muchas
canciones de Capoeira
Pega esse nego derruba no chão
Esse nego é valente
Esse nego é o cão
Pega esse nego derruba no chão
Derruba no chão conforme a razão
Pega esse nego derruba no chão
Derruba no chão com um pé no pulmão
Pega esse nego derruba no chão
Esse nego é maluco
Esse nego é ladrão
Dá dá dá no negro
No negro você não dá
Dá dá dá no negro
Mas se der vai apanhar
Dá dá dá no negro
No negro você não dá
Dá dá dá no negro
Jogue o negro para cima
Dá dá dá no negro
Deixa o negro vadiar
Dá dá dá no negro
No negro você não dá
Dá dá dá no negro
Eu pisei na folha seca
De fazer chuê chuá
chuê chuê chuê chuá
Eu vim fazer chuê chuá
chuê chuê chuê chuá
Eu vim fazer chuê chuá
chuê chuê chuê chuá
Bentivi jogou
Gamelera no chão
Bentivi jogou
Gamelera no chão
Jogo que eu vi
Gamelera no chão
Jogo jogou
Gamelera no chão
É de manhã, Idalina tá me chamando
Idalina tem o costume
De chamar e vai andando
É de manhã, Idalina tá me chamando
O Idalina meu amor
Idalina tá me esperando
É de manhã, Idalina tá me chamando
De mandar e se vai andando
É de manhã, Idalina tá me chamando
Idalina tem o costume
Danado de falar de homem
É de manhã, Idalina tá me chamando
Idalina meu amor
Idalina tá me esperando
É de manhã, Idalina tá me chamando
Marimbondo marimbondo
Pelo sinal
Marimbondo me mordeu
Pelo sinal
Oi me mordeu foi no umbigo
Pelo sinal
Mas se fosse mais prá baixo
Pelo sinal
O mundo estava perdido
Pelo sinal
Marimbondo que è danado
Pelo sinal
Marimbondo è venenoso
Pelo sinal
Olha lá o negro
Olha o negro sinhá
Olha lá o negro
Olha o negro sinhá
Mas que nego danado
Olha o negro sinhá
Oi me pega esse nego
Olha o negro sinhá
E derruba no chão
Olha o negro sinhá
Esse nego è valente
Olha o negro sinhá
Esse nego è um cão
Olha o negro sinhá
Olha lá o nego
Olha o negro sinhá
Mas castiga esse nego
Olha o negro sinhá
Mas conforme a razão
Olha o negro sinhá.
Esse nego è ligeiro
Olha o negro sinhá
Esse nego è limão
Olha o negro sinhá
Esse nego è safado
Olha o negro sinhá
Esse nego è cão
Olha o negro sinhá
Queria ir mas agora não vou mais
No caminho me apareceu uma cobra de corais
E a cobra lhe morde
Senhor São Bento
E a cobra lhe morde
Senhor São Bento
E a cobra lhe morde
Senhor São Bento
Mas que cobra valente
Senhor São Bento
O veneno da cobra
Senhor São Bento
Ela vai te matar
Senhor São Bento
Olha que cobra malvada
Senhor São Bento
Ela vai te pegar
Senhor São Bento
Oia o veneno da cobra
Senhor São Bento
Ela vai te matar
Senhor São Bento
Oia que cobra malvada
Senhor São Bento
Ela vai te pegar
Senhor São Bento
Oia o veneno da cobra
Senhor São Bento
Ela vai te matar
Senhor São Bento
Oia que cobra malvada
Senhor São Bento
Ela vai te pegar
Senhor São Bento
Sai sai Catarina
Saia do mar venha ver Idalina
Sai sai Catarina
Oh Catarina venha ver
Sai sai Catarina
Oh saia do mar venha ver Idalina
Sai sai Catarina
Oh Catarina venha ver
Sai sai Catarina
Oi sim sim sim
Oi não não não
Mas hoje tem amanhã não
Mas hoje tem amanhã não
Oi sim sim sim
Oi não não não
Mas hoje tem amanhã não
Olha a pisada de lampião
Oi sim sim sim
Oi não não não
Mas hoje tem amanhã não
Mas hoje tem amanhã não
Oi sim sim sim
Oi não não não
Oia a pisada de lampião
Oia a pisada de lampião
Oi sim sim sim
Oi não não não
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda, ela manda botar
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda e dá salto morta
Dona Maria do Camboatá
Ela chega na venda e começa a gingar
Dona Maria do Camboatá
A canoa virou marinheiro
Oi no fundo do mar tem dinheiro
A canoa virou marinheiro
Oi no fundo do mar tem dinheiro
A canoa virou marinheiro
Vou dizer a meu senhor
Que a manteiga derramou
Vou dizer a meu Senhor
Que a manteiga derramou
A manteiga não é minha
A manteiga é para filha de Ioio
Vou dizer a meu senhor
Que a manteiga derramou
Oi a manteiga do patrão
Caiu no chão e derramou
Vou dizer a meu senhor
Que a manteiga derramou
Quem è você que acaba de chegar
Quem è você que acaba de chegar
Eu sou o besouro preto
Besouro de Mangangá
Eu vim lá de Santo Amaro
Vim aqui só prá jogar
Quem è você que acaba de chegar
Quem è você que acaba de chegar
Eu sou o Mestre Zapata
Me chamam de Mangangá
Bala de rifle não pega
Que dirá faca prá matar
Quem è você que acaba de chegar
Quem è você que acaba de chegar
Eu sou o Besouro Preto
Besouro de Mangangá
Ando com o corpo fechado
Carrego meu patuá
Quem è você que acaba de chegar
Quem è você que acaba de chegar
Aqui em Maracangalha
você não vai escapar
Contra faca de tucum
Ninguém pode se salvar
Quem è você que acaba de chegar
Quem è você que acaba de chegar
Foi meu avo que me disse
Que foi na Bahia ele viu na ribeira
O moleque de uma perna só
Que gingava pulava e dava rasteira
Cabeçada, rabo de arraia, martelo cruzado
Não era brincadeira
Foi ai que eu acreditei
Ele viu foi Saci jogando Capoeira
Pererê Pererê Pererê
Moleque Saci não era brincadeira
Pererê Pererê Pererê
Meu avo que me disse ele não diz besteira
Pererê Pererê Pererê
E Maria tava chorando
porque seu amor foi embora
Ele foi
Foi lá prá beira do cais
Jogar Capoeira de Angola
Chora Maria chora
Chora Maria seu bem foi embora
Chora Maria chora
Oi prá beira do cais jogador de Angola
Chora Maria chora
Chora Maria porque a roda demora
Chora Maria chora
A roda só para no romper da aurora
Chora Maria chora
Chora Maria, Maria agora
Chora Maria chora
Quem mandou tu querer Capoeira de Angola
Chora Maria chora
Oi me dá meu dinheiro
Oi me dá meu dinheiro valentão
Me dá meu dinheiro valentão
Oi que no meu dinheiro
Ninguém põe a mão
Oi me dá meu dinheiro
Eh me dá meu dinheiro valentão
Que no meu dinheiro ninguém põe a mão
Oi me dá meu dinheiro
Oi me dá meu dinheiro valentão
Que eu dou uma rasteira
Te ponho no chão
Oi me dá meu dinheiro
Oi me dá meu dinheiro valentão
Você não conhece o meu esporão
Oi me dá meu dinheiro
Oi ligeiro, oi ligeiro
Paraná
Pudim é ligeiro
Paraná
Oi ligeiro, oi ligeiro
Paraná
A Simona è ligeira,
