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Canibais expulsões de massa coronal (29/03/01) Rápidas erupções solares que pegam e devoram as de movimento mais lento podem provocar longas tempestades geomagnéticas quando atingem a magnetosfera da Terra.
Estranhos estrondos em rádio foram primeiramente ouvidos por um time usando a espaçonave Wind da NASA. A ligação com as colisões cósmicas veio quando os pesquisadores emparelharam o tempo das explosões em rádio com imagens de erupções solares consumindo uma a outra. As imagens dinâmicas das então chamadas "expulsões de massa coronal canibais" foram captadas pela espaçonave Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) da NASA e da Agência Espacial Européia (ESA). Direita: a espaçonave SOHO captou este exemplo de canibalismo de EMC (Expulsões de Massa Coronal) em ação em 6 de junho de 2000. As erupções solares em direção à Terra são potencialmente prejudiciais para a tecnologia avançada, incluindo as comunicações e sistemas de energia, e este comportamento canibalístico podem resultar em futuras tempestades magnéticas. Estas colisões mudam a velocidade da erupção, que é importante para a previsão do clima espacial porque altera o tempo de chegada estimado das explosões de massa coronal (EMCs) à Terra. "O canibalismo é a mais violenta forma de interação entre EMCs," diz Dr. Natchimuthuk Gopalswamy do Goddard, autor principal da uma pesquisa apresentada hoje durante um encontro da Sociedade Geofísica Européia em Nice, França. "Isto acontece quando um EMC lento é expelido antes de um rápido da mesma região geral no Sol. A EMC rápida simplesmente engole a lenta," resultando em uma única e externa. As expulsões de massa coronal são nuvens de bilhões de toneladas de gas magnético eletrificado que as erupções solares lançam ao espaço a velocidades atingindo de poucas centenas a 2000 km/s. Os EMCs direcionados à Terra podem causar tempestades magnéticas quando atingem o campo magnético do nosso planeta, distorcendo sua forma e acelerando eletricamente partículas carregadas dentro dele. Os pesquisadores acreditam que erupções canibais podem ser maiores e mais complexas em estrutura do que as erupções típicas. Essas características fazem com que EMC de "expulsões complexas" causem demoradas tempestades magnéticas quando envolvem a Terra. Acima: Esta seqüência de imagens é de uma animação de computador ilustrando o conceito de um artista do canibalismo de Expulsões de Massa Coronal (EMCs). O tempo solar mais severo é freqüentemente anunciado por dramáticas mostras de auroras boreais, mas tempestades magnéticas são ocasionalmente prejudiciais, potencialmente afetando satélites, comunicações de rádio e sistemas de energia. Entender o que acontece às EMCs no seu caminho para a Terra é importante para avaliar seu impacto no meio espacial próximo a Terra. Observações do experimento de Radio e Onda de Plasma do Wind revelaram ocasionais e intensas explosões de emissão originando-se longe do Sol. Quando Gopalswamy e seus colegas estavam procurando pela fonte dessas explosões de rádio, eles descobriram a interação de expulsões, que produz elétrons de alta energia e causam as explosões de rádio.
Esquerda: Esta foto captada em 24 de março de 2001 por Jan Curtis próximo a Faribanks, Alaska, mostra o que pode acontecer quando uma EMC atinge a magnetosfera da Terra. "Colisões entre EMCs podem ser mais comuns do que se pensava e podem atuar em um papel fundamental na determinação do tráfico interplanetário de EMCs," disse Gopalswamy. Os astrônomos esperam uma taxa elevada de interações de EMCs durante o atual pico no ciclo de 11 anos da violenta atividade solar, chamada máximo solar, porque mais expulsões são expelidas em rápida sucessão. Durante o mínimo solar, apenas uma expulsão em poucos dias é comum; durante o máximo, diversas expulsões podem ocorrer em um dia. > Traduzido e adaptado com permissão de Science@Nasa. Leia a versão em inglês. |