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Sábado à Tarde

Ano Bíblico: II Crôn. 17–20

TEXTOS PARA LEITURA: Ecles. 9:5 e 6; João 11:11-14; I Tess. 4:13-18

VERSO PARA MEMORIZAR: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento." Eclesiastes 9:5

PERGUNTAS-CHAVE: O que, exatamente, ensina a Bíblia a respeito do que acontece às pessoas quando morrem? Por que é tão importante crer corretamente a respeito deste assunto?

PROBLEMAS COM AS CRENÇAS POPULARES. Embora pensar que pessoas queridas estejam no Céu seja muito confortador, pensar que elas estejam no inferno não é! Portanto, muitas pessoas são tentadas a pensar que seus queridos estão no Céu, de qualquer forma.

Outro problema em pensar que a "alma" vai para algum lugar específico depois da morte é que aqueles que se supõe estarem no Céu podem ver tudo o que está acontecendo aos amigos e membros da família que deixaram para trás.

À luz desses problemas, o ensino bíblico de que a morte é um sono pode ser confortador, apesar do fato de que perder alguém pela morte pode ser doloroso, não importa o que a pessoa creia. Sempre há a alegria de esperar pela vinda de Jesus e pela ressurreição.

Domingo

Ano Bíblico: II Crôn. 21–23

Uma Crença Fundamental - Mat. 24:4, 5 e 24; 28:19 e 20; Atos 20:27-30; II Tim. 3:16 e 17

Em abril de 1848, Tiago White e outras pessoas reuniram-se em Rocky Hill, Connecticut, nos Estados Unidos, para animar-se mutuamente na fé, estudar alguns detalhes das profecias dos últimos dias, e para corrigir quaisquer erros em suas crenças religiosas. Nos poucos meses seguintes, eles se reuniram diversas vezes. Cerca do mês de setembro daquele ano, todos eles concordaram em oito pontos que mais tarde passariam a fazer parte do corpo de doutrinas adventistas do sétimo dia. (Essas oito doutrinas eram um acréscimo às doutrinas fundamentais que compõem a fé cristã, como a concepção virginal, a vida sem pecado, a morte expiatória e a ressurreição corporal de Jesus Cristo.)

As oito doutrinas bíblicas nas quais concordaram, que os identificariam como cristãos adventistas do sétimo dia foram: 1. A segunda vinda de Cristo, iminente, pessoal, pré-milenial; 2. O duplo ministério de Cristo no santuário celestial, que teve início em 1844; 3. O sábado do sétimo dia da semana; 4. O espírito de profecia como foi dado a Ellen G. White; 5. As mensagens dos três anjos; 6. A imortalidade condicional e a morte como um sono sem sonhos; 7. A época das sete últimas pragas; e 8. A completa e final extinção dos ímpios após o milênio. – R. W. Schwarz, Light Bearers to the Remnant, págs. 68 e 69.

1. Por que a doutrina sobre a condição dos mortos deve ser um dos pilares da fé adventista? Mat. 28:19 e 20; Atos 20:27-30; II Tim. 3:16 e 17

Todos os ensinos das Escrituras são importantes, especialmente em assuntos como a criação, o pecado, a salvação e a restauração final. Entre esses, está a natureza de homens e mulheres, como Deus os criou, para que propósito, o que mudou sua natureza, como Deus os salva, o que acontece quando morrem, e quais são suas perspectivas para o futuro. Junto com os temas relacionados (por exemplo: a salvação deve incluir a encarnação, vida sem pecado, morte e ressurreição de Cristo) estão os ensinos fundamentais da fé cristã. Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a doutrina do estado de homens e mulheres na morte se torna extremamente importante.

Através de dois grandes erros, a imortalidade da alma e a santidade do domingo, Satanás terá sucesso em reunir as pessoas sob seus enganos. A crença na imortalidade da alma lança os fundamentos para o espiritismo e para a santidade do domingo, e move o centro da autoridade das Escrituras para a tradição (ver O Grande Conflito, pág. 588).