Paraná
Oi ligeiro, oi ligeiro
Paraná
O Fifiè ligeiro
Paraná
Oi ligeiro, oi ligeiro
Paraná
Eu também sou ligeiro
Paraná
Luanda ê meu boi
E Luanda ê Pará
Teresa samba deitada
Oi Marina samba de pé
E lá no cais da Bahia
Na roda de Capoeira
Não tem lelê não tem nada
não tem lelê nem làlà
Oi não tem lelê nem làlà
O laê laê lá
O lê lê
O laê laê lá
O lê lê
O laê laê lá
O lê lê
Vou dizer minha mulher, Paraná
Capoeira me venceu, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Ela quis bater pé firme, Paraná
Isso não aconteceu, Paraná
Paraná ê ...Oh Paranauê, Paraná
Paranauê, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Assim dera que o morro, Paraná
Se mudou para a cidade, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
E' batuque todo dia, Paraná
Mulata de qualidade, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Vou mimbora pra Bahia, Paraná
Eu aqui não fico não, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Se não for essa semana, Paraná
E' a semana que vem, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Dou no escondo a ponta, Paraná
Ninguém sabe desatar, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Eu sou braço de maré, Paraná
Mas eu sou maré sem fim, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Tum tum tum tum Capoeira no céu vou jogar
Tum tum tum tum Capoeira no céu vou jogar
Já joguei com seu Pastinha
Já joguei com Mestre Bimba
Já joguei com Lampião
Tum tum tum tum Capoeira no céu vou jogar
Tum tum tum tum Capoeira no céu vou jogar
Já joguei na ribeira
Já joguei na Arari
Já joguei na Conceição
Tum tum tum tum Capoeira no céu vou jogar
Tum tum tum tum Capoeira no céu vou jogar
Eh besouro, chamado Cordão de Ouro
Eh besouro, chamado Cordão de Ouro
Foi na Bahia de São Salvador
Jogava a Capoeira
Prá mostrar o seu valor
Foi na Bahia de São Salvador
Jogava a Capoeira
Prá mostrar o seu valor
Mandei benzer meu berimbau na capela
Mandei benzer meu berimbau na capela
Em homenagem a Bimba
Toca Iuna e Benguela
Em homenagem a Bimba
Toca Iuna e Benguela
Sô angoleiro que veio de Angola
Jogo com Deus e com Nossa Senhora
Sô angoleiro que veio de Angola
Oi de Angola, de Angola, de Angola
Sô angoleiro que veio de Angola
Toco o atabaque, o berimbau e a viola
Sô angoleiro que veio de Angola
Jogo com você a qualquer hora
Sô angoleiro que veio de Angola
Capoeira
É defesa, ataque
A ginga de corpo
E a malandragem
São Francisco Nunes
Preto velho meu avô
Ensinou para o meu pai
Mas meu pai não me ensinou
Capoeira
E' defesa, ataque
A ginga de corpo
E a malandragem
O Maculelê
a dança do pau
A roda da Capoeira
è no toque do berimbau
Capoeira
E' defesa, ataque
A ginga de corpo
E a malandragem
Eu já tive em Moçambique
Eu já tive em Guiné
Tô voltando de Angola
Com o jogo de Malé
Capoeira
E' defesa, ataque
A ginga de corpo
E a malandragem
Se você quiser aprende
Vai ter que praticar
Mas na roda de Capoeira
E' gostoso de jogar
Capoeira
E' defesa, ataque
A ginga de corpo
E a malandragem
Solta a mandinga ê
Solta a mandinga a
Solta a mandinga ê, Capoeira
Solta a mandinga a
Solta a mandinga ê
Solta a mandinga a
Solta a mandinga ê, Mestre Bimba
Solta a mandinga a
Zum zum zum Besouro Mangangá
Bateu na Policia de soldado a general
Zum zum Besouro Mangangá
Entrava na roda e não parava de jogar
Zum zum Besouro Mangangá
Salomé Salomé
Homem Pequeno é ladrão de mulher
Salomé Salomé
Mestre pequeno è ladrão de mulher
Salomé Salomé
Jogador, jogador
Jogador de Capoeira
Jogador, jogador
Jogue e não faça besteira
Jogador, jogador
Jogador de Capoeira
Jogador, jogador
E' legal è legal
Oi joga Capoeira è um negocio legal
E' legal è legal
Oi toca berimbau è um negocio legal
E' legal è legal
Oi tocar pandeiro è um negocio legal
E' legal è legal
Oi tocar atabaque è um negocio legal
E' legal è legal
Sim sinhá, sim sinhô
Salve a Bahia de São Salvador
Sim sinhá, sim sinhô
E Mestre Bimba de São Salvador
Sim sinhá, sim sinhô
Eu vi a cegonha voando prá cá
Cuidado menino, ela quer te pegar
Eu vi a cegonha voando prá cá
Oi voando prá cá, e voando prá lá
Eu vi a cegonha voando prá cá
Oi cegonha danada ela quer te matar
Eu vi a cegonha voando prá cá
Casca dura è madeira de lei
E' madeira de lei, è madeira de lei
Casca dura è madeira de lei
E' madeira de lei, è madeira de lei
Casca dura è madeira de lei
Oi chegou a turma do mestre Burguês
Casca dura è madeira de lei
E' madeira de Lei, è madeira de lei
Casca dura è madeira de lei
Meu Besouro voou
Pega esse Besouro
Meu Besouro voou
Pega esse Besouro
E, e, e, a
meu besouro acabou de voar
E, e, e, a
meu besouro acabou de voar
E, e, e, a
Meu besouro foi pro Paraná
Meu Besouro voou
Pega esse Besouro
Meu Besouro voou
Pega esse Besouro
E, e, e, a
meu besouro acabou de voar
E, e, e, a
Prá nunca mais voltar
Meu Besouro voou
Pega esse Besouro
Meu Besouro voou
Pega esse Besouro
Quando eu entrar você entra
Era meu mano, era eu
Quando eu sair, você sai
Era meu mano, era eu
A alegria do vaqueiro è ver a queda do boi
A alegria do vaqueiro è ver a queda do boi
A alegria do velho è dizer quem foi
A alegria do velho è dizer quem foi
O meu pai sempre dizia
Que mulher matava homem
O meu pai sempre dizia
Que mulher matava homem
Agora acabei de ver
Quando não mata consome
Agora acabei de ver
Quando não mata consome
Serra pau, serra madeira
Turma da Muzenza não è brincadeira
Serra pau, serra madeira
A turma do Bimba não è brincadeira
Serra pau, serra madeira
Bimba mandou bater
Bater
Bimba mandou jogar
Jogar
Bimba mandou cantar
Cantar
Ajuda eu berimbau
Ajuda eu a cantar
Ajuda eu berimbau
Ajuda eu a cantar
Preto velho
no tempo do cativeiro
Trabalhava o dia inteiro
Na senzala madrugar
Numa maneira
De domingo no terreiro
Capoeira e sua dança
Ocultar
Negro africano
Que è de sangue nosso irmão
Em terras brasileiras
Criou a Capoeira
Pra sua libertação
E na província
Quisera la acabar
Plantou muito broto de cana
Planto e mando brotar
Ajuda eu berimbau ...
