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Um acidente envolvendo três caminhões provocou colapso na saída de Porto Alegre pela BR 290, em direção a Eldorado do Sul, na manhã de ontem. O congestionamento se estendeu por mais de cinco quilômetros. Por volta das 10h05min, no quilômetro 103, junto à ponte sobre o rio Jacuí, uma carroça teria manobrado na frente do caminhão Mercedes-Benz placas IBE 7990, de Osório, cujo motorista freara bruscamente. Para não atingir a traseira do veículo, o condutor do caminhão Volvo de placas GRA 1226, de Uberlândia (MG), desviou para a esquerda e chocou-se contra a mureta de proteção. Em seguida, vinha o caminhão Volvo de placas IBW 2120, de Guaíba, que também tentou evitar o impacto e manobrou para a direita, não conseguindo evitar os dois veículos que estavam à sua frente.
O trecho acabou ficando bloqueado, dando início ao congestionamento desde o entorno da ponte do Guaíba. A Polícia Rodoviária de Eldorado do Sul foi mobilizada para o local, além da Concepa. Um caminhão guincho teve que trafegar pela contramão para conseguir chegar até aonde ocorreu o acidente. A pista só foi liberada às 11h55min, pois o trabalho de remoção dos veículos foi demorado. Mesmo assim, o efeito cascata do engarrafamento durou mais algum tempo. No início da tarde, a situação já estava sob controle. Nenhum dos três caminhoneiros envolvidos ficou ferido na tríplice colisão.
Enquanto isso, nós continuamos pagando impostos, para trafegar e multas por infrações de trânsito, num acidente como esses, o prejuízo ficou com os motoristas e as carroças continuam a trafegar pelas vias expressas livres e contentes...vale lembrar que muitas carregam um volume de lixo muito além do que poderiam transportar e que o cavalo possa carregar, e claro ninguém fiscaliza, nem a Associação Protetora dos animais...Avenidas da Capital recebem 1,5 mil carroças irregulares
Zero Hora - 28/11/2001
Uma em cada três carroças de tração animal que circulam pelas ruas de Porto Alegre diariamente está em situação irregular.
O cadastro da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) registra 3 mil, mas estima-se que o trânsito da Capital recebe mais 1,5 mil carroceiros de outros municípios da Região Metropolitana.
Apenas os carroceiros de Porto Alegre recebem autorização da EPTC para circular. A habilitação é concedida mediante a apresentação de comprovante de residência e de identidade do condutor, de vistoria do veículo e de inspeção veterinária do animal. Os condutores com idade de 14 e 18 anos devem entregar uma autorização dos pais.
Na inspeção, os animais são examinados e recebem um anel numerado. As carroças em condições de uso, com pneus e eixo em bom estado e equipadas com os chamados olhos-de-gato, usados para refletir as luzes dos automóveis à noite, recebem uma placa de identificação.
O controle da EPTC não atinge carroceiros de cidades vizinhas que atuam na Capital. Segundo o diretor de Operações e Fiscalização da EPTC, Vanderlei Cappellari, o cadastramento deveria ser feito na cidade de origem. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, o registro e o licenciamento de veículos de propulsão humana ou animal devem ser regulamentados nos municípios.
Por residir em outras cidades, a maioria dos “invasores” desconhece as regras de circulação de Porto Alegre. A principal se refere aos horários em que os carroceiros estão proibidos de trafegar pelo Centro e por vias movimentadas.
Veículos de tração animal não podem entrar nessas áreas entre 6h e 20h. Na Avenida Castelo Branco, considerada uma via expressa, a proibição é permanente. No entanto, parte dos carroceiros de fora da cidade ignora as normas da EPTC.
– O que acontece, então, são atrasos e congestionamentos. Uma carroça em plena Assis Brasil ou Protásio Alves em horário de pico só pode causar um enorme engarrafamento – afirma Cappellari.
Papeleiros e catadores de sucata clandestinos são considerados os maiores responsáveis por maus-tratos aos animais. Por não serem submetidos à inspeção veterinária, freqüentemente há casos de animais mal alimentados ou submetidos a cargas excessivas. As carroças, da mesma forma, nem sempre estão em condições de tráfego.
Denúncias contra os carroceiros irregulares levaram o Ministério Público do Estado a abrir um inquérito para combater abusos. A promotora do Meio Ambiente de Porto Alegre, Sandra Santos Segura, afirma que a medida não tem como objetivo punir os infratores mas pressionar o poder público a adotar ações para evitar novos casos de maus-tratos.
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DENUNCIE OS MAUS-TRATOS
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| Para quem ligar: |
| EPTC
158 Associação Protetora dos Animais 3364-8318 Associação Riograndense de Proteção aos Animais 3223-1914 |
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Porto Alegre, a cidade do FUTURO
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Junho/2001