 20 anos, primeiro de turma, mas não tinha a idade mínima para o sacerdócio. Era filósofo e teólogo, especialista em exorcismos. Roberto Campos passou a vida exercitando os neurônios contra a corrente. Primeiro escapuliu para a vida secular, professor de latim em curso de madureza no Rio. Precisava de uma colocação segura. À noite estudava para o único concurso público que não exigia diplomas ou teste de datilografia, o de diplomata. Começou nessa época a exercitar seus dotes mediúnicos. Um colega de quarto, ex-seminarista, era epilético.

-- Enquanto ele estrebuchava no chão, começava eu o recital litúrgico: “Introibo ad altare Dei”. Ele passava a murmurar a resposta: “Ad Deum qui laetificat juventutem mean” (Ao Senhor Deus, que alegra minha juventude), e aí por diante. Ele ia se acalmando, até ficar quietinho, como aconteceria com a esquerda depois do fim do comunismo.

O FILÓSOFO
Roberto Campos era um autêntico seguidor da disciplina física e mental dos socráticos. Quando seminarista, aplacava a lascívia dos hormônios com cilício de arame farpado na virilha. A frieza e o auto-controle, outras de suas marcas registradas, treinou-as no cemitério de Guaxupé, em solitárias vigílias a espera dos assustadores fogos de Santelmo.

-- Eu tinha muito medo de fantasmas, mas decidi enfrentá-los e acabei bastante destemido. Enfrentar sozinho os demônios me deu hábitos monásticos. Sou até hoje muito austero, com grande capacidade de concentração e de isolamento ambiental. Sou capaz de escrever um artigo no Plenário do Congresso.

Imagina-se um filósofo como alguém que viva no mundo da lua, como o Sócrates imortalizado por Aristófanes em Nas Nuvens. Roberto Campos possuia uma erudição prática. Passou para o Itamaraty em sétimo lugar --atrás apenas de filhos de diplomatas-- mas sua prova oral é considerada até hoje a mais brilhante de todos os tempos. Sem padrinhos na carrière, o filho da costureira foi escorraçado para o almoxarifado. Conheceu nessa época um diplomata mais antigo de quem se tornaria amigo e admirador, Guimarães Rosa, homem culto e excêntrico, versado em nove línguas esdrúxulas, como o idiche e o servo-croata. Nunca se esqueceu de seu conselho sobre os colegas: “São cobras, mas fingem ser minhocas”.

O ECONOMISTA
O “padreco”, como era chamado no Itamaraty, evoluiu para a seção de “Secos & Molhados”, alcunha da seção comercial. Não valia um vintém; hoje é o mais nobre da casa. Foi assim que em 1942, durante da guerra, terminou em Washington, cuidando novamente de comércio. Sua grande tarefa era conseguir burlar o esforço de guerra e arrumar licenças de exportação de equipamentos para a construção da siderúrgica de Volta Redonda. Descobriu uma plêiade de professores convocados para a burocracia. Um dia arrancava uma carimbada com o auxílio de Ésquilo e de Tucídides, noutro, os invocados eram Lucrécio e Suetônio. Fez bom uso da Filosofia.

Resignado com o fato de que jamais ocuparia os bons cargos políticos, dignou-se a estudar Economia numa universidade americana. Tentou cabular algumas matérias aproveitando como créditos seus estudos no seminário. O professor quis saber o por quê. O padreco então citou o príncipe Tayllerand, figura de proa do ancien regime francês e do período napoleônico:

“Quem aprende a enganar a Deus será facilmente proficiente na arte de enganar os homens”.

O padreco foi trocando Kant pelos economistas. Primeiro por lord Keynes, o maior de todos; depois por Eugênio Gudin, o pai dos economistas brasileiros; e logo se encontraria com a escola monetarista liberal de Milton Friedman. Abraçou o liberalismo como um apóstolo, um pregador, um polemista --jamais como um formulador teórico. Por fim, identificou-se de corpo e alma o austríaco Friedrich Hayek, um ultra-xiita do liberalismo.

-- Arrependo-me de ter lido tantos economistas. Bastaria Hayek. Hoje estou convicto de que o papel do estado deve ser ainda menor do que aquele que defendi por toda a vida.

-- No Brasil, a empresa privada é aquela que o governo controla; a pública é aquela que ninguém controla.