Andorinha voou Capoeira, Capoeira
Vou dizer pro meu amor
Seu mergulho ligeiro
Seu bote certeiro
Martin Pescador
Capoeira ligeiro menino
Lá de São Salvador
Foi festa da ribeira
De armada e rasteira
Eu sou bom jogador
Segura ià ià
Segura ioiô
Capoeira ligeira de São Salvador
Segura ià ià
Segura ioiô
Fica na boca do rio
Tu tá correndo perigo
Fica na boca do rio
Tu tá correndo perigo
Malandro do papo branco
Jacaré è crocodilo
Isso tu que è camarada
Osso duro de roer
Menino toma cuidado
Olha lá jacaré quer te morder
Rastejando que nem cobra
Sem mexer no matagal
Saiu da boca do rio
Oi ai jacaré do Pantanal
Assim diz o ditado
Vou dizer dessa maneira
Alende ero menino
Malandro marcou bobeira
Jacaré comeu demais
Foi dormir na Capoeira
Foi ai que um dia eu vi
Malandro jacaré vira carteira
Eu vi, eu vi jacaré virou saco de bobeira
Eu vi, eu vi vendendo couro de jacaré na feira
Eu vi, eu vi jacaré vacilou na Capoeira
Eu vi, eu vi o dia que jacaré virou carteira
Eu vi, eu vi cochilou tomou rasteira
Vou contar uma historia
Que há muito me ocorreu
Nas andanças da madruga
Quando o negro apareceu
Fui a ele apresentado
E por um amigo meu
Ele disse que era mestre
E ao nego eu me apeguei
Ele dava rasteira
Dava aú com uma das mãos
O danado desse negro parece
A bala de canhão
O que ele faz brincando
Você não faz nem zangado
O danado desse nego
Parece que está endiabrado
Eu falei
Negro danado, negro danado
O que ele faz brincando
Você não faz nem zangado
Negro danado ...
Prepara o corpo que o espirito esquentou
Sô Capoeira, onde tem biriba eu tou
Prepara o corpo que o espirito esquentou
Sô Capoeira, onde tem biriba eu tou
E no tempo da malícia e da brincadeira
Só quem não sabe è o Capoeira
Muito cabra já tombou
Sô Capoeira, onde tem biriba eu tou
Sô Capoeira, onde tem biriba eu tou
E hoje em dia
Na cabeça Mestre Bimba
Que com toda a sua mandinga
A Regional ele criou
Sô Capoeira, onde tem biriba eu tou
Sô Capoeira ...
E a Capoeira que nasceu foi na Bahia
Todos sabem que hoje em dia
Pelo mundo se espalhou
Sô Capoeira, onde tem biriba eu tou
Sô Capoeira ...
Meu berimbau instrumento genial
Meu berimbau você è fenomenal
Berimbau, instrumento que tem corda
Toca a paz, toca a guerra
E também chulas de amor
Entro na roda logo vou te carinhando
Com a baqueta e com a ruela
Minha chula eu vou cantando
Meu berimbau ...
Ai ai ai ai doutor
General foi pro mar, eu também vou
Ai ai ai ai doutor
Na onda do mar eu também vou
Ai ai ai ai doutor
General foi pro mar eu também vou
Ai ai ai ai doutor
Maré maré
Maré da beira mar
Maré ...
arè da beira rio
Maré ...
Maré da beira do mangue
Maré ...
Maré da beira do lago
Maré ...
Ao meu mestre muito obrigado
Pela Capoeira eu poder jogar
Pelo aú, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira ...
Ao meu Deus muito obrigado
Pela Capoeira ...Pelo aú, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira ...
Aos meus amigos muito obrigado
Pela Capoeira ...Pelo aú, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira ...
Ao Mestre Bimba muito obrigado
Pela Capoeira ...Pelo aú, pelo "s" dobrado
Pela Capoeira ...
Eu não sou daqui
Marinheiro sô
Eu não tenho amor
Marinheiro sô
Eu sou da Bahia
Marinheiro sô
De São Salvador
Marinheiro sô
O marinheiro marinheiro
Marinheiro sô
Quem te ensinou a nadar
Marinheiro sô
O foi o tombo do navio
Marinheiro sô
O foi o balanço do mar
Marinheiro sô
La vem la vem
Marinheiro sô
Ele vem faceiro
Marinheiro sô
Todo de branco
Marinheiro sô
Com seu bonezinho
Marinheiro sô
O Capoeira antigamente
Tinha que se movimentar
Que era pra enganar a gente
Que era pra negacear
Agora tá diferente
Capoeira tá parado, oi iá iá
Joga no mesmo lugar
Oi pula prá lá, pula prá cá, vai
Capoeira parado não dá
Oi la ginga menino
Oi la sai do lugar
Capoeira ...
Oi la pula no alto
Da salto mortal
Capoeira ...
Oi la ginga menino
Oi lá sai do lugar
Capoeira ...
Oi não se vê mais negativa
Onde è que anda a rasteira
Nunca vi mais meia lua
Inventaram a tal ponteira
não se vê mais um cabra leve
Brincando na bananeira
Isso me deixa confuso
Será que isso ai è Capoeira
Olha ginga menino
Oi lá sai do lugar
Capoeira ...
Oi lá pula pro alto
Dá salto mortal
Capoeira ...
Oi se arrasta no chão
Que nem cobra coral
Capoeira ...Oi ninguém bate uma palma
Oi meu Deus, ninguém responde o refrão
Ninguém faz uma cantiga
Do fundo do coração
Oi ninguém mais respeita o mestre
Que tem tanto prá ensina
Isso me deixa confuso
Oi onde isso tudo vai parar
Oi lá bate uma palma
Vamo cantar
Capoeira ...
Olha a ginga menino
Oi lá sai do lugar
Capoeira ...
Oi ia pula no alto
Dá salto mortal
Capoeira ...Oi lá ginga prá lá
Pula prá cá
Capoeira ...
Oi onde è que anda a malícia
Onde è que anda a mandinga
Eu posso ver 100 Capoeira
Todos tem a mesma ginga
Pode ser que eu teje velho
As coisas tem que mudar
E' mas parado como punho fechado
Que que è meu irmão
Oi lá ginga menino
Oi lá dá salto mortal
Capoeira ...
