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 O embrião do Queen foi a banda Smile, formada em
1968 por Brian May e Tim Staffell, estudantes do Imperial College em Londres. Através de
um anúncio no mural da escola adquiriram o baterista Roger Taylor. Em 1969 embora apenas
tendo se apresentado para platéias de amigos, conseguiram apoio da gravadora Mercury
Records. No Ealing College of Art Tim Staffell apresentou a banda a Freddie Bulsara
(vocalista de uma outra banda, Wreckage, que mais tarde mudaria seu nome para Freddie
Mercury).
Em 1970
Stafelll abandonou o Smile. Brian e Roger se juntaram a Freddie e fundaram a banda Queen.
Após experimentar alguns baixista a formação se estabilizou com John Deacon. Após
ensaios exaustivos e dezenas de apresentações na escola gravaram as primeiras demos, que
apesar da pouca repercussão lhes valeram o apoio da pequena gravadora Trident em 1972.
A partir de um
acordo entre Trident e EMI foi lançado o álbum Queen em 1973 e iniciaram sua primeira
turnê abrindo para a banda Mott The Hoople (rapidamente se tornando mais importante no
show que a banda principal). Depois do lançamento de Queen II em 1974 a banda seguiu sua
primeira turnê como headliner. Em meio às primeiras apresentações fora da Inglaterra
(nos Estados Unidos) tiveram que interromper temporariamente as atividades em virtude de
uma crise de hepatite de Brian May (que não participaria do início das gravações do
próximo álbum em virtude da doença).
Sheer Heart
Atack foi lançado em 1974 e se tornou um sucesso mundial. A turnê mundial que se seguiu
teve de ser extendida, chegando a banda a se apresentar em lugares diferentes em um mesmo
dia. A pressão dos shows levou Freddie Mercury a contrair uma séria infecção na
garganta em meio a turnê que desta vez não chegou a ser interrompida apesar de algumas
datas canceladas.
Bohemian
Rhapsody foi lançada em 1975. Uma verdadeira ópera rock, no sentido mais literal das
palavras. Taxada de experimentalista pela gravadora uma música como aquela dificilmente
chegaria a ser um hit. Mais do que isso, porém, Bohemian Rhapsody se tornou no maior
clássico da banda e seu primeiro single a chegar ao número 1. O álbum A Night At The
Opera (o primeiro a ter o nome de um dos filmes dos irmãos Marx) de 1975 se tornou o seu
primeiro álbum a vender mais de 1 milhão de cópias e alavancou as vendas dos álbuns
anteriores. Desde os Beatles nenhuma banda inglesa havia conseguido colocar quatro álbuns
entre os 20 mais vendidos de uma só vez. O próximo álbum, A Day At The Races, mesmo
antes de sair às lojas já havia vendido antecipadamente meio milhão de cópias a mais
que o previsto.
A sequência de
álbuns e singles de sucesso prosseguiu incansável, News Of The World (1977, com os
sucessos We Will Rock You e We Are The Champions), Jazz (1978), Live Killers (gravação
ao vivo de 1979), The Game (1980, com a polêmica Another One Bites The Dust, acusada de
ter mensagens subliminares de incentivo ao uso da maconha) e a trilha sonora para o filme
Flash Gordon (1980). A banda entra na década de 80 com o acréscimo de instrumentos
eletrônicos e um começo de flerte com a dance music. Works (1984) lança os hits Radio
Ga Ga e I Want To Break Free nas rádios e MTV, marcando a fase de maior repercussão da
banda. Em 1986 foi lançado A Kind Of Magic, trilha sonora para o filme Highlander, e Live
Magic, um novo registro ao vivo.
Os membros da
banda gravaram ainda, durante os anos 80, vários álbuns solos. O destaque obviamente
ficou para Freddie Mercury, com o hit I Was Born To Love You (tema de novela no Brasil) e
um ábum de grande repercussão com a cantora clássica Montserrat Caballe (destacando as
músicas Barcelona, tema das Olimpíadas e How Can I Go On). Roger por suas vez chegou a
gravar três álbuns com seu projeto solo, The Cross. Tendo sido eleita melhor banda dos
anos 80 em dezenas de pesquisas em todo o mundo a banda encerra a década com Miracle, em
1989.
Em 1991 Freddie
Mercury anunciaria oficialmente estar com AIDS, pouco antes de morrer. Atendendo a um
último pedido de Mercury foi lançado um single com Bohemian Rhapsody e These Are The
Days Of Our Lives, com as vendas revertidas para entidades de combate à AIDS. os mrmbros
restantes do Queen anunciaram o show que seria feito em homenagem a Freddie e todos os
mais de 70 mil ingressos foram vendidos em poucas horas. O show contou com a
participação de dezenas de astros de rock e pop internacionais e todas as rendas de
difusão e vendas de vídeos foram revertidas para o combate à AIDS.
