O Homem, a Vida e a Vivência !

 

 

 

 

O Homem, a Vida e a Vivência        

 

     O homem é um microcosmo e síntese da criação. Sendo filhos de Deus, carregamos uma centelha Divina dentro de nós. Então, esta Centelha carrega todas as características inerentes ao Pai. E por isso, somos também Divinos. Para buscar entrarmos em contato com nossa Centelha Divina, é necessário que nós nos interiorizemos. Devemos viver nossa vida interior com mais intensidade, porque Deus está permanentemente dentro de nós, apesar de nossas imperfeições e defeitos. Todos temos esta Centelha, e com isso, todos estamos ligados e um dia voltaremos a nos encontrar. Por isso, não devemos jamais ter medo de perder alguém que gostamos, pois ninguém perde ninguém.  Jamais deixemos que as dúvidas paralisem nossas ações. Tomemos sempre todas as decisões que precisarmos tomar, mesmo sem termos a segurança de estarmos decidindo corretamente, desde que não estejamos nem cansados nem nervosos. Procuremos ouvir sempre as vozes de nossos corações.
O homem moderno precisa abrir mão de sua presunção de ser deus, querendo assumir um poder anti-natural sobre a natureza e sobre o destino do mundo inteiro. Os homens se apegam obstinadamente à vida de riqueza e fama, de conforto e prazer, de excitamento e egoísmo, sem saber que estes desejos são a fonte do sofrimento humano. Aqueles que estão trilhando o caminho da iluminação devem evitar os dois extremos. Primeiro, o extremo da indulgência para com os desejos do corpo. Segundo, o extremo oposto que os leva a renunciar esta vida, praticar a disciplina ascética e torturar, sem razão alguma, seus corpos e mentes. O caminho da sabedoria é não ter medo de errar. Mas lembremo-nos que conhecimento sem transformação não é sabedoria e somente um caminho por onde qualquer pessoa é capaz de passar é capaz de nos levar a Deus.  Só uma coisa torna um sonho impossível: o medo de fracassar. Quantas coisas perdemos por medo de perder?   Por maior que seja a tempestade que nos envolve, não devemos jamais perder nosso equilíbrio interno, pois todas as tempestades passam e, se soubermos recebê-las com serenidade, nenhum mal nos causarão. Uma ameaça não pode causar nenhum mal se não for aceita. Não devemos nutrir tristes recordações daquilo que passou, nem antegozar o futuro, devemos acolher tudo aquilo que vier com uma mente justa e tranquila. Devemos sempre perdoar os nossos inimigos, mas não confundi-los com um amigo. Saibamos perdoar aos outros e, principalmente, a nós mesmos. Perdoar não é esquecer. É abrir de novo o coração, pois se tivermos esquecido, o que teremos aprendido. Se nós, que estudamos assuntos espirituais, objetivando uma evolução consciencial, somos constantemente assolados por pensamentos negativos e emoções confusas, imagine aqueles que nem mesmo sabem disso. Precisamos ter mais compreensão, lucidez e bom humor com as pessoas e também com nós mesmos. Afinal, vivemos no mesmo planeta, e apesar das diferenças de pontos de vista de cada um, somos filhos da mesma LUZ. Isto é, somos irmãos, se não em opiniões, pelo menos em essência espiritual.

 


 

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