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Óleo e Sal.

Nossa intenção, prezado leitor, é a de procurar a melhor opção para cada aspecto da vida. Como falamos de saúde, esta prioridade de prioridades, temos envidado esforços para escolher as informações mais procedentes, indicando os melhores métodos. Não é fácil independizar-se de interesses, padrões, costumes, tendências, conveniências, riscos e até de certas “éticas” para sempre indicar o que se demonstra melhor. Mas é preciso que alguém faça isto, tome alguma iniciativa neste sentido. Embora não tenhamos pretensões perigosas como a de “monopolizar a verdade” ou “adornar-se da razão”, pois sabemos que não há verdade absoluta em ciência, queremos oferecer realmente o mais salutar e o mais sensato, despretensiosa e desprendidamente. Com sua ajuda e apoio.

Sua comida não terá nada a perder. Seu bolso e sua saúde, entretanto, só lucrarão. Falamos das últimas recomendações nutricionais quanto à necessidade de diminuir os teores do óleo e de sal na comida.

A maioria das cozinheiras (e cozinheiros) usa mais óleo e sal do que o organismo necessita. Infelizmente, acostumamo-nos com uma alimentação excessivamente salgada e oleosa, e não o percebemos. Quando se diminui o teor destes ingredientes, é comum ouvir a queixa de que a comida está insossa ou “sem graça”.

Recentes pesquisas demonstram, sem sombra de dúvida, que a aterosclerose cardiovascular e a hipertensão arterial, ligadas às principais causas de morte, encontram-se intimamente associadas a determinados hábitos alimentares errados, como o consumo excessivo de cloreto de sódio e gorduras.

As últimas recomendações diminuem para 0,5 a 3,6g por dia a ingestão de sal, e para 25 a 30% das calorias a ingestão de gordura. Mas freqüentemente as pessoas ingerem mais de 10g de sal e mais de 35 ou 40% de gordura diariamente, e não vêem nada de anormal nisso!

Que tal nivelar sua comida com estas recomendações médicas? Não se trata de indicação para doentes, apenas, mas indicação principalmente para os que desejam preservar a saúde.

O custo da alimentação também diminui, segundo levantamentos econômicos. Imagine um serviço de alimentação atendendo 1.000 comensais por dia no almoço. A quantidade de óleo de adição média para cada refeição é 30 ml, o que equivale a um gasto diário de 33 latas de óleo de 900 ml. Ora, esta quantidade é excessiva, mas não é raro ocorrer tal exagero. Quase todos os serviços de alimentação se excedem no óleo, o que é extensivo, talvez, à sua cozinha doméstica. Se diminuirmos este teor para a metade, economizaremos 15 latas por dia, e nada menos que 3.500 latas por ano, o que representa poupança de centenas de reais! E isto sem falar no grande benefício que a saúde auferirá. No que diz respeito ao gosto da comida, é interessante assinalar que dificilmente os clientes percebem alguma alteração, se é que tudo tenha sido feito com os devidos critérios. O mesmo se pode (e se deve) fazer em relação ao sal de cozinha.

Na esfera doméstica, também haverá representativa economia ao longo dos anos. A economia mais importante, contudo, diz respeito a provável diminuição das despesas com farmácia, hospitais e médicos.

(Dr. Daniel Boarim)

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