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Grandes organizações mundialmente famosas, como a NASA, GE, PAN-AM, IBM e outras cooperaram com o produtor a fazer um filme que seria um esboço realístico de um mundo a 30 anos do futuro. Visto que "um esboço realístico" seria apenas mais uma dessas velhas tolices e alguns pensaram: "Kubrick, você também?". Mas sucede que aquele diretor barbudo é algo muito mais do que se havia imaginado...
A primeira sequência do filme foi uma surpresa. Esperava-se ver, em miniaturas, uma cidade do século 21, e em lugar disso vimos macacos! Esses macacos encontram um monolito fincado na terra. Cheios de curiosidade eles o tocam, mas não sabem do que se trata. Mais tarde, porém, um dos macacos (Amigo da Lua) aprende a usar os ossos de quadrúpede para matar inimigos e caçar. Esta "invenção" de uma arma ou instrumento parece fortuita, mas a platéia pôde ver que o monolito tinha alguma coisa a ver com o ocorrido.
O monolito seria um sinal de Deus ou teria sido feito por alguém do espaço infinito? Parece conter uma mensagem, parece ser um observador, uma sentinela*.
O macaco aprendeu a usar o osso e em comemoração, atira-o ao ar. A "camera" mostra o osso solto graciosamente no ar, em movimento lento. Repentinamente isso se dissolve em um veículo espacial em direção a uma estação orbital. Essa mudança de cena é maravilhosa!
Homo sapiens, que evoluiu do macaco, que aprendeu a usar um osso como uma arma, viaja agora no espaço. E agora o instrumento feito pelo homem não é seu servo, mas seu senhor. A nave especial "Discovery" com destino a Júpiter, é controlada por uma AI (Inteligência Artificial) chamada "HAL 9000" que é reponsável pela vida de seus tripulantes. Este computador é um símbolo da mais avançada tecnologia humana e é uma paródia do próprio homem se tornando instrumento. |