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Aos Irmãos Em Cristo.

Toda a visão que Deus tem dado a seu povo requer, para ser implementada, um detalhe que muitos prefeririam não ver mencionado: recursos financeiros.

Um templo ainda que alugado; ou mesmo sendo próprio, existem despesas de manutenção, como água, luz, impostos, zeladoria; os irmãos que estão servindo o corpo em tempo integral recebem salários, têm despesas com aluguéis, convênios médicos etc. Acreditamos que não há prosperidade para uma congregação, se a Palavra de Deus não está sendo obedecida; e é a Palavra de Deus que determina prebenda dignos aos presbíteros que presidem bem.

Não temos receio de falar sobre estas questões, porque usamos nesse terreno de absoluta transparência. Estamos em condições de dar conta de cada centavo que a Comunidade arrecada - não apenas diante de homens, mas principalmente diante do Senhor.

Todavia, acreditamos que o próprio Deus se antecipou a nós, nessa questão financeira. Se consultarmos a Palavra, veremos quantas vezes o Senhor preferiu depender de ofertas dadas pelos homens, para levar a efeito Seus propósitos. Para a construção do Tabernáculo de Moisés, o povo foi chamado a ofertar liberalmente. Igualmente, no caso do Templo edificado por Salomão. Agora, Deus não está interessado na construção de edifícios, mas na edificação de um povo. No entanto, para fazer frente às despesas do ministério, bem como para suprir as necessidades de irmãos e irmãs em nosso meio, o método de Deus continua sendo o mesmo: que Seu povo aprenda a dar liberalmente.

Resumindo nosso entendimento nesta questão:

  • Cremos que dízimos fazem parte do plano de Deus para sustentar Sua obra, bem como abençoar Seu povo. A Palavra é inequívoca neste ponto. Cada cristão deve ser um dizimista fiel. Esta prática não apenas supre as necessidades da obra, como também determina a bênção de Deus sobre os esforços de nosso trabalho.
  • Cremos que as ofertas voluntárias também são meio pelo qual Deus nos permite suprir as necessidades do corpo. O Novo Testamento não fala muito em dízimo, pela simples razão de que os irmãos viviam intensamente a prática do dar. Davam não apenas seus dízimos mas, em algumas situações, chegaram a dar tudo. Contribuir liberalmente, e até sacrificialmente, era a prática entre esses irmãos. Se você apenas dá o dízimo, está sendo apenas um bom judeu, vivendo ainda na perspectiva do Velho Testamento. Mas se você oferta com o coração, contribui dentro de suas possibilidades com alegria, está começando a mover-se na dimensão tremenda do Novo Testamento.

Subjacente a este nosso posicionamento quanto à questão financeira, está um conceito bem maior, que diz respeito a muito mais do que dinheiro: nosso entendimento acerca do senhorio de Cristo sobre nossa vida e nossa conseqüente mordomia sobre o que possuímos.

Para nós, não há outro Evangelho senão o Evangelho do Reino de Deus, que anuncia que Jesus Cristo é Senhor em todas as áreas da nossa vida. Conseqüência disso é o fato de que nada do que possuímos é nosso. Se eu pertenço a Jesus, se Ele é Senhor sobre minha vida, tudo o que eu "tenho" é dEle. Sou apenas mordomo de tudo o que Ele possui em mim (não apenas meu dinheiro, mas também meu tempo, minha saúde, minha família, tudo!).

Viver nesta dimensão traz seus riscos. É viver uma vida que o mundo não pode compreender, que escandaliza o homem natural. Mas é viver antecipando as tremendas realidade.


Pr. Rui Luis Rodrigues

Este estudo sofreu uma adaptação para a igreja em geral.

por. Ms. R Franca Azevedo.

franca@amazonet.com.br

 

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