> O grande engano lunar (24/02/01)

Rochas lunares e bom senso provam que os astronautas da Apollo realmente visitaram a Lua.

Buzz Aldrin, na superfície lunar, em 1969Semana passada meu telefone tocou. Era minha mãe... e estava chateada.

"Tony!" ela exclamou, "Eu acabei de vir da cafeteria e há um homem lá que diz que a NASA nunca pousou na Lua. Todos estavam falando sobre isso... I simplesmente não soube o que fazer!"

A última frase foi difícil de engolir, eu pensei. Mamãe nunca fica sem palavras.

Mas mais ainda inacreditável foi a controvérsia que rodava pelo seu restaurante na pequena cidade e em lugares como esse pelo país. Após uma longa ausência, o "Engano Luar" estava de volta.

Todos os boatos sobre a Lua começaram em 15 de fevereiro quando a televisão Fox transmitiu um programa chamado Teoria da Conspiração: Nós Pousamos na Lua? (Conspiracy Theory: Did We Land on the Moon?). Convidados ao show argumentaram que a tecnologia da NASA nos anos 60 não era alta o suficiente para a tarega de um real pouso lunar. Em vez disso, ansiosa para ganhar a Corrida Espacial de qualquer forma, a NASA atuou o programa Apollo em estúdios de filmagem. Os históricos primeiros passos de Armostrong em outro mundo, o passei do Buggy Lunar, e até a tacada de golfe de Al Shepard em Fra Mauro - eram todos falsos!

Felizmente os soviéticos não pensaram nisso antes. Eles poderiam ter filmado suas próprias aterrissagens lunares falsas e realmente envergonhado o mundo livre.

De acordo com o programa a NASA era uma desajeitada produtora de filmes há 30 anos. Por exemplo, Teoria da Conspiração aponta uma aparente discrepância em imagem da Apollo: imagens de astronautas transmitidas da Lua não incluem estrelas no negro céu lunar - um óbvio erro de produção! O que aconteceu? Os produtores de filme da NASA esqueceram de ligar as constelações?

A maioria dos fotógrafos já sabe a resposta: é difícil captar algo muito brilhante e mais algo muito escuro na mesma peça de filme - emulsões típicas não têm suficiente "alcance dinâmico". Astronautas andando através do brilhante solo lunar em suas roupas eram literalmente deslumbrantes. Fixando uma câmera com a exposição própria para roupa espacial resplandacente iria naturalmente tornar as estrelas de fundo muito fracas para se ver.

Aqui há outro: imagens dos astronautas da Apollo erigindo a bandeira americana na Lua mostram a bandeira se dobrando e ondulando. Como pode ser? Afinal de contas, não há vento na Lua...

Buzz Aldrin e Neil Armostrong erguem a bandeira americana na Lua, em 1969Nem toda bandeira ondulante precisa de vento - pelo menos do espaço. Quando os astronautas estavam plantando o pau da bandeira eles giraram-o para trás e para frente para melhor penetrar no solo lunar. Então, é claro que a bandeira ondulou!

O documentário da Fox prosseguiu com vários outros pontos especiosos. Pode-se encontrar refutações detalhadas de cada deles em BadAstronomy.com e na webpage Moon Hoax.

A melhor refutação para as alegações de um "Engano Lunar", no entando, é o sentido comum. Evidência que o programa Apollo realmente aconteceu é compelativa: uma dúzia de astronautas (com câmeras) andaram na Lua entre 1969 e 1973. Nove deles ainda estão vivos e podem testificar sua experiência. Eles não voltaram da Lua de mãos vazias. Assim como a Columbo levou consigo algumas centenas de nativos de volta a Espanha como evidência de sua viagem ao Novo Mundo, os astronautas da Apollo trouxeram rochas lunares para a Terra.

"As rochas lunares são absolutamente únicas", diz Dr. David McKay, Cientista Chefe da Ciência Planetária e Exploração no Centro Espacial Jonhson da NASA. McKay é um membro do grupo que supervisiona o Laboratório de Amostras Lunares onde a maior parte das rochas lunares estão guardadas. "Elas diferem das rochas da Terra em muitos aspectos", diz.

"Por exemplo", explica Dr. Marc Normam, geologista lunar da Universidade da Tasmania, "amostras lunares quase não têm água mantida em sua estrutura de cristal, e substâncias comuns como minerais de barro que são absolutamente presentes da Terra são totalmente ausentes nas rochas lunares."

"Temos encontrado partículas de vidro frsco nas rochas lunares que foram produzidos por atividade vulcânica explosiva e por impactos de meteoritos há mais de 3 bilhões de anos atrás," diz Norman. "A presença de água na Terra rapidamente acaba com tal vidro vulcânico em apenas poucos milhões de anos. Estas rochas devem ter vindo da Lua!"

Felizmente essa evidência não precisa de avaliação em química ou geologia para funcionar. Uma pessoa comum segurando uma rocha lunar em sua mão pode claramente ver que o espécime veio de outro mundo.

"As rochas lunares da Apollo estão ponteadas de pequenas crateras de impactos de metoróides," explica McKay. Isto poderia apenas acontecer a rochas de um planeta com pequena ou nenhuma atmosfera... como a Lua.

rocha lunar e as micro-crateras feitas por meteoróidesMeteoróides são quase microscópicas partículas de poeira de cometas que voa através do espaço a velocidades de mais de 50 000 m/h - dez vezes mais rápido que uma bala. Eles fazem uma perfuração considerável, mas ainda são extremamente frágeis. Meteoróides que atingem a atmosfera da Terra se desintegram no ar rarefeito acima da estratosfera. Mas a Lua não tem uma atmosfera para se proteger. As ficas balas espaciais podem bater diretamente nas rochas lunares, formando inconfundíveis crateras em miniatura.

"Há muitos museus, onde membros do público podem tocar e examinar rochas da Lua, " diz McKay. "Pode-se ver as pequenas crateras de meteoróides."

Assim como os meteoróides constantemente bombardeam a Lua o fazem os raios cósmicos, e também deixam suas impressões digitais nas rochas lunares. "Há isótopos nas rochas lunares, isótopos que nós normalmente não encontramos na Terra, que foram criados por reações nucleares com os raios cósmicos de alta energia, " diz McKay. A Terra é poupada dessa radiação pela nossas protetoras atmosfera e magnetosfera.

Mesmo se os cientistas quisessem fazer algo como uma rocha lunar bombardeando uma rocha da Terra com núcleos atômicos de alta energia, não poderiam. Os mais poderosos aceleradores de partículas da Terra não podem energizar partículas que se igualem aos raios cósmicos, que são acelerados em ondas de explosões de supernovas e em violentos centros de galáxias.

Realmente, diz McKay, falsificar uma rocha lunar bem o suficiente para enganar uma armada internacional de cientistas seria mais difícil do que o Projeto Manhattan. "Seria mais fácil simplesmente ir a Lua e pegar algumas."

"Eu tenho aqui em meu escritório uma grande pilha de livras cheios de pesquisas sobre as rochas lunares da Apollo," diz. "Pesquisadores em milhares de laboratórios examanaram as amostras lunares - não apenas uma pesquisa desafia sua origem!

Até Dr. Robert Park, diretor do escritório em Washington na Sociedade Física Americana e um notável crítica do programa aeroespacial humano da NASA, concorda com a agência espacial nesse ponto. "O corpo de evidência física de que os humanos realmente andaram na Lua é simplesente opressivo."


> Traduzido e adaptado com permissão de Science @ Nasa.gov. Leia a versão original em inglês.

 


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