Fosforescência nos céus saturnianos

Como a Terra, Saturno também recebe o vento solar com auroras polares, um espetáculo de luzes celestes.

A belíssima imagem ao lado, feita pelo telescópio Hubble, não é a primeira a mostrar a aurora polar em Saturno. Em 1979, a nave Pionner 11 batia a primeira foto do fenômeno. E o próprio Hubble já fez outras, semelhantes, há uns três ou quatro anos. A diferença é que este é o primeiro flagrante captado pelo espectógrafo de imagem do telescópio espacial, instalado em fevereiro do ano passado. O instrumento enxerga em vários tipos de luz, do infravermelho (calor) ao ultravioleta (um tipo de raio luminoso mais energético que a luz visível, imperceptível para os olhos humanos). Dez vezes mais potente que o seu antecessor, fez uma foto da aurora de Saturno em detalhes jamais vistos. Como acontece na terra, os discos fluorescentes nos pólos saturnianos são causados pela chuva de partículas lançadas pelo Sol, chamada vento solar. São prótons e elétrons que varrem constantemente o Sistema Solar. Ao passar perto de um planeta, eles são sugados pelos pólos magnéticos, como que por um ralo, e se chocam com átomos e moléculas dos gases que constituem a atmosfera. Aí emitem luz. É assim na Terra, é assim em Saturno. A nova imagem do Hubble mostra que a cortina de luzes saturnianas têm ondulações aparentemente fixas, que não acompanham o movimento de rotação do planeta. Mas as regiões mais brilhantes mudam muito rapidamente e giram junto com ele. Com tantos detalhes captados pelo novo instrumento do Hubble, os astrônomos esperam medir com maior precisão o campo magnético de Saturno. Uma prova que deve ser realizada in loco pela Cassini, que chega lá em 2004.

Revista Superinteressante

Fontes:

 

 

 

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