 
 |
Os franceses gastaram 100 milhões de dólares para mostrar qua fazem filmes iguais aos americanos. Mas com uma diferença. Na tentativa de se pintar um futuro diferente, Luc Besson usou e abusou das cores. Ficou legal pacas!
O roteiro não é lá muito original, embora o jogo de “quem está com as pedras” é bastante divertido. O argumento também não é muito original nem impressionante, mas se apresenta sem grandes “furos”, o que é um bom sinal.
Mas o ponto forte do filme é o Design, isto é, as idéias que os produtores tiveram para tentar vislumbrar o futuro. Ao contrário de outros filmes do gênero Cyberpunk, que gostam de usar apenas matizes cinzas. A intenção é inovar, e, todos os aspectos. Mistura-se, muitas vezes, o inovador com o "retrô": Um apartamento hiper moderno com uma janelinha na porta para o gato entrar. Um vendedor de comida tailandesa usando um barco que flutua no ar. Carros flutuantes com cara de Aero-Willis. Um barato!
Os Alienígenas, aparentemente comuns nesse futuro, dão um toque especial de criatividade, principalmente o Aknot e seus guerreiros "Mangalores" e os salvadores do universo, "Mondoshawans", humanódes artificiais, projetados para serem perfeitos.
Além de tudo, o diretor Luc Besson quis dar um estilo fin de siècle ao filme. "O Quinto Elemento" mais parece um desfile de Moda Verão com ritmo de vídeo-game. O figurino do filme é assinado pelo famoso estilista francês Jean-Paul Gaultier que brinca à vontade com as cores, adereços e penduricálios.
Em resumo é um filme divertido, agradável aos olhos e uma diversão garantida e sem muita pretensão.
|