Ginga prá lá
Ginga prá cá
Capoeira ...
E' todo mundo de cara amarrada
Oi meu Deus todo mundo querendo brigar
Sô na boca de espera
Mas sem saber esperar
A Capoeira era no corpo
Foi parar noutro lugar
E meu mestre sempre me disse
Ei Toni, Capoeira parado não dá
Oi lá joga menino
Oi lá sai do lugar
Capoeira ...
Olha pula no alto
dá salto mortal
Capoeira ...
Se arrasta no chão
Que nem cobra coral
Capoeira ...
Cuidado! Cuidado com essa ponteira
Isso não è Capoeira
Isso pode matar
Isso è golpe perigoso
Segura se moço, não dá prá acertar
Segura não da prá acertar
Segura não dá prá acertar
O jogo da Capoeira já foi brincadeira
Boa de brincar
Hoje è uma guerra de foice
Na troca de coice
Ninguém vai ganhar
Oi lá coice por coice
Ninguém vai ganhar
Oi lá coice por coice
Ninguém vai ganhar
O que era liberdade, hoje nessa cidade
E' só escravidão
Escravo da ignorância
Escravos da arrogância
Não persegue irmão
Irmão perseguindo irmão
Irmão perseguindo irmão
Quem planta desarmonia
Vai colher um dia
Dor e solidão
Vai receber seu castigo
Sem um ombro amigo
Só humilhação
Sem um ombro amigo
Só humilhação
Sem um ombro amigo
Só humilhação
Tem mestre que no passado
Quis ser respeitado batendo
E hoje è arrependido vendo que
O tempo todo só era temido
O tempo todo só era temido
O tempo todo só era temido
O tempo todo só era temido
Hoje ele vive sozinho
Pisando em espinho
Com a alma a sangrar
Cuidado com a Capoeira
Que ela não se esquece
Um dia vai cobrar
A Capoeira um dia vai cobrar
Cuidado! Cuidado com essa ponteira
Isso não è Capoeira
Isso pode mata
Isso è golpe perigoso
Segura seu moço
não dá prá acertar
Segura não dá pra acertar
Segura não dá pra acertar
Segura não dá pra acertar
Segura não dá pra acertar
No caminho do engenho
O velho no caminho era Nicolau
Era noite de lua cheia
Tocando um berimbau
Uma cantiga sentida
Falando de uma outra vida
Que por ele foi vivida
Na escravidão sofrida
Oi ià da era colonial
Hoje ainda posso ouvir
Perto do canavial
Na noite de lua cheia
Uma cantiga sentida
Falando de outra vida
E' o canto de Nicolau
Oi Nicolau, Nicolau
Na noite de lua cheia
E' o canto de Nicolau
Capoeira veio aqui
Dos quilombos de Zumbi
Como angola ela chegou
E aqui luta virou
Nego fugia da senzala
Perseguido de todo alarido
Pra lutar
Olha a armada, meia lua e cabeçada
A rasteira e a queixada
Pra matar
Capoeira dizia, Capoeira fazia
Liberdade pro negro, liberdade pra vida
Capoeira hoje em dia, è Brasil e alegria
Vem pra roda vamos jogar
Oooooo, Capoeira, Capoeira
Oooooo ...
Oooooo ...
Ai meu tempo faz tanto tempo
Que o meu tempo não volta mais
Quando os negros de aruanda
Cantavam todos iguais
Nos somos pretos da catanga de Aruanda
A Conceição iremos louvar
Ananaê, ê, ê, anana ê, ê, a
Preto velho ficava sentado
No batente do velho portão
Preto velho com sua viola
Preto velho com seu violão
Preto velho com sua viola
Preto velho com seu violão
Lá na festa da Conceição
Todo mundo pedia e implorava
O menino pegava a viola
Preto velho então cantarolava
O menino pegava a viola
Preto velho então cantarolava
Ai meu tempo faz tanto tempo
Que o meu tempo não volta mais
Quando os negros de Aruanda
Cantavam todos iguais
Lava,lava, lavadeira
A roupa do capoeira
Porque hoje é domingo
amanhã segunda-feira
Hoje a festa é no Bonfim
amanhã tem na Ribeira
Oi, vai ter roda de samba
e jogo de capoeira
Muleque toma cuidado
com o tombo da ladeira
Sua roupa está limpa
coitada da lavadeira
Lava, lava, lavadeira
Valha-me Deus, Senhor São Bento
Eu vou cantar meu Barravento
Valha-me Deus, Senhor São Bento
Buraco velho tem cobra dentro
Valha-me Deus, Senhor São Bento
Eu vinha vindo pela estrada
Valha-me Deus Senhor São Bento
Quando uma cobra apareceu
Valha-me Deus, Senhor São Bento
Eu cantei São Bento Grande
Valha-me Deus, Senhor São Bento
A cobra não me mordeu
Valha-me Deus, Senhor São Bento
Eu vou levar meu Barravento
Valha-me Deus, Senhor São Bento
Este gunga é meu
Esse gunga é meu e eu não posso vender
Este gunga é meu
Este gunga é meu
Este gunga é meu
Este gunga é meu e não dou a ninguém
Este gunga é meu
Este gunga é meu
Este gunga é meu
Foi meu pai quem me deu
Iê tava em casa
Iê tava em casa
Sem pensa sem maginá
Delegado no momento
Já mandoume intimá
Para dar depoimento
Daquilo que eu não sabia
É verdade meu colega
Com toda diplomacia
Prenderam o capoeira
Dentro da secretaria
minha mãe tinha três filhos
Eu era o mais sossegado
Sía boca da noite
Chegava de madrugada
Na roda de capoeira
Nunca dei meu golpe errado
Ah! Ah!