Segunda

Ano Bíblico: II Crôn. 24 e 25

Evidência Bíblica - Gên. 3:19; Jó 14:21; Sal. 146:4; Ecles. 9:5 e 6; Dan. 12:2; João 11:11-14; I Cor. 15:51-55

2. Ligue as sentenças a seguir aos textos corretos:

Sal. 146:4 A. Os que dormem no pó despertarão.
Ecles. 9:5 e 6 B. Ele não está morto, está dormindo.
Dan. 12:2 C. No dia em que morremos, nossos pensamentos perecem.
João 11:11-14 D. Não dormiremos todos, mas seremos transformados.
I Cor. 15:51-55 E. Os mortos nada sabem.

3. Mostre como a experiência de Jesus confirma a evidência bíblica de que os mortos descansam na sepultura até à ressurreição. João 19:38-42; 20:11-23

Não há dúvida de que Jesus morreu (João 19:31-42). Durante o sábado, Ele descansou na tumba de José. Sua obra estava feita, e Ele dormiu o sono pacífico da morte. Jesus não foi ao Paraíso no dia em que morreu (esse foi simplesmente o dia em que a promessa foi dada ao ladrão que O aceitou) [Luc. 23:43], pois quando falou a Maria na manhã de domingo, Ele disse que ainda não havia subido ao Seu Pai (João 20:17).

4. Explique como a ressurreição de Lázaro confirma a evidência bíblica de que os mortos estão dormindo. João 11:1-44

Marta não acreditava que seu irmão estava no Céu, pois disse que não esperava vê-lo até à ressurreição do último dia. Jesus lhe disse que Ele é a ressurreição e a vida. Então, Ele ressuscitou Lázaro entre os mortos. Em nenhum lugar nas Escrituras, existe algum registro de conversa entre Jesus e Lázaro, entre Lázaro e suas irmãs, a respeito de onde ele esteve e o que havia visto, nem com os discípulos ou alguém na multidão que o viu ser ressuscitado (João 11:17). Este é um forte argumento do silêncio, de que os mortos não vão a parte alguma e nada sabem.

Que outros textos você pode acrescentar aos mencionados acima, e que lhe dariam uma base bíblica ainda mais sólida para dar um estudo bíblico a alguém, sobre esse assunto?
Terça

Ano Bíblico: II Crôn. 26–28

Realidade ou Parábola? - Lucas 16:19-31

Aqueles que crêem na imortalidade da alma e na vida imediatamente após a morte, citam Lucas 16:19-21 como prova. Mas é isto que a parábola realmente ensina? Diversos princípios de interpretação bíblica são especialmente úteis aqui: 1. O lugar, as circunstâncias e as pessoas a quem a parábola é dita são chaves para seu significado. 2. Sendo que uma parábola geralmente ilustra uma verdade em particular, nenhuma doutrina deve ser baseada numa parábola. 3. Uma parábola reproduz a verdade, não é a verdade em si mesma. Os detalhes de uma parábola são importantes até o ponto em que ajudam a compreender a verdade ali expressa. 4. O conhecimento dos costumes judaicos e do seu modo de pensar nos dá uma compreensão mais clara do significado da parábola. 5. A parábola deve ser interpretada "em termos da verdade que pretendia ensinar, como se verifica na linguagem literal do contexto imediato, e do restante das Escrituras". – SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 204.

Com estes princípios em mente, vamos examinar mais detidamente a parábola do rico e de Lázaro. Primeiro, muitas pessoas no auditório de Jesus tinham vindo a crer no estado consciente da existência entre a morte e a ressurreição. Esta crença não estava baseada no Antigo Testamento, mas aparece nos escritos judaicos após o exílio de Babilônia e, ao tempo de Jesus, tinha-se tornado parte do ensino tradicional judaico.

Segundo, esta parábola é a última de uma série de cinco (Lucas 15 e 16). Jesus contou essas histórias em resposta à queixa dos fariseus de que Ele comia com pecadores (15:2), e cada uma delas condena o orgulho e a hipocrisia que prevaleciam entre os líderes religiosos, explicando que Seu reino "era mais do que forma ou cerimônia, era comunhão com Deus e com o homem". – Questions on Doctrine, pág. 549.

