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Terra precoce (19/01/01)
Pequeninos cristais de zircão
encontrados em antigos depósitos fluviais
sugerem que a Terra abrigou continentes e água líquida
notavelmente logo após de sua formação.
Cientistas estão fazendo um
retrato de como a Terra era logo após sua formação
há 4.56 bilhões de anos atrás, baseados em indícios
nos mais antigos grãos minerais jamais
encontrados.
Pequenos zircões (cristais de
silicato de zircônio) encontrados em antigos depósitos
fluviais indicam que a Terra desenvolveu
continentes e água - talvez até oceanos e
ambientes em que a vida microscópica poderia
surgir - 4,3 bilhões a 4,4 bilhões de anos atrás,
incrivelmente logo após sua formação.
Os achados, feitos por dois grupos
de pesquisadores, um na Austrália e outro nos
EUA, sugerem que "água líquida estabiliza-se
rapidamente em planetas como a Terra", diz o
geologista Stephen Mojzsis, um membro do time do
Instituto de Astrobiologia da Universidade de
Colorado - Bouder (da NASA). "Isto aumenta a
probabilidade de achar vida em qualquer outro
lugar do universo" porque condições
condutivas à vida podem evidentemente
desenvolver-se mais rápido e mais fácilmente do
que antes era imaginado.
Isso também "nos dá uma
nova visão da Terra jovem, onde a ela se
resfriou rapidamente" depois de que gás e
poeira no recém-nascido Sistema Solar congelaram-se
para formar planetas, diz o geologista William
Peck, da Universidade de Colgate em Hamilton,
Nova York. "Havia continentes e água
realmente cedo - e tavez oceanos e vida - todos a
serem removidos mais tarde por meteoritos, de que
não se há registro deixado, exceto por estes
zircões."
Até aproximadamente 3,9 bilhões
de anos atras, enxames de cometas e meteoritos
atingiam a Terra jovem freqüente o bastante para
ocasionalmente vaporizar as zonas superficiais
dos oceanos e apagar qualquer resíduo de vida
ali. A mais recente evidência conhecida para
vida microbiana na Terra vem de padrões isótopos
de carbono investigados or Mojzsis e seus colegas
em sedimentos de 3.85 bilh~~oes de anos em
Greenland.
Agora, os zircões da Austrália
Ocidental demonstram que continentes e água
existiram de 4,3 bilhões a 4,4 bilhões de anos
atrás. " A vida poderia ter tido a
oportunidade de começar 400 milhões de anos
antes do que antes fora documentado, " diz
Mojzsis.
"A vida poderia ter surgido várias
vezes, apenas para ser destruída, e apenas ganha
um suporte para se desenvolver quando os
meteoritos se forem," completa Peck.
Mojzsis e
Peck pertencem a times de pesquisa separados, um
que encontrou um zircão de 4,4 bilhões de anos
em 1999 e outro time que desenterrou um par de
zircões de 4,3 billhões de anos ano passado na
mesma área da formação rochosa de Jack Hills
na Austrália Ocidental. Ambos os grupos
publicaram seus estudos em 11 de janeiro de 2001,
assunto do jornão britânico Nature.
O
zircão de 4,4 bilhões de anos é "a nossa
mais recente lembrança da crosta recente"
na Terra, diz Peck. Aquele grão de zircão e o
outro levemente mais jovem medem aproximadamente
250 mícrons de largura - menos que cento de
polegada.
Sua
história começou algum tempo depois da formação
da Terra, quando "água líquida interagia
com as rochas", disse. Aquele interação
pode ocorrer em um dos três modos: quando a água
se troca com minerais nas rochas, quando cristais
se desenvolvem em solução com a água no solo,
ou quando veias minerais são depositadas. A
esposição à água aumentou a proporção das
rochas, normalmente baixa, do incomun isótopo
oxigênio-18 para o mais comum isótopo oxigênio-16,
diz.
Mais
tarde, as rochas fundidas no dubsolo - ou talvez
durante um borbardeamento de meteoritos - e os
zircões se formaram como cristais dentro do
granito fundido que foi congelado para formar
rocha sólida.