O DIPLOMATA
Um dos aspectos impressionantes de Roberto Campos é ter presenciado de forma privilegiada quase todos acontecimentos mundiais importantes dos últimos 50 anos. Só por isso, sua vida já teria valido à pena. Em 1944, como era o único diplomata brasileiro com curso de Economia, acabou na conferência de Bretton Woods, quando se arquitetou o sistema financeiro internacional. Era um mero estafeta, um “protozoário diplomático”, como o próprio se definiu. Mas tudo bem; estava lá, naquilo que Dean Acheson (espécie de Henry Kissinger melhorado dos anos 30, 40 e 50) definiu como “O Dia da Criação”. Conheceu Keynes em pessoa. Era um dos últimos três ou quatro homens ainda vivos na Terra que estiveram em Bretton Woods.

No Brasil, o professor serviu na intimidade ou deu conselhos a 12 dos 14 presidentes das últimos cinco décadas, de Getúlio Vargas a Fernando Henrique. No exterior, frequentaram sua casa figuras Sir Laurence Olivier, Stravinsky e Aldous Huxley. Como embaixador, primeiro nos Estados Unidos, depois em Londres, foi interlocutor de John Kennedy, Golda Meir, Richard Nixon, Elizabeth II e Margareth Thatcher. Conseguiu ser respeitado --e escutado-- por todos eles. Foi ele, por exemplo, quem convenceu Charles de Gaulle a criar o Clube de Paris, instância de negociação de dívidas externas impagáveis.

--O estadista que mais me impressionou foi o velho Konrad Adenauer, o grande arquiteto da Alemanha moderna. Pegou um país destroçado, enxergou 30 anos na frente, optou pelo sacrifício imediato e conseguiu reconstruir uma grande nação. Gostaria que o Brasil tivesse agora um homem com a visão e a coragem de Adenauer. Infelizmente ainda não apareceu.

O TECNOCRATA
Juscelino mandou chamar Roberto Campos. Naquela época, 1955, ele ainda não era “Bob”; acusavam-no até de “cor-de-rosa” por conta de sua mania de planejador. JK recebeu-o na banheira, nú, cercado de assessores. Era candidato à Presidência e queria que Bob lhe preparasse um programa de governo. Em Minas, seu programa havia se chamado “Binômio: Energia e Transporte”. Para a Presidência, precisava de mais promessas.

-- Eu então disse que mais do que um binômio, o programa seria um polinômio. Mas Juscelino rejeitou na hora. “Polinômio é nome de veado”. Foi aí que eu elaborei o Plano de Metas.

Imaginem o Brasil de hoje, com tudo o que tem de bom e ruim. A indústria automobilística, a siderurgia, o sistema financeiro, a correção monetária, o BNDES, o BNH, o FGTS, o sistema tributário, o Banco Central... Tudo saiu da cabeça do nosso Bob. Pode-se dizer, sem medo de errar, que Roberto Campos foi o grande arquiteto do atual Estado brasileiro, da mesma forma que Delfim Netto foi seu principal engenheiro –e Pedro Malan um de seus reformadores.

Foi Campos quem criou Delfim; os dois sempre se respeitaram e se gostaram muito --como Maria Callas e Joan Sutherland, duas divas no mesmo tablado. Nem tudo o que Campos desenhou foi efetivado por seus sucessores. Quando ministro do Planejamento de Castelo Branco, por exemplo, imaginou o Banco Central independente do governo; Delfim chamou tal idéia de “furor poético”.

-- Eu era um obstinado na intenção de fazer a coisa certa, resistindo a todas as pressões políticas. Perdi quase todas. Quando eu era ministro, o Nélson Rodrigues, meu amigo, me chamou de “idiota da objetividade”.

-- A UNE fez passeatas com o meu caixão. Foi muito mortificante, perdi muitos amigos. Confundia-se fidelidade a certos conceitos teóricos com uma espécie de depravação ética.

O PECADOR
Roberto Campos era um homem elegante, fino, pinta de lord inglês. Jamais retirava do anelar direito um chamativo anel de economista que rima com ametista. Deixou no armário seis ternos escuros, em tecido inglês de risca de giz, para dois ternos claros. Usava suspensórios e gravatas clássicas (“Da marca Se-me-dão”, esclarecia), com lenço no bolso da mesma estampa.

Nosso professor residiu desde 1960 em um duplex na praia do Arpoador, Rio. O apartamento já teve quatro quartos, mas foi deflacionado a dois para acomodar a biblioteca. Trata-se de uma fraqueza, o pecado da usura intelectual, visto que se pudesse chegaria ao Paraíso acompanhado somente das obras de Platão, Aristóteles, Kant e Hayek.

