Sinfonias do Ocaso 


Musselinosas como brumas diurnas 
Descem do ocaso as sombras harmoniosas, 
Sombras veladas e musselinosas 
Para as profundas solidões noturnas. 

Sacrários virgens, sacrossantas urnas, 
Os céus resplendem de sidéreas rosas, 
Da Lua e das Estrelas majestosas 
Iluminando a escuridão das furnas. 

Ah! por estes sinfônicos ocasos 
A terra exala aromas de áureos vasos, 
Incensos de turíbulos divinos. 

Os plenilúnios mórbidos vaporam... 
E como que no Azul plangem e choram 
Cítaras, harpas, bandolins, violinos... 



Cruz e Sousa 

 

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