Em especial, o rico sentia-se seguro de seu lugar porque era filho de Abraão. Além disso, provavelmente ele cresse que sua riqueza lhe poderia garantir uma "boa" posição diante de Deus. Como ele se parecia com os fariseus! Tanto ele como os fariseus criam que o tipo de pessoas que eram lhes garantia o favor de Deus. O reino eterno pertencia a pessoas como Lázaro. O rico, embora alegasse ser filho de Abraão, estava para sempre perdido para o reino de Deus.

5. Agora faça uma lista de pontos na história que não se harmonizam com o restante das Escrituras, a respeito de seu ensino sobre o estado dos mortos. Note especialmente Lucas 16:22, 23, 24 e 26.

Quarta

Ano Bíblico: II Crôn. 29–31

Outros Textos Problemáticos - I Cor. 15:35-52; II Cor. 5:1-8; Apoc. 6:9-11

6. Explique a diferença entre corpo "natural" e "espiritual". I Cor. 15:35-52; João 20:24-29; Atos 1:9-11 e Filipenses 3:21 podem ajudar

"Paulo está simplesmente afirmando que o atual corpo humano é inadequado para entrar no reino de Deus. Pode-se razoavelmente deduzir que os corpos ressuscitados terão carne e sangue pelo fato de que nosso novo corpo terá a forma do glorioso corpo ressuscitado de Cristo (Filip. 3:20 e 21), que consistia de ‘carne e sangue’ (Lucas 24:39). Ademais, é razoável concluir que os corpos dos santos ressuscitados não serão muito diferentes do tipo de corpo que Adão possuía quando foi criado originalmente (Gên. 2:7). Se o homem não tivesse pecado, sem dúvida teria retido aquele corpo para sempre." – SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 812.

7. Agora leia II Coríntios 5:8. Que expressões nos versos 4 e 5 esclarecem o que Paulo queria dizer, quando afirmou que preferiria estar ausente do corpo e presente com o Senhor?

"Nos versos 3 e 4, Paulo descreve a morte como ‘estar nu’, ou ‘despido’. Ele espera, se possível, evitar esta situação intermediária, e deseja ardentemente ser ‘revestido’ com sua ‘habitação celestial’. Em outras palavras, espera ser trasladado sem ver a morte. ... Em outras partes (ver I Cor. 15:51-54; I Tess. 4:15-17; II Tim. 4:6-8), Paulo assegura que os homens não são ‘revestidos’ com a imortalidade individualmente na morte, mas simultaneamente, na ressurreição dos justos." – SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 863.

Outro verso problemático é Apocalipse 6:9. Aqui nos devemos lembrar de que Apocalipse é um mosaico de expressões literais e simbólicas, tais como a existência real de anjos, um Jesus real, em uma Nova Terra real, por um lado, e anjos cavalgando ao redor da Terra, por outro. À luz de textos como Eclesiastes 9:5 e 6, não pode haver "almas" que falem no Céu, muito menos "almas" clamando por vingança. Obviamente, essa é uma linguagem simbólica, usada para transmitir uma mensagem aos futuros mártires, de que, afinal, sua justiça e vindicação virão.

O que a correta interpretação de textos bíblicos difíceis nos ensina sobre a interpretação da Bíblia em geral?
Quinta

Ano Bíblico: II Crôn. 32 e 33

Ressurreição e Trasladação - I Cor. 15:12-18; 51-55; I Tess. 4:15-17

8. Diga em suas palavras qual a lógica usada por Paulo em I Coríntios 15:12-18 para provar a certeza da ressurreição.

A ressurreição de Cristo é a base de nossa fé. Se Cristo não estivesse inocente e livre do pecado, não teria ressuscitado da sepultura. Mas Cristo ressurgiu dos mortos. Portanto, nossa fé não é em vão, mas está fundamentada na certeza de um Cristo vivo. Como os anjos disseram às mulheres no sepulcro: "Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou" (Luc. 24:5 e 6). E porque Ele vive, nós também viveremos (Rom 8:11).

