> Interferência bem-vinda (16/03/01)

Cientistas da NASA combinaram luz estrelar dos dois maiores telescópios da Terra para formar uma extraordinária nova ferramente para a busca de planetas fora do Sistema Solar.

Provando que dois telescópios são melhores que um, astrônomos da NASA combinaram luz estrelar de um par de telescópios havaianos de 10 metros, criando um "interferômetro óptico" com o poder de resolução de um enorme telescópio de 85 metros de largura - aproximadamente o tamanho de um campo de futebol.

veja a legendaEste próspero teste no Observatório W. M. Keck em Mauna Kea faz dos telescópios ligados, que juntos são chamados de Interferômetro Keck, o mais poderoso sistema de observação óptica do mundo. O projeto vai eventualmente buscar planetas em volta de estrelas próximas e ajudar a NASA a projetar futuras missões para bases no espaço que podem procurar mundos habitáveis parecidos com a Terra.

Direita: no topo do Mauna Kea, Havaí, astrônomos da NASA ligaram os dois telescópios de 10 metros cada no Observatório W. M. Keck.

"Prosperamente combinar a luz dos dois maiores telescópios da Terra é um fabuloso avanço tecnico," disse Anne Kinney, diretora do programa Busca Astronômica por Origens, da NASA, que inclui o projeto Interferômetro Keck.

Paul Swanson, o diretor do projeto Interferômetro Keck no Laboratório da Jato Propulsão da NASA (JPL) concordou. "Este é um passo principal na criação de toda uma nova classe de telescópios astronômicos. Historicamente, tecnologias inovadoras como os telescópios Hale de 200 polegadas e Hubble têm feito descobertas que ultrapassam o propósito pelo qual foram originalmente construidos."

Desde 1995, astrônomos descobriram quase 50 planetas orbitando outras estrelas. Com a atual tecnologia, que confia principalmente em técnicas velocidade radial (ou "Efeito Doppler") para detectar planetas de uma forma indireta, eles podem encontrar mundos muito grandes, 300 vezes mais massivos que a Terra, que estão localizados próximos às suas estrelas mães. Tais planetas - chamados "Júpiteres Quentes" - não são ideais para habitar vida como a conhecemos.

veja a legendaUsando uma técnica chamada anulamento interferométrico, os cientistas esperam diretamente detectar Júpiteres Quentes com o Interferômetro Keck. O poderoso par de telescópios deve também revelar planetas mais distantes de suas estrelas mães, o que significa que sua luz refletida seria mais escura e difícil de detectar.

Esquerda: a anulação é um processo que reduz a luz gravada da estrela central de um sistema planetário, enquando deixa a luz do planeta desescurecida.

A anulação deve também revelar fracos discos de poeira cercando estrelas próximas, um indicador de sistema planetários. Nosso próprio sistema solar é cheio de poeira espacial. (a enganosa Luz Zosiacal, que observadores do céu de olhos bem afiados podem ver no céu noturno, é luz solar refletida por poeira interplanetária.) Estas pequenas partículas são remanescentes da formação dos planetas há bilhões de anos atrás, entre restos de cometas e asteróides. A quantia de tal poeira orbitando outras estrelas é mal conhecida, mas talvez não por muito tempo. O Interferômetro Keck pode perceber nuvens da então chamada "poeira exozodiacal" comparávens em tamanho ao enxame de pó no nosso sitema.

A poeira exozodiacal é vai ser fonte de ruídos para futuras missões espaciais como o Localizador de Planetas Terrestres (TPF), um interferômetro que vai buscar planetas parecidos com a Terra olhando diretamente para suas emissões de infravermelho. Sondando a poeira exozodiacal em volta das estrelas próximas e testando tecnologias fundamentais, o Interferômetro Keck vai ser um importante aliado do TPF.

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Acima: este disco de poeira, visto cercando Beta Pictoris, uma estrela de apenas 50 anos-luz de distância, pode sinalizar a presença de um jovem sistema solar.

Na segunda-feira, 22 de março de 2001, luz estrelar de HD61294, uma fraca estrela na constelação do Lince, foi capturada por ambos os telescópios Keck e transportados através de um sofisticado sistema óptico medindo 85 metros. Em um tunel subterrâneo as ondas de luz coletadas foram combinadas e processadar com um combinador de brilho e câmera. Óticas adaptáveis removeram a distorção causada pela atmosfera da Terra.

"Esta primeira luz do Interferômetro Keck marca um passo dramático e vai nos ajudar a realizar o último objetivo do Programa Origins - procurar sinais de vida examinando a luz das "Terras" orbitando estrelas próximas, " disse Charles Beichman, cientista chefa da Origins no JPL.

Os testes vão continuar pelos próximos meses. Espera-se que operações científicas limitadas, incluindo a busca por planeta, iniciem sua queda. Cientistas ao redor do mundo vão logo ser convidados a propor estudos que eles gostaria de conduzir usando o Interferômetro Keck. Suas propostas vão passar por uma revisão formal e processos de seleção.

> Traduzido e adaptado com permissão de Science NASA. Leia a versão em inglês.

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