Coleção Universo, fascículo 1

Nosso planeta, a Terra, faz parte do Sistema Solar, juntamente com uma estrela, o Sol, outros oito planetas e uma imensa quantidade de corpos menores.

Sistema Solar é um conjunto de planetas, asteróides e cometas, que giram ao redor do Sol. Cada um mantém sua respectiva órbita em virtude da intensa força gravitacional exercida pelo astro, que possui massa muito maior que de qualquer outro planeta. A Terra é um desses corpos celeste, e o Sol, a estrela mais próxima de nós, não é diferente das outras estrelas que vemos brilhar no céu à noite.

O Sistema Solar é constituído da matéria residual resultante da formação do Sol. As estrelas tem origem no colapso gravitacional de uma nuvem de gás (a compressão da nuvem devido ao seu próprio peso); ao redor da estrela, os restos da nuvem condensam-se, formando corpos menores, os planetas. Por essa razão, é bastante provável que existam muitos sistemas planetários similares àquele que abriga a Terra. De fato, dados recentes confirmam que ao redor de outras estrela existem planetas ou sistemas planetários semelhantes ao nosso Sistema Solar.

As órbitas dos planetas

s corpos mais importantes do Sistema Solar são os nove planetas que giram ao redor do Sol, descrevendo órbitas elípticas, isto é, órbitas semelhantes à circunferências achatadas, ligeiramente excêntricas. O Sol não está exatamente no centro dessas órbitas, razão pela qual os planetas podem encontrar-se, às vezes, mais próximas ou mais distantes do astro.

Por exemplo, a distância da Terra ao Sol vario de 147 a 152 milhões de km no decorrer de seis meses. Como se pode observar, a diferença não é muito grande, o que significa que as órbitas dos planetas são, efetivamente, quase circulares.

Mercúrio e, sobretudo, Plutão constituem importantes exceções a tal regra. Plutão é i planeta mais distante do Sol (sua distância máxima é 7 bilhões e 375 milhões de km); entretanto, em determinados períodos, 1979 por exemplo, Plutão estava mais próximo do Sol do que Netuno; em 1989, o planeta alcançou sua distância mínima do astro, que é de 4 bilhões e 425 milhões de km.

Sete dos nove planetas que circulam ao redor do Sol descrevem órbitas que estão praticamente do mesmo plano, ou seja, os planetas sempre encontram-se dentro de uma faixa de constelações, ao constelações zodiacais, facilmente identificadas no céu. Uma vez mais, as exceções são Mercúrio e Plutão - a órbita do primeiro tem inclinação de 7º em relação à da Terra, e a do segundo, 17º.

Quanto maior a distância entre a Terra e o Sol, maior i tempo que o planeta leva para completar sua órbita. Enquanto mercúrio leva 88 dias para percorres sua órbita, Plutão demora 248 anos.

Os planetas do Sistema Solar

Os nove planetas do Sistema Solar diferenciam-se em dimensão e aspecto. Entretanto, podem ser classificados em dois grupos: os quatro planetas mais próximos do Sol são conhecidos como planetas terrestres, telúricos ou internos; os quatro seguintes, como planetas gasosos, gigantes ou externos. Plutão, o nono planeta, não se enquadra nessa classificação.

Duas famílias de planetas

Apesar de cada um deles apresentar características próprias, os planetas do Sistema Solar dividem-se em duas grandes famílias: os planetas terrestres, telúricos ou internos, e os planetas gasosos, gigantes ou externos. À primeira família pertencem , alem da Terra, Mercúrio, Vênus e Marte; a segunda família compreende Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Outra vez, Plutão não se encaixa nessa classificação.

Os planetas terrestres, aqueles mais próximos ao Sol são pequenos e rochosos. Recebem tal nome pelo fato que, em vários aspectos, se assemelham à Terra. Também possui atmosfera, exceto Mercúrio, que carece quase totalmente dela, pois sua gravidade é muito pequena para reter gases.

 

Os planetas gigantes, ao contrário, são basicamente constituídos de gases, especialmente Júpiter, e por isso são também chamados de planetas jupiterianos.

Localizado nos limites do Sistema Solar, Plutão é diferente de todos os outros. Trata-se de um pequeno planeta - seu diâmetro de 2.320 km eqüivale a menos da metade de Mercúrio e menos de 1/5 do diâmetro da Terra, e sua massa é igual à quinta parte da massa lunar. Quanto a composição, Plutão é formado por rochas (67%) e gelo (33%). É possível que sua origem não seja a mesmo dos demais planetas.

 

DADOS

Dist. Mín. E máx. do Sol (milhões de km)

Diâmetro (Km)

Velocidade orbital média

(km/s)

Período de rotação em torno do seu próprio eixo

Período de translação ao redor do Sol

Massa

(Terra = 1)

Satélites observados

Mercúrio

46 - 69,8

4.878

47,87

58,65 dias

87,97 dias

0,055

0

Vênus

107,4 - 109

12.103

35,03

243,01 dias

224,70 dias

0,82

0

Terra

147 - 152

12.756

29,79

23h56min

365,26 dias

1

1

Marte

206,7 - 249,1

6.794

24,13

24h37min

686,98 dias

0,11

2

Júpiter

7409 - 815,7

142.984

13,06

9h55min

11,86 anos

317,90

16

Saturno

1.347-1.507

120.536

9,64

10h40min

29,42 anos

95,19

18

Urano

2.735-3.004

51.118

6,81

17h18min

83,75 anos

14,54

15

Netuno

4.456-4.537

48.528

5,43

16h17min

163,72 anos

17,15

8

Plutão

4.425-7.375

2.320

4,74

6dias 9h

248 anos

0,0025

1

 

A visibilidade dos planetas

Diferentemente do Sol, nenhum planeta emite luz própria. Os planetas brilham no céu como pequenos pontos semelhantes a estrelas, porque refletem a luz solar. O planeta de aspecto mais luminoso é Vênus, pois é o mais próximo da Terra; além disso, sua densa atmosfera reflete com maior intensidade a luz solar. Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno também são visíveis a olho nu - de fato, são conhecidos desde a Antigüidade. Mercúrio é o planeta de mais difícil observação, por que sua posição no céu é sempre muito próxima ao Sol; pode ser visto somente um pouco antes do amanhecer e imediatamente após o pôr-do-sol. Urano, que se encontra teoricamente no limite da visibilidade, escapou da observação dos antigos e só foi descoberto em 1781. Netuno e Plutão, que não são observáveis sem a ajuda de telescópio, foram descobertos em 1846 e 1930, respectivamente.

Famílias de satélites e anéis

Assim como a Terra, a maior parte dos planetas possui um ou mais satélites naturais (luas); Mercúrio e Vênus são os únicos que não possuem.

Os quatro planetas gigantes estão rodeados de numerosas famílias de satélites que orbitam em torno do planeta como se fossem Sistemas Solares em miniatura. Saturno é o planeta que tem o maior número de satélites - sabe-se com certeza da existência de 18 deles, mas é possível que existam outros. Júpiter é o planeta que possui o maior satélite: Ganimedes, cujo diâmetro é maior que o do planeta Mercúrio. É bastante interessante o caso de Plutão, cujo único satélite conhecido, Caronte, tem aproximadamente metade do diâmetro de Plutão; por tal razão, pode-se dizer que formam um planeta duplo.

Os quatro planetas gigantes estão rodeados de anéis. Os mais conhecidos e espetaculares são os de Saturno, facilmente visíveis por um pequeno telescópio. Mas a descoberta dis tênues anéis de Júpiter, Urano e Netuno exigiu sofisticadas observações a partir da Terra e o envio das naves Voyager. Os anéis são formados por fragmentos rochosos e pequenas partículas de pó e gelo.

A origem do Sistema Solar

O Sol e o Sistema Solar tiveram origem há 4,5 bilhões de anos a partir de uma nuvem de gás e pó que girava ao redor de si mesma. Sob a ação do seu próprio peso, essa nuvem se achatou, transformando-se num disco, em cujo centro formou-se o Sol.

Dentro desse disco se iniciou um processo de aglomeração de materiais sólidos que, ao sofrer colisões entre si, deram lugar a corpos cada vez maiores.

A composição de tais aglomerados relacionava-se com a distância que havia entre eles e o Sol. Longe do astro, onde a temperatura era muito baixa, os corpos congelaram; perto dele, ao contrário, o gelo evaporou, restando apenas rochas e metais.

Os planetas terrestres

No Sistema Solar interior, mais quente, os resto rochosos da nebulosa deram origens aos planetas. As rochas, muito numerosas, chocaram-se entre si, formando aglomerados cada vez maiores chamados planetasimais. Estes, atraindo-se uns aos outros pela força da gravidade, resultaram nos quatro planetas terrestres.

A superfície dos tais planetas sofreu aquecimento devido ao constante bombardeio das rochas que orbitavam ao redor do disco central. Contribuiu também para tal aumento de temperatura e radioatividade própria do interior dos planetas. Como conseqüência do aumento de temperatura, os metais que compunham parcialmente os planetas fundiram-se e penetraram nas áreas centrais, dando origem à formação de veios e depósitos.

Ainda são perceptíveis as crateras produzidas pelo impacto dessas rochas espaciais no solo lunar, bem como nos demais planetas e seus satélites. Na Terra, as crateras são muito menos visíveis devido à ação dos agentes atmosféricos e da vegetação. Nenhum dos outros planetas, porém, sofreu modificações significativas ao longo dos últimos bilhões de anos.

Os gigantes gasosos

No Sistema Solar exterior, talvez devido à presença de maior número de planetasimais ou à abundância de água à uma notável distância do Sol, formaram-se corpos muito mais compactos, rodeados de famílias inteiras de satélites. A massa desses corpos era cerca de dez vezes maior que a da Terra, e sua gravidade suficientemente elevada para reter densas atmosferas, que haviam se formado pela atração da parte da nuvem de gás que ainda rodeava o Sistema Solar primitivo. Assim, formaram-se em tais regiões os planetas gigantes gasosos.

Tanto Júpiter quanto o Sol possuem uma composição similar à da nebulosa solar original: 74% de hidrogênio, 24% de hélio e 2% de outros elementos. Saturno tem composição semelhante, apesar de apresentar porcentagens inferiores de hidrogênio e hélio.

Urano e Netuno parecem possuir um núcleo de maior tamanho e porcentagens de hidrogênio e hélio inferiores à de Júpiter e Saturno.

Os asteróides

GaspraParte dos resíduos rochosos de menores dimensões do Sistema Solar deu origem a um cinturão (o cinturão de asteróides), localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter. Os asteróides de maiores proporções podem ser considerados como pequenos planetas; já os restantes são apenas grandes pedras de forma irregular. Calcula-se que a massa total dos asteróides do cinturão é equivalente a milésima parte da massa da Terra.

Em 1801, o astrônomo italiano Piazzi descobriu o primeiro asteróides denominado Ceres, o maior em tamanho, cujo diâmetro é cerca de 1.000 km.

Em 1993, durante missão através do Sistema Solar, a sonda espacial Galileo transmitiu à Terra imagens dos asteróides Gaspra e Ida, que têm forma irregular e estão pontilhados de crateras. Apesar de pouca extensão, apenas 55 km, o asteróide Ida possui um pequeno satélite, chamado Dátil, de 1,5 km de diâmetro.

Nem todos os asteróides apresentam a mesma composição, fato que se deduz a partir dos diferentes modos de refletir a luz solar. 75% deles são de cor bastante escura e refletem pouca luz, embora alguns sejam formados por rochas acinzentadas e outros mostrem um brilho metálico. Essa variedade de composição também pode ser observada nos diferentes tipos de meteoritos que caem na superfície terrestre.

Além daqueles localizados no cinturão entre Marte e Júpiter, existem outros asteróides no Sistema Solar que descrevem diferentes órbitas. Alguns se aproximam da órbita da Terra ou até mesmo a atravessam. Há também outros dois grupos de asteróides chamados troianos que seguem a órbita de Júpiter.

Os misteriosos cometas

Os cometas são misteriosos componentes do Sistema Solar. Alguns deles, como o famoso cometa Halley foram capturados pela gravidade do Sol, e descrevendo órbitas elípticas muito alongadas, reaparecendo periodicamente. O cometa Halley viaja entre o Sistema Solar interior e um ponto localizado além da órbita de Netuno, levando cerca de 76 anos para completar sua trajetória.

Acredita-se que na zona de procedência da maioria dos cometas localiza-se além da órbita de Plutão, numa região do espaço onde ficaram depositados muitos fragmentos de gelo, resíduos da formação do Sistema Solar. Nessa região, chamada nuvem de Oort, e homenagem ao astrônomo que postulou sua existência, supões-se que existam mais de 100 bilhões de núcleos de cometas. Da Terra, os cometas são visíveis apenas quando atraídos para o interior do Sistema Solar.

Uma "bola de neve suja"

núcleo de um cometa foi descrito pelo astrônomo Fred Whipple como uma "bola de neve suja", por ser uma mistura de gelo, rochas e pó. Quando um cometa de aproxima do Sol, o calor crescente começa a derreter e evaporar o gelo. O núcleo, de vários quilômetros de diâmetro, fica, então, rodeado por um grande invólucro gasoso, a coma ou cabeleira, que se estende ao longo de milhares de quilômetros. O cometa torna-se visível a partir da luz solar refletida pela cabeleira. À medida que o calor do Sol se intensifica, os jorros de pó e gás oriundos do núcleo vão se orientando em direção contrária à do Sol, criando longas caudas. Apesar de espetaculares, os cometas contém pouquíssima matéria, cerca da bilionésima parte da massa da Terra.

Os astrônomos observam anualmente, em média, mais de vinte cometas, alguns dos quais novos, ou seja, estão sendo observados pela primeira vez, e outros periódicos. Porém, os cometas quase nunca são suficientemente brilhantes para permitir a observação a olho nu.

Em 1986, os astrônomos conseguiram ver pela primeira vez um cometa a pouca distância, quando a sonda espacial européia Giotto aproximou-se a apenas 600 km do núcleo do cometa Halley.

A Lua

Lua (polo norte)A Lua, único satélite natural da Terra, não possui água em estado líquido nem uma atmosfera perceptível, sua composição é aproximadamente a mesma da Terra, o que leva a teorias onde a Lua teria sido formada dentro da mesma nuvem de poeira na qual se formou o nosso planeta. Sua superfície é coberta de crateras, e grandes extensões planas chamada de Mares.

 

Composição Atmosférica:

Não detectada

Dados Relevantes:

Massa: 0,0123 ( Terra = 1 )

Densidade Média: 3,34 ( Água = 1 )

Diâmetro Equatorial: 0,27 ( Terra = 1 )

Período Orbital em torno da Terra: 27,11 dias terrestre

Período de Rotação: 27,11 dias terrestres

Distância Média da Terra: 384.000 km

Temperatura Média na Superfície: -173C a 127C

Meteorito

Meteoritos são corpos celestes que conseguem chegar a superfície terrestre sem serem desintegrados durante a sua entrada na atmosfera. Estudos na composição dos meteoritos indicam que estes são basicamente compostos de rocha, ferro e níquel, levando-se a conclusão que são remanescentes de corpos maiores originados durante o período de formação do sistema solar e posteriormente fragmentados, assemelhando-se em origem e composição aos asteróides.

Meteoro

Meteoro é o nome dado ao fenômeno luminoso produzido pela entrada de partículas de material interplanetário, provenientes do espaço, na atmosfera terrestre. Conhecido popularmente com o nome de "estrela-cadente", os meteoros apresentam sua característica de um risco de luz no céu noturno devido a queima e vaporização de uma destas partículas produzida pela fricção com o ar. Dependendo do tamanho da partícula, esta pode ou não ser inteiramente vaporizada, conseguindo assim alcançar a superfície, sendo chamadas então de meteoritos.

 

 

 

 

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