Em 1995 foi
lançado Made In Heaven, gravado ainda com a participação de Freddie Mercury e
oficialmente o último álbum da banda.
"Somos o
Cecil B. de Mille do rock'n'roll, sempre tentando fazer as coisas maiores e
melhores."
(Freddie Mercury)
"Durante
as gravações de 'The Works' chegamos ao ponto de odiarmos uns aos outros! a tensão
gerada pela guerra de egos foi tanta que eu mesmo saí e voltei para a banda diversas
vezes."
(Brian May, 1985)
"The
Miracle soa tão bom por um motivo simples: quando fomos gravá-lo, deixamos nossos egos
fora do estúdio.o resultado e um Queen mais natural, mais unido e autêntico."
(Brian May, 1991)
"Eu
respeito muito a realeza."
(Freddie Mercury, 1976)
"Eu não
fico parado em casa lendo livros.acho isso uma perda de tempo.eu quero viver! e não fico
me preocupando com isso, ou aquilo, ou o que vão pensar de mim.sabe por que vivo
tranquilo? Por que Deus cuida de mim. ele cuida da minha alma e sabe o que fazer com
ela."
(Freddie Mercury, 1985)
"Minha
luva..gostaram dela? foi um presente do diabo em pessoa."
(Freddie mercury, exibindo um luva cravejada de diamantes num show, em 1975)
"No
início, quando entrei para a banda, eu ficava vendo eles, Freddie, Roger e Brian brigando
como loucos! quando pediam a minha opinião, eu desconversava. Não queria me envolver ou
estragar o show de Freddie e Brian. Acho que foi por isso que me adaptei bem ao
Queen."
(John Deacon, 1984)
"Entre as
turnês e minha vida pessoal, eu levo uma vida meio esquizofrênica."
(John Deacon, 1989)
"Precisávamos
de um elo de ligação com o público, alguém que pudesse passar pro público qual era a
nossa. Freddie é esse elo. Por isso não nos importamos no momento se ele se destaca mais
ou não... mas no começo, confesso, foi difícil aceitar isso."
(Roger Taylor, 1991)
"Fumei
maconha quando tinha quatorze anos. Aquilo não me fez nada bem.. Minha cabeça estava
explodindo... tive que me sentar num banco de um parque para pôr meus pensamentos em
ordem."
(Roger taylor, 1991)
"Acho que
cresci numa época bem liberal. Observo que hoje em dia não temos o liberalismo da
década de 70."
(Roger Taylor, 1991)
"Bem,
resolvi confirmar ao público as suspeitas que a imprensa vem levantando há algumas
semanas: eu sou HIV positivo, e venho lutando contra essa doença há alguns anos. Espero
que daqui prá frente todos se conscientizem e se unam para enfrentar esse terrível
mal."
(Freddie Mercury, em 23/11/91, um dia antes de morrer)
"Eu passei
praticamente metade da minha vida com ele. Crescemos juntos. A morte de Freddie é como a
morte de um irmão para mim..."
(Brian May, 1991)
"Mistura
Led Zeppelin e Oscar Wilde."
(Roger taylor, sobre a música Innuendo)
"Originalmente
era prá falar sobre Martin Luther King....mas o pilantra do Freddie mudou toda a
letra!"
(Roger Taylor, sobre a canção One Vision, em 1986)
"Eu estava
lendo jornal na sala quando meu filho de dois anos olhou para o rádio e disse algo
como... radio ka ka... e... prá falar a verdade... jamais mudamos a letra
original..."
(Roger Taylor, 1985, sobre a origem da música Radio Ga Ga)
"Desde
criança eu sempre fui muito controlado e podado... meus pais nào me deixavam fazer muita
coisa... diziam que eu só podia sair ao mundo com uns 20 anos... quando conquistei a
liberdade, eu ficava muito indeciso e confuso ao tomar uma decisão... isso tudo por que
cresci muito preso. isso não foi bom..."
(Brian May, 1989)
"Acho que
ser natural e sincero é o que conta..."
(Freddie, sobre o segredo de seu sucesso, em 1985)
"Eu fiquei
tão nervoso que nem sabia como agir ou o que dizer ..."
(John Deacon, sobre sua ida ao camarote da rainha quando assistiu um show do Queen, em
1976)
"Até hoje
tem gente que me pergunta o que eu quis dizer em Bohemian Rhapsody. Eu respondo que não
sei. Detesto analisar minhas músicas para os outros..." (Freddie mercury, 1982)
"Foi
impressionante ver a quantidade de fãs que estavam nos esperando... eu fiquei sem
palavras de tão comovido."
(Brian May, em 1991, sobre sua chegada ao Japão no início da carreira)
"Quando
ele apareceu, veio com muitas idéias e um entusiasmo contagiante..."
(Brian May, em 1991, sobre Freddie Mercury)
"Realmente...
minhas maiores influências musicais são soul e a carreira solo do Paul Mccartney... por
quê?"
(John Deacon, em 1989) |