Natureza em Louvor



Do frágil pássaro, o vôo incessante
Se converte em prece humilde voltada aos céus...
Rompendo o ar não é vacilante;
Com determinada fé perturba os incréus.


Inermes perante o vento impetuoso,
Curvam-se as belas flores em oração...
Na pureza de bailado tão formoso,
Dizei-me: quem não sente Deus no coração?


Qual as cores da borboleta singela,
As do ocaso brotam da mesma aquarela;
Matizes raros do Magnífico Pintor
Lindos raios percorrem o céu velozes...
Os trovões levantam com orgulho suas vozes -
Louva a Natureza ao Sublime Criador !

Marco Aurélio M. Ferreira



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