Culpados
da Própria Sentença
Mais uma vez estou sozinho
E nem tive tempo para uma segunda chance
Quando pensei que iria te conhecer
Ficou uma dúvida maior...
E sempre será assim...
Poucas esperanças restavam
Agora elas já morreram
Assim como a felicidade
Sozinho eu percebo que meus males são piores
Que estamos lutando um contra o outro
Com vendas nos olhos...
A cegueira metafórica dominou as pessoas
Já o coração está parando...
Este já não é mais o mesmo...
E talvez nunca volte a ser
Porque você partiu sem dizer adeus...
Os bravos sempre acabam perdedores
E os covardes trapaceiam para vencer
A consciência está derrubando o mundo
Não há mais vontade de igualdade
Estamos sempre há beira do abismo
E qualquer vento irá nos derrubar
O abismo é fundo
Seria impossível voltar
O erro sempre será o culpado
E se todos erramos,
Nos tornamos culpados da própria sentença
E a culpa nos fecha a mais erros...
Sempre que pensar na felicidade
Eu vejo você com outro
Estou triste e solitário
Mas isso passa...
A cada dia eu percebo
Que a vida é mais curta...
E sempre vai ficando mais e mais curta...
Percebo que não soube aproveitar o que passou
O futuro será diferente do passado
Nada irá se repetir
Será uma outra vida,
Mas será melhor?
É preciso uma liberdade em meu coração
Quero pensar em paz
A reflexão será a base de um mundo novo...
Mas como pensar, se você não sai de minha mente?
Sou Culpado da própria sentença
Esperarei meu próprio julgamento
Seguir em frente é o caminho
Mas qual dos caminhos seguirei até o final?
Luiz
Fernando Botto Garcia
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