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 > Leonídeos 2000

Nosso planeta está rumo a um campo de poeira cósmica deixada pelo cometa periódico Tempel-Tuttle. O resultado pode ser uma explosão de meteoros em 17 e 18 de novembro deste ano.

Astrônomos que predizeram a Chuva de Meteoros Leonídeos de 1999 com uma precisão desconhecida dizem que poderia haver uma modesta explosão de Leonídeos em 2000 - o aviso para mais poderosas chuvas em 2001 e 2002. Breves agitações de estrelas cadentes poderiam aparecer em qualquer parte do globo entre o meio-dia local e a madrugada em 17 e 18 de novembro. É esperada uma atividade de cerca de 100 meteoros por hora.

A Lua estará na constelação de Leão em 18 de novembro (onde haverá a chuva), e seu brilho fará com que os meteoros mais fracos se tornem difíceis de ver. Os meteoros leonídeos são causados por pequeninos meteoróides que queimam na atmosfera do nosso planeta assim que a Terra passa próximo à órbita cheia de meteoritos do cometa Tempel-Tuttle. A cada 33 anos, quando o cometa passa pelo sistema solar interior deixa um novo rastro de poeira. Para o Tempel-Tuttle, duas voltas pelo Sistema Solar não são exatamente iguais. A gravidade de Júpiter altera levemente a sua órbita a cada volta. Em conseqüência, cada novo rastro se localiza num diferente lugar. Os vários fluxos de poeira do cometa formam uma variedade de campos cósmicos que a Terra navega todo ano no meio de novembro.

Na maioria dos anos os Leonídeos são um evento pequeno - atingindo não mais que 10 a 15 estrelas cadentes por hora. É isso que ocorre quando a Terra passa por zonas rarefeitas entre os trilhos de poeira do Tempel-Tuttle. Nas raras ocasiões quando nosso planeta passa diretamente em zonas densas de poeira, as taxas de meteoros podem chegar a 100 000 por hora ou mais.

Os Leonídeos, que supreenderam-nos em 1966, são notosamente difíceis de prever. Eles tendem a aconteceu em intervalos de 33 anos quando o cometa está nas redondezas - mas nem sempre. Por exemplo, depois que grandes chuvas de meteoros Leonídeos em 1833 e 1866, os astrônomos confiantemente anunciaram uma mostra histórica em 18 de novembro de 1899. Milhões de pessoas ao redor do mundo estavam assistindo e esperando a Terra passar pela órbita do Tempel Tuttle. E nada aconteceu.

Os astrônomos accham que agora finalmente estão aprendendo os segedos dos vários trilhos do Tempel-Tuttle, que podem ser mudados com encontros gravitacionais do cometa com Jupiter, Saturno e Urano, mas cuidadosamente traçando a óbita e a forma de cada filamento, vários grupos de astrônomos agora acreditam que podem predizer quando a Terra vai acertar um. Sugerem que agora a Terra está indo de encontro com duas nuvens de poeira em 18 de novembro, uma do ano de 1733 e outra de 1866. Infelizmente não passaremos perto deles como em 1999. Não sabem quão largas são as nuvens.

> Dicas para observação dos Leonídeos

As mais altas estimativas para as taxas de meteoros Leonídeos são de 200 a 700 por hora; as mais baixas são de 100 por hora. Os observadores do hemisfério Norte serão favorecidos porque a constelação de Leão atinge maiores altitudes em relação ao hemisfério Sul.

No meio de novembro, Leão aparecerá no horizonte Leste (onde o Sol nasce) logo depois da meia-noite. Vai ser fácil de localizar porque a Lua (quarto crescente) estará dentro dos limites da constelação - você não pode perder! Apesar de que os meteoros vão aparecer nas direções de Leão, podem aparecer em qualquer lugar próximo.

Afinal, a única forma de saber o que vai realmente acontecer - se haverá ou não uma densa chuva de estrelas cadentes - em 18 de novembro é olhar para cima! Veja o Mapa:

> Leia a versão original em inglês.

> Traduzido e adaptado de Science Nasa.


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