1.Excretar significa eliminar do nosso corpo os resíduos metabólicos celulares.
2.Os produtos de nossa digestão, após a abosorção pelo
intestino, são conduzidos, pelo sangue, para todas as células do nosso corpo. A
utilização destas substâncias durante o metabolismo celular, produz resíduos. Os
resíduos mais comuns são o CO2 e H2O que são facilmente eliminados. Entretanto, os
resíduos da utilização das proteínas, devido ao grupamento amina (NH2), produz os
produtos nitrogenados (amônia, uréia e acido úrico).
3.Em relação à toxidade e a solubilidade poderemos considerar a seguinte
ordem descrescente: amônia, uréia e ácido úrico.
4.Os animais unicelulares, poríferos e celenterados realizam a eliminação dos
resíduos metabólicos de suas células através da difusão. Os platelmintos, utilizam a
rede de células flamas. Os nematelintos excretam através do sistema do "tipo
H". Os anelídeos, em cada segmento do corpo possuem nefrídios, que desembocam no
segmento corporal anterior, o nefróstoma coletor.
Os
moluscos drenam da cavidade pericárdia os excretas através de nefrídios. Os crustáceos
possuem a glândula-verde, e elimina os excretas através de poros existentes na base das
antenas. Os aracnídeos possuem as glândulas-coxais e nefrídios. Os insetos possuem um
complexo de túbulos ligados ao intestino que recebem o nome de túbulos de Malpighi. Os
equinodermas excretam através das brânquias.
5.Peixes de água doce recebem água do ambiente, urinam muito
(diluída) e não bebem água. Os peixes de água salgada perdem água para o ambiente,
urinam pouco (concentrada) e bebem muita água. Em relação aos sais, os peixes de água
doce absorvem, por transporte ativo, sais da água ambiente e os peixes de água salgada,
eliminam os sais para o ambiente, também, com gasto de energia. Os peixes cartilaginosos
excretam uréia.
6.Parte do sangue que sai do coração pela artéria aorta, é
desviado para as artérias renais que penetram nos rins. Após os processos fisiológicos
que ocorrem nos rins, o sangue sai através das veias renais que desembocam na veia cava
inferior e retorna ao coração. A urina produzida é drenada através dos ureteres e
acumulada na bexiga urinária. Desta, é eliminada para o ambiente através da uretra.
7.A unidade filtrante dos rins é o néfron que é composto
basicamente por: cápsula de Bowmann (local de contato direto com os capilares -
glomérulo), onde ocorre a filtragem dos líquidos sanguíneos; ligado à cápsula de
Bowmann, encontramos o túbulo contornado proximal (local de ativa reabsorção
(transporte ativo) de glicose, aminoácidos, etc; na alça de Henle, ocorre,
principalmente, a reabsorção de sais (transporte ativo) e de água por osmose; na parte
final do néfron encontramos o túbulo contornado distal, que termina a reabsorção ativa
de sais e, passiva, de água. Todas as substâncias que não retornaram ao sangue
formarão a urina.
8.A secreção que ocorre a nível do néfron está relacionada
ao controle do pH do sangue. Íons hidrogênio reduzem o pH do sangue e íons amônio
aumentam o pH, tornando a sangue estável.
9.Podemos encontrar três tipos de rins: pronéfron, mesonéfron
e metanéfron. O rin pronéfron é o mais primitivo, possui estrutura filtrante semelhante
ao nefrídio e localiza-se na região anterior do corpo, encontrado nas larvas dos
vertebrados e é permanente nos ciclóstomos; o mesonéfron localiza-se na parte mediana
do corpo e possui parte filtrante semelhante aos nefrídios e aos glomérulos, são
encontrados em embriões de peixes e anfíbios adultos; o metanéfron é o mais evoluído,
localizado na região abdominal, composto apenas por glomérulos e ocorrem em répteis,
aves e mamíferos.
10.Dois hormônios atuam nos processos de excreção: a
vasopressina ADH (hormônio antidiurético) e o aldosterona. O ADH é produzido no
hipotálamo e acumulado na hipófise, e atua no controle hídrico do nosso corpo e o
aldosterona no controle de sal (Na). Quando o nosso corpo está com pouca água, o ADH é
liberado aumentando a permeabilidade das membranas e facilitando o processo de
reabsorção de água pelos capilares que envolvem os néfrons. O aldosterona é produzido
no córtex da supra-renal e a sua liberação é ativado pela angiotensina (presente no
sangue) e produzida no fígado sob a forma de angiotensinogênio. A transformação de
angiotensinogênio em angiotensina ocorre através da participação da renina, uma enzima
produzida nos rins.