Casou-se com a primeira namorada, Stella Tambellini, paulista de Batatais, irmã do cineasta Flávio Tambellini (O beijo no asfalto). Tiveram três crias, Bob Filho, Sandra e Luís Fernando. Sandra era sua grande confidente. Possuidora do talento do pai e simpatia da mãe, chegou a ser candidata vereadora no Rio, em vão. Roberto Campos morreu casado com Stella.

-- É algo digno de menção do Guinness Book. Nélson Rodrigues dizia que só com muito cinismo se chega às bodas de prata. Eu ultrapassei as bodas de ouro...

A vida pessoal de Roberto Campos é digna de menção por ser uma obra de arte da diplomacia conjugal. Ele próprio já escreveu, em confissão penitenciosa, que faz parte da “geração do pau aflito”. O ex-padreco criou no Itamaraty a fama de ter honrado o bom nome do diplomata brasileiro, suma cum laude.

-- Acumulei na adolescência uma enorme reserva do direito de pecar.

Sua iniciação na diplomacia da realpolitik foi hilariante, aos 24 anos, às vésperas do casamento. Condoído com a situação vexatória do ex-padreco, um colega convidou-o a conhecer Natasha, bela representante da Polônia em um bordel carioca, cuja lembrança Bob levou para o túmulo. O argumento do amigo foi indefectível: “É urgente a operação defloramento. Chega de tocar punheta”.

-- O pecado é a única qualificação para ser cristão. Estou qualificadíssimo.

Roberto Campos tinha outra personalidade quando na intimidade. Sorria, bebia, contava histórias e adorava piadas. De preferência picantes. Com as mulheres --todas, sem distinção-- costumava ser cortês. Elegante, jamais galanteador. Bob preferia as louras com tez de marfim.

-- Nos bons tempos, fui especialista em carnes brancas. A gente pode ser infiel a uma mulher, porém, não a um tipo de mulher.

O POETA
Roberto Campos se expressou muito melhor com a ponta dos dedos do que com a ponta da língua. Ainda assim, quando queria, era capaz de se tornar um Garrincha do bate-papo. O marechal Castelo Branco certa vez confessou que procurava esticar ao máximo os despachos com seu ministro do Planejamento, fascinado que ficava com o show de erudição, ironia e poesia. Bob tornou-se um profundo conhecedor de poética, em qualquer língua.

-- Quando houver dúvidas a respeito da qualidade de um poema, traduza-o para o latim. O que for traduzível, é poesia. O resto é perfume.

Os poemas que cometeu no seminário, Roberto Campos jogou-os todos fora. Disse ele que foi por puro simancol. O poeta e imortal, verdade seja dita, encontra-se espraiado em sua prosa, publicada com regularidade dominical e zelo estilístico em jornais de todo o país. Quando escreveu sobre o glúteo das brasileiras, por exemplo, referia-se às “generosidades fundibulares atribuíveis à conexão africana”. É épica sua definição sobre as esquerdas: “Para quem não sabe onde quer ir, qualquer caminho leva até lá”.

Era um leitor disciplinado e um escritor compulsivo. Desde sempre, consumiu 100 páginas por dia, em três horas de leitura. “O latim me ensinou a pescar o verbo com rapidez”. Sua biblioteca particular tem 5.000 volumes (lidos!!!). Resta saber que destino os herdeiros vão dar às preciosidades. Como escritor, publicou 20 livros. Até o agravamento de sua saúde, primeiro no início de 2000, depois com um novo surto em meados de 2001, vinha produzindo em média 360 linhas por semana. Sua obra-prima poética é o pequeno capítulo, em suas memórias, sobre Eugênio Gudin, seu mestre:

“Foi a mais multifacetada das figuras, capaz de combinar a um tempo a intensidade do raio laser e a alegria cromática do arco-íris”.

“Há grandes homens que são como pirâmides: projetam um cone de sombras. Há grandes homens que são como faróis: projetam um cone de luz. Luz de dimensão maior que sua silhueta”.

O POLÍTICO
Sobre a experiência política de seu mestre, Roberto Campos escreveu as seguintes reflexões:

“Gudin teve a carreira política prematuramente abortada pela recusa de transformar um ponto de vista num princípio, e de abandonar o princípio pelo proveito”.

Pulemos no tempo. Era o ano de 1982 e estava zero graus em Londres. O embaixador Roberto Campos guardou a casaca e a cartola no armário e embarcou para o Rio de Janeiro. Um jatinho o arguardava para levá-lo a Cuiabá. O tempo: 40 graus à sombra. De imediato, tomou um bimotor rumo ao interior. Seria o seu primeiro dia de campanha para o Senado, fruto de uma conspiração política iniciada pelo general Golbery do Couto e Silva e pelo senador José Sarney. Seu sotaque era quase britânico. Teve que dormir em Colider, nortão do Mato Grosso. Foi homenageado com três jantares.

