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O Senhor dos anéis tem mais satélites (31/01/01)
Planeta, acostumado a
surpreender os astrônomos, pode ter 30 luas
por Dante Grecco (Galileu)

1- Titã
A maior lua da família de Saturno e a segunda do
Sistema Solar, só perde para Ganimedes, em Júpiter
2 - Rea
Parecida com Dione. As temperaturas variam entre
-174 ºC, quando é iluminada pelo Sol, e -220 ºC
à sombra
3 - Dione
Provavelmente tem um núcleo rochoso. Ao seu
redor, uma camada de água congelada
4 - Tétis
O satélite é um corpo gelado que tem um enorme
vale com cerca de 65 km de largura
5 - Encelado
Também tem crateras, algumas com até 35 km
de diâmetro. A superfície reflete quase toda a
luz solar
6 - Mimas
Um dos satélites mais internos. A paisagem é
gelada e cheia de crateras
Ele é o segundo maior planeta do
Sistema Solar. À frente de Saturno, em tamanho,
só Júpiter. Os dois gigantes são constituídos
de uma imensa massa de gases, principalmente
hidrogênio e hélio, em volta de um núcleo
insignificante de rocha sólida. Mas Saturno tem
suas peculiaridades. Desde outubro de 2000, ele
passou a liderar o pelotão dos planetas com mais
satélites. Além dos 18 anteriormente conhecidos,
pode ter mais 12. Ou seja, no total, Saturno
teria 30 luas, nove a mais que Urano, o antigo
recordista.
Os corpos recém-descobertos foram avistados por
astrônomos em observatórios do Chile e do Havaí.
Como ainda precisam ser bem estudados, não têm
nome, só códigos. Pequenos, medem até 50 quilômetros,
e apresentam formato irregular. Estão cinco
vezes mais distantes do planetado do que as
grandes luas conhecidas. Por tudo isso, supõe-se
que sejam asteróides capturados pela gravidade
do astro maior. Outros satélites poderão ainda
ser encontrados ao redor de Saturno.
Atrativos
de Titã
| Com
5.150 km de diâmetro, a maior lua de
Saturno não parece ser um lugar muito
convidativo. Em Titã, a temperatura
chega a 150 graus negativos e
praticamente não existe água em estado
líquido. Mas é lá que os cientistas da
Nasa têm esperanças de encontr ar
pistas sobre o aparecimento da vida.
"A atmosfera de Titã é densa e
parecida com a que existia na Terra antes
de a vida florescer", compara Júlio
César Klafke, da Universidade de São
Paulo. Além disso, sua atmosfera é rica
em nitrogênio e hidrocarbon etos, substâncias
formadas por carbono e hidrogênio que
podem provocar as reações químicas
necessárias à formação de aminoácidos
e, por extensão, dos seres vivos. |

Huygens em Titã
Concepção artística mostra a sonda no
satélite
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Duas "orelhas"
O
planeta é um velho conhecido da
humanidade - ele já era citado pelos sábios
da Babilônia no século 7 a.C. Mas
ganhou status depois que o italiano
Galileu Galilei (1564-1642) observou,
pela primeira vez, com ajuda do telescópio,
que ele tinha duas estranhas "orelhas"
nas bordas. Hoje se sabe que o imenso
corpo gasoso é envolvido por milhares de
anéis de cristais de gelo e pequenas
rochas, que medem cerca de 70 mil quilômetros
de largura e 1 quilômetro de espessura.
Não se sabe como se formaram. "Acredita-se
que tenham surgido de grandes luas
desintegradas pelo impacto de cometas ou
de material que nunca se aglomerou",
diz o astrônomo Júlio César Klafke, da
Universidade de São Paulo.
As observações mais recentes mostraram
que os anéis são divididos em sete
grandes regiões, separadas por áreas
com pouca concentração de partículas.
Conhecer melhor essas estruturas e outras
curiosidades do planeta mais bonito do
Sistema Solar levou a Nasa a lançar a
sonda Cassini em 1997. Ela deve entrar na
órbita de Saturno em 2004. A bordo, traz
um trunfo dos astrônomos, a minissonda
Huygens, que deve pousar na superfície
gelada de Titã, uma lua que é quase um
planeta. Pouco menor que Marte, Titã é
um dos grandes satélites de Saturno. Ali,
há sinais da matéria-prima que teria
originado a vida na Terra. |

Nova lua na
família
S/2000 S 1 é o código do primeiro dos
12 prováveis satélites recentemente
descobertos em Saturno
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> Reproduzido com permissão
da Revista Galileu. Veja a versão original.
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