9. Explique como a seqüência de ressurreição/trasladação em I Tessalonicenses 4:15-17 se enquadra na doutrina do estado dos mortos.

A palavra preceder, usada em algumas traduções, significa ‘vir antes’, ou ‘anteceder’. Paulo está dizendo que os santos vivos não se encontrarão com o Senhor antes dos que dormem em Cristo. Mas todos os que crêem em Cristo O encontrarão ao mesmo tempo. Isso confirma o que estudamos em outra parte, a respeito do estado daqueles que morreram "em Cristo". Eles estão dormindo, aguardando a vinda de seu Senhor.

Embora Paulo esteja falando da riqueza da vida cristã, quando diz: "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, as coisas que Deus preparou para aqueles que O amam", também é verdade que não podemos imaginar o que Deus tem em mente para nós quando estivermos no lar.

"Ali conheceremos como também somos conhecidos. Ali, o amor e simpatia que Deus plantou na alma encontrarão o mais verdadeiro e suave exercício. A pura comunhão com seres santos, a vida social harmoniosa com os santos anjos e com os fiéis de todos os tempos, a santa associação que reúne ‘toda a família no Céu e na Terra’, tudo fará parte da experiência do além.

"Haverá ali música e cânticos; música e cânticos que ouvidos mortais jamais ouviram nem o espírito humano concebeu, com exceção do que em visões de Deus se tem revelado. ...

"Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos filhos de Deus. Com indizível deleite unir-nos-emos na alegria e sabedoria dos seres não caídos." – Ellen G. White, Educação, págs. 306 e 307.

Sexta

Ano Bíblico: II Crôn. 34–36

Estudo Adicional

Para mais textos que tratem sobre a condição do homem na morte, e sobre a recompensa que Cristo promete aos fiéis na ressurreição, leia qualquer uma das passagens a seguir, ou todas, se possível. Jó 7:21; 14:14 e 15; 17:13 e 16; 19:25-27; 20:11; 21:26; Sal. 6:5; 17:15; 22:29; 30:9; 88:10; 104:29; 115:17; Ecles. 3:20; 9:10; Isa. 38:18 e 19; 40:10; Mat. 16:27; 22:28-30; Luc. 20:37; João 5:29; 6:39 e 40; Atos 2:29; I Cor. 15:17 e 18; Filip. 3:20 e 21; I Tess. 4:16 e 17; II Tim. 4:7 e 8; Heb. 11:39 e 40; I Ped. 3:21; Apoc. 22:12.

Leia O Grande Conflito, "É o Homem Imortal?", págs. 531-550.

Em sua coleção de dois volumes, intitulada The Conditionalist Faith of Our Fathers, LeRoy Froom documenta em mais de duas mil páginas a crença de inúmeros eruditos e pastores cristãos através da História, que rejeitavam a doutrina da imortalidade da alma. Uma lista resumida aparece em Questions on Doctrine, publicado em 1957. Martinho Lutero, por exemplo, disse que no sono da morte, como no sono físico normal, há uma completa inconsciência da condição da morte ou da passagem do tempo. A morte é um sono profundo, seguro, doce. E os mortos continuarão dormindo até o tempo da ressurreição, quando, mais uma vez, corpo e alma se juntarão.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO: 1. Depois de estudar a lição desta semana, como você responderia às perguntas-chave da lição de sábado?

2. É correto aspirar à imortalidade quando Cristo voltar. Porém, por que imaginar-se imortal, como Deus, é o máximo do orgulho, presunção e da ilusão?

3. A maioria dos cristãos crê que, quando morrer, irá direto para o Céu, a fim de receber sua recompensa. Se isso for assim, por que Jesus disse em Apocalipse 22:12 que vai recompensar os santos em Sua vinda?

SUMÁRIO: A Bíblia ensina que a morte é um sono, até à ressurreição. Esta fé sempre foi uma proteção contra o espiritualismo e as assim chamadas aparições de parentes mortos, e isso acontece hoje. Mas virá o dia da ressurreição, em que todos os que dormem em Cristo viverão, e aqueles que estiverem vivos serão transformados para sempre, e estarão para sempre com o Senhor.

 


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