No primeiro regabofe, o chefe político local anunciou que havia preparado para o banquete uma especiaria típica da região, assada debaixo da terra com 24 horas de fogueira. Entraram duas enormes cabeças de boi, com chifres, línguas de fora e olhos esbugalhados. Bob juntou as mãos e olhou para o céu --como se estivesse a rogar, “Pai, afasta de mim este cálice”. Um homem a seu lado enfiou o garfo no olho do boi e mastigou a guloseima. “Come embaixador, é ótimo”. “Oh no, thank you, obrigadoou, não estou com fome, estou ok”, respondeu Bob, misturando inglês com português.

-- Foi um choque cultural e térmico, mas acabei me acostumando.

Todos pararam de jantar aguardando pela reação do embaixador. Ele provou um pouco de carne da testa, fazer o quê? No seminário, reforçava o rancho com deliciosas bundas de tanajuras assadas. Semanas depois, o então governador Júlio Campos o levaria a um terreiro de macumba. Mandaram que tirasse a roupa. Bob ficou só de ceroulas inglesas. O babalorixá aspergiu sangue de galinha preta em cima daquele lord. Desta vez, Bob nem piscou. Já era também um político, o décimo título acumulado em sua biografia. “Começou como um estorvo; terminou a campanha como meu avalista moral”, relata Júlio Campos. Bob ganhou uma eleição dificílima. Em 1990 candidatou-se a deputado pelo Rio e em 1994 bisou o mandato.

Naquele primeiro pleito, o de 1982, houve uma derrama de dólares no Mato Grosso, enviados por fontes que Bob Fields nem cogitava. O empresariado brasileiro se esforçava para eleger o apóstolo do liberalismo. Em seus 84 anos de vida, esse professor acumulou um patrimônio intelectual de dimensões aristotélicas e bens materiais do porte de um Machado de Assis. Verdade seja dita, trata-se de um patrimônio muito bom, bem mais do que conseguiu juntar o rabugento Sócrates, contudo, dinheiro insuficiente para bancar sozinho qualquer eleição, até mesmo uma campanha de vereador. Em 1998, ele perdeu sua última campanha. Não contou com nenhum patrocinador de peso. Parece que o capitalismo já não considerava de grande utilidade manter na vida pública seu maior profeta, maior filósofo, maior poeta, maior..., todos em uma só pessoa, Roberto de Oliveira Campos.

CARLOS HUGO STUDART é editor do site Direito.com.br, pesquisador em História Política Brasileira e professor de Jornalismo em Brasília. Este artigo foi originalmente preparado para um livro que o autor está escrevendo sobre grandes personalidades políticas do Brasil.
posted by Claudio Shikida 5:48 AM

Talebãs - O Estado de São Paulo

Um comentário de Mario Vargas Llosa sobre os talebãs.
posted by Claudio Shikida 5:40 AM

Saturday, October 13, 2001

Roberto Campos - O Indivíduo

A patota de "O Indivíduo" acertou no ponto! Reproduziram um dos melhores artigos de Roberto Campos. Leia-o aqui.
posted by Claudio Shikida 7:04 AM

Friday, October 12, 2001

Um cartoon legal aqui, para você, que tem medo de colesterol (GuestChoice)


posted by Claudio Shikida 1:00 PM

GOD BLESS AMERICA

Alex CATHARINO DE SOUZA
Historiador e Professor de Filosofia
Membro associado do Instituto Liberal do Rio de Janeiro
Coordenador Geral do Ciclo de Debates sobre Liberalismo Clássico

Hoje faz um mês que os Estados Unidos da América foi covardemente atacado por uma horda de fanáticos terroristas que mataram milhares de inocentes e causaram danos irremediáveis na propriedade privada alheia. O assunto imediatamente se tornou notícia constante nos meios de comunicação, mas no Brasil, país onde a imprensa é dominada por intelectuais ignorantes e entorpecidos pelo ópio do esquerdismo, muitas asneiras têm sido diariamente ditas. É exatamente a manipulação da informação que faz a maioria da população, em grande parte mal instruída e crédula, acreditar que a vítima é o culpado.
O anti-americanismo é uma constante no pensamento latino-americano, bem como está presente entre alguns intelectuais europeus, principalmente na França e na Alemanha. Com a justa e necessária reação dos Estados Unidos da América, iniciada no dia 7 de outubro, muitos idiotas e/ou cretinos passaram a condenar os ataques, acusando os norte-americanos de imperialistas e assassinos.
Não devemos dar muita atenção aos nossos pseudo-intelectuais,
estaríamos bem melhor sem eles. Tais indivíduos são incapazes de aceitar fatos e preferem assumir a defesa de lunáticos, negando a realidade em nome de teorias explicativas pré-concebidas que reduzem tudo a uma "conspiração neoliberal veiculada pela globalização e com pretensões à dominar o mundo".
Esses ilustres senhores poderiam ser divididos em dois grandes grupos: o dos "honestos burros" e o dos "inteligentes sem caráter". Os primeiros propagam as trevas pela simples incapacidade de pensar em termos de causa e efeito, logo são inconseqüentes devido à ignorância. Os demais mentem por interesses sinistros, são agentes da satânica "vontade de poder", portanto estão à serviço do mal.
Algumas poucas mentes lúcidas em nosso país têm procurado esclarecer a sociedade, informando os verdadeiros fatos. Dentre esses corajosos pensadores destacamos o embaixador José Osvaldo de Meira Penna e a professora Maria Lúcia Victor Barbosa que, nos artigos que vêm escrevendo para os jornais, procuram, além de informar, extrair dos fatos as possíveis e nefastas conseqüências da defesa do ponto de vista dos inimigos da civilização ocidental. Todos os trabalhos escritos por nossa esquerdista intelligentzia não valem uma linha das lúcidas reflexões desses ilustres brasileiros.
A verdade é que os Estados Unidos da América não precisam do resto do mundo; é a humanidade que necessita dos Estados Unidos da América. Tal constatação incomoda os recalcados intelectuais e políticos em quase todo o planeta. Isso nos leva a concluir que na raiz de todo anti-americanismo está a inveja. Na verdade, por sermos incapazes de criar o nosso próprio progresso, colocamos o sucesso norte-americano como causa de nossos vergonhosos fracassos, que não são poucos nem pequenos.
O grande pensador argentino Juan Batista Alberti (1810-1884) já havia detectado que por trás das tiranias latino-americanas, causa real de nosso subdesenvolvimento, se encontravam as falsas construções intelectuais propagadas pelos intelectuais, que não se cansavam (e ainda não se cansaram) de macaquear as nocivas idéias francesas (atualmente poderíamos incluir também as alemãs).
Com raras exceções, a intelectualidade francesa e alemã é formada por indivíduos comprometidos com um esquerdismo perverso que fomenta o anti-americanismo no chamado terceiro mundo. Poderíamos dizer que a incapacidade da França e da Alemanha em superar os países anglo-saxônicos, ao longo dos últimos três séculos, serviu de base para que os intelectuais desses países desenvolvessem um complexo de inferioridade, materializado nas teorias pessimistas de negação do progresso que entorpecem a mente dos latino-americanos. A decadência da Europa continental não pode aceitar a prosperidade dos norte-americanos.
Em vez de nos deixarmos levar pelo "politicamente correto" anti-americanismo, devemos investigar o motivo da riqueza e prosperidade dos Estados Unidos da América e a causa da pobreza de toda a América Latina. No fundo, a resposta é simples e não precisamos utilizar complexos aparatos hermenêuticos para entender os fatos: as diferentes instituições adotadas por esses dois tipos de sociedades fazem a diferença.
Tais diferenças institucionais podem ser vistas desde o período colonial, época em que os Estados Unidos adotou uma postura totalmente
favorável à limitação do poder do Estado e ao desenvolvimento econômico e social dos indivíduos que permanece até hoje. Ao contrário, nesse mesmo período, as colônias da América Latina centraram toda a dinâmica social no Estado. O centralismo exacerbado gerou para a Latino-américa uma sociedade estatizante, corporativista e patrimonialista totalmente dominada por políticos corruptos e burocratas ineficientes, verdadeiros parasitas de uma população omissa e ignorante.
Como sabiamente notou Adam Smith (1723-1790), na obra A Riqueza das Nações (1776), e Alexis de Tocqueville (1805-1859), no clássico A Democracia na América (1835 / 1840), os norte-americanos fundaram sua grandeza no trabalho individual, sustentando o desenvolvimento social no livre interesse dos homens. O meio de realização e concretização das aspirações desse povo estava no trabalho árduo, não nos empregos públicos. Portanto, a abundância, convicção e certeza da população esteve desde os primórdios ancorada no espírito empreendedor, no trabalho incansável e constante, no respeito aos direitos individuais e numa sólida base moral, o que permitiu aos norte-americanos romper os grilhões que os oprimiam e realizar a mais completa transformação social jamais vista.
Tal postura empreendedorista, vista na perspectiva de um longo processo histórico, pode ser tomada como a verdadeira Revolução
Norte-Americana. Essa questão social, parte de um processo de mudanças radicais, pode ser vista nos antecedentes da libertação política da metrópole inglesa e aparece de forma simbólica na declaração de John Adams (1735-1826), ao afirmar que sempre considerou "a colonização da América como início de um grandioso projeto da Providência para a iluminação dos ignorantes e a emancipação da parte escravizada da humanidade em toda a terra".
O modelo norte-americano se consolidou por meio de uma Constituição que garantiu, por intermédio da lei, a liberdade dos indivíduos. Poderíamos acrescer aos fatores apresentados a adoção do Estado de Direito e da economia de mercado como instituições fundamentais da organização social do país. O somatório dos fatores descritos redundou na sólida base institucional que permitiu aos Estados Unidos se tornar a nação mais poderosa do mundo.
Ao longo da história mais recente, os Estados Unidos, juntamente com a Inglaterra, salvou diversas vezes o resto do mundo das mais odiosas tiranias. Basta que recordemos as duas grandes guerras mundiais e a guerra fria. O que seria do mundo ocidental cristão e civilizado se não fossem os constantes esforços dos ingleses e dos norte-americanos em prol da liberdade? Poderíamos ainda hoje estar vivendo numa ditadura nazista ou comunista e seríamos escravos de um Estado totalitário que não respeitaria os direitos fundamentais da pessoa humana.
O mundo ocidental não pode ser dominado por fanáticos malucos que não aceitam a realidade e querem destruir os mais caros valores do mundo ocidental. O atual conflito não é entre os Estados Unidos e o Afeganistão, é uma guerra da civilização contra a barbárie. Coincidentemente o ataque norte-americano se iniciou no dia da festa católica de Nossa Senhora do Rosário, quando se comemora a vitória do ocidente cristão contra os invasores árabes que em 1571 tentavam conquistar a Europa.
Peço ao leitor que reflita sobre aquilo que acabei de apresentar nesse breve texto. Procure à luz da razão julgar os fatos e faça um exame de consciência. Com certeza perceberá que estou certo. O pior cego é aquele que não quer ver a realidade e prefere olhar para o mundo por intermédio dos óculos cor de rosa da ideologia, da inveja e da ignorância. Mais uma vez os Estados Unidos tomam a defesa da civilização contra a barbárie. Não podemos ser ingratos com nossos benfeitores. O êxito da operação Liberdade Duradoura é condição necessária para a existência de uma sociedade livre e democrática, que respeite a vida e os direitos fundamentais da pessoa humana. Que a nação norte-americana tenha sucesso em sua luta contra o terror, o mundo depende disso. Deus salve a América.
posted by Claudio Shikida 10:13 AM

Quem é o dono da imprensa? - Webmaster

Este webmaster ouviu na CBN, pela manhã, que crianças do MST ("sem-terrinha") saíram em marcha pela cidade hoje (Porto Alegre), com palavras de ordem, inclusive gritando o nome de "Che Guevara". Em seguida, o repórter entrevistava alguma autoridade estadual e questionava sobre se isso era ou não manipulação. Razoável, né? Bem, você perguntará, e os grandes portais de notícias gaúchas?

Em primeiro lugar, o portal da RBS, acusada pelo pessoal do PT de ser anti-petista, noticiava:

Crianças ligadas ao MST fazem protesto na Capital (11.10.01)

Aproximadamente 200 crianças integrantes de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram na manhã desta quinta-feira uma manifestação em frente ao prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Porto Alegre. O protesto foi pela falta de educação no campo, reforma agrária e liberação de crédito para os agricultores. As crianças também fizeram uma caminhada até a Esquina Democrática, no Centro. As informações são da Rádio Gaúcha.

O outro grande jornal gaúcho, "O Correio do Povo" (12.10.01), publicava a cândida reportagem de dois parágrafos:

Centenas de crianças de acampamentos e assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram ontem manifestação na Superintendência Regional do Incra e levaram à superintendente adjunta, Maria da Rosa, pedido de agilização na reforma agrária e liberação dos créditos para agricultores. Após, foram em caminhada até a Esquina Democrática.
Mais de 700 crianças participam, até hoje, na Capital, do V Encontro Estadual dos Sem Terrinhas. Eles irão visitar crianças da Lomba do Pinheiro e distribuir brinquedos de sucata que fizeram. Conforme o coordenador do Setor de Educação do MST, Elói Andrade Batista, o encontro é uma forma de comemorar o Dia das Crianças, além de tratar das questões da reforma agrária
.

Como diria Geraldo Vandré: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"...os jornalistas gaúchos parecem ter se esquecido da música. Já os pedagogos do MST, pelo contrário, parecem ter se saído melhor que a encomenda...

Quem não gosta de Olavo de Carvalho fica meio sem jeito quando ele diz, reiteradas vezes, que a imprensa brasileira é majoritariamente pró-esquerda, não acham? Ele pode não saber o percentual, mas dois grandes veículos de comunicação gaúchos (com muito maior penetração no público local) contra a CBN (que tem sua programação diluída entre o jornalismo regional e o nacional) é um bom indicador de quem tem mais influência sobre os meios de comunicação no RS, não acham? O pior de tudo é que eu não tenho como confirmar a notícia da CBN, pois ela não mantém arquivos online tão detalhados. Legal, né?
posted by Claudio Shikida 9:38 AM

How to pay for the war? - Samuel Brittain

Aí vai um trecho do texto linkado acima:

The art of war finance is how to borrow on the best possible terms without imposing an excessive burden on the post-war generation. This was the theme of Lord Keyness own How To Pay For the War (1940) and which his biographer Robert Skidelsky regards as arguably the quintessence of his achievement.
posted by Claudio Shikida 8:39 AM

Thursday, October 11, 2001

Tarso Genro, Bush... - Gazeta Mercantil

PORTO ALEGRE, PORTO ALEGRE

Eduardo Dutra Aydos

O prefeito Tarso Genro não representa os valoreS políticos e, muito menos, a tradição civilista de liberdade, que em tantos episódios de luta contra o arbítrio e a violência, enraizaram no teu solo generoso!

Tanto pela forma como reagiu diante da incivilidade de alguns poucos, que foram incapazes de compreender a manifestação pungente da solidariedade na dor e no afeto que toma a cor da identidade política, na expressão de um artista, que pretendeu prestar homenagem às vitimas do terror em Nova Iorque; como pelo conteúdo da posição, equivocada e sectária, apressada no julgamento e falaciosa na conclusão, que assumiu diante dos fatos e das conseqüências dos atentados terroristas nos Estados Unidos, em artigo publicado na imprensa no dia 27 do corrente.

No caso da vaia recebida pelo guitarrista Yngwie Malmsteen no Bar Opinião, leio com estupor as declarações do Prefeito desta cidade, publicadas em 05.10, que o condenam duplamente: por ter tomado a liberdade de interpretar um hino nacional num bar; e por um suposto desrespeito ao lazer das pessoas que ali estavam, diga-se de passagem, num local de shows, aonde se vai por quaisquer outras rações, mas também e especificamente para ouvi-lo. Demonstrou, nisso: absoluto desconhecimento e insensibilidade ao modo como os americanos, de nascimento e mais ainda os de opção, se relacionam com o sentimento da pátria que lhes permite, sem qualquer sombra de desrespeito, até mesmo vestir-se da sua bandeira; e de outro, um indefensável patrulhamento e espírito de censura, ao pretender dizer a um artista o que este deveria, afinal expressar perante o seu público. Falando em símbolos públicos e desrespeito à cidadania, o que indiscutivelmente agrediu o sentimento da nação e a generosidade da pátria que nos abriga, foi depararmos a bandeira de Cuba, exibida pelos correligionários do Prefeito, desde a posição de poder que ocuparam, graças a eleições livres que não ocorrem naquele País, na janela do Palácio Piratini...

No caso do artigo, intitulado “Terrorismo, Fanatismo e Radicalismo”, o Prefeito de Porto Alegre conseguiu a proeza de botar os pés pelas mãos em quase todos os parágrafos que escreveu. A começar pela insinuação que o presidente Bush estaria pretendendo desfechar ataques indiscriminados contra os culpados “em geral”, razão pela qual pretendeu desautoriza-lo na representação de valores políticos e de uma ética iluminista ocidental, da qual, subentende-se, o Prefeito se arvora intérprete. Sem desprezar o despautério dessa pretensão, o leitor medianamente informado haverá de convir que nada disso aconteceu, e nem a seqüência dos acontecimentos, que resultaram no início da intervenção militar no Afeganistão, autoriza tal julgamento. Muito ao contrário: o que se constatou foi um enorme esforço de investigação para a identificação dos culpados, acompanhado de um grande esforço diplomático para o isolamento e, até mesmo, a capitulação dos responsáveis pelo atentado e seus apoiadores. Reunidas todas as provas, o ataque militar contra Bin-Laden e o Afeganistão, para o descargo desta dúvida essencial, coincide com a divulgação de imagens pela TV mundial, em que o terrorista praticamente assume os atentados, senão ainda sua autoria, seguramente sua causa e promoção, e justifica o genocídio novaiorquino com uma resposta a pedidos de ajuda dos povos subdesenvolvidos, que não teriam sido atendidos pelos EUA. Com base nesta justificativa, qualquer movimento de “sem” qualquer coisa, alegando condições históricas de uma qualquer população carente, estaria legitimado a dinamitar o Centro Administrativo, a Prefeitura de porto Alegre ou o estádio do Beira-Rio em dia de Grenal.

Mais adiante, citando o holocausto do povo judeu, o Prefeito de Porto Alegre trata o Presidente Bush como se fora a reencarnação de Hitler, racista e genocida, ao mencionar indignado a intenção do governo americano de atacar os países que dão “abrigo” aos terroristas, circunstância em que, obviamente, poderão ocorrer mortes civis e sacrifício de inocentes, como em qualquer guerra. O Prefeito de porto Alegre fica devendo aqui, a receita efetiva para um tratamento alternativo aos países delinqüentes, que treinam e financiam terroristas para perpetrar crimes contra a Humanidade, como o genocídio novaiorquino. Mas isso seria pedir demais ! Eu me contentaria que o Prefeito demonstrasse como seria possível enfrentar a questão da segurança em Porto Alegre e no RS, governados pelo seu partido, a tempo de prevenir-se as mortes gaúchas, que ainda haverão de ocorrer em mãos de malfeitores, até o fim deste ano e daí para frente, impedindo-se a polícia de perseguir e prender criminosos e de “estourar”, quando conhecidos, os seus “aparelhos” e a sua “organização”?
posted by Claudio Shikida 6:45 PM

Cartoon de primeira - Russmo

Confira esta excelente crítica que um economista chamaria de problema de informação assimétrica...
posted by Claudio Shikida 4:06 PM

Drogas e Terrorismo - NarcoTerror.org

Conheça a página que analisa a guerra contra as drogas e o terror: narcoterror.org.
posted by Claudio Shikida 4:05 PM

Armas para pilotos e/ou passageiros? - American Policy Center e CATO

Dois artigos para você pensar um bocado...

American Policy Center

Amidst all of the hysterical clamoring for national ID cards, banning of toenail clippers on airplanes, and increased government surveillance, one congressman has offered a commonsense solution that would truly help prevent airline terrorism. Representative Ron Paul (R-TX) has introduced the Anti-terrorism Act of 2001 (H.R. 2896), which would allow pilots on commercial airlines to carry firearms. Amidst all of the hysterical clamoring for national ID cards, banning of toenail clippers on airplanes, and increased government surveillance, one congressman has offered a commonsense solution that would truly help prevent airline terrorism. Representative Ron Paul (R-TX) has introduced the Anti-terrorism Act of 2001 (H.R. 2896), which would allow pilots on commercial airlines to carry firearms.

The fact is, many commercial airline pilots are retired military and are already trained in firearms usage. Armed pilots would not only act as a major deterrent to future hijackings, but they would also serve as viable defenses against a hijacking in progress. There are special bullets available that pose no serious threat to puncturing the walls of an airplane. Recall that the hijackers of September 11 were so bold as to carry out their mission with small knives and box-cutters. Why? Because they knew that every passenger, pilot and stewardess on the plane had been disarmed prior to takeoff! This atmosphere of disarmament created a hijacker’s dream—a plane full of victims.

Currently, H.R. 2896 has only 11 cosponsors. Rep. Paul has been working feverishly to have his bill attached as an amendment to the PATRIOT (Provide Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism) Act of 2001. There is not much time to waste! The PATRIOT Act will be voted on any day now. Rep. Paul’s provision MUST be included in the bill to provide real teeth against terrorism in our skies.

Sen. Bob Smith (R-NH) and Sen. Conrad Burns (R-MT) are also working to pass this vital provision in the Senate. The two Senators have authored the Smith-Burns Amendment, which is essentially the Senate version of Rep. Ron Paul’s bill. They are working to have their amendment attached to the Aviation Security Act (S. 1447). Again, this is urgent! S. 1447 could come to the floor at any moment