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Judeus Salvos
       
       
     
     

 

Os Judeus Estão Salvos ?

O PORQUÊ DESTE FOLHETO

O apóstolo Paulo, missionário aos gentios, enfrentou em seus dias, forte oposição de judeus cristãos, mas de cujo coração nunca saiu o judaísmo. (Atos 15:5)

Hoje, como nos dias de Paulo, levanta-se uma onda de judaísmo nos arraias cristãos, proclamando que o dia de descanso não é o que comemora a gloriosa ressurreição de Jesus - o domingo, mas o que exalta a lei de Moisés, isto é, sétimo dia. Ora, ninguém é salvo pela guarda de um dia da semana, como escreveu Paulo em Col. 2 :16-17 "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo."

Este simples folheto objetiva despertar os crentes sinceros que estamos debaixo da graça e não mais nos rudimentos e escravidão da lei que foi dada ao povo judeu que permanece no legalismo de Moisés (Jo. 1:17). Portanto oremos e oremos sempre, como fez Paulo, pela salvação do judeu.

Enéas Tognini São Paulo, 26/04/97

O JUDEU ESTÁ SALVO?

Está se tiver Cristo no coração e tiver nascido do Espírito Santo. Se não tiver Cristo, ao morrer irá fatalmente para a perdição eterna (Rm 3 :23).

Paulo, como lemos em Romanos 9:1-3, tinha tristeza e dor no coração pela dureza de coração do judeu, portanto de sua incredulidade sem Cristo. E em Rm 10:1 lemos: "Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos". Sem Cristo tanto o judeu quanto o gentio estão perdidos e sem esperança. O que cada cristão genuíno precisa fazer é amar o judeu e por ele orar para que se converta dos seus pecados, receba Cristo Jesus como todo-suficiente Salvador, seja lavado no sangue do Cordeiro Imaculado, e tenha o seu nome escrito no Livro da Vida.

Observo com desagrado e surpresa a onda de "Judaísmo" cristão que, como os gálatas contemporâneos de Paulo, invadiram com "Leis" e mandamentos e guarda de dias, os arraiais de Cristo.

No presente existe uma atitude de deferência acentuada no trato com os judeus, como se fossem diferentes e privilegiados, superiores até. Ora, para Deus não há judeu e nem gentio como lemos em Col. 3:11. A precípua finalidade da Lei de Moisés era levar o pecador (judeu e gentio) à fé em Cristo. Todos os privilégios do judeu no Velho Concerto, terminaram no Calvário, quando Jesus exclamou: "ESTÁ CONSUMADO". A lei concluiu sua finalidade conduzindo o homem à fé em Cristo, exatamente como Moisés na Transfiguração que desapareceu e somente Cristo ficou. E o texto sagrado diz: "SÓ JESUS" e nada mais; nenhum contrapeso de legalismo de obras mortas ao maravilhoso plano redentor de Deus.

De agora em diante é com Jesus e não com Moisés. Rm 10:4 diz que "Cristo é o fim da lei". "Fim" aqui não é finalidade mas "ponto final", exatamente como lemos em Mat. 11:13: "a lei e os profetas duraram até Jo5o". Como afirmou um nosso pensador cristão de hoje, o bolbo - o V.T. na sua força já lançou em exuberante folhagem no N.T. que floresce e frutifica no salutar clima da graça de Deus. "Cristo aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz" (Ef 2:15). Cristo, com sua morte na cruz, "cancelou o escrito de divida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz...." (Cl 2:14).

A lei nunca salvou (aperfeiçoou) ninguém, pelo contrário, agravou a condição do pecador, quando 1he mostrou o pecado e não tinha força para removê-lo.

Hoje, um grupo de distintos irmãos vão aos cravos do Calvário onde estão as contas pagas por Cristo, isto é, nossos pecados, alisam os documentos, reacendem as letras e saem cobrando dos cristãos incautos: você precisa guardar o sábado, você precisa marchar na Festa dos Tabernáculos. Dentro de pouco vão exigir circuncisão, precisa falar hebraico porque a língua do céu não é a "dos anjos" como a Bíblia afirma, mas a hebraica. Pura infantilidade. As duas vezes que o Senhor me falou em voz audível, falou em português, e continua me falando na língua dos anjos.

Não consigo entender como eu, um servo de Jesus Cristo possa estar marchando ao lado de um judeu ortodoxo que nega e renega o meu querido Salvador.

No meu recente livro lançado "O Plano de Deus e o Arrebatamento", a partir da página 69, faço um apanhado da rebeldia do judeu através da Bíblia. Exemplo vivo é o testemunho de Estêvão registado em Atos 7:51-53 "Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes". O apóstolo Paulo, em I Ts 2:14-16 tem uma palavra séria sobre a dureza de coração do povo judeu: "Tanto é assim, irmãos, que vos tornastes imitadores das igrejas de Deus existentes na Judéia em Cristo Jesus; porque também padecestes, da parte dos vossos patrícios, as mesmas cousas que eles, por sua vez, sofreram dos judeus, os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens, a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente". Chega aos meus ouvidos uma notícia alarmante, qual seja, que o judeu vai para o céu por ser judeu. Onde amparar isto na Palavra de Deus?

Para o céu só há um caminho: Jesus, como lemos em Jo. 14:6 "Respondeu-1he Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". E Pedro confirmou a mesma verdade: (Atos 4:12) "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos"; e não é outra a palavra de Paulo em I Tm 2:5: "Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem".

