Soneto VII 



Onde estou ? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado ?
Tudo outra natureza tem tomado,
E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.





Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado;
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!

Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.

Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar. Se não presentes
Meus males, com que tudo degenera!




Cláudio Manuel da Costa  

 

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