O
granito carregado de zircão eventualmente foi
empurrado para cima para formar montanhas, que
mais tarde foram desgastadas. O granito
desapareceu, mas os zircões, no fim das contas,
vieram para descançar 3 bilhões de anos atrás
nos sedimentos fluviais arenosos da Austrália.
Esses sedimentos depois endureceu e se
transformou em rochas que subseqüentemente foram
alteradas pelo calor e pala pressão.
Ambos
os times de pesquisadores usaram instrumentos
chamados microprocessadores de íons para datar e
analizar os cristais de zircão, que freqüentemente
contêm urânio, elementos raros na Terra e
outras impurezas. O Urânio decai para chumbo
numa taxa conhecida. As taxas de urânio-chumbo
nos zircões mostraram que eles se formaram entre
4,4 a 4,3 bilhões de anos atrás quando eles se
cristalizaram no granito fundido.
A
crosta continental é diferente da crosta debaixo
dos oceanos. Granito é uma rocha comum nos
continentes. E os zircões comummente se
cristalizam no granito.
Então
os zircões indicam que o granito estava presente
a 4,3 a 4,4 bilhões de anos atrás, enquanto o
granito indica que os continentes existiam
naquela época.
Antigas
rochas de granito não foram encontradas; foi
tudo subseqüencialmente sendo erodido ou, caso
constrário, reciclado. Os antigos zircões estão
sobrevivendo vestígios de granito da crosta dos
anos jovems da Terra.
"O
fato que você tem um zircão de 4,4 bilhões de
anos de um granito sugere que deve ter sido uma
rocha da crosta continental," diz o
geologista Sam Bowring do Institudo de Tecnologia
de Massachusetts.
As
análises dos microprocessadores de íons de
elementos terrestres raros dentro dos cristais de
zircão também encontraram níveis típicos de
rochas continentais, diz Peck.
A
presença de água na Terra jovem foi confirmada
quando ambos os grupos analizaram os zircões de
isótopos de oxigênio e encontraram a assinatura
"dedo-duro" das rochas que devem ter
sido tocadas por água: uma elevata taxa de oxigênio-18
a oxigênio-16.
Como
resultado, "nós sabemos que havia água líquida
em algum lugar antes de 4,4 bilhões de anos atrás",
diz Peck. A água líquida teve que coletar em
algum lugar, elevando as possibilidades de
oceanos.
Disse
também que parece ter existido porque "para
se fazer continentes, você precisa de água".
Peck
disse que antes de haver oceanos, gigantes placas
da crosta terrestre já poderiam ter iniciado a
se movimentar e a se colidir umas com as outras,
causando grande blocos de rocha que mergulharam
abaixo. Sem os oceanos, aqueles blocos não
poderia ter se fundido para formar rochas
continentais como o granito, disse.
Uma
vez que existiram oceanos, no entento, a água
marinha poderia ter reagido com lava hidratada
saindo da eruptiva de vulcões submarinos em
cumes no meio do oceano. A lava poderia, então,
ter se resfriado e formado um novo solo oceânico,
que mais tarde foi enterrado. A água apanhada em
minerais dentro da rocha submergida reduziu seu
ponto de fundição, ativando erupções vulcânicas
que provavelmente produziu cadeias de ilhas
feitas de rochas de granito. Acha-se que os
"arcos de ilhas" depois se acumularam
para formar continentes.
"Oceanos,
atmosfera e continentes estavam ems seu lugar há
4,3 bilhões de anos atrás, diz Mojzsis.
De
acordo com Peck, os primeiros oceanos devem ter
sido formados de água trazida para a Terra por
cometas ou ter sido emitida durante as recentes
erupções vulcânicas de onde se tornaram
serranias no oceano.
Os
zircões sugerem que a vida poderia existir na
Terra 4,3 bilhões de anos atrás, diz Mojzsis,
porque três fatores-chave necessários para que
a vida tenha suporta estavam presentes: energia,
material orgânico (de cometas invasores e reações
atmosféricas) e - de acordo com os zircões - água
líquida.
> Traduzido e adaptado com
permissão de Science @ NASA. Veja a versão original em
inglês.
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