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Em janeiro de 1950, Donald Edward Keyhoe (1897-1988), um major reformado da Marinha dos EUA, publicava na revista True um histórico artigo intitulado Flying Saucers are Real ("Pires Voadores são reais") que traria ao universo civil o conhecimento de numerosas experiências de militares com os UFOs. O texto do major foi uma inspiração para que civis e militares passassem a dar maior atenção ao céu e a depositar credibilidade aos crescentes relatos de observações. Logo floresceriam os primeiros grupos civis de ufologia: - Australian Flying Saucer Bureau (Austrália - 1950/51); - Comission Internationale d'Enquetes Scientifiques Ouranos (Franca - 1951); - Civilian Saucer Investigations (EUA - 1951); - International Flying Saucer Bureau (EUA - 1951); - Aerial Phenomena Research Organization (EUA - 1952) e o - Civilian Saucer Investigations (Nova Zelandia - 1952). No Brasil, o pioneirismo coube ao Centro de Investigação Civil dos Objetos Aéreos Não-identificados (CICOANI) fundado pelo Prof. Hulvio Brant Aleixo em 1954. As ufologias militar e civil proliferaram por todo o planeta, porem com rarissimos momentos de trabalho conjunto. A primeira, mais antiga, melhor aparelhada e mais organizada, especialmente nos países desenvolvidos, costuma desdobrar-se secreta e hermeticamente, ano permitindo o acesso de estudiosos civis, exceto em ocasiões muito particulares. A segunda, carente de recursos de toda ordem (financeiros, humanos, técnicos, metodológicos etc.) desde o seu surgimento, tem padecido em função de maculas causadas por um grande contingente de pesquisadores despreparados. Em seus esporádicos confrontos com a secreta ufologia militar, foi alvo de muitas estratégias de desinformação e de grandes distorções geradas por embusteiros e mistificadores.
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