Névoa

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Ao te converteres em sonho,
Te tornaste inacessível ao toque.
Tua carne,
Agora etérea,
Transpassável,
Rompe-se aos meus afagos;
Meus dedos penetram por tua essência
Sem poder sentir-te o corpo de névoa...
Ah...
Ser-me-ía necessário ter mãos de neblina!


Marco Aurélio M. Ferreira



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