Viva meu Deus
Manoel dos Reis Machado
foi embora e nos deixou
Deus lhe ponha em bom lugar
pois é merecedor
Foi o rei da capoeira
foi ele que me ensinou
Ele foi mestre dos mestres
meu mestre que Deus levou
se não joga mais na Terra
pode lá no céu jogar
com Traíra e Besouro
Aberre e Valdemar
Ele foi rei aqui na Terra
e hoje é rei em outro lugar
Camará
Iê viva meu Mestre
Iê viva meu Mestre Camará
Iê quem me ensinou
Iê quem me ensinou Camará
Iê a capoeira
Iê a capoeira Camará
Iê viva a Bahia
Iê viva a Bahia Camará
Iê dá volta ao mundo
Iê dá volta ao mundo Camará
Chora capoeira
Capoeira chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
Chora capoeira
Capoeira chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
Mestre Bimba foi embora
Mas deixou jogo bonito
Deve estar jogando agora
Numa roda no infinito
Chora Capoeira
Capoeira Chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
Mestre de capoeira
Existem muitos por aí
Mas igual ao Mestre Bimba
Nunca mais vai existir
Chora Capoeira
Capoeira Chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
Mestre Bimba foi embora
Para nunca mais voltar
Disse adeus à capoeira
E foi pro céu descansar
Chora Capoeira
Capoeira Chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
Atenção capoeirista
Por favor tire o chapéu
Que Mestre Bimba está jogando
Numa roda lá no céu
Chora Capoeira
Capoeira Chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
No dia da sua morte
Berimbau silenciou
Sete dias de luto
Toda Bahia ficou
Chora Capoeira
Capoeira Chora
Chora capoeira
Mestre Bimba foi embora
Olha a lei do cão, olha a lei da pimenta
Olha a lei do cão, lê lê olha a lei da pimenta
Olha o sangue, o chicote
O negro tá no tronco
E não pede clemencia lê lê
Olha a lei do cão, olha a lei da pimenta
Olha a lei docão, lê lê olha a lei da pimenta
Oi eu vou te falar
Vou tornar a repetir
Capoeira que é bamba
Escorrega mas desce
Sem cair lê lê
Olha a lei do cão, olha a lei da pimenta
Olha a lei do cão, lê lê olha a lei da pimenta
Capoeira menino
É luta de valente
Num ritmo danado
Num pique arretado
Que mexe com a gente lê lê
Olha a lei do cão, olha a lei da pimenta
Olha a lei do cão, lê lê olha a lei da pimenta
Capoeira menino
É bonita de se ver
É melhor de fazer
Dona Alice me disse d
Dá chapa de frente
E Aú com rolê lê lê
Iê
Menino quem foi teu mestre?
Teu mestre foi Salomão
Te ensinou a capoeira
No Engenho da Conceição
A ele não deve dinheiro
Deve saber e obrigação
Sou discípulo que aprendo
Sou mestre que dou lição
O segredo de Sào Cosme
Quem sabe é São Damião
Iê
Lá vem a cavalaria
Da Princesa Teodora
Cada cavalo uma sela
Cada sela uma senhora
Iê
Casa de palha é palhoça
Se eu fosse o fogo queimava
Toda mulher ciumenta
Se eu fosse a morte matava
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Eu jogo capoeira
Na Bahia e Maceió
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Canarinho da Alemanha
Quem matuo meu curió
Eu jogo capoeira
Mas meu mestre é melhor
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Quem tem fé em Deus
Nunca cai em bozó
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
O segredo da lua
Quem sabe é o clarão do sol
Canarinho da Alemanha
Quem matou meu curió
Apanha a laranja no chão tico-tico
Se meu amor for embora não fico
Apanha a laranja no chão tico-tico
Não é com a mão que apanha é com o bico
Apanha a laranja no chão tico-tico
Minha toalha é de pano e de bico
Apanha a laranja no chão tico-tico
Minha toalha é de pano e de bico
Apanha a laranja no chão tico-tico
Saia bordada de renda e de bico
Apanha a laranja no chão tico-tico
Na uma na duas na três não fico
Apanha a laranja no chão tico-tico
Adeus, adeus
Boa viagem
Eu já vou embora
Boa viagem
Eu vou com Deus
Boa viagem
E com Nossa Senhora
Boa viagem
Adeus
Boa viagem
Adeus
Boa viagem
Adeus, Adeus
Boa viagem
Adeus
Eu já ando enjoado
De viver aqui na terra
Amanhã eu vou pra lua
Já falei com minha mulher
Ela então me respondeu
Nós vamos se Deus quiser
Lá azemos um ranchinho
Todo cheio de sapé
De manhã às sete horas
Nós vamos tomar cefé
O que nunca acreditei
Não posso me conformar
É que a lua vem do mar
Tudo isso é conversa
de comer sem trabalhar
Oh senhor amigo meu
Veja bem o meu cantar
Quem é dono não ciuma
Quem não é quer ciumar
Viva meu Deus
A cobra que morde
Senhor São Bento
A cobra é danada
Senhor São Bento
Me deu uma picada
Senhor São Bento
Olha o bote da cobra
Senhor São Bento
A cobra que morde
Senhor São Bento
Chora minino
Nhem, nhem, nhem
O minino chorou
Nhem, nhem, nhem
Foi porque não mamou
Nhem, nhem, nhem
Cala boca minino
Nhem, nhem, nhem
Oi minino chorão
Nhem, nhem, nhem
Oi minino danado
Nhem, nhem, nhem
Oi minino malvado
Nhem, nhem, nhem
Iê minino chorou
Nhem, nhem, nhem
Cala boca minino
Nhem, nhem, nhem
Iê
Riachão tava cantando
Na cidade de Açu
Quando apareceu um nego
Da espécie de urubu
Com um chapéu de couro
Paletó de couro crú
Beiço grosso e virado
Da grossura de um chinelo
Um olho bem encarnado
E o outro amarelo
Convidou Riachão
Pra cantar um martelo
Riachão disse eu não canto
Com nego desconhecido
Ele pode ser escravo
Que anda por aí fugido
Iê
Vou contar minha história
Com uma dor no coração
O aluno falou de mim
Foi uma grande ingratidão
Sei que tú fala de mim
Sei que você também falou
Que eu não jogo capoeira
Anum não canta em gaiola
Nem bem dentro nem bem fora
Vai cantar no formigueiro
Quando vê formiga lá fora
Parabéns, parabéns
Oi nessa data querida
Parabéns, parabéns
E muitos anos de vida
Parabéns, parabéns
Quando os anjos dizem amém
Parabéns, parabéns
Nós vamos dizer também
Parabéns, parabéns
Eu vivo numa solidão
Eu vivo numa solidão
Sozinho
Sem os carinhos de uma mulher
Sem os carinhos de uma mulher
O que me traz a alegria
É o cantar da passarada
O cantar da passarada
Mas eu ando conformado
Mais vale ser infeliz
Do que desprovido de razão
Do que desprovido de razão
É hora é hora...
Iê
Era eu era meu mestre
Era meu mestre mais eu
Nós fizemos um mal dia
Nem ele pagou nem eu
Era eu era meu mestre
Era meu mestre mais eu
Eu vi a terra molhada
Mas não vi quando choveu
Era eu era meu mestre
Quando nós andava junto
Eu não sei se Deus consente
Numa cova dois defunto
Camugerê como está, como está
Camugerê como está, vosmicê
Camugerê como está, como está
Camugerê como está, vosmicê
Santa Maria mãe de Deus
Entrei na Igreja me confessei
Santa Maria mãe de Deus
Entrei na Igreja e me casei
Santa Maria mãe de Deus
Entrei na Igreja e não rezei
Santa Maria mãe de Deus
No toque do berimbau (BIS)
Do agogô e do pandeiro
Existiu lá na Bahia preto velho mandingueiro
Mestre Bimba ele morreu (BIS)
Mas foi pro céu comemorar
Hoje em dia na Bahia ninguém para de falar
Que era um negro muito forte
Mandingueiro pra danar
Mas a morte foi cruel e o levou pra outro lugar
Mas a morte faz sofrer
Faz chorar
Em lembrar do Mestre Bimba toda Bahia chora
Aruanda ê
Aruanda ê, aruanda
Aruanda ê camara
Vem de dentro do peito
Essa chama que acende
Meu corpo inteiro não pode parar
Eu sou mandingueiro de lá da Bahia
Axé capoeira salve Abadá
Aruanda ê
Aruanda ê, aruanda
Aruanda ê camara
Oxalá que me guie
Por todo caminho
Não deixe na roda a fé me faltar
Sou vento que sopra eu sou capoeira
A luta de um povo para se libertar
Meu berimbau
Na roda de capoeira
Certa vez silenciou
Até parece que é coisa do passado
Ver um homem ajoelhado
Porque seu gunga quebrou
Também chorei
Pois naquele mesmo dia
Eu ganhei meu berimbau
Perguntei qual o seu nome
Ele então me respondeu
Eu me chamo capoeira
Da pedra de camafeu
Meu Deus porque
Essas coisas acontecem
Minha tristeza padece
Quando toco um berimbau
Se berimbau não falasse
Eu não falava também
Não jogava capoeira
Nem gostava de ninguém
Fala berimbau, joga capoeira
Camafeu está chorando BIS
Dizendo dessa maneira Camará.
Quando eu estava lá na rua
Eu não tinha compromisso
A melhor coisa do mundo
Era catar papel no lixo
Com o pé sujo de carvão
E meleca no nariz
Ia correndo lá pra praça
Tomar banho de chafariz
Eu só tinha um compromisso
Que era pedir a esmola
Cada dinheiro que ganhava
Gastava cheirando cola
Eu ficava aborrecido
Se me mandasse pra escola
Colocava o uniforme
Pegava minha sacola
Lá pra boca do lixo
Ou pro campo jogar bola
Olha meu Deus
Que é dono da Terra
Olhai esse povo
Que estamos em guerra
Olha meu Deus que é dono da Lua
Olhai as crianças que estão lá na Rua
Lá vem o guarda (BIS)
Disse aqui olhe moleque
Você aqui não fica não
Essa tal de capoeira
É coisa de vadiação
Lhe respondi
Do fundo do coração
Sou duma raça sofrida
Vagabundo não sou não / camaradinha
Igreja do Bomfim
E o Mercado Modelo
Ladeira do Pelourinho
E a baixa do Sapateiro
Igreja de São Francisco (BIS)
Onde ficam as baianas
Vendendo acarajé
Vou falar de Itapoan
Lagoa do Abaeté
Esta é minha cidade
Venha quando tu quiser, camará!
A história nos engana
Diz tudo pelo contrário
Há quem diz que a abolição
Aconteceu no mês de maio
A prova dessa mentira
É que da miséria eu não saio
Viva 20 de novembro
Momento pra se lembrar
Não vejo em 13 de Maio
Nada pra comemorar
Muitos tempos se passaram
E o negro sempre a lutar
Zumbi é nosso herói
De Palmares foi senhor
Pela causa do homem negro
Foi ele quem mais lutou
Apesar de toda luta
O negro não se libertou, camará!
De longe eu vinha vindo
Escutei um som legal
Não sabia o que era
Parecia um berimbau
Mas pra perto fui chegando
Para ouvir a barulheira
Tinha uma roda de gente
Era a tal da capoeira
Um velho tava cantando
Seu lamento amargurado
Relembrando a juventude
Que deixou no seu passado
Cantava velho cantava menino
E o resto do povo ficava ouvindo
Quem nunca caiu
Na roda de capoeira
Não sabe o valor da queda
Pensa só que é brincadeira
Eu já caí
Mas agora estou de pé
Pronto pra cair de novo
Pro que der e o que vier
Quem nunca caiu
Na roda de capoeira
Não sabe o valor da queda
Pensa só que é brincadeira
Dei uma armada
E depois uma rasteira
Moleque saltou de banda
Ele é bom de capoeira
Quem nunca caiu
Na roda de capoeira
Não sabe o valor da queda
Pensa só que é brincadeira
Que vida engraçada
Cheia de desilusão
Hoje ele joga muito
Amanhã está no chão
Quem nunca caiu
Na roda de capoeira
Não sabe o valor da queda
Pensa só que é brincadeira
Mas eu sou da Bahia
Sou lá de Itabuna
Terra do mestre Magrelo, Luíz Medicina
E também Suassuna
Mas eu da Bahia
Sou lá de Itabuna
Terra do cacau
Lá se planta biriba de dia
E de noite de noite na roda
Já tem berimbau
E a roda para ficar legal
O som é bonito e o forte coral
Batam palmas e venham ver
É Luíz Medicina espaço cultural
Mas eu sou da Bahia
Sou lá de Itabuna
Terra do mestre Magrelo, Luíz Medicina
E também Suassuna
Se você dúvida de mim
Está feito o convite pra ir confirmar
Você vai ficar encantado
Com a capoeira que rola por lá
Lá tem o Badogue, o Carlinhos
Tem o Pão de Milho e o Lampião
O Ninja, Artur, Risadinha
São tão camaradas, parecem irmãos
Minha família é muito unida
Tem o Carioca e o Arrepiado
Pra fechar Tem o mestre Magrelo
Que lá em Itabuna
É o mais respeitado
Mas eu sou da Bahia
Sou lá de Itabuna
Terra do mestre Magrelo, Luíz Medicina
E também Suassuna
Lá em cima da janela
da janela do sobrado
Tinha uma moça chorando
Chorando pra se acabar
Por causa do Cordão de Ouro
Ai meu bem, que o ladrão tinha roubado
Mas não chore dona moça
Que o ladrão já tá sendo procurado
Quem pegar este ladrão
Oi, ai, ai! Será bem recompensado
Dou um berimbau maneiro
Ai, Ai, Ai! Dou um gunga ritmado
Oi Chiquinho ê e ê! Oi Chiquinho a a a!
Oi a menina de outro mandou me chamar
Oi Chiquinho ê ê ê! Oi Chiquinho a a a!
Oi na volta que o mundo deu
E na volta que o mundo dá
O senhor dono da casa
Nós viemo aqui lhe vê
Viemo lhe perguntar
Como passa vóismice
O senhor dono da casa
Nós viemo aqui lhe vê
Viemo lhe perguntar
Como passa voismice
E como é seu nome
É Maculelê
E de onde venho
É Maculelê
Lá de Santo Amaro
É Maculelê
E como é o nome
É Maculelê
E de onde vem
É Maculelê
Mas como é seu nome
É Macule1ê
Mais e na hora ê ê ê, e na hora a a a
E na hora ê ê ê, sou de Angola
Tetete, olha teteaa
Tetete, bom Jesus de Maria
Eu sou um menino
Minha mãe soube me educar
Quem anda em terras alheias
Pisa no chão devagar
Eu dei um corte de facão
Na samambaia
Maculelê, que é bom
Tamhém não falha
Eu vim pela mata eu vinha
Eu vim pela mata escura
Eu vim, seu Maculelê
No clarear, no clarear da Lua
É isso aí gente, é o Maculelê
Bate o pé firme
Olha a pisada do caboclo, moçada
Segura esse atabaque, rapaziada
Vamo no pisa caboclo, olha o Maculelê
Eu vi a luta, eu tava lá
Eu vi a lula, eu tava lá
Dois guerreiros se pegando
Dentro do canavial
Lutava Maculelê, na terra do Mangangá
Um gritava para o outro
Tumba ê ê ê, caboclo
Tumba lá e cá
Tumba ê ê ê, guerreiro
Tumba lá e cá
Tumba ê é ê, Popó
Tumba lá e cá
Não me deixe só
Tumba lá e cá
Quatro domingos de outubro
Quatro domingos de outubro
tem festa da padroeira
tem camelô vendendo argola
tem beata rezadeira
e no meio da pracinha
tem roda de capoeira
pau pau, madeira pra lenha
são quatro
domingos de roda da Penha pau pau, madeira pra lenha
pau pau, madeira pra lenha
quatro domingos de roda na Penha
vem chegando a roda da Penha
quando chega o mês de outubro
você tem que preparar
reza pro santo
acende vela
pra pode ir lá jodar
pau pau, madeira pra lenha
quatro domingos de roda na Penha
vem chegando a roda da Penha
vem gente pagar promessa
vem gente prá passear
eu que sou capoerista
vou pra roda jogar
pau pau, madeira pra lenha
quatro domingos de roda na Penha
Às vezes me chamam de negro
Pensando que vão me humilhar
mas o que eles não sabem
é que isso me faz lembrar
que venho daquela raça
que lutou prá libertar
que criou o maculelê
e acredita em candomblé
que trás um sorriso no rosto
a ginga no corpo
e o samba no pé
capoeira poderosa
jogo de libertação
aqui hoje nesta roda
venho agradar os meus irmãos
Camarada que é meu camarada
é meu irmão
meu irmão do coração, camarada
é meu irmão
na roda de capoeira
pode-se matar ou morrer
mas também se joga limpo
e é bonito de se ver
camarada que é meu camarada...!
Certo dia na cabana um guerreiro
Certo dia na cabana um guerreiro
Foi atacado por uma tribo pra valer
Pegou dois paus
Saiu de salto mortal
E gritou pula menino
Que eu sou Maculelê
E pula lá, que eu pulo cá
Que eu sou Maculelê
E pula lá, que eu quero ver
Que eu sou Maculelê
Pula eu, pula você
Que eu sou Maculelê
E pula cá que eu quero ver
Vou contar uma estória
Que há muito tempo me ocorreu
Nas andadas da madrugada
Quando um negro apareceu
Fui a ele apresentado
Por um amigo meu
Ele disse que era mestre, meu nego
Eu me apeguei
Ele dava rasteira
Dava aú com uma das mãos
O
danado desse negro parece bala de canhão
O que ele faz brincando
Você não faz nem zangado
O danado desse negro
Parece que está endiabrado
Eu falei negro danado
Negro danado
O danado do negro parece
Que está endiabrado
Eu fui na mata de sinhá
Eu fui na mata de sinhá, colega véio
Esqueci meu gunga lá
Então voltei para pegar
Mas na chegada da mata
Encontrei um nego forte
Com meu gunga na mão
Eu disse pra me entregar
Ele: Não entrego não
Então chamei para jogar
A Capoeira Regional
Então eu lhe respondi
Dizendo dessa maneira
Esse gunga é meu
É de boa madeira
Me entrega esse gunga de qualquer maneira
Quem me ve assim não diz
Que eu fui rico no passado
Que eu já possuí fazendas
Eu também já criei gado
Já tive muitas mulheres
Fui por elas disputado
Uma delas era casada
Por seu marido eu fui caçado
Mas o destino tem seu traço
O meu foi bem traçado
E perdi minhas fazendas
Com elas perdi meu gado
E perdi minhas mulheres
Já não sou mais disputado
Hoje sou um homem velho
Vivo por aí jogado
Quem me vê assim não diz
Que eu fui rico no passado
Eu dei um tapa
Na cabeça do capeta
Quando a coisa ficou preta
Eu comecei foi a rezar
E quanto mais eu rezava Avê Maria
Mais capeta aparecia
Tão querendo me pegar
Na Bahia tem dendê
Tem leite de coco pra mim e pra você
Na Bahia tem dendê
Meu camarada
Venha ver a brincadeira
O cara planta bananeira
E fica de pernas pro ar
Já me falaram que essa luta é brasileira
Que se chama capoeira
Eu também quero jogar
Na Bahia tem dendê
O coco batido pra mim e pra você
Na Bahia tem dendê
Certo dia
Lá no Mercado Modelo
Eu comprei o meu pandeiro
Atabaque e Berimbau
Até que aqui
Essa luta capoeira
Pode até ser mortal
Mestre Bimba e Mestre Pastinha
Foram os responsáveis pela legião
Sua história merece respeito
Merece carinho merece atenção
Estão inventando uma capoeira
Isso é loucura
Isso é besteira
Eles ficam em cima do muro
Não pulam pra frente
Nem pulam pra trás
Quando alguém lhes perguntam o que faz
Eles saem dizendo na cara de pau
Eu faço uma capoeira que não é angola
E nem regional
Ele é cara de pau, ele é cara de pau
Capoeira é Angola ou é Regional
Ele é cara de pau ele é cara de pau
Capoeira é Angola ou é Regional
Pera lá, seu delegado
Não o prenda sem razão
Ele é um homem documentado
Foi mestre na profissão
Já formou dois delegados
Dentro da sua profissão
Já andou o mundo todo
Para ser considerado
Foi aluno de africano
Homem muito respeitado
Que chamou de Mestre Bimba
Manoel dos Reis Machado, Camará
Água de beber
Quando eu vim da minha terra
Quando eu vim da minha terra
Veja o que eu deixei pra trás
Cinco noiva sem marido
Sete criança sem pai
Doze santo sem milagre
Quinze suspiro sem "Ai"
Trinta marido contente
Me perguntando já vai
Camará
Eu sou mandingueiro
Oi morena eu vim de longe
Vim aqui foi pra lhe ver
Eu cheguei de manhãzinha
E volto ao entardecer
Se você quiser que eu fique
É só você dizer
Largo o barco e o meu trabalho
Só pra morar com você
Só não largo a capoeira
Pois sem ela eu vou morrer
E morto não adianta
Nem você vai me querer
Me leva morena, me leva
Me leva pro seu bangalô
Oi me leva morena, me leva
Que hoje eu sou pobre
Amanhã sou doutor
Camarada me ajude
Camarada me ajude
Leva pra moça meu recado
Diga que eu estou aqui
Com o meu berimbau do lado
Já estou ficando velho
Com os cabelos prateados
Mas que ainda sei canções
Dos tempos de namorado
Camará
Iê, vamos embora
Ei, meu mano
O que foi que tú viu lá
Eu vi capoeira jogando
Também vi maculelê
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Sou discípulo que aprende
Sou mestre que dá lição
Na roda de capoeira
Nunca dei um golpe em vão
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Manuel dos Reis Machado
Ele foi fenomenal
Ele foi o Mestre Bimba
Criador da Regional
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Tem dia que eu amanheço
Danado da minha vida
Planto cana descascada
Com três dias tá nascida
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Capoeira
É jogo praticado na terra de São Salvador
Olha eu vou contar
Quem quiser pode me ouvir
Quem quiser diga que não
Quem quiser diga que sim
Agradeça à escravidão
Quem quiser que fale asneira
Se não fosse o escravo
Não existia a capoeira
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Cuidado com preto velho
Que ele pode machucar
Nos tempos da escravidão
Já jogava o pé pro ar
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
Zum, zum, zum
Capoeira mata um
A filha do meu patrão
Ia na escola estudar
E a caneta do escravo
Era o canavial
Agora é moda camarada
Agora é moda camarada
O Capoeira
Só entra pra agarrar
Agora é moda camarada
Agora é moda camarada
O Capoeira
Só entra pra agarrar
Há quanto tempo
Tem que eu vi um floreio
Que eu vi um jogo ligeiro
Sem neguinho se agarrar
Agora é moda
O capoeira puxar peso
Diz que é pra perder o medo
E também intimidar
Agora é moda camarada
Agora é moda camarada
O Capoeira
Só entra pra agarrar
Agora é moda camarada
Agora é moda camarada
O Capoeira
Só entra pra agarrar
Neguinho não sabe
Que a cintura é mola mestre
Que endurece igual pedra
Não pode movimentar
Entra na roda
Fica todo nervosão
Perde logo a expressão
E parte logo pra agarrar
Agora é moda camarada
Agora é moda camarada
O Capoeira
Só entra pra agarrar
Agora é moda camarada
Agora é moda camarada
O Capoeira
Só entra pra agarrar
Entrar na roda
E largar-se sobre as costas
A cintura já não dobra
Não pode movimentar
Não tem mais jeito
O que já virou defeito
Vai ser tudo desse jeito
Mas um dia vai mudar
Oi, prepara o arame
Enverga a madeira
De Jequitiba
Traz a moeda e a cabaça
E o caxixi da feria
Que eu quero aprender a tocar
Meu berimbau é rei
Meu berimbau camarada
Ele é enfeitado com laços e fitas
E as conchas do mar
Eu enfrento o sereno
Desfaço o veneno dessa solidão
Rezo São Bento Grande
São Bento Pequeno conforme a razão
Agora o medo nos fala
Moleque aprende a lição
Coragem nunca se cala
Mestre é quem tem coração
Com os três na senzala
Negro se ajoelha fazendo oração
Meu berimbau é rei
Meu berimbau camarada
Ele é enfeitado com laços e fitas
E as conchas do mar
Meu berimbau é rei
Meu berimbau camarada
Ele é enfeitado com laços e fitas
E as conchas do mar
Vem menino, vem
Descendo a ladeira
Que o cais dourado
Vai ter capoeira pra matar
Dança morena faceira
Platéia na beira do mar
Nego véio de bobeira
Vem lá gameleira
Chegou pra brincar
Meu berimbau é rei
Meu berimbau camarada
Ele é enfeitado com laços e fitas
E as conchas do mar
Meu berimbau é rei
Meu berimbau camarada
Ele é enfeitado com laços e fitas
E as conchas do mar
Dança morena faceira
Platéia na beira do mar
Nego véio de bobeira
Vem lá gameleira
Chegou pra brincar
Se o mar virasse brejo
Peixe pudesse voar
Se a cobra criasse pena
E sapo pudesse falar
Era bicho de toda parte
Batendo papo para danar
Até macaco de terno
A capoeira ia jogar
Ê, ê, ê, ê
Ê, ê, ê, a
Bicho vai virar gente
Bicho gente vai virar
Se o mundo de Deus é grande
Se o mundo de Deus é grande
Deus dá numa mão fechada
Um pouco com Deus é tudo
Um muito sem Deus é nada
Noite de escuro não serve
Pra caçar de madrugada
Caçador dá muitos tiros
De manhã não acha nada
Vinha correndo e pulando
E um dia correndo a trilha
Se eu fosse governador
Manoava a Bahia
Isso que tú tá fazendo
Comigo tú não fazia, Camará
Besouro Mangangá era homem de corpo fechado
Bala não matava e navalha não lhe feria
Sentado ao pé da cruz enquanto a polícia o seguia
Desapareceu enquanto o tenente dizia
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro
Besouro era um homem que admirava a valentia
Não aceitava a covardia
Maldade não adimitia
Com a traição quebrou-se a feitiçaria
Mas a reza forte só besouro quem sabia
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro
Atrás de Besouro, o tenente mandou a cavalaria
No estado da Bahia
E Besouro não sabia
Já de corpo aberto,
Fez sua feitiçaria
Cada golpe de besouro
Era um homem que caia
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro
Capoeira pra estrangeiro meu irmão
É mato
Capoeira brasileira meu cumpadre
É de matar
Berimbau tá chamando
Olha roda formando
Vai se benzendo pra entrar
O toque é de angola
São Bento Pequeno, Cavalaria, Iuna
A mandinga do jogo
O molejo da esquiva
É pra não cochilar
Capoeira é ligeira
Ela é brasileira
Ela é de matar
Capoeira é ligeira
Ela é brasileira
Ela é de matar
Capoeira pra extrangeiro meu irmão
É mato
Capoeira brasileira meu cumpadre
É de matar
Capoeira pra extrangeiro meu irmão
É mato
Capoeira brasileira meu cumpadre
É de matar
Olha o rabo de arraia
Olha aí a ponteira
E a meia-lua pra matar
O mortal e o aú
O macaco e a rasteira
E o arrastão pra derrubar
Galopante e faceiro
Vai se preparando para pular
Capoeira é ligeira
Ela é brasileira
Ela é de matar
Capoeira é ligeira
Ela é brasileira
Ela é de matar
Capoeira têm um faro
Parece até radar
A sete léguas de distância
Ouve um berimbau tocar
Ê leleleô
Oi lele oi lele oi lele
Ê leleleô
O capoeira é vidente
Joga bem, sempre acertou
Se quiser ver ele pegar
Uma queda já levou
Ê leleleô
Oi lele oi lele oi lele
Ê leleleô
O capoeira é inteligente
Astuto e malicioso
Com a mocidade na mente
Contudo audacioso
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Vim da ilha de Maré
No saveiro do Mestre João
Fui morar lá na Preguiça
Me mudei pra Conceição
Eu subi o Pelourinho
Eu desci a Gameleira
Eu passava dia a dia
Nas rodas de capoeira
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Camafeu e Traíra tocavam
Waldemar jogava
Com seu Zacarias
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Eu aprendi capoeira
Lá na rampa e no cais da Bahia
Capoeira é uma arte
Capoeira é uma luta
Capoeira é o ballet
Mais lindo da minha Bahia
Capoeira
Además: Regional


"Vou dizer minha mulher, Paraná
Capoeira me venceu, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná"