

|
No asséptico futuro de GATTACA, não existe mais as diferenças e imperfeições genéticas. Nesse futuro utópico e indefinido, as pessoas têm os seus genes previamente selecionados e manipulados antes de nascer e toda a vida definida dentro de um padrão estabelecido em laboratório. A ditadura da "perfeição genética" causa um forte preconceito com aqueles que desejam ter seus filhos à moda antiga, reservando um futuro de sucesso somente à aqueles que têm a garantia de uma genética acima de qualquer suspeita.
O elenco foi muito bem escalado. O jovem Ethan Hawke está muito bem como um "In-válido" Vincent, acompanhado da sempre ótima Uma Thurman como uma Irene "válida" e do não menos excelente Jude Law fazendo Jerome, um traficante de genes.
O filme nos mostra uma trama inteligente e bem estruturada. Ela mostra aos espectadores um questionamento de que mesmo com toda a tecnologia e ciência, nós nunca poderemos reproduzir a alma e os sentimentos humanos inatos.
Por pouco GATTACA não se transformou num clássico moderno da ficção científica de peso de um "Blade Runner". O filme poderá até se tornar num cult, mas só o tempo virá. Mas independente de comparações com outros filmes, GATTACA já pode ser considerado um dos melhores filmes do gênero. Infelizmente faltou algo na mão do diretor inglês Andrew Nicoll... talvez um pouco de ousadia.
Mesmo assim ele realizou um filme com estilo próprio. O filme, que foi produzido por Danny DeVito (ele mesmo!!) conta com um visual "retrô-futurista" muito interessante e com uma excelente trilha sonora de Michael Nyman que consegue manter a insólita atmosfera de um futuro que beira ao fantástico.
|