A visibilidade dos planetas
Diferentemente
do Sol, nenhum planeta emite luz própria. Os
planetas brilham no céu como pequenos pontos
semelhantes a estrelas, porque refletem a luz
solar. O planeta de aspecto mais luminoso é Vênus,
pois é o mais próximo da Terra; além disso,
sua densa atmosfera reflete com maior intensidade
a luz solar. Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno
também são visíveis a olho nu - de fato, são
conhecidos desde a Antigüidade. Mercúrio é o
planeta de mais difícil observação, por que
sua posição no céu é sempre muito próxima ao
Sol; pode ser visto somente um pouco antes do
amanhecer e imediatamente após o pôr-do-sol.
Urano, que se encontra teoricamente no limite da
visibilidade, escapou da observação dos antigos
e só foi descoberto em 1781. Netuno e Plutão,
que não são observáveis sem a ajuda de telescópio,
foram descobertos em 1846 e 1930, respectivamente.
Famílias de satélites e anéis
Assim
como a Terra, a maior parte dos planetas possui
um ou mais satélites naturais (luas); Mercúrio
e Vênus são os únicos que não possuem.
Os quatro
planetas gigantes estão rodeados de numerosas
famílias de satélites que orbitam em torno do
planeta como se fossem Sistemas Solares em
miniatura. Saturno é o planeta que tem o maior número
de satélites - sabe-se com certeza da existência
de 18 deles, mas é possível que existam outros.
Júpiter é o planeta que possui o maior satélite:
Ganimedes, cujo diâmetro é maior que o do
planeta Mercúrio. É bastante interessante o
caso de Plutão, cujo único satélite conhecido,
Caronte, tem aproximadamente metade do diâmetro
de Plutão; por tal razão, pode-se dizer que
formam um planeta duplo.
Os
quatro planetas gigantes estão rodeados de anéis.
Os mais conhecidos e espetaculares são os de
Saturno, facilmente visíveis por um pequeno
telescópio. Mas a descoberta dis tênues anéis
de Júpiter, Urano e Netuno exigiu sofisticadas
observações a partir da Terra e o envio das
naves Voyager. Os anéis são formados por
fragmentos rochosos e pequenas partículas de pó
e gelo.
A origem do Sistema Solar
O
Sol e o Sistema Solar tiveram origem há 4,5 bilhões
de anos a partir de uma nuvem de gás e pó que
girava ao redor de si mesma. Sob a ação do seu
próprio peso, essa nuvem se achatou,
transformando-se num disco, em cujo centro formou-se
o Sol.
Dentro
desse disco se iniciou um processo de aglomeração
de materiais sólidos que, ao sofrer colisões
entre si, deram lugar a corpos cada vez maiores.
A
composição de tais aglomerados relacionava-se
com a distância que havia entre eles e o Sol.
Longe do astro, onde a temperatura era muito
baixa, os corpos congelaram; perto dele, ao contrário,
o gelo evaporou, restando apenas rochas e metais.
Os planetas terrestres
No Sistema
Solar interior, mais quente, os resto rochosos da
nebulosa deram origens aos planetas. As rochas,
muito numerosas, chocaram-se entre si, formando
aglomerados cada vez maiores chamados
planetasimais. Estes, atraindo-se uns aos outros
pela força da gravidade, resultaram nos quatro
planetas terrestres.
A
superfície dos tais planetas sofreu aquecimento
devido ao constante bombardeio das rochas que
orbitavam ao redor do disco central. Contribuiu
também para tal aumento de temperatura e
radioatividade própria do interior dos planetas.
Como conseqüência do aumento de temperatura, os
metais que compunham parcialmente os planetas
fundiram-se e penetraram nas áreas centrais,
dando origem à formação de veios e depósitos.
Ainda
são perceptíveis as crateras produzidas pelo
impacto dessas rochas espaciais no solo lunar,
bem como nos demais planetas e seus satélites.
Na Terra, as crateras são muito menos visíveis
devido à ação dos agentes atmosféricos e da
vegetação. Nenhum dos outros planetas, porém,
sofreu modificações significativas ao longo dos
últimos bilhões de anos.
Os gigantes gasosos
No
Sistema Solar exterior, talvez devido à presença
de maior número de planetasimais ou à
abundância de água à uma notável distância
do Sol, formaram-se corpos muito mais compactos,
rodeados de famílias inteiras de satélites. A
massa desses corpos era cerca de dez vezes maior
que a da Terra, e sua gravidade suficientemente
elevada para reter densas atmosferas, que haviam
se formado pela atração da parte da nuvem de gás
que ainda rodeava o Sistema Solar primitivo.
Assim, formaram-se em tais regiões os planetas
gigantes gasosos.
Tanto
Júpiter quanto o Sol possuem uma composição
similar à da nebulosa solar original: 74% de
hidrogênio, 24% de hélio e 2% de outros
elementos. Saturno tem composição semelhante,
apesar de apresentar porcentagens inferiores de
hidrogênio e hélio.
Urano
e Netuno parecem possuir um núcleo de maior
tamanho e porcentagens de hidrogênio e hélio
inferiores à de Júpiter e Saturno.
Os asteróides
Parte dos
resíduos rochosos de menores dimensões do
Sistema Solar deu origem a um cinturão (o cinturão
de asteróides), localizado entre as órbitas de
Marte e Júpiter. Os asteróides de maiores
proporções podem ser considerados como pequenos
planetas; já os restantes são apenas grandes
pedras de forma irregular. Calcula-se que a massa
total dos asteróides do cinturão é equivalente
a milésima parte da massa da Terra.
Em
1801, o astrônomo italiano Piazzi descobriu o
primeiro asteróides denominado Ceres, o maior em
tamanho, cujo diâmetro é cerca de 1.000 km.
Em
1993, durante missão através do Sistema Solar,
a sonda espacial Galileo transmitiu à Terra
imagens dos asteróides Gaspra e Ida, que têm
forma irregular e estão pontilhados de crateras.
Apesar de pouca extensão, apenas 55 km, o asteróide
Ida possui um pequeno satélite, chamado Dátil,
de 1,5 km de diâmetro.
Nem
todos os asteróides apresentam a mesma composição,
fato que se deduz a partir dos diferentes modos
de refletir a luz solar. 75% deles são de cor
bastante escura e refletem pouca luz, embora
alguns sejam formados por rochas acinzentadas e
outros mostrem um brilho metálico. Essa
variedade de composição também pode ser
observada nos diferentes tipos de meteoritos que
caem na superfície terrestre.
Além
daqueles localizados no cinturão entre Marte e Júpiter,
existem outros asteróides no Sistema Solar que
descrevem diferentes órbitas. Alguns se
aproximam da órbita da Terra ou até mesmo a
atravessam. Há também outros dois grupos de
asteróides chamados troianos que seguem a órbita
de Júpiter.
Os misteriosos cometas
Os cometas
são misteriosos componentes do Sistema Solar.
Alguns deles, como o famoso cometa Halley foram
capturados pela gravidade do Sol, e descrevendo
órbitas elípticas muito alongadas, reaparecendo
periodicamente. O cometa Halley viaja entre o
Sistema Solar interior e um ponto localizado além
da órbita de Netuno, levando cerca de 76 anos
para completar sua trajetória.
Acredita-se
que na zona de procedência da maioria dos
cometas localiza-se além da órbita de Plutão,
numa região do espaço onde ficaram depositados
muitos fragmentos de gelo, resíduos da formação
do Sistema Solar. Nessa região, chamada nuvem de
Oort, e homenagem ao astrônomo que postulou sua
existência, supões-se que existam mais de 100
bilhões de núcleos de cometas. Da Terra, os
cometas são visíveis apenas quando atraídos
para o interior do Sistema Solar.
Uma "bola de neve suja"
núcleo
de um cometa foi descrito pelo astrônomo Fred
Whipple como uma "bola de neve suja",
por ser uma mistura de gelo, rochas e pó. Quando
um cometa de aproxima do Sol, o calor crescente
começa a derreter e evaporar o gelo. O núcleo,
de vários quilômetros de diâmetro, fica, então,
rodeado por um grande invólucro gasoso, a coma
ou cabeleira, que se estende ao longo de milhares
de quilômetros. O cometa torna-se visível a
partir da luz solar refletida pela cabeleira. À
medida que o calor do Sol se intensifica, os
jorros de pó e gás oriundos do núcleo vão se
orientando em direção contrária à do Sol,
criando longas caudas. Apesar de espetaculares,
os cometas contém pouquíssima matéria, cerca
da bilionésima parte da massa da Terra.
Os
astrônomos observam anualmente, em média, mais
de vinte cometas, alguns dos quais novos, ou seja,
estão sendo observados pela primeira vez, e
outros periódicos. Porém, os cometas quase
nunca são suficientemente brilhantes para
permitir a observação a olho nu.
Em
1986, os astrônomos conseguiram ver pela
primeira vez um cometa a pouca distância, quando
a sonda espacial européia Giotto aproximou-se a
apenas 600 km do núcleo do cometa Halley.
A Lua
A Lua, único satélite
natural da Terra, não possui água em estado líquido
nem uma atmosfera perceptível, sua composição
é aproximadamente a mesma da Terra, o que leva a
teorias onde a Lua teria sido formada dentro da
mesma nuvem de poeira na qual se formou o nosso
planeta. Sua superfície é coberta de crateras,
e grandes extensões planas chamada de Mares.
Composição
Atmosférica:
Não
detectada
Dados
Relevantes:
Massa:
0,0123 ( Terra = 1 )
Densidade
Média: 3,34 ( Água = 1 )
Diâmetro
Equatorial: 0,27 ( Terra = 1 )
Período
Orbital em torno da Terra: 27,11 dias terrestre
Período
de Rotação: 27,11 dias terrestres
Distância
Média da Terra: 384.000 km
Temperatura
Média na Superfície: -173C a 127C
Meteorito
Meteoritos
são corpos celestes que conseguem chegar a
superfície terrestre sem serem desintegrados
durante a sua entrada na atmosfera. Estudos na
composição dos meteoritos indicam que estes são
basicamente compostos de rocha, ferro e níquel,
levando-se a conclusão que são remanescentes de
corpos maiores originados durante o período de
formação do sistema solar e posteriormente
fragmentados, assemelhando-se em origem e composição
aos asteróides.
Meteoro
Meteoro
é o nome dado ao fenômeno luminoso produzido
pela entrada de partículas de material
interplanetário, provenientes do espaço, na
atmosfera terrestre. Conhecido popularmente com o
nome de "estrela-cadente", os meteoros
apresentam sua característica de um risco de luz
no céu noturno devido a queima e vaporização
de uma destas partículas produzida pela fricção
com o ar. Dependendo do tamanho da partícula,
esta pode ou não ser inteiramente vaporizada,
conseguindo assim alcançar a superfície, sendo
chamadas então de meteoritos.
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