O DIA SEGUINTE - PÁGINA DA NECROSE

O DIA SEGUINTE (The Day After)
Com: Jason Robards, Steven Guttenberg, John Cullum, Bibi Besch, Georgann Johnson,
1983, 126 Minutos, Direção: Nicholas Meyer
Cotação:

Cartaz
Um filme aterrador. Mais do que um filme, uma ferramenta de conscientização pública, que na minha opinião funcionou muito bem. Após a distribuição deste filme, ficou clara a intenção da maioria dos países de encerrar a guerra fria e iniciar um processo de desarmamento. Este processo só não foi adiante por causa do desmantelamento das instituições públicas da antiga União Soviética. Hoje, apesar dos distúrbios internas na Rússia e países vizinhos, o medo de uma hecatombe nuclear não é tão grande. Provavelmente sua bombas estão em tamanho mal estado de conservação que explodiriam antes de alçar vôo.
Na produção do filme foi utilizado todo o conhecimento disponível sobre os efeitos de uma explosão atômica e da radiação liberada por ela. Proporcionando um realismo quase absurdo. O filme só pode ser chamado de ficção porque o número de bombas que explodiram foi pequeno. Na verdade, o resultado de uma guerra atômica de larga escala, com o número real de bombas disponíveis, seria o total e instantâneo extermínio da vida na terra ou até a sua destruição, por reação em cadeia.
Devido às cenas chocantes proporcionadas pelo realismo utilizado, o filme foi proibido em muitos cinemas. Quando lançado em vídeo, locadoras tiveram que usar artifícios (tais como trocar a capa do filme) para que as "autoridades" ou clientes "sensíveis" não descobrissem a sua existência. Mas tudo isto só serviu para aguçar nossa curiosidade. No final acabou até passando até na televisão. Um dos poucos filmes que eu chamaria de educativo.
Colaboração: Fernando Muad'Dib
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