Nem judeu e nem gentio irá para o céu sem Jesus, do contrário o que Jesus declarou peremptoriamente em Jo. 14:6 é mentira.

A Salvação é individual, assim como a responsabilidade, e é o que lemos em Ez 18:14: "A alma que pecar, essa morrerá". Se um judeu quer ir para o céu, tem que receber, em profunda e transformadora experiência, a Cristo como único e suficiente Salvador; o mesmo acontece com o não judeu. Se não for por Cristo, ao morrer irá fatalmente para o inferno (tanto o judeu quanto o gentio). Jesus não salva nação e muito menos um povo; salva cada pessoa, como lemos em Rm 10:12: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo". Na era apostólica Jesus salvou milhares de judeus como nos relatam os primeiros capítulos de Atos. E ainda salva muitos judeus que se arrependem do pecado e o recebem como o Messias da Promessa. Deus não faz acepção de pessoas.

O Senhor Jesus não achou o judeu de seus dias bonzinho e privilegiado por ser judeu: em Mat. 23 exprobou os judeus de hipócritas, duros de coração, sepulcros caiados, devoradores da casa das viuvas, usurários, guias cegos e, nada menos de nove vezes Jesus exclama do mais profundo do seu coração: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas".

Em João 8:44 Jesus os caracteriza: "Vós sois do diabo, que é o vosso pai, e quereis satisfazer-1he os desejos. Ele foi homicida desde o principio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira".

Mateus 26:63-65 regista um episódio que merece consideração: Jesus está diante do Sinédrio, a Suprema côrte de justiça dos judeus. Caifás, saduceu, é o presidente e sumo sacerdote. Ele inquire Jesus, sob juramento solene se Jesus de fato é o Cristo. Jesus confirma. Caifás rasga suas vestes diante da "blasfêmia" e por esta "blasfêmia" condena Jesus. Diante de Pilatos, governador romano da Judéia, a "nação judaica", isto é, o "povo judeu" assume diante de Deus e do gentio trono romano a responsabilidade do SANGUE de Jesus que viria sobre a cabeça dos judeus naquele dia e pelos séculos a fora. E os judeus através dos séculos têm pago um preço alto por causa do sangue do Senhor Jesus. Recordamos aqui o Yadvashem, o museu das atrocidades nazistas em Jerusalém. Nosso coração chora ao contemplar o quadro da brutalidade do monstro Adolfo Hitler.

Em Romanos 11 Paulo explica que o judeu está "no endurecimento quanto a Jesus"; e em II Cor. 3:12-15: "Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia. Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não 1hes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles". O judeu tem um véu em seus olhos que é Moisés, que o impede de ver Jesus.

E o judeu, como povo, não mudou a sua atitude para com Jesus. Individualmente alguns se têm convertido, e esperamos que outros o façam também.

Mateus 23:38-39 é um termômetro que mede a temperatura espiritual do judeu quanto a Jesus, que é declarar de coração: "BENDITO O Que VEM EM NOME DO SENHOR".

O povo judeu não disse isso até agora, pelo contrário, mesmo estando na posse das duas Jerusalém, limita-se a bater a cabeça no muro das lamentações suspirando pela colina do Templo e chorando porque o lugar sagrado continua pisado por pés iníquos. E ergue o seu olhar e contempla a Porta de Ouro, fechada, esperando o "Messias" que não será outro senão o anticristo. Entretanto, bastaria sair pela porta de Damasco., e a curta distância, está a Tumba do Jardim, e o sepulcro de Jesus vazio, porque Ele ressuscitou e vive para sempre.

Para ganhar o judeu para Cristo não precisa agradá-lo, nem tornar-se judeu, nem falar hebraico, nem voltar a observar a lei de Moisés, nem guardar o sábado, nem desfilar na Festa dos Tabernáculos, nem vestir-se de sumo sacerdote em desfile com a imitação da "Arca". Isso é abominação ao Senhor, é coser remendo novo em pano velho, é divorciar-se de Cristo, é voltar à letra que mata e abandonar o Espírito que vivifica.

Conforme a Carta aos Hebreus não estamos mais no Velho Concerto, mas no Novo, infinitamente superior. Lancemos fora o velho fermento, pois temos o novo que é primícia.

Os que enganam hoje o povo com "outro evangelho", realidade s passadas que Cristo já pagou na cruz, ouçam Paulo (Gl 1:7): "o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo". Esses semeadores de "outro evangelho" hão de responder diante do Tribunal de Cristo por enganar o povo com rudimentos que Jesus já pagou, borrou e pendurou nos cravos do Calvário.

Para ganhar um judeu para Cristo precisamos de poder, poder do Espírito, como os apóstolos no Pentecostes. Devemos orar pela salvação do judeu, também dos ciganos e dos muçulmanos, do chinês e do Indú e por todos os homens, como Jesus ordenou (Marcos 16:15) "E disse-1hes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura."

O imperativo do Mestre é evangelizar, portanto, cumpramos nossa tarefa enquanto é dia, a noite vem quando ninguém mais pode trabalhar. Façamos como o abençoado grupo de "dispersos" que pregavam a judeus e gentios como lemos em Atos 1 1:20 "Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-1hes o evangelho do Senhor Jesus"

O Bispo Tito Oscar em recente número de sua preciosa revista N Voice escreveu: "Cristianizar um judeu é bíblico, judaizar um cristão é pecado".

Extraído do folheto "O Judeu está salvo ?" do Seminário Teológico Batista Nacional de São Paulo – 1997 – Pr. Enéas Tognini.

 

 


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