Sunday, September 30, 2001
SEMINÁRIO SOBRE BENTHAM - IL-RJJá foi, mas não custa dizer que foi feito...
25 de setembro, 18 h - Ciclo de Debates
Tema: Jeremy Bentham(1748-1832)
Conferencista: Márcia Paiva Xavier de Brito (IL-RJ)
Debatedor: André de Souza Coelho Gonçalves de Andrade (UCAM)
Mediador: Alex Catharino de Souza (IL-RJ)"O fundador do movimento utilitarista foi Jeremy Bentham criador de um sistema ético, baseado na idéia do egoísmo e da busca da felicidade como motor da ação humana, onde a finalidade da sociedade seria garantir a máxima felicidade possível para o maior número possível de indivíduos. No que tange à contribuição de Bentham ao desenvolvimento do liberalismo, podemos incluir a defesa intransigente do livre mercado, da democracia e do cosmopolitismo. Dentre os principais discípulos de Bentham se destacam James Mill (1773-1836), John Austin (1790-1859) e Edwin Chadwick (1800-1890)".
__ (trecho do capítulo escrito por Alex Catharino de Souza para o livro Ensaios Sobre Liberdade e Prosperidade, organizado por Aloísio T. Garcia - UNA Editoria: 2001. p. 79).
Se você quiser saber mais sobre a vida e a obra de Bentham participe do 24º encontro do IV Ciclo de Debates sobre Liberalismo Clássico, na sede do Instituto Liberal do Rio de Janeiro (IL-RJ): R. Professor Alfredo Gomes, 28, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.
Outras informações: http://www.institutoliberal.org.br
posted by Claudio Shikida 8:25 PM
Thursday, September 27, 2001
Intolerância - Attack CartoonsUm belo cartoon que mostra o porquê de eu não resistir estar mais ao lado dos americanos. É que a liberdade de expressão ainda sobrevive. Este cartoon, americano, mostra bem a face da intolerância dos próprios americanos. A moçada que torce contra os EUA poderia, por favor, mostrar-me um cartoon afegão que satirize o talebã? Não? Ah, bom...
posted by Claudio Shikida 1:28 PM
Xenofobia e racismo:tudo termina em pizza - The Washington PostO premiê italiano mostra o quão racistas nós, do mundo ocidental podemos ser. Um atentado à liberdade de diferenças (bem, é verdade que quem não está com o talebã está contra ele...e possivelmente é perseguido...) que mostra a estupidez humana.
posted by Claudio Shikida 1:25 PM
Wednesday, September 26, 2001
Richard Dawkins, sobre o terrorismo - The GuardianOs religiosos não vão gostar, mas Dawkins tem estatura para escrever o que escreve (e é ótima leitura também). Aqui vai um trecho. Clique nele e você lê o artigo todo.
To fill a world with religion, or religions of the Abrahamic kind, is like littering the streets with loaded guns. Do not be surprised if they are used.
posted by Claudio Shikida 9:30 AM
Tuesday, September 25, 2001
Perder as liberdades civis é dar a vitória aos terroristas - CATO InstituteHoje encontrei um socialista na rua e não pude deixar de notar o sorriso dele ao falar da perda de liberdades civis nos EUA. Aqui no Brasil, claro, a esquerda está num silêncio que me dá medo. Ninguém acha ruim perder as liberdades civis neste país. Quem diz que a direita do Brasil é neoliberal precisa de aulas de introdução à filosofia política...Lá nos EUA, nem todos gostam de perder suas liberdades. Confira este breve artigo de um dos diretores do CATO Institute.
posted by Claudio Shikida 5:36 PM
Defesa de um país em uma sociedade anarco-capitalistaEste artigo online é um bom início de discussão teórica sobre a viabilidade de um dos problemas teóricos mais difíceis do anarco-capitalismo: a produção de defesa nacional.
posted by Claudio Shikida 11:06 AM
Censura à Imprensa Gaúcha? - Cidadania UrgenteUm dia após a demissão de jornalistas que se colocavam criticamente em relação a administração estadual do PT, o Governo Olívio retomou a compra de espaço publicitário naquele jornal. Quer saber mais? Leia aqui.
posted by Claudio Shikida 6:36 AM
Governo é sempre governo... - Diego CasagrandeO trecho abaixo mostra que o Estado é sempre o Estado...
>>> PROTESTO IMPEDIDO NO 20 DE SETEMBRO
Dois pesos e duas medidas. A mesma Brigada Militar do companheiro Olívio, que permitiu o ingresso da turba de auto-denominados "excluídos" no desfile de 7 de setembro, agiu de forma diferente no desfile de 20 de setembro. O "Grito dos Esfarrapados do Olívio", promovido pela Federação das Associações de Servidores Públicos do RS, Associação das Mulheres dos Praças da Brigada, entre outras entidades, foi barrada na Avenida Perimetral, durante o Desfile Farroupilha. Uma muralha de brigadianos e o pelotão de choque e não permitiram que a manifestação entrasse na Avenida ou que pudesse protestar diante do governador Olívio Dutra.
Os manifestantes, tratados com desprezo pelo governo Olívio, perguntam: "Será que só tem espaço na imprensa quando as manifestações são violentas e promovidas pelos baderneiros do MST, CUT e Cia?"
posted by Claudio Shikida 6:30 AM
Nazismo no RS - Diego CasagrandeNa nota abaixo, Diego Casagrande expressa a opinião de alguns líderes da comunidade judaica gaúcha.
COMUNIDADE JUDAICA PREOCUPADA COM TEOR DAS CRÍTICAS
Alguns líderes judaicos de Porto Alegre estão preocupados com as repercussões que os atentados no World Trade Center estão tendo em Porto Alegre. Entendem que algumas autoridades públicas eleitas, além de legitimar os bárbaros ataques, também estão mirando suas baterias contra o estado livre de Israel. O medo deles é que tais declarações terminem gerando ódio anti-semita no estado, e surja aí uma deplorável onde de preconceito contra os judeus gaúchos.
posted by Claudio Shikida 6:29 AM
Dias Gloriosos para o Governo - Reason MagazineEm entrevista para a Reason, Robert Higgs, o autor de Crisis and Leviathan, chama a atenção para a possível perda de liberdades civis que costuma ocorrer toda vez que o Estado amplia seus poderes. Um trecho da entrevista:
REASON: Is it appropriate for individuals to worry about government expanding at this time?
Higgs: It's extremely appropriate because historically, a large proportion of all government expansion has taken place as an emergency or crisis action. It's precisely under conditions such as those that exist at present that we ought to worry the most about the expansion of government.
Monday, September 24, 2001
Fascismo? - Thomas L. KnappEste cartoon é meu maior medo (e o de libertários americanos).
posted by Claudio Shikida 6:53 PM
Por que apoiar o Talibã é uma boa estratégia para a esquerda? - Olavo de CarvalhoPolêmico como sempre, mas com toda razão de reagir às recentes declarações da deputada Luciana Genro (PT-RS), Olavo de Carvalho escreve um bom artigo aqui.
posted by Claudio Shikida 10:42 AM
O Mito da Guerrilha de Esquerda Brasileira - Elio GaspariDa coluna do Elio Gaspari, ontem, reproduzo o trecho abaixo. [Negritos por minha conta]
Entrevista: Daniel Aarão Reis (55 anos, ex-militante do MR-8, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense e autor de Ditadura Militar, Esquerda e Sociedade)
A partir de 1969, até ser preso, em 1970, o senhor esteve de armas na mão e era chamado de terrorista pela ditadura militar. Depois de banido, continuou militando no MR-8, no Chile, até 1973. Como o senhor está vendo a reação da esquerda brasileira diante da crise aberta pela destruição do World Trade Center?
– Boa parte dela está reagindo com um regozijo irracional, saído de um ressentimento primário em relação aos Estados Unidos. Quando você argumenta, mostrando a natureza criminosa do atentado, surgem justificativas sem lógica. As pessoas lembram os ataques americanos ao Iraque e ao Sudão, atribuem o atentado ao desespero dos oprimidos e, em seguida, solidarizam-se com os oprimidos desesperados. Esse tipo de atitude é duplamente primitiva. Coloca todo o povo americano numa só cumbuca, sem entender quão diversa é aquela sociedade. Além disso, leva a esquerda brasileira a se deixar atrair para uma polarização absurda, com o presidente Bush de um lado e Osama bin Laden do outro. Essa polarização é falsa. O mundo e a nossa realidade são muito mais ricos do que isso. Aderir a esse dilema significa esquecer a tradição iluminista da esquerda, sobretudo da brasileira.
Iluminismo com terrorismo?
– As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitificadas. Nem para um lado nem para o outro. Não compartilho a lenda de que no fim dos anos 60 e no início dos 70 nós (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática. No reverso da moeda, nenhuma organização defendeu o terror indiscriminado, nem praticou ações que, na concepção, tivessem o objetivo de ferir ou matar pessoas que não tinham nada a ver com nada. O terror indiscriminado não faz parte da história da esquerda brasileira. Houve atos violentos, criminosos, como a ordem da direção do Partido Comunista, em 1936, para que se matasse a jovem Elza Fernandes. Supunha-se, erradamente, que ela tivesse colaborado com a polícia. Houve também o assassinato de um marinheiro inglês, em 1973, pelo simples fato de ser marinheiro inglês. Nessa época matou-se até um militante que desejava apenas sair da organização em que estava. Chamava-se Márcio Leite Toledo. Foram atos praticados por uma militância em processo de degeneração. Ainda que tenham existido organizações na esquerda brasileira defendendo a prática de ações terroristas, não houve uma só que propusesse coisa parecida com o que ocorreu em Nova York e ocorre toda vez que Bin Laden fala em matar todos os americanos, sejam civis ou militares. Eu o ouvi dizendo isso na TV.
A que o senhor atribui esse estado de confusão da esquerda? Como sair dela?
– A confusão é mais uma conseqüência da desagregação do socialismo. As referências e os valores da esquerda enfraqueceram-se. Há um sentimento hostil e confuso em relação aos americanos, mas as pessoas parecem esquecer que as manifestações contra a globalização começaram em Seattle, nos Estados Unidos. Em todo o mundo, a militância do protesto contra a globalização vem dos jovens, de jovens que não militam em partidos. Em 1998, fui a Paris para a reunião comemorativa dos 150 anos do Manifesto Comunista. Fiquei surpreso ao verificar que quase todos os participantes eram velhos. Só havia jovens nos serviços burocráticos da secretaria, trabalhando. Acredito que só vamos sair dessa crise pelo caminho da reorganização militante. O caminho da esquerda não passa pelos atentados do Talibã, mas pelas manifestações dos jovens de Seattle e Gênova. Nessa mobilização, os intelectuais podem vir a desempenhar um papel relevante, juntando-se aos jovens que estão fazendo algo novo, atual. A esquerda e seus intelectuais não podem virar massa de manobra de polarizações absurdas como essa de Bush x Bin Laden.
posted by Claudio Shikida 10:36 AM
Sunday, September 23, 2001
Multiculturalismo tem duas faces - Daniel PizaNo artigo de hoje (23/09), o colunista chama a atenção para o fato de que o multiculturalismo também serve para gerar xenofobia. Reproduzo-o abaixo e, claro, a fonte é o Estado de São Paulo
Pensamentos soltosCivilização não é uma linha reta e ininterrupta, nem um banco de dados ao qual recorremos para resolver problemas novos. É referência, não essência. A guerra ora iminente não se trata de uma guerra entre civilização e barbárie, embora mostrem esses conceitos em jogo. A história está muito saturada de ocasiões em que povos ditos civilizados cometeram as maiores barbáries.
O terrorismo pode ser espalhado pelo mundo, mas tem algumas caras e fronteiras, sim. O Taleban é contra meios de comunicação: não há cinema, TV, rádio; mulheres só podem sair cobertas às ruas e não podem trabalhar; imagens são proibidas, como os budas que dinamitou. É um estado totalitário, prestes a matar quem não pensa como eles. O meio-termo lhes é inimaginável.
O terrorismo é um mal global, mas sociedades xiitas o produzem em outra escala.
Em todos os filmes de ação americanos o sujeito sofisticado - com estigmas da civilização européia - é "do mal", enquanto o mocinho usa a força para o bem. Torço, como todo o mundo, para que os EUA encontrem o meio-termo e escapem ao populismo vulgar e ao gigantismo militarista que tantas vezes, por sinal, já estiveram juntos. A retórica johnwayneana de Bush, ainda que mesclada a pedidos de tolerância étnica, não pode prevalecer. A opinião pública está sedenta de sangue e, com exceções, a mídia endossa. Felizmente, a parcela da elite que tem espírito público e controle emocional já se movimenta.
Saddam Hussein poderia trabalhar em academias e jornais brasileiros, que dizem, como ele, que "os EUA colheram o que semearam". Como notou Vargas Llosa, o antiamericanismo cresce com a ajuda dos multiculturalistas que acham que as diferenças são identidades a preservar de todo e qualquer contato. O relativismo absoluto também é uma forma de absolutismo.
Israel é um ponto nevrálgico. Foi criada na divisão do mundo pós-guerra entre EUA e URSS para "indenizar" os judeus pelo chamado holocausto e para manter uma cunha ocidental naquela estratégica região árabe. Mas não podia arrogar um direito superior àquela porção de terra, que logo tratou de expandir violentamente. A paz, ali, é difícil e esquiva.
Não é verdade que o Taleban e o fundamentalismo islâmico em geral sejam resultados da política externa americana na região. A Ásia Central, antes sob acachapante domínio soviético, depois da queda do muro se tornou o maior foco mundial de conflitos, pulverizada em fragmentos discordantes. Sentada sobre um barril de petróleo, é uma ameaça latente à humanidade. E é ridículo achar que a culpa pelo atraso de países africanos e asiáticos ainda se deve ao "colonialismo" ocidental. Cada nação é a primeira culpada por seu destino.
Todo país, da França ao Japão, da Argentina à Alemanha, da Índia ao Brasil, agiria da mesma forma: uma onda patriótica com sede de vingança abrindo um baú de preconceitos. Mas os EUA são mais poderosos e precisam ouvir os conselhos de moderação de seus aliados ocidentais, até mesmo para não provocar novos ataques de horror. E têm de avaliar sua própria culpa - por exemplo, a venda de armas interna e externamente.
Se deve ou não haver retaliação é uma pergunta quase ociosa. É o mesmo que, no Brasil, fingir que não existe um crime organizado, baseado no tráfico, sob desculpa de que é "produto da desigualdade". É preciso garantir a segurança, mesmo que se sacrifique um pouco o ideal politicamente hipócrita da paz plena. O mais aguardado é que haja um ataque ao Afeganistão até tirarem o Taleban. O mais importante é que haja uma longa ação antiterror coordenada pelas nações ocidentais. Não fazer nada seria uma barbaridade.
Além de rever os valores que conduzem sua política externa militarista, os americanos poderiam rever outros. Timothy McVeigh é uma aberração, mas não deixa de ser também expressão de uma sociedade hipercompetitiva, neurótica, que oprime moralmente quem não é bem-sucedido e bem adaptado. Os adolescentes com complexo de Rambo não são um desvio da norma, mas um de seus subprodutos.
As críticas à não-participação na conferência do racismo e à não-assinatura do Protocolo de Kyoto por parte dos EUA nada têm a ver com a guerra em curso. Indenização pela escravidão é uma medida demagógica e o protocolo está longe de consensual até mesmo entre ambientalistas. Os EUA deveriam dialogar mais; no entanto, essas grandes assembléias internacionais também se tornaram surdas a eles. O pior é que, pelo que se percebe, os movimentos antiglobalização, que exaltam milícias criminosas como as Farcs, tendem a ficar ainda mais radicais agora. E a esquecer as contribuições americanas à tolerância e à liberdade.
Jesus Cristo fundou o humanismo, o universalismo, ao dizer "atire a primeira pedra quem nunca pecou", sugerindo um novo credo que escapava do ritualismo punitivo das religiões semitas, como o judaísmo e o islamismo. O Deus cristão não é irado e vingativo e pode ser interpretado em imagens. O problema é que a Igreja Católica inventou o conceito de "pecado original" e na Idade Média passou a perseguir os ímpios tal como, agora, os fundamentalistas islâmicos.
Nem todo islamismo é fundamentalista. A civilização árabe foi responsável por grandes avanços humanistas nos séculos 13 a 15, quando a Europa vivia as trevas inquisitoriais. Até mesmo a proeminência dos países ibéricos na navegação que descobriria o Novo Mundo se deve aos conhecimentos levados por muçulmanos em física, matemática, filosofia e astronomia.
A questão é que, com o Renascimento e, depois da chegada ao Novo Mundo, com o Iluminismo e toda a cultura moderna posterior, a civilização ocidental deu um salto de desenvolvimento humano e se tornou a própria tradução da palavra. No livro Civilização, de Kenneth Clark (recentemente reeditado em capa dura pela Martins Fontes), essa história é contada em torno de dois valores básicos: a "crença no alargamento das faculdades humanas" e a "proteção ao talento individual". Quando os renascentistas começaram a assinar as obras de arte, o indivíduo foi refundado. E se começou o mundo moderno, mais rico e mais justo.
Em meu livro Questão de Gosto listei comportamentos e valores associados à idéia de civilização, desde "Não faltar luz" até "Poder ler Proust, Joyce ou Mann no original". Sou contra essa noção de que a vida ordinária não tem idéias e de que o repertório culto é secundário, decorativo. A ocidental é, desde Montaigne, uma cultura da vida. A dos fundamentalistas é uma cultura da morte, como mostram seus rituais de autoflagelação. A facilidade com que se sacrificam em nome de Alá é inassimilável.
A paz vinha evoluindo mundialmente, desde o fim da URSS. Os atritos remanescentes, pode verificar, envolvem religião. Agora o maior temor é que se reduzam mundialmente as liberdades civis, que haja uma escalada da discriminação, do racismo, das proibições ao direito de ir e vir. Na guerra, a esperança é a primeira baixa. Só os fatos podem mudar a antevisão de apocalipses. O chato é que a mídia inconscientemente deseja apocalipses.
Aforismos sem juízo A civilização pode produzir muitos atos de barbárie, mas a barbárie não pode produzir muitos atos de civilização.
posted by Claudio Shikida 10:31 AM
Saturday, September 22, 2001
Merenda Escolar no RS e favoritismo? - Deputado Onyx LorenzoniDa página do deputado do PFL gaúcho, a matéria sobre a suspeita de que uma empresa de um militante petista tenha sido favorecida no processo de licitação de merenda escolar. Isso, além de não cumprir todas as exigências do edital. Uma questão para o Ministério Público.
posted by Claudio Shikida 12:17 PM
Friday, September 21, 2001
Guerra ? - WebmasterSob a perspectiva de mais uma ação militar, já vejo a onda de acusações ao liberalismo ou ao pseudo-liberalismo chamado de "neoliberalismo" por parte de jornalistas que nunca leram mais do que um manual de ciência política em seus cursos. O melhor indício disso é ver o quanto se confunde, no Brasil, o significado da palavra "libertário" e o total desconhecimento de termos como "anarco-capitalistas" e "minarquistas". Em épocas de Internet, isso é possível apenas pela falta de interesse (o que me preocupa, pois me faz pensar que nossa vanguarda crê estar com a mente já lapidada para a batalha ideológica, sem possibilidade de apre(e)nder novas filosofias...) ou por desonestidade intelectual.
Independente disso, ontem tivemos o discurso de Bush no Congresso. Aparentemente, uma nova guerra deve ocorrer. É de se perguntar aos que justificaram atos terroristas no Brasil durante a ditadura militar se a resposta armada dos EUA é mais ou menos condenável. Normalmente, estes argumentos "temporais" começam com algo como: "isso é consequência da política X do país Y". Só que esta política deve ter pelo menos uns 500 anos. Dentro de tanto tempo, muita coisa muda, inclusive as forças políticas, fronteiras geográficas, etc. Fica fácil culpar alguém assim. Basta recuar até o período histórico que você quer e acusar o outro.
Qual o problema disso? Primeiro que, até prova em contrário, se uma das partes do debate estabelece o marco histórico para um argumento no qual o tempo é importante, unilateralmente, então isto não é mais debate. Ou estou errado?
Assim, do ponto de vista deste webmaster, é compreensível a ação resposta americana mas é, ao mesmo tempo lamentável. Não há como não entender a raiva que alguém sente num país de ser vítima de ataque externo. Lamentavelmente, não somos globalizados o suficiente para não ter medo de qualquer coisa além da fronteira (geográfica ou psicológica). Brasileiros odeiam argentinos e americanos. Americanos odeiam muçulmanos e, em outra frente, brancos odeiam negros que odeiam negros gays que odeiam brancas lésbicas, etc. Isso é compreensível e repugnante, certo? Assim é que digo que a ação é compreensível.
Contudo, a ação militar terrorista ou dos EUA, é lamentável em qualquer aspecto. Fossem os EUA mais isolacionistas, nenhum acadêmico brasileiro teria auxílio para estudar no exterior, nem as ONGs teriam recursos para seus projetos no Brasil. E nem as prefeituras do Brasil teriam ajuda externa para seus projetos. Mas, ao mesmo tempo, não haveria, provavelmente, uma guerra.
E os brasileiros ignoram estes e outros paradoxos porque é mais fácil odiar os americanos por conta de algum evento datado em algum período de tempo que não existe no qual um americano é matematicamente igual a todos os americanos. Vício coletivista de pensamento? Sem dúvida. Se o indivíduo é tão importante para nós, supostos democratas brasileiros, porque culpamos "os americanos"? Lá nos EUA, pelo menos, as ONGs liberais chamam a atenção para este fato. Aqui, no Brasil, nem os poucos que chamam a atenção para o fenômeno (notadamente o Instituto Liberal) são rotulados de "neoliberais".
É mais fácil pensar que se luta contra uma classe ou grupo ("a política externa americana", os "capitalistas"), sem rosto, do que contra indivíduos. Indivíduos têm famílias e vidas. Grupos não.
Webmaster
posted by Claudio Shikida 9:17 AM
Processo contra jornalista gaúcho - Diego CasagrandeAbaixo reproduzo a visão do jornalista gaúcho sobre o processo que a filha do prefeito de Porto Alegre pretende abrir na Justiça contra ele. A imprensa livre é a única arma em tempos de ditadura. E na democracia?
>>> A DEMOCRATA LUCIANA GENRO ANUNCIA QUE VAI PROCESSAR ESTE JORNALISTA...
A deputada estadual Luciana Genro (PT), cuja ótica de democracia extrapola todo e qualquer conceito clássico, juntamente com seu colega Padre Roque (PT), convocou entrevista coletiva na última quarta-feira para, entre outros assuntos, anunciar que vai processar este jornalista. A notícia divulgada pela bancada do PT na Assembléia diz em certo momento, o seguinte: "Luciana e Padre Roque vão ingressar com uma ação civil por danos morais contra o jornalista e com outra penal, por incitação à violência. Este crime está previsto no artigo 286 do Código Penal. A correspondência foi entregue ao assessor para polícia civil da Secretaria da Segurança Pública, Jorge Quadros que vai iniciar uma investigação. A bancada do PT também denunciou o fato à Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas, por considerar desprezível este tipo de Jornalismo".
A ação de Luciana Genro até que, pelo prisma dela, faz algum sentido. Afinal de contas, Luciana jamais incitou a violência e sempre se posicionou contrariamente a qualquer tipo de violência. Todos sabemos. Mesmo quando apoiou a invasão da Assembléia Legislativa durante o governo passado, desrespeitando os representantes do povo e a sociedade. Ou quando faz discursos emocionados incitando a invasão de terras, e portanto, sugerindo que a constituição seja rasgada todos os dias. Ou quando diz que "não dá para desconsiderarmos as razões desesperadoras que levam as pessoas a fazer atentados terroristas". É claro que não dá. Quem faz atentados terroristas tem razões desesperadoras. Desesperadoras mesmo. Muito desesperadoras. Super desesperadoras. Absurdamente desesperadoras. De um desespero incontido. Hiper desesperadoras. Radicalmente desesperadoras. Tanto é verdade, que tem gente que ficou tão desesperada, que foi capaz de explodir dois prédios, matando mais de 5 mil inocentes de 61 países. Põe desespero nisso...
>>> ... DIZ QUE RECEBEU CARTA ANÔNIMA COM AMEAÇAS...
A deputada Luciana Genro, também disse na entrevista coletiva que pediu segurança para a Secretaria de José Paulo Bisol. Afirma que recebeu carta anônima ameaçando sua família e filhos em razão das posições adotadas sobre o atentado no World Trade Center. Fez bem em denunciar. Segurança é o que 10 milhões de gaúchos esperam do governo desde que Olívio Dutra assumiu. Quanto à ameaça, é bem possível que isso tenha ocorrido. Posições radicais tentando justificar, compreender, buscar causas para a barbárie, como as adotadas pela deputada, podem despertar este tipo de atitude de pessoas desequilibradas ou fascistas ideológicos, do mesmo quilate das que abriram mão da própria vida para tirar a vida de inocentes.
É por isso, deputada Luciana Genro, que atos dessa natureza jamais devem ser justificados. Quem justifica, torna-se cúmplice moral da barbárie. E a barbárie, tem na explosão de prédios transnacionais seu apogeu, mas também tem na ameaça política por cartas anônimas uma forma vil de se manifestar.
>>> ... E DÁ ENTREVISTA REVELADORA
Em entrevista concedida a um jornalista que faz a cobertura política na Assembléia, logo após a coletiva, a democrata Luciana Genro voltou à carga. Disse que é contra o "método" terrorista e explicou suas críticas à política externa norte-americana logo após o pior atentado terrorista da história. Sustenta, entre outras coisas, que a política externa norte-americana desperta até o repúdio do povo paquistanês. Vejam só:
"Sou absolutamente contrária ao método terrorista. O que eu pretendo, junto com dezenas de outras pessoas, intelectuais, políticos, jornalistas, buscamos explicar as razões de ocorrerem trágicos atentados terroristas como esse. Eu tenho dito que quem planta vento colhe tempestade. Significa que a política plantada pelo governo norte-americano, uma política de terrorismo de estado, uma política de genocídio, uma política que gera ódio de massas do mundo inteiro, e a maior prova disso são as manifestações que estão ocorrendo hoje no Paquistão, de repúdio à política do governo daquele país de apoiar os Estados Unidos na sua tentativa de retaliação, demonstra que existe um ódio desse país no mundo inteiro. Esse ódio não é à toa. É fruto de uma política de intervenção, de guerra, que sustenta o estado sionista de Israel, que permite que milhares de palestinos tenham sido expulsos de suas terras há 40 anos e vivam em campos de refugiados. E este vento terrível semeado pela política norte-americana se transformou numa horrenda tempestade que caiu na cabeça do povo norte-americano, que é absolutamente inocente. Que absolutamente não merece esse atentado, mas é preciso buscar as causas para poder combate-lo". Ah, bom.
>>> TÉCNICA DE INTIMIDAÇÃO PROCESSUAL É ADOTADA PELA INFANTARIA PETISTA
O processo anunciado por Luciana Genro não chega a surpreender. Primeiro, porque são raros os jornalistas gaúchos de opinião que ainda não foram processados por integrantes de seu partido, o PT. Dá pra citar apenas alguns: Políbio Braga, Rogério Mendelski, José Barrionuevo, Fernando Albrecht, etc. A técnica é conhecida e visa, muito mais do que reparar eventuais injustiças que possam ser cometidas, amedrontar a imprensa, calar as vozes que não concordam com o aparelhamento do estado, da manipulação de mentes infantis, da incitação à violência e da pregação de uma ordem cujos resultados já foram testados e terminaram no lixo da história.
Não, deputada Luciana Genro... a senhora não vai conseguir me calar.
posted by Claudio Shikida 8:51 AM
Thursday, September 20, 2001
Islã e livre mercado - National Center for Policy AnalysisVocê acha que o profeta Maomé gosta de controle de preços? Acha que os muçulmanos gostariam de destruir o capitalismo? Ou somente alguns deles? Neste artigo você descobrirá um pouco mais sobre o Alcorão.
posted by Claudio Shikida 12:51 PM
Tuesday, September 18, 2001
Libertários e guerra - The Independent InstituteQuem acha que libertários gostam de guerra se engana. E uma boa seleção de artigos sobre o assunto se encontra na página do "The Independent Institute". Entre outros assuntos:
- Governo americano cresce em épocas de guerra?
- Existe trade-off entre segurança e liberdade individual?
- Etc.
posted by Claudio Shikida 8:04 AM
Monday, September 17, 2001
Ayn RandUm site que explica quem foi Ayn Rand, sua obra, etc..pelo professor de filosofia da UNICAMP, Eduardo O. C. Chaves.
posted by Claudio Shikida 10:02 PM
Lições do Terrorismo (Pierre Lemieux) - Laissez Faire City TimesVocê acha que para combater o terrorismo é necessário diminuir as liberdades individuais? Lemieux acha que não.
posted by Claudio Shikida 10:01 PM
A Face Oculta do Antiamericanismo - FSPNão posso reproduzir aqui excelente artigo. Mas se você for assinante da Folha (FSP) ou do UOL, pode ler este artigo do colunista Contardo Calligaris.
posted by Claudio Shikida 8:20 AM
Sunday, September 16, 2001
Quem segue Bin Laden? - Jornal do BrasilA chamada da matéria: "Os ''homens de Bin Laden'' não pagam aluguel, insultam estrangeiros e matam sem pestanejar nas ruas de Cabul" . Notem que numa democracia isso não acontece e, se acontece, é crime. Leia o resto aqui.
posted by Claudio Shikida 10:29 AM
Radicalismo gaúcho? - O Estado de São PauloQuem se lembra das FARCs no Fórum Mundial deve achar que o RS é palco apenas de radicais de esquerda. Bem, a novidade é que agora estão suspeitando de uma egípcia casada com um prefeito do interior. Dizem que ela tem ligação com o terrorismo de Bin Laden. Bem, a questão é: a moçada das FARC passeou tranquilamente por aqui, ou também foi vigiada pela Polícia Federal? E, a outra questão é: é séria esta história ou mais um filão para o regionalismo gaúcho? Leiam o pequeno trecho ao final desta matéria.
posted by Claudio Shikida 10:26 AM
Festa dos Socialistas - EUA vão restringir direitos (UOL News)Muita gente que não gosta do socialismo por causa do liberalismo deve estar feliz. Afinal, um pouco do sonho de quem não é liberal está sendo realizado. Se acontecer mesmo, será um desastre, mas é uma consequência terrível do ato terrorista. Às vezes me pergunto quantos brasileiros se preocupam com atentados que o estado pratica diariamente contra suas liberdades civis. Sempre que reflito, não vejo mais que uma dezena de brasileiros se preocupando com isso em contraposição a uma esmagadora maioria de gente que acha que o "povo tem de ser salvo das elites" - obviamente pela elite salvadora...seja ela de esquerda ou de direita.
Estes dois grupos deve estar amando a triste notícia. (Link da FSP, precisa estar registrado...)
posted by Claudio Shikida 10:16 AM
Saturday, September 15, 2001
Marcio A. V. Carvalho - UNICAMP: a nova celebridadeUm brasileiro com uma teoria sobre um vídeo que não seria recente - com palestinos carregando fotos de Bin Laden e comemorando - e que causou polêmica hoje. Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 11:08 PM
A esquerda brasileira (PT) e o terrorismo - O Estado de São PauloLeitor, veja a matéria abaixo. Meus comentários são os seguintes:
Algumas constatações óbvias como as de Lula ("o terrorismo é consequência de atos passados") me deixam com a sensação de que se alguém colocar uma bomba na sede de um partido de esquerda, isso pode ser também consequência do passado de guerrilha. Ninguém quer isso, certo?
Bem, por outro lado, o deputado Milton Temer me vem com esta lógica curiosa: se for americano o terrorista, então por que não jogam bomba na terra dele? Em primeiro lugar, o assassino foi descoberto e preso. Que se condene a ação militar americana eu até entendo, mas daí a usar este exemplo absurdo de que os EUA só reprimem terroristas quando estão fora dos EUA é, no mínimo, uma demonstração de desconhecimento. O deputado Milton Temer provavelmente gostaria de saber que terroristas nos EUA não precisam sofrer bombardeios para se entregarem pois são presos. E mesmo assim, ainda temos exemplos históricos de fanáticos mortos pelo estado americano. Então, ao invés de usar a lógica anti-EUA apenas no front externo, o deputado deveria usar a lógica contra qualquer coerção de qualquer estado (mas, claro, isso implicaria em negar o estado que muitos políticos querem dominar, logo...).
Finalmente, o ex-presidente da UNE diz que este atentado é péssimo, MAS os EUA já mataram não-sei-quantos no Iraque. É um argumento parecido com o de Lula. Parece que o governo americano é uma ditadura que vem desde os tempos das cavernas com presidentes de opinião unânime. É como se a alguém dissesse, novamente, que se pode jogar bomba na casa de militantes de esquerda...só porque algum militante (obviamente de esquerda), durante a ditadura, matou gente com atentados a bomba.
Lamentáveis opiniões e só compartilho do horror a qualquer tipo de violência, seja ela oriunda do estado americano ou de pessoas protegidas - abertamente - por estados árabes. O que me espanta nas opiniões abaixo é o tipo de argumento que parece crer que guerrilheiros de esquerda são "do bem" contra os americanos "do mal". E pensar que Marx não era maniqueísta...
PT repudia atentado, mas critica ação dos EUA
Lula diz que erros da política externa americana não justificam violência
UILSON PAIVA E WILSON TOSTAO presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ontem, em São Paulo, que os eventuais erros cometidos pela política externa americana, de interferência em outros países, não justificam nenhuma tentativa de explicação para o atentado nos Estados Unidos.
"Os erros do governo americano não merecem a violência contra inocentes", afirmou. Lula atribuiu o atentado ao fato de os Estados Unidos terem acumulado, ao longo da história, muitos inimigos em decorrência de suas ações de interferência no mundo.
Ele não acredita, no entanto, em ação coordenada por algum Estado, mas por terroristas. "Nenhum Estado, por melhor que seja, pode conter seus doentes; porque quem faz uma coisa dessas só pode ser um aloprado."
Em ato público, no Rio, o PT também repudiou os atentados, mas criticou duramente os Estados Unidos e o apoio do governo brasileiro à intenção americana de retaliar conjuntamente os países envolvidos no episódio.
Parlamentares, dirigentes e militantes petistas lamentaram a morte de inocentes nos ataques, mas ressaltaram que os americanos também investiram militarmente contra países do Terceiro Mundo, provocando milhares de mortes.
Houve até mesmo quem lembrasse que o dia dos atentados, 11 de setembro, foi o mesmo em que, em 1973, um golpe derrubou o governo do Chile, com apoio dos EUA.
"Cretinice" - O deputado federal Milton Temer (RJ) acusou o governo brasileiro de ter posto em "situação constrangedora" os líderes partidários que convidou para discutir a crise internacional.
Segundo ele, o presidente Fernando Henrique Cardoso tentou levá-los a aderir à proposta do governo brasileiro de apoiar qualquer posição de retaliação dos Estados Unidos - posição que condenou. "É uma cretinice da qual o Brasil não pode participar", disse.
Milton Temer fez questão de deplorar o terror, mas disse que o apoio a uma vingança dos Estados Unidos contra países que supostamente apóiam terroristas é contra a tradição diplomática brasileira. "O ato de terror que matou mais gente, antes desses, foi o de Oklahoma, por um americano", observou o parlamentar. "E ninguém se lembrou de mandar bombardear a terra desse maluco (Timothy McVeigh)."
Temer também afirmou que os Estados Unidos apóiam a "direita de Israel" contra os palestinos e "abandonaram" a Organização das Nações Unidas (ONU), criada para promover a paz, em favor da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança militar criada durante a guerra fria.
Veneno - Recém-filiado ao PT, o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e ex-deputado federal Lindbergh Farias também condenou o terrorismo, lamentou as mortes de inocentes nos EUA, mas não perdoou a política internacional americana.
Ele acusou os americanos de terem causado 150 mil mortes no Iraque. "É preciso que se diga que os Estados Unidos estão provando do veneno que ajudaram a semear no mundo", atacou. "Quem financiou o Taleban? Quem financiou Bin Laden? Foram os Estados Unidos!" Ele pediu uma campanha contra a possível retaliação a países muçulmanos, que, afirmou, atingiria inocentes.
Outro que criticou os americanos foi o vereador Eliomar Coelho. "Ninguém concorda com o que aconteceu, respeitamos a dor dos parentes das vítimas, mas os Estados Unidos, ao longo da história, patrocinaram as maiores ditaduras", atacou. "De maneira que isso aí é um princípio físico: a cada ação corresponde uma reação."
Coelho também condenou um possível apoio brasileiro à retaliação americana.
"Violência gera violência, vai sobrar para a gente", advertiu.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Chico Alencar, foi quem lembrou o golpe no Chile, apoiado pelos Estados Unidos. "O 11 de setembro de agora não é estranho ao 11 de setembro de 1973", disse.
À tarde, uma comissão da Assembléia entregou ao Consulado dos Estados Unidos um documento de "solidariedade", mas pedindo uma nova ordem internacional "sem hegemonismo americano".
posted by Claudio Shikida 12:33 PM
Friday, September 14, 2001
Outra análise - O IndivíduoÁlvaro Velloso, de O Indivíduo, apresenta outra análise sobre os recentes acontecimentos. Álvaro é polêmico, eu sei. E muitos de meus amigos não gostam de ler seus artigos. Contudo, creio que este é um bom artigo.
posted by Claudio Shikida 12:30 PM
Especial - Diego Casagrande fala sobre o ponto-de-vista de representantes do PT gaúchoWORLD TRADE CENTER: O SILÊNCIO COMO PROVA DE HUMANIDADE
por Diego Casagrande, jornalista
Uma cena de brutal violência teve lugar ontem no início da noite, diante da Assembléia Legislativa. A deputada estadual Luciana Genro (PT), candidata à presidência estadual de seu partido, foi abordada por três homens quando chegava no parlamento. Junto com ela estava Padre Roque (PT), também deputado estadual eleito pela região da serra. Estava frio, chovia e a Praça da Matriz quase deserta. Eles desciam do carro recém estacionado na rua e estavam fechando as portas. Com uma rapidez surpreendente, os homens empurraram um contra o outro, fizeram um pequeno cerco ao redor dos deputados petistas e passaram a cuspir nos rostos deles. Luciana Genro tentou reagir e levou um cruzado de direita no olho esquerdo. Tombou de imediato. Padre Roque tentou argumentar e sofreu uma violenta rasteira, batendo com o lado direito do rosto no cordão da calçada. Um jato de sangue esguichou meio metro para frente. O deputado estava com o crânio aberto, estirado no chão. Luciana Genro também caiu e foi pisoteada. Ambos foram chutados com vontade. Um dos agressores, antes de ir embora, ajoelhou-se ao lado da deputada quase inconsciente, agarrou-a pelos cabelos e bateu com o rosto dela no asfalto. Luciana ficou com a face esfolada e ensangüentada. O outro agressor se encarregou de desfilar golpes ainda mais violentos contra Padre Roque. Depois, um terceiro agressor chegou pertinho dos dois deputados e falou no ouvido deles: "As idéias e atos de vocês nos oprimem! Hoje foram só os dois. Amanhã serão seus familiares e as pessoas que vocês mais amam!". Rapidamente os homens se afastaram, deixando para trás dois trapos inúteis no chão, seres humanos machucados, que tiveram suas dignidades violentadas. Foi uma cena horrível. Injustificável.
Ficou chocado? Pois saiba que a cena descrita acima é ficcional, irreal e improvável, felizmente. Não passa de um mero exercício imaginativo de violência, descrito sem talento, com pouco realismo, mas que só por incitar nas mentes dos leitores o sofrimento a que foram submetidas duas pobres criaturas humanas do nosso convívio político em uma situação hipotética, tenho certeza despertaram durante alguns segundos uma profunda dor e angústia nos senhores e nas senhoras, leitores e leitoras. Uma agressão dessa natureza é naturalmente chocante, e sua perversidade não teria justificativa, certo? Errado. Para os deputados Luciana Genro (PT) e Padre Roque (PT), protagonistas de uma história sem graça de ficção, até a pior das violências tem sua explicação. E com ela sua justificativa.
O pior atentado terrorista da história da humanidade, que petrificou o mundo ao ser transmitido pela tevê, matou milhares de forma cruel, pusilânime. Foi uma agressão contra a civilização, contra a humanidade. A explosão daquele prédio do outro lado do hemisfério doeu tanto nas pessoas que parecia ter ocorrido bem pertinho, no centro de Porto Alegre. Agora, quando começa a aliviar só um pouco a dor de saber que filhos foram arrancados dos pais, famílias nunca mais vão se falar novamente e que as imagens do genocídio serão exibidas para sempre como cartão de visitas de um século que começou com a esperança de paz, surge uma nova dor: a descoberta de que alguns gaúchos não apenas são incapazes de se comover com a tragédia, como ainda buscam justificativas para ela.
Foi o que deixaram transparecer Luciana Genro e Padre Roque. Em inúmeras entrevistas, fizeram de conta de que a tragédia, ora, a tragédia era apenas a manifestação dos "oprimidos" da economia mundial, em um momento de insurreição contra o imperialismo, negando que historicamente a maioria dos ataques terroristas é motivada por fatores religiosos, étnicos e culturais. Ninguém enche o corpo de bombas ou explode a própria vida dentro de um avião para melhorar a economia de seu país e promover distribuição de renda. Só insanos sem objetivos de vida são capazes de tamanha boçalidade. O chocante é ouvir de pessoas que fazem da solidariedade e da justiça suas principais bandeiras, justificativas para as milhares de mortes que se sucederam. Como alguém é capaz de ver aqueles aviões lotados de pessoas explodirem dentro dos prédios, sem imaginar o sofrimento que viveram? Como é possível ver e rever as explosões no céu azul e não ter vontade de chorar pensando nos pobres inocentes que sabiam estar caminhando para a morte? É possível que o sofrimento destas pessoas seja menor que o sofrimento dos incinerados nos campos de concentração da II Guerra? Seriam eles seres humanos descartáveis por serem norte-americanos, assim como os judeus foram considerados sub-raça por Hitler? Ainda assim, Padre Roque decretou: "Falam do rio violento, mas esquecem das margens que o aprisionam". Luciana Genro cunhou a frase: "Não dá para desconsiderarmos as razões desesperadoras que levam as pessoas a fazer atentados terroristas". E um terceiro personagem alinhado à mesma ideologia, o professor de história Luis Roberto Lopes, aliou-se aos discursos anti-imperialistas, e disse que "entendia" as razões do atentado. Uma pena. Pena que mentes tão próximas de nós possam ser tão pequenas, tão ensimesmadas em torno de suas ideologias e desejos políticos, e sejam capazes de reduzir uma verdadeira tragédia humana à justificativas de qualquer espécie. Pena que em nome do que acreditam, sejam capazes de explicar o que deveria ser repudiado, jamais explicado. Só o amor e o sofrimento, dois sentimentos antagônicos, fazem dos seres humanos pessoas capazes de ouvir, divergir, transigir e respeitar. Os que insistem em fugir disso pela razão, podem sofrer duros golpes da vida. Há coisas que de tão amorais perante a civilização, não tem justificativas. A fome é uma delas. O terrorismo também. E uma jamais justificaria a outra, ainda que tivessem ligação entre si.
Este colunista, no período de um ano em que esteve em Nova Iorque, frequentou um incontável número de vezes o World Trade Center. Era freguês contumaz da Sbarro Pizzaria, sempre que descia na estação de trem WTC (World Trade Center) vindo de Hoboken, em New Jersey. A Sbarro ficava no subsolo da torre 1 e era servida por jovens que tinham em seus rostos a energia e alegria de atender os milhares de homens, mulheres, crianças, idosos e deficientes físicos que passavam todos os dias por lá. Eram na maioria jovens mulheres de sapato de salto com pastas de couro embaixo dos braços ou carregando maletas, e homens com ternos escuros e sapatos bem engraxados. Sem falar nos estrangeiros como eu, que de tênis e calça jeans, deleitavam-se de estar em um dos símbolos da capital do mundo. Fico a pensar quantos daqueles estarão mortos a estas horas, soterrados para sempre naqueles escombros de concreto. E os bombeiros e paramédicos, centenas deles, sepultados vivos tentando salvar vidas. Impossível não sofrer. Impossível justificar.
Se a cólera política é capaz de cegar alguns poucos irmãos nossos, que sejamos capaz de suportar a falta de humanidade deles. Tenho certeza, deputada Luciana Genro e deputado Padre Roque, que se algum dia os leitores os presenciarem em uma hipotética situação de vítimas da violência como a descrita no início deste texto, talvez não consigam auxiliá-los, mas não vão se regozijar de seu sofrimento. E se por acaso, por qualquer motivo, não conseguirem expressar uma palavra de solidariedade, ficarão calados. Às vezes ficar calado é a maior prova de humanidade que alguém pode dar.
posted by Claudio Shikida 12:22 PM
Polêmica - O cartoon que dividiu os americanosVeja aqui o link para o cartoon sobre o ataque terrorista que dividiu os americanos e o comentário do World Net Daily sobre o mesmo.
posted by Claudio Shikida 12:19 PM
PC do B repudia o terrorismo mas...PC do BNa página do PCdoB, em documentos, posso ler dois trechos distintos. Comparem e decidam por si mesmos. Eu não entendi bem?
Por outro lado, também leio em outra link do mesmo partido:
Comunicado do PCdoB sobre os ataques aos Estados Unidos
1- Uma série de ataques terroristas ocorreu na manhã de 11 de setembro nos Estados Unidos, atingindo centros econômicos, políticos e militares de grande importância nas cidades de Nova Iorque e Washington. O Partido Comunista do Brasil condena de forma veemente esses métodos de ação política, que só agravam a situação mundial. Expressa também o seu pesar ao povo norte-americano, lamentando a morte de milhares de pessoas.
2- Esses atentados acontecem num momento em que a maioria da população mundial está submetida a uma ordem social extremamente injusta e desigual, onde campeia a insegurança e o intervencionismo, que tem o governo dos Estados Unidos como principal artífice. É grande a revolta contra o crescente hegemonismo e belicismo norte-americano.
3- O Partido Comunista do Brasil luta por um novo ordenamento político, social e econômico, em que haja convivência pacífica e cooperação entre os povos e nações.
São Paulo, 11 de setembro de 2001
Direção Nacional do Partido Comunista do Brasil
posted by Claudio Shikida 10:40 AM
Nada de novo na página da CNBB sobre o atentadoIsso mesmo. Nenhuma palavra cristã sobre o atentado na página da CNBB. Se tem, tá bem escondidinho...que falha do webmaster deles...
posted by Claudio Shikida 10:27 AM
A incrível auto-determinação dos povos (o que, exatamente, isso significa?) - PTOutra da página do PT. Fiz uma busca do dia 11.09 até hoje e só haviam três notícias sobre o atentado. Uma sobre o sequestro e as outras duas estão reproduzidas aqui hoje. Nesta nota abaixo, o prefeito do Belém diz que é contra o terrorismo e diz que apóia a criação do Estado Palestino (eu também apóio...mas o que isso tem a ver com o atentado?) e a favor da auto-determinação dos povos. A pergunta que eu sempre me faço é: destruir estátuas de Buda é auto-determinação dos povos? Vale também para mim, que não sou socialista? Se eu quiser queimar livros socialistas, isso é auto-determinação válida? Claro, estou exagerando, mas não fui eu que criei o precedente, e sim aqueles que defendem a tal auto-determinação para todos...menos para os EUA. Ou então temos de ser mais precisos no uso das palavras, e menos malandros.
Como bom democrata, aí vai a íntegra da nota com o link.
14/09/2001 - Prefeitura de Belém divulga nota sobre atentados nos EUA
O prefeito de Belém, o petista Edmilson Rodrigues, divulgou nota oficial sobre os atentados ocorridos na terça-feira nos Estados Unidos. Segue abaixo a íntegra da nota.
Nota sobre os atentados aos Estados unidosO prefeito municipal de Belém do Pará deplora profundamente os atentados ocorridos em solo norte-americano, lamentando as vidas humanas perdidas em tal episódio. Este fato trágico reforça nossa convicção de que os conflitos internacionais devem ser resolvidos com base no diálogo, no respeito às convenções internacionais e em particular no direito à auto determinação dos povos envolvidos.
É exatamente na falta de respeito desses princípios que se encontra a fonte da violência que se abate sobre o mundo contemporâneo.
Sendo honestos. A arrogância , prepotência e postura imperial do governo americano, que desrespeita convenções da ONU, interfere na soberania de diversas nações do mundo, sendo exemplar o bloqueio econômico à Cuba, e que bombardeia alvos civis, ceifando milhares de vides humanas como tem ocorrido no Iraque, como ocorreu na antiga Iugoslávia entre outros, são fatores que provocam o ódio entre os povos do mundo, vitimando como nos repugnantes atos terroristas ocorridos, cidadãos americanos que nenhuma responsabilidade têm com as políticas irresponsáveis de seus governos.
A Prefeitura da cidade de Belém do Pará, aonde convivem cidadãos das mais diversas origens nacionais, apoia, dentro de seus limites, todas as possibilidades e propostas concretas que se abrem para a Paz, como é o caso da posição de ampla acolhida internacional da criação e reconhecimento imediatos do Estado Nacional Palestino.
Arquiteto Edmilson Brito Rodrigues
Prefeito Municipal de Belém
posted by Claudio Shikida 10:26 AM
Fóprum Social Mundial repudia terrorismo...mas em sua primeira edição recebia as FARCs de braços abertosDa própria página do PT, o pessoal organizador do tal FSM repudia atos de terrorismo, embora não apresentem uma linha de explicação sobre a presença das FARCs na primeira edição do Fórum. Aqui está o link para a matéria completa. Caso queira ler ela aqui, aí vai:
13/09/2001 - II Fórum Social Mundial repudia atos terroristas
Enquanto o mundo assistia a tragédia dos Estados Unidos, o II Fórum Social Mundial era lançado oficialmente em Porto Alegre, com a presença de cerca de 500 pessoas na tarde de terça-feira, na Usina do Gasômetro. A segunda edição do Fórum será realizado na capital gaúcha de 31 de janeiro a 5 de fevereiro de 2002. O prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, e o coordenador do Fórum Social de Gênova, o italiano Vittorio Agnoletto, juntaram-se a representantes do Comitê de Organização e do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM) para manifestar o repúdio aos ataques terroristas às cidades norte-americanas de Nova York e Washington.
Pérez Esquivel leu para a platéia uma nota divulgada pelas instâncias do FSM condenando os atentados ocorridos hoje nos Estados Unidos e conclamando os governos mundiais, as instituições internacionais, os movimentos sociais, as organizações não-governamentais (ONGs) e os cidadãos de todo o mundo "a reagir contra qualquer tentativa de utilização do sentimento de repulsa aos atentados para promover retaliações, vinganças ou terrorismo de Estado contra outros governos e povos". O texto, lido por Esquivel, reafirma a necessidade premente da defesa absoluta dos princípios e espaços democráticos em cada país e a luta permanente em prol dos direitos do homem.
posted by Claudio Shikida 10:20 AM
Richard Dawkins - por Ronald Bailey (Reason)Neste artigo, um resumo de recente palestra do biológo Richard Dawkins. Aí vai um trecho.
Dawkins is clearly groping toward a greater understanding of how the institutions of free markets and property rights can help humanity plan for the future better. The game he wishes to engineer so that players profit from behaving in an altruistic way already exists. It’s called the free market. Adam Smith described the Dawkins game well when he wrote in The Wealth of Nations that "it is not from the benevolence of the butcher, the brewer, or the baker, that we expect our dinner, but from their regard to their own interest."
posted by Claudio Shikida 9:09 AM
Words of War - Jacob Sullum (editor da excelente Reason Magazine)Passados os primeiros momentos, a voz da consciência se expressa muito bem no alerta de Sullum abaixo reproduzido. (O artigo inteiro você lê clicando no link eí em cima)
While the language of war gives the United States more room to maneuver, it also makes a troubling concession to the terrorists. They, after all, consider themselves at war--holy war, no less--with us. Should we dignify that claim?
posted by Claudio Shikida 9:06 AM
Teoria LibertáriaConheça mais sobre o pensamento acadêmico libertário aqui, no Centro de Estudos Libertários.
posted by Claudio Shikida 8:12 AM
Convenção Libertária discute União EuropéiaPara você, liberal ou libertário, atenção para a convenção européia.
posted by Claudio Shikida 8:10 AM
Thursday, September 13, 2001
Mais uma análise sobre o ato covarde - Revista Pólo DigitalO trecho abaixo é apenas uma amostra do que você pode ler no artigo de Marcos C. Coimbra.
"De todas as análises que escutei, não ouvi nada mais estúpido do que
comentários no sentido que os Estados Unidos mereciam este ataque em função
de sua arrogância. Ora, os Estados Unidos são livres, como qualquer nação,
para tomar as atitudes que achar melhor para seu povo e nem os mais
enfadonhos sentimentos antiamericanos justificam o cometimento de crimes
contra humanidade de característica anticivilizatória como os do dia 11 de
setembro. Não me abstenho de criticar os EUA quando necessário, mas não
tenho vergonha alguma de apoiar os americanos quando é prudente e sensato".
posted by Claudio Shikida 8:38 PM
Opinião de uma petista sobre o atentado - Zero HoraEste webmaster já estava incomodado com tanto silêncio vindo do pessoal do PT. Finalmente uma deputada fala e, pelo que se lê sem seu artigo, muito militante deve estar decepcionado. Afinal, nós e o povo americano, segundo ela, somos, com o resto do mundo (globalizado?) "uma família humana". É notável a concordância com os libertários em sua opinião anti-imperialista. Petistas ganhariam mais se dialogassem (e aprendessem a ouvir sem preconceitos) as opiniões libertárias. Todos nós teríamos a aprender com isso. Primeiro porque os petistas teriam que definir claramente, e sem demagogia, qual a diferença entre "democracia", "liberdade" e "não-agressão" para um socialista (petista) e para um libertário (e também para outras correntes como liberais, social-democratas, etc). Este esforço teórico, infelizmente, se feito, não foi devidamente divulgado em nossa imprensa. Como a Zero Hora, lamentavelmente, não mantém arquivos de suas notícias, aí vai a reprodução do artigo.
MARIA DO ROSÁRIO
DEPUTADA ESTADUAL (PT)Conclamação à paz
“A fraqueza fundamental da violência é
que ela é uma espiral que se afunda cada
vez mais, gerando a mesma
coisa que procura destruir”
Martin Luther King JrA humanidade sofre profundamente pela seqüência de atentados terroristas que atingiram milhares de cidadãos norte-americanos na terça-feira. No sofrimento não há bandeira que possa nos separar. Somos todos família humana buscando alguma luz para superar a barbárie.
Jamais poderíamos imaginar que a nação do “destino manifesto”, única superpotência mundial, pudesse ser atingida em seus centros financeiro e militar: o Pentágono e o World Trade Center (com seus dois arranha-céus de 110 andares). Inimigo interno ou externo? Realmente não importa. Repudiamos e condenamos o terrorismo promovido por quem quer que seja.
Estes atentados, como qualquer ato terrorista, são em si mesmos atos de covardia, pois atingem civis de modo implacável, sem avisar. Crianças, adolescentes, jovens e idosos, todos são alvos do inesperado. Neste aspecto, a prática do terrorismo é ainda pior do que a da guerra, onde papéis estão claramente definidos e os movimentos são previsíveis.
Diz-se que os Estados Unidos são um império e, de fato, assumiu atribuições imperiais ao longo da segunda metade do século 20. Atuando nos cinco continentes, intervém em conflitos milenares (como o israelense-palestino), mas também criou terroristas dentro e fora de seu território. Em 1995, em Oklahoma City, um prédio do governo americano veio abaixo após a explosão de uma bomba que vitimou inclusive filhos e filhas de servidores públicos. Naquele momento muitos se apressaram em atribuir a grupos fundamentalistas islâmicos a suspeita pelo atentado, contudo, os autores eram cidadãos norte-americanos. Os Estados Unidos também alimentaram a ascensão de Osama Bin Laden, o qual é hoje objeto de ódio e temor sem precedentes.
De fato, a violência é uma espiral que se afunda... Hoje, a humanidade não sabe se terá futuro. Os acontecimentos impõem uma reação mundial pela paz e não a reação bélica dos EUA. Essa paz pressupõe o respeito às diferenças, o reconhecimento dos direitos dos povos e das obrigações dos seus governos e exige a redução das desigualdades econômicas entre as nações.
Neste contexto, o Brasil deve ocupar um lugar de destaque, fazendo valer os princípios expressos no art. 4 da Constituição Federal, entre os quais: independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não-intervenção, igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.
posted by Claudio Shikida 2:50 PM
Tolerância - Tolerance.orgEste webmaster repudia os extremismos e apóia iniciativas (podendo não concordar com diversos itens) como a do Tolerance.org.
posted by Claudio Shikida 1:20 PM
O que aconteceu com o quarto avião? - The Mercury NewsO que aconteceu com o quarto avião? Possíveis respostas aqui.
posted by Claudio Shikida 12:55 PM
Eficiência do Governo dos EUA - The AtlanticNas palavras do sub-título da matéria: "A former CIA operative explains why the terrorist Usama bin Ladin has little to fear from American intelligence".
posted by Claudio Shikida 12:53 PM
ACTON Institute - Comunicado do presidente do Instuto Acton sobre o ato de terrorismo"Always remember that we do not, and cannot, face danger and peril alone but always with a loving God at our side."
posted by Claudio Shikida 12:50 PM
CATO Institute alerta - The Cato InstituteNão resisto: vou reproduzir integralmente o comunicado do vice-presidente do CATO Institute, pedindo cautela e preservação dos valores máximos de uma democracia.
Statement of Cato Vice President Ted Galen Carpenter on Terrorist Attacks
September 11, 2001WASHINGTON-Three hijacked planes crashed into major U.S. landmarks today, destroying New York's World Trade Center and causing major damage to the Pentagon in Washington. Cato Vice President for Defense and Foreign Policy Studies Ted Galen Carpenter had the following comments:
"The monstrous attack in New York City and in our nation's capital justifiably generates outrage on the part of all Americans. We grieve for the innocent victims and their families.
"The first order of business must be to determine who is responsible for these terrible acts and to order appropriate retaliation. Terrorist assaults of this magnitude should be treated as an act of war against the United States, not merely as a criminal justice matter. The President should immediately seek the full authorization of Congress to use whatever military force is necessary against the guilty parties. If the perpetrator is a government, the objective of the United States should be nothing less than the removal of that government. If the perpetrator is a terrorist organization without government sponsorship, the objective of the United States should be to track down and eliminate the members of that organization.
"In the course of responding to these horrible events we must be careful not to undermine the American values of freedom and liberty. If we damage our constitutional freedoms in the name of combating terrorism, the terrorists will have achieved a lasting triumph."
posted by Claudio Shikida 12:47 PM
Justiça e Vingança - Freedom NetworkEnquanto muitos se exaltam com o terrível ataque terrorista e outros - que sempre defenderam a opção armada para seus objetivos (mas não para os dos outros) - calam-se e torcem para uma resposta militar dos EUA para depois publicarem seus comentários sobre o imperialismo e tudo aquilo que você já sabe, os libertários americanos preferem a justiça: prisão e julgamento. Como um bom brasileiro eu pergunto: você pensaria como um libertário ou não?
posted by Claudio Shikida 12:45 PM
Matando tenistas e Bisol - Zero HoraContinua a polêmica sobre o assassinato (ou morte acidental) do tenista gaúcho pelo policial de Novo Hamburgo. O secretário de segurança Bisol crê que o crime é culposo, não doloso. Em português: ele deverá ser julgado pela Justiça Militar.
posted by Claudio Shikida 10:44 AM
Libertarios defendem que os EUA nao interfiram em outros paises.Note, contudo, que isso quer dizer que os EUA nao tem de intervir em processo de paz, nem dar grana para paises subdesenvolvidos. Se os terroristas querem menos interferencia, deveriam defender isso. Mas claro que não...Leia o ponto de vista de alguns libertários aqui. Outra boa opinião aqui.
posted by Claudio Shikida 7:55 AM
Wednesday, September 12, 2001
Opinião russa sobre a crise gerada pelo ataque a NY - Russian ObserverNesta série de artigos, uma apreciação, do ponto de vista russo, da crise gerada pelo ataque aos civis americanos em NY e aos militares em Washington.
posted by Claudio Shikida 10:17 PM
Falso Libertarianismo - WebmasterNenhum libertário pode ser nazista e libertário ao mesmo tempo. Portanto, eu NÃO APROVO este tipo de organização que se diz "libertária" mas defende o nazismo.
posted by Claudio Shikida 8:46 PM
Tuesday, September 11, 2001
Enquanto isso, em Porto Alegre...- Deputado Onyx LorenzoniEnquanto fanáticos anti-americanos tentam iniciar uma terceira guerra ou algo assim, no Rio Grande do Sul o Ministério Público iniciará investigações sobre cartilha distribuída pela Secretaria Estadual da Educação. Leia toda a matéria aqui.
MP vai investigar cartilha da SEC
Por DULCI EMERIMO Ministério Público estadual vai investigar denúncias recebidas ontem sobre o caderno pedagógico distribuído pela Secretaria Estadual de Educação (SEC) para orientar discussões nas escolas durante a Semana da Pátria.
Encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Cláudio Barros Silva, pelo presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, deputado Onyx Lorenzoni (PFL), o material caracterizaria uso de dinheiro público para promover doutrinação ideológica.
Depois de reunir a diretoria da Federação das Associações e Círculos de Pais e Mestres do Estado para examinar a cartilha, o presidente da entidade, Raul Gomes de Oliveira Filho, anunciou ontem que vai questionar o valor gasto com o impresso junto à secretaria. Os representantes dos CPMs identificaram “nítida ideologia partidária” na cartilha.
– Esse gasto nos parece estranho no momento em que os repasses trimestrais às escolas estão sendo reduzidos pelo governo do Estado.
A Secretaria de Educação rebate as críticas de Oliveira. Os repasses trimestrais teriam diminuído em 191 escolas estaduais que reduziram o número de alunos ou deixaram de oferecer turno integral. Ao mesmo tempo, os repasses teriam aumentado à razão de 10% em outras 2,8 mil escolas.
A partir deste mês, as escolas que perderam receita devem receber, de acordo com informações da SEC, uma complementação de recursos durante um período de transição.
Na reunião de hoje da Comissão de Educação da Assembléia, cópias do caderno da SEC serão distribuídas aos deputados. Entre textos de autores de esquerda, como o brasileiro Frei Betto e o uruguaio Eduardo Galeano, Onyx Lorenzony identificou ofensas ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, informações mentirosas e estímulo à xenofobia, ao preconceito e a práticas fascistas. O presidente da comissão vai propor que a secretária de Educação, Lúcia Camini, seja convidada para prestar esclarecimentos aos deputados.
Em viagem a Brasília, marcada para amanhã, Lorenzoni promete fazer chegar cópias do caderno pedágógigo aos ministros da Fazenda, Pedro Malan, de Minas e Energia, José Jorge, e ao secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira.
Um dos textos classifica Malan com um “economista efemizado” (relativo a FMI) . Em outro, sobre política de energia elétrica e apagão, o esvaziamento dos reservatórios de água ddas hidrelétricas é atribuído a medidas intencionais do governo federal e não à falta de chuva.
Um trecho também sugere que o governo do Estado faz investimentos na Refinaria Alberto Pasqualini, que pertence à esferal do governo federal.
Zero Hora (o deputado reproduziu a partir do jornal gaúcho)
posted by Claudio Shikida 7:36 PM
Anti-americanos fazem ataque terrorista nos EUA - WebmasterPessoalmente jamais imaginei que alguém teria a coragem de fazer um ataque terrorista aos EUA. Entretanto, de tanto ver o incentivo à violência e a um ódio irracional à nação norte-americana (que é tão heterogênea quanto a nossa), fico imaginando se aqueles que adestram pessoas para queimar bandeiras dos EUA estão felizes com as consequências de suas idéias.
Este webmaster lamenta e chama a atenção para o fato de que "educar" não é "ideologizar". E não concebe um homem educado destruindo vidas humanas, mas apenas um homem ideologizado.
Triste dia.
p.s. a outra pergunta é como o maciço aparato de segurança dos EUA não conseguiu impedir isto.Cláudio
posted by Claudio Shikida 11:35 AM
Exército: "é tudo ruim para nóis?" - Dennis Rosenfield [da coluna do jornalista gaúcho Diego Casagrande]O LUTO E A QUESTÃO MILITAR
por Dennis Rosenfield, filósofo
Talvez um dos únicos direitos humanos acima de qualquer discussão é o direito de cada um enterrar os seus mortos. Uma morte sem luto é uma partida definitiva sem adeus, deixando aberta a procura incessante de um ser querido. Antígona, na célebre tragédia de Sófocles, luta para enterrar seu irmão morto, invocando, para isso, o direito dos deuses da família e enfrentando-se com o poder constituído do Estado.
As mães da Praça de Maio, em atos corajosos de desafio da ditadura militar e dos governos civis posteriores, continuaram lutando pelo direito de enterrar os seus mortos, cujas tumbas, se existentes, lhes são desconhecidas. A dor que carregam e expressam publicamente é uma ferida aberta que jamais cicatriza. A sua bandeira não tem matizes políticos claros, salvo os que se manifestam nessa busca interminável pelos corpos desaparecidos.
As conseqüências da guerrilha do Araguaia, com os seus desdobramentos recentes na apreensão de material sigiloso do serviço de espionagem do Exército pelos procuradores e policiais federais, mostram um desdobramento desse tipo. O que motivou a ação é o que se pode denominar de atendimento de um direito humano, a saber, a procura pela localização dos cadáveres e o seu enterro definitivo. O Exército já devia ter atendido a exigência dos familiares dos mortos, sem que isso se tornasse propriamente um problema político. Esta não é uma questão política nem militar, mas simplesmente humana: o direito de enterrar os mortos, fechando, com o luto, uma chaga aberta que habita o coração dos familiares dos desaparecidos. No entanto, o modo que o assunto tem sido veiculado pela mídia e o seu aproveitamento partidário não deixam de suscitar outras questões, que não são as da necessidade do luto.
A questão política já surge na forma de divulgação dos documentos sigilosos. Terminou aparecendo para a opinião pública a idéia de que o Exército estaria envolvido em atividades antidemocráticas. Ora, essa diabolização do Exército não corresponde à realidade. Se é bem verdade que foram as Forças Armadas que deram o golpe militar e instituíram durante um duro período a ditadura, não é menos verdadeiro que foram também elas que fizeram a transição à democracia e a garantiram, profissionalmente, em momentos delicados dessa passagem. É historicamente falso colocar o Exército em bloco do lado da antidemocracia e as oposições, em bloco também, do lado da democracia. Do lado das oposições, alguns se aproveitaram desta apenas como um pretexto para o desenvolvimento de suas atividades partidárias ou, em outro espectro, para a apropriação privada de fundos públicos. A verdade do juízo e a ponderação dos comportamentos fazem igualmente parte da vida democrática.
Quanto à descoberta de documentos que mostram a investigação de determinados políticos, do narcotráfico, do MST, admitindo inclusive que determinados direitos humanos sejam arranhados, algumas distinções são necessárias. Primeiro, qualquer Estado bem constituído deve contar com um serviço de informações vinculado à segurança nacional, que seja, evidentemente, controlado pelas instâncias do Estado. Segundo, seria surpreendente que o Exército não estivesse desenvolvendo tais funções, que deveriam também envolver análises estratégicas do Brasil e de seu futuro num mundo globalizado. Terceiro, se é bem verdade que o MST expressa uma legítima reivindicação social, não é menos verdadeiro que determinados setores seus manifestam publicamente um menosprezo pela democracia representativa, tachando-a de burguesa. As fronteiras entre o democrático e o antidemocrático são aqui tênues, residindo igualmente nesse setor de oposição. Quarto, o ajustamento dos necessários serviços de informações com os direitos humanos próprios da sociedade moderna mostra o trabalho por fazer do ponto de vista do aperfeiçoamento e da formação democrática. Além de questões técnicas, há problemas teóricos a serem resolvidos.
O que está em questão são as dificuldades inerentes à constituição de um Estado no sentido próprio do termo. A democracia não pode ser identificada com um Estado debilitado, que deve permanentemente negociar as suas próprias instituições. Não se pode confundir as negociações partidária e social com a negociação do aparelho de Estado. Quando do recente motim dos policiais militares, numa atitude inconstitucional de insubordinação, com encapuzados brandindo armas, o governo recorreu ao Exército para o restabelecimento da ordem. A ordem estatal foi assegurada pela presença militar nas ruas. O aproveitamento partidário dessa greve não pode mascarar igualmente este fato central.
O direito ao luto é um direito humano. O direito ao Estado é uma condição para que a violência não seja generalizada. Não se pode abastardar um direito humano, explorando-o como uma questão ideológico-partidária.
posted by Claudio Shikida 11:29 AM
Monday, September 10, 2001
Educação no Brasil - Página do deputado gaúcho Onxy LorenzoniOntem eu coloquei aqui o link para o artigo do colunista Daniel Piza, reclamando da qualidade do ensino brasileiro. De um lado, diz ele, tem o pessoal que acha que é só colocar gente em sala de aula que resolve. De outro, tem o pessoal que acha que é só falar de luta de classes que resolve. O artigo abaixo, do deputado Onyx Lorenzoni (AL-RS/PFL), presidente da comissão legislativa de educação da AL-RS, mostra como um professor pode ser aprovado para os quadros do estado mesmo com uma nota vergonhosa. A quem interessa este tipo de professor?
O Professor Militante
O governo do PT no Rio Grande do Sul continua mantendo a sua determinação na busca de aprofundar a ideologização da escola pública de nosso Estado. O PT é um partido contraditório quando faz o seu discurso e quando está no palanque. Nas suas propostas exalta e se diz defensor dos trabalhadores em Educação, um ente preocupado com os aspectos da Educação, mas, na prática usa, como nunca foi visto em toda a história gaúcha, o processo educacional como instrumento de lavagem cerebral e de ideologização na difusão de conceitos doutrinários e, principalmente, na preparação de militantes para o partido. Na verdade, o que faz o governo do PT é usar o que é público para aparelhar e instrumentalizar o partido no sentido de enraizar e se fortalecer no poder, para que nele possa permanecer.
Quando analisamos os editais dos últimos três concursos para o Magistério gaúcho observamos com clareza as diferenças. No edital publicado em 95, os conteúdos e a pontuação eram assim distribuídos: Português valia 30; Didática (que é a arte de ensinar) 30; conhecimentos e a estrutura do estatuto 20; e a prova de títulos 20. A prova de didática tinha peso três porque é um instrumento importantíssimo para a transferência do conhecimento do professor para o aluno, os títulos significam aquele esforço muitas vezes familiar e pessoal do professor que busca através da pós graduação, do curso de especialização uma qualificação para melhor prestar o seu trabalho.
Já no edital de dezembro de 99, o PT muda a regra do jogo para o primeiro concurso da sua gestão, aquele que aconteceu em março de 2000, onde haviam 8869 vagas. Naquele concurso, português valia 3, e a prova de didática foi substituída por uma de conhecimentos gerais com peso 6 e impregnada por uma bibliografia de conteúdo marxista. Reduziu-se a prova de títulos a peso 1, em um claro e visível desestímulo a qualificação profissional. A comparação entre estes dois editais permite-nos afirmar que hoje, no Rio Grande do Sul, a secretaria de Educação, comandada pelo PT, busca para o estado, um professor concursado com baixa qualificação pedagógica mas, com alta qualificação ideológica.
Isto fica ainda mais claro ao observarmos o edital de 18 de junho deste ano onde se repete a mesma distribuição de pesos para as provas mas, acrescenta-se um novo quesito. Neste, o professor precisa fazer 50 pontos dos 90 disputados, já que a prova de títulos caiu para 10 enquanto antes, precisava conquistar 50% de acertos em cada prova. Cria-se, portanto, com total irresponsabilidade a possibilidade de que um candidato possa tirar zero em uma das provas e, mesmo assim, ser aprovado. Imagine um professor de português tirar zero na prova de português e ainda assim, ser contratado para dar aulas de português.
Esta análise permite, portanto, concluir que o concurso público para o magistério gaúcho abre mão da qualidade. E ainda, o professor educador que sempre foi alvo da seleção de todos os governos está sendo substituído pelo militante preparador, engajado, participativo e determinado a fazer o seu trabalho de militância e doutrinação nas salas de aula gaúchas. A proposta não é pequena. A meta é estabelecer células doutrinárias nas 3.100 escolas públicas estaduais.
posted by Claudio Shikida 8:05 AM
Sunday, September 09, 2001
Fugindo da fome tributária - Jornal do BrasilQualquer um pode abrir conta em paraíso fiscal. Você não precisa roubar dinheiro dos outros para escapar dos impostos. Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 6:27 PM
Perspectivas para o Brasil (entrevista com Affonso Celso Pastore) - Jornal do BrasilTodo mundo sabe que um bom professor é aquele que tem boas idéias e que as transmite. O prof. Pastore não foge à regra mas, neste caso, não se trata de uma aula, e sim de uma entrevista. E vale a pena assim mesmo.
posted by Claudio Shikida 6:25 PM
Saturday, September 08, 2001
Democracia e Denúncia - O Estado de São PauloContrariamente ao que pensam certos políticos, um pais que tem onda de denúncias não é, necessariamente, um país doente. É também um país onde as pessoas escaparam da censura estatal (20 anos de ditadura e tem gente que não quer que você leia artigos de jornais....). Ou seja, no cômputo, não dá para dizer que o Brasil está pior do que na época dos estatististas de direita...e nem melhor. Mas, eu acho que o fato de eu poder dizer isso é um ponto positivo para a liberdade de expressão.
posted by Claudio Shikida 11:12 PM
Quanto custa seu político? - O Estado de São PauloReportagem excelente sobre os estados que não querem cuidar dos impostos dos reles cidadãos...confira aqui.
posted by Claudio Shikida 11:11 PM
Daniel Piza vai ao ponto sobre educação - O Estado de São PauloAí vai um trecho do artigo. Leia o restante aqui.
"Já passou da hora: quando vão começar a debater a transformação do conteúdo da educação brasileira? Lemos todo dia sobre os avanços numéricos, como 98% das crianças na escola, sobre a classificação dos cursos superiores, sobre o fim - lento e gradual, à maneira da casa - do analfabetismo, sobre a quantidade inédita de doutores, sobre o aumento do investimento no setor, etc. Primeiro, esse dinheiro ainda é muito mal investido, porque os salários dos professores são ruins, as bibliotecas e as bolsas são risíveis, a burocracia é ampla, geral e irrestrita. Segundo, que alunos estão sendo formados? Com o sistema de aprovação por ciclos, isto é, sem reprovação (precisamos melhorar as estatísticas, afinal), com a qualidade dos corpos docentes e dos livros didáticos, com a infinidade de "jeitinhos" que promovem colegas em vez de idéias (e nunca foi tão fácil fazer pós-graduação), com o monstruoso índice de analfabetismo funcional, a resposta fica evidente".
posted by Claudio Shikida 11:08 PM
Papai Noel existe - Jornal da TardeArtigo do ex-embaixador Meira Penna.
posted by Claudio Shikida 3:15 PM
Ética e Economia (Alberto Oliva) - Jornal da TardeLeia aqui o artigo de Alberto Oliva sobre a ética e a economia.
posted by Claudio Shikida 3:12 PM
Thursday, September 06, 2001
Direito Gaúcho não é nada direito - Correio do PovoAbaixo reproduzo a pequena (deveria ser maior, o tema é bem interessante) nota de "O Correio do Povo", jornal do RS que mostra como muitas vezes a burocracia pública usa da máquina pública para seus próprios fins. Lamentavelmente, esta não é a única forma de defender uma universidade pública e gratuita enquanto se pratica uma universidade para os amigos e gratuita. Quem trabalha em universidade pública sabe, por exemplo, que um chefe de departamento pode prejudicar professores dentro da legalidade mas fora da ética. Enfim, aí está a matéria.
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CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 6 DE SETEMBRO DE 2001
Ufrgs deve divulgar vaga extravestibularA 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região determinou, por unanimidade, esta semana, que a Universidade Federal do RS (Ufrgs) deve publicar em jornal de grande circulação os editais dos seus próximos concursos extravestibulares, da mesma forma como faz com seu vestibular tradicional. A medida atende a uma apelação do Ministério Público Federal contra a Ufrgs e os 45 alunos do curso de Direito selecionados em processo extravestibular, no primeiro semestre de 1994. O recurso foi negado pela turma.
O MPF pedia a anulação do processo seletivo, sob a alegação de que não teria havido a devida publicidade externa, pois o edital só foi publicado no boletim interno da universidade, impedindo que possíveis interessados, como diplomados de qualquer instituição, tivessem conhecimento de que ocorreria o concurso.
posted by Claudio Shikida 10:34 AM
Wednesday, September 05, 2001
Escravidão? Conta direito... - Da coluna de Leonardo PimentelQue História é essa?
Poucos dos males se instalaram na cultura mundial têm feito tantos estragos quando o chamado Politicamente Correto. Os estragos de fascismo bem intencionado atingem até os livros didáticos, como mostra reportagem da "Folha de S.Paulo". O historiador Manolo Garcia Florentino, da UFRJ, conta, por exemplo, que muitos livros de história, aparente para ressaltar a monstruosidade que a escravidão realmente foi, mostram o negro sempre numa posição de inferioridade, apanhando do senhor branco. "Os autores ignoram toda a complexidade da vida privada do negro no país, que é tratado quase sempre sem referências culturais ou familiares. É um paradoxo. Os livros tentam mostrar uma imagem correta da história do negro, mas acabam tratando-o como objeto, desprovido de raízes," diz Florentino. Guerra do Paraguai, papel da mulher, cultura africana e muitos outros pontos acabam sofrendo na mão dos politica! mente corretos, mas a vítima mesmo é o estudante.
posted by Claudio Shikida 10:12 AM
Ecologistas em apurosNesta matéria, um estatístico ambientalista mostra como ecologistas podem estar interpretando de forma incorreta diversos dados. O legal é que você pode ler um artigo no qual a honestidade científica parece ter prevalecido. Ou seja, George Bush pode estar fazendo o discurso correto, mesmo que seja pelas causas erradas (pressão política de petroleiros do Texas, etc). Assim, talvez devamos ser menos pessimistas quanto ao futuro da Terra. Por último, a lição menos importante é que a gente deveria prestar mais atenção nas aulas de Estatística.
posted by Claudio Shikida 10:09 AM
Tuesday, September 04, 2001
Polícia gaúcha e o fracasso da segurança no RS - Diego CasagrandeReproduzido da coluna do jornalista Diego Casagrande
>>> ASSASSINARAM UM GAROTO: ACERTARAM TODOS NÓS
Foi absurdo, bruto, inverossímil. Foi como se a bala que transfixou o corpo do jovem tenista no Vale dos Sinos tivesse transfixado nossas almas, nossos espíritos. Confesso que algumas vezes nas últimas 48 horas tive vontade de chorar. E tenho certeza que este sentimento foi pleno em todos os senhores e as senhoras. O tenente puxou o gatilho... disparou a arma... e alvejou nossas dignidades.
>>> A POLÍCIA GAÚCHA ESTÁ EXAUSTA... AGRESSIVA...
Em apenas dois meses a Brigada Militar está sendo acusada duplamente, e por crimes hediondos. No primeiro deles, mês passado, há suspeitas de que um microempresário tenha sido asfixiado por policiais dentro de uma viatura em Canoas. A exumação do cadáver aponta para isso. Agora, um jovem tenista foi brutalmente atingido pelas costas, em uma abordagem absurda sob o prisma da técnica. Estamos diante de dois assassinatos cometidos por homens fardados que deveriam prestar segurança aos cidadãos de bem.
A polícia está dando sinais de fadiga. E este cansaço está se refletindo na displicência dos policiais com o cidadão. Nem mesmo o 190, telefone de emergência, funciona mais. E o governo preocupado em mudar o quartel da Brigada do centro, só pra humilhar ainda mais os já humilhados policiais. A polícia, quando não está de braços cruzados, está agredindo os cidadãos. O estresse institucional é evidente. As políticas públicas do governo do estado falharam.
>>> O GOVERNO GEROU ESQUIZOFRENIA NA SEGURANÇA PÚBLICA...Desde o início, o governo do estado pisoteou as polícias, maltratou os homens da segurança e desrespeitou uma categoria que tem defeitos, mas é absolutamente necessária na sociedade. Bisol deu a entender que eram todos um bando de corruptos, ao mesmo tempo que apoiou a atitude marginal de assaltar farmácias. Um descalabro. Com o poder de estado que têm, atou as mãos de quem honestamente queria combater o crime, e deu um salvo-conduto à bandidagem.
Para coroar a tentativa de desprestigiar os policiais, colocou pessoas desqualificadas para funções de comando na Secretaria de Segurança Pública. O assessor especial da pasta para assuntos de Polícia Civil não é delegado, é o escrivão Jorge Quadros, um sindicalista conhecido que lá foi colocado por ser petista de carteirinha. Só. E na chefia de gabinete de Bisol, decidindo quais oficiais e delegados têm o direito de falar com ele, está Isabel Freitas, oriunda do MST, que não sabe nem escrever um bilhete, mas está sobrevivendo com auxílio do contribuinte.É por essas e outras que a Segurança Pública está doente, sofrendo de esquizofrenia.
>>> ... E ESTAMOS COLHENDO OS FRUTOS DISSO
As polícias recebem da sociedade uma procuração para lidar com a escória, a criminalidade. Em qualquer lugar civilizado do mundo, ninguém espera outra coisa de seus policiais além de atitudes cordiais com seus cidadãos, e rigidez no combate ao crime. Para andar equilibrados nessa corda bamba, os policiais precisam de 3 coisas: constante treinamento, equipamentos adequados e comando. Lamentavelmente, a gestão de Olívio-Rossetto-Bisol deixou o estado sem este tripé. Os policiais (a não ser uma meia dúzia para gerar notícias na imprensa) não treinam tiros e não reciclam seus conhecimentos de abordagem e relações com a sociedade. Sobre isso, caberia perguntar: quantos tiros em um estande o tenente deu com a espingarda calibre 12 de repetição antes de fazer o patrulhamento de rua com ela? Ele estava preparado para usar o armamento? As respostas parecem óbvias.
A maioria dos policiais continua com armamentos e munições inadequadas, não há comunicação plena entre os profissionais que estão no patrulhamento de rua e os comandos são político-partidários, cada vez menos técnicos.
Os senhores e as senhoras acabam de colher os frutos do desgoverno. Frutos podres no pé.
posted by Claudio Shikida 8:35 AM
Sunday, September 02, 2001
Olívio Dutra e bicho? - O Estado de São PauloUm dos poucos jornalistas fora do RS a falar dos problemas sérios da ética bipolar que assola os gaúchos ("nós, bons; vocês, ruins"), Daniel Piza apresenta ao leitor a reflexão abaixo reproduzida.
"É um caso a ser estudado o tom velado com que a mídia nacional vem tratando - quando trata - das graves acusações feitas ao governador Olivio Dutra. Entre outras, sua campanha teria recebido dinheiro do jogo do bicho, segundo desabafo do próprio tesoureiro, Jairo Carneiro. Há também suspeitas de favorecimento a vendedores de caça-níquel e a uma empresa de linha de ônibus, tudo incluído na CPI da Segurança Pública".
posted by Claudio Shikida 10:54 AM
O Papel da Regulação e o dos Empresários - O Estado de São PauloGesner de Oliveira, ex-presidente do CADE, fala sobre o novo papel do empresário e sobre regulação. Boa polêmica.
posted by Claudio Shikida 10:51 AM
Estado interfere nas Artes - O Estado de São PauloAlgo que cineastas nacionais - não todos, ainda bem - pedem: intervenção do estado nas artes. Nos EUA isso já existe (quem disse que EUA é um país liberal?). E aqui está a prova.
posted by Claudio Shikida 10:49 AM
Lei de Responsabilidade Fiscal....flexível - O Estado de São PauloEm outras palavras: você concorda que sua responsabilidade seja menos responsável? Não? E com o seu dinheiro que foi para o governo por imposto? Sim? Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 10:47 AM
Medidas Provisórias - O Estado de São PauloSim, as MPs continuam a ser uma ameaça ao estado de direito brasileiro. O crescente poder do Executivo frente ao Legislativo não parece diminuir. E, o mais incrível, políticos de oposição dão pouca importância ao fato. Mesmo o deputado José Genoíno, do PT, nesta matéria, parece pouco preocupado. Afinal, se ele queria "denunciar a desmoralização do Executivo", poderia ter começado em 1994 ou 1995. Quem quiser ver os dados de desgaste da estrutura institucional - sobre o qual todos, mas todos mesmo, partidos políticos parecem aceitar - basta consultar os dois livros do prof. Jorge Vianna Monteiro, editados pela FGV-Editora.
posted by Claudio Shikida 10:45 AM
Saturday, September 01, 2001
Jogo do Bicho e Lula - O Estado de São PauloO possível candidato defende o jogo do bicho. Quais os problemas disso? Confira aqui.
posted by Claudio Shikida 8:40 PM
Cuba - visto por alguns gaúchosSérie de artigos de jovens gaúchos ligados ao PPB que foram até Cuba ver como funciona o país. Claro, são filiados ao PPB. Agora, se você não quiser acreditar neles, um bom modo de verificar é viajar você mesmo...mas sem as restrições políticas tradicionais...
posted by Claudio Shikida 8:38 PM