| > Urano Urano é
o sétimo planeta em distância a partir do Sol e
o terceiro em tamanho, com um diâmetro de 51 000
km. Parece constituir-se de uma densa mistura de
diferentes tipos de gelo e gás ao redor de um núcleo
sólido. Sua atmosfera compõe-se de traços de
metano, que dá ao planeta uma coloração azul-esverdeada,
e sua temperatura no topo das nuvens é de cerca
de -210ºC. Urano é, entre os planetas que foram
observados de perto, o que apresenta menos
estruturas: até agora foram vistas apenas
algumas nuvens de metado congeladas. Urano é o
único dos planetas que tem o eixo de rotação
no plano orbital. Como conseqüência do seu eixo
de rotação fortemente inclinado, Urano gira de
lado ao longo de sua trajetória orbital ao redor
do Sol, ao passo que os outros planetas giram
mais ou menos em pé. Urano é rodeado por onze
anéis que são compostos de rochas entremeadas
com faixas de poeira. Os anéis contém a matéria
mais escura do Sistema Solar e são extremamente
estreitos, e pór isso é difícil detectá-los;
nove deles têm menos de 10 km de largura, ao
contrário da maior parte dos anéis de saturno,
cuja largura é de milhares de quilômetros.
Existem quinze luas uranianas conhecidas, todas
de gelo, e a maior parte delas está fora dos anéis.
As dez luas mais internas são pequenas e escuras,
com diâmetros inferiores a 160 km e as cindo
mais externas têm diâmetros entre 470 e 1 600
km. As luas mais externas apresentam uma grande
variedade de características em sua superfície.
Miranda tem a superfície mais diversificada, com
regiões cheias de crateras nas quais se elevam
enormes espinhaços e penhascos com 20 km de
altura.
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Urano na Mitologia
Na
mitologia grega, Uranus representava o céu. Era
filho e marido de Gaea, a Terra, com quem gerou
os gigantes e ciclopes, dos quais baniu da família
a Tartarus, e mais tarde os titans. Gaea estava
brava por seus filhos terem sido presos por
Uranus, e mandou os Titans contra ele. Cronus,
seu guia, castrou Uranus e o sucedeu como
regulador do Universo. Segundo a Theogonia de
Hesiod, Afrodite nasceu da espuma dos genitais
descartados de Uranus quando caíram no mar.
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Satélites
Urano
tem cinco satélites maiores: Miranda, descoberto
por Gerard Kuiper em 1948; Ariel e Umbriel,
descobertos por William Lassell em 1851; e
Titania e Oberon, descobertos por William
Herschel em 1787. Mais 10 pequenos satélites
foram descobertos em fotografias da Voyager 2,
todos orbitando em órbitam bem dentro da de
Miranda. Os cinco maiores satélites - e pelo que
parece os menores - parecem estar numa órbita
sincrônica; isto é, eles estão sempre com a
mesma face voltada para Urano durante suas órbitas.
Como as partículas nos anéis de Uranos, os satélites
têm a superfície negra como carvão. Alguns dos
satélites maiores parecem ter algum brilho,
refletindo desde 19% (Umbriel) a 40% (Ariel) da
luz solar que cai neles. Além de ser o satélite
maior mais escuro, Umbriel é o que tem menos
marcas geológicas. Os outros quatro satélites têm
complexas evidências geológicas.
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Ficha Técnica Diâmetro
equatorial: 51.800 km
Distância média
do Sol: 2.871.000.000 km
Período de
translação (ANO): 84 anos
terrestres
Período de rotação
(DIA): 17 horas e 12 minutos.
Gira em sentido retrógrado.
Inclinação de
sua órbita em relação à eclíptica:
0° 48'
Inclinação de
seu eixo de rotação em relação ao
eixo eclíptico: 97° 55'
Excentricidade de
sua órbita: 0,046
Principais
componentes atmosféricos:
hidrogênio, hélio e metano
Temperatura
superficial: -212° C
Gravidade:
0,93 G (1 G = 9,8 m/s2)
Satélites:
(15) Cordelia, Ofelia, Blanca, Cresida,
Desdémona, Julieta, Porcia, Rosalinda,
Belinda, Puck, Miranda, Ariel, Umbriel,
Titania e Oberón.
Anéis